4 Principais raças de cães que se dão bem com gatos

Apesar de cães e gatos se darem bem, existem algumas raças de cães que poderão não ser as mais indicadas para fazer companhia a um gato, devido à sua personalidade.

Os Terrier, por exemplo, são cães muito enérgicos, irrequietos e possuem instinto de caça (principalmente em relação a animais pequenos, como os gatos), podendo não ser das raças mais aconselhadas para fazer companhia a um gato, uma vez que o cão poderá não deixá-lo sossegado nem por um segundo.

Por outro lado, alguns cães de trabalho foram criados para vigiar e proteger outros animais e membros da família, sendo bastante amigáveis para os gatos.

Os cães de raça toy são companheiros bastante amorosos, havendo uma forte probabilidade de se darem bem com gatos.

 

Desta forma, sugerimos algumas raças de cães:

1. Beagle

Era uma raça de excelente faro que caçava tradicionalmente acompanhado pelos seus donos a cavalo, dando-se bem com outros animais. É uma cão muito amigável.

 

2. Collie

É uma raça excecionalmente gentil para a maioria dos animais.

 

3. Lulu da Pomerânia

São cães muito inteligentes, pode aproveitar para o acostumar à presença de um gatinho e desenvolver uma relação de tolerância. Apresentam tendência de viver com outros animais de forma pacífica.

 

4. Golden Retriever

É um cão muito carinhoso, calmo e bondoso, a tarefa de acostumá-los a conviver com outros animais de estimação é relativamente fácil.

 

Algo bastante relevante que deverá reter é que, apesar destas dicas, cada cão é um indivíduo diferente de outro e, desta forma, se adotar um cão de uma das raças anteriormente referidas a probabilidade de se dar bem com o seu gato é bastante alta, contudo, o seu cão poderá ser uma exceção e não ter uma boa relação com o seu felino.

 

Rita Moita Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Diabetes Mellitus nos cães

Porque surge a diabetes mellitus?

A diabetes mellitus surge por deficiência na produção de insulina (a principal forma de diabetes nos cães) ou por resistência do organismo à atuação da mesma. A insulina é produzida no pâncreas e é responsável pela entrada da glicose do sangue para as células.

Existe predisposição em cães obesos, cães com pancreatite associada ou cães com Síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo). Contudo, pode atingir qualquer animal (de qualquer raça ou tamanho). É mais frequente em animais mais velhos.

Existem raças predispostas?

Sim. Apesar de qualquer cão poder ter diabetes, existem raças mais predispostas ao aparecimento da doença, nomeadamente:

Quais os sinais clínicos mais frequentes nos cães?

Os sinais clínicos são inespecíficos e podem estar presentes noutro tipo de patologias. Os mais frequentes são:

  • Perda de peso;
  • Poliúria (urinar mais que o normal) e polidipsia (beber mais água que o normal);
  • Perda de apetite (em fases mais avançadas da doença);
  • Aumento do apetite (em fases iniciais da doença);
  • Vómitos;
  • Convulsões (em estadios mais avançados);
  • Perda de visão (por cataratas diabéticas ou hipertensão – em estadios mais avançados). Consulte o artigo sobre Cataratas nos cães.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através da medição da glicose no sangue e na urina. O médico veterinário pode recomendar a realização de outros exames de diagnóstico (como um painel alargado de análises de sangue e urina e ecografia abdominal), dependendo do estado clínico do animal.

Como é feito o tratamento?

Uma vez diagnosticada a patologia, o tratamento é feito através da administração subcutânea diária de insulina (através de uma injeção) e de uma alimentação específica. A alimentação deve ser baixa em hidratos de carbono e alta em fibra, para diminuir a absorção de glicose a nível intestinal (de forma a controlar melhor os valores da glicose no sangue).

Se houver alguma patologia associada (pancreatite, por exemplo), deverá ser instituído tratamento para a mesma e reavaliar a presença de diabetes posteriormente.

São necessários controlos regulares no veterinário?

Sim. Após diagnóstico e instituição do tratamento é necessário um controlo frequente da resposta à terapia com insulina. Muitas vezes a dose tem que ser ajustada ao longo dos controlos, consoante os valores de glicose e frutosamina no sangue.

O prognóstico é bom?

Sendo a diabetes uma doença crônica, a cura da doença não é possível. Contudo, o prognóstico para a resolução dos sinais clínicos e controlo da doença é reservado a bom dependendo das alterações existentes no momento do diagnóstico e da resposta do animal ao tratamento.

É possível prevenir a diabetes?

Tal como nos humanos, também nos cães existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A obesidade e o tipo de alimentação diária são dois fatores importantes. Como tal, a manutenção do peso ideale a instituição de uma dieta saudável e equilibrada são importantes para prevenir o aparecimento da doença.

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia