O que é a IBD – doença intestinal crónica?

O que é IBD?

IBD (“inflamatory bowel disease”) ou doença inflamatória intestinal crónica consiste numa infiltração da parede intestinal por células inflamatórias. Essa infiltração altera a parede intestinal, impedindo uma absorção alimentar normal e reduzindo a motilidade do intestino. Assim, começam a existir dificuldades intestinais em absorver os alimentos e em promover a sua progressão no processo digestivo.

Esta inflamação pode estender-se do estômago até ao intestino grosso e é classificada mediante o tipo de células inflamatórias predominante (ex: linfócitos, plasmócitos, eosinófilos).

Que sinais pode apresentar um cão com IBD?

Os sinais clínicos que os cães afetados com IBD podem apresentar, resultam da deficiência no processo de absorção e motilidade intestinais.

Pode surgir:

Como se diagnostica IBD?

O diagnóstico definitivo de IBD é feito por análise histopatológica de uma porção da parede gástrica e/ou intestinal recolhida por biópsia. Esta biópsia é realizada sob anestesia geral, podendo ser obtida por endoscopia ou cirurgia convencional. Além disso, é importante que o Médico Veterinário exclua, previamente, outras causas para os sintomas do cão. Por norma, há necessidade de realizar análises sanguíneas, ecografia abdominal e análises às fezes antes de se proceder à biópsia.

O que pode provocar IBD?

Atualmente ainda não se sabe quais os verdadeiros mecanismos que desencadeiam esta doença. Contudo, é consensual que se trata de uma patologia auto-imune em que as células do próprio organismo reagem, exageradamente e de forma incorreta, a proteínas presentes na dieta, bactérias das fezes ou mesmo à flora intestinal normal.

Quais as raças mais predispostas para IBD?

Existem algumas raças mais predispostas para esta doença como o Pastor Alemão, Rottweiller e Golden Retriever.

Qual é o tratamento?

Não existe cura para esta patologia, no entanto existem alternativas médicas que ajudam a controlá-la. A terapia utilizada nos casos de IBD combina uma dieta específica com recurso a ração hipoalérgica, antibióticos e medicação imunossupressora (como por exemplo, os corticosteróides).

Qual é o prognóstico?

O prognóstico varia mediante o grau de IBD e de cão para cão. Alguns patudos reagem muito bem apenas com dieta hipoalérgica, enquanto outros necessitam de doses elevadas de medicação imunossupressora para conseguirem controlar os sintomas. Por vezes, a medicação tem de ser administrada durante toda a vida do animal, acabando por provocar efeitos secundários noutros órgãos.

O resultado da biópsia permite prever o grau da doença. Contudo, qualquer cão com IBD requer um acompanhamento Médico-Veterinário constante.

Ana Matias

Médica Veterinária

5 Séries de Televisão sobre cães

Há várias produções de televisão cujo o protagonista é um cão ou gato 😊. O sonho de vermos os nossos patudos falar e conspirar tornar-se “real” em algumas delas e além de divertidas, algumas delas são até educativas.

Segue a lista de 5 séries de televisão sobre cães:

Rex, o Cão Policia

é uma série televisiva austríaca produzida pelo canal austríaco ORF1 e co-Produzida pelo canal alemão Sat.1. O herói desta série é o cão da raça Pastor alemão Rex. Os vários episódios, tratam da investigação de crimes por um detetive de polícia e seu parceiro canino. O cão é sempre o principal responsável pela descoberta dos criminosos, seguindo pistas incríveis ou apontando erros cometidos pelos assassinos, dando razão ao velho ditado “nenhum crime é perfeito”.

Inspector Max

Inspector Max, é uma série produzida em Portugal pela TVI, em que o Max, também pastor alemão ajuda a resolver casos policiais.

Lassie

Lassie começou por ser uma série sobre uma  rough collie , e segue as suas aventuras e desaventuras com o seu dono. Também existem vários filmes da Lassie e todos eles leves e divertidos.

O Encantador de Cães

Retrata o dia-a-dia de César Millan, famoso por reabilitar cães problemáticos, mostra que às vezes não basta apenas ensinar truques aos animais, mas também doutrinar os proprietários em como conseguir uma relação equilibrada com eles.

O Melhor amigo do Homem

De nome original “Dogs” é uma série de televisão documental americana de 2018 que estreou na Netflix. A série foi lançada em 16 de novembro de 2018. Foi criado por Glen Zipper. A série explora o vínculo entre cães e humanos.

Ficam algumas sugestões 😊

Helena Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Hérnia discal em cães. O que precisa saber.

O que é?

A hérnia de disco trata-se de uma doença degenerativa e /ou traumática  dos discos invertebrais muito dolorosa e bastante comum  nos nossos patudos. Ela ocorre quando o material do disco sai do canal medular ou se acumula, pressionando a medula espinhal, produzindo uma disfunção na região, alterações neurológicas, dor e podendo causar em casos mais severos, paralisia.

Qual é a causa?

Existem dois tipos de doenças que podem afetar os discos intervertebrais, mas ambos têm como consequência uma pressão dolorosa do disco sobre a medula: Doença de Disco Hansen tipo I e Doença de Disco Hansen tipo II.

No Tipo I, o núcleo pulposo torna-se calcificado (devido a processo de mineralização). Um movimento brusco do animal, ou mesmo de forma espontânea, ocorre um deslocamento deste disco, agora com consistência quase óssea, para fora do anel fibroso. A movimentação do disco, leva a que este pressione o ligamento longitudinal provocando imensa dor e, em alguns casos, compressão da medula.

São mais comuns em animais pequenos e de patinhas curtas,  como os teckel e pequinês, mas pode afetar qualquer animal.

A Doença de Disco Tipo II é um processo degenerativo muito mais lento. Neste caso o anel fibroso sofre um colapso e desloca-se dorsalmente criando um problema mais crónico causando dor e compressão da medula. Mais comum em cães grandes como o pastor alemão.

Tal como nos seres humanos, a hérnia de disco pode ser causada por um processo traumático, uma queda dolorosa ou algum traumatismo delicado, que tenha causado pressão sobre a coluna e sobre os discos.

Como identificar?

Existem diversos sinais clínicos que podem surgir: dor, relutância ao movimento ou ao exercício, incapacidade de saltar, desequilíbrio, incontinência urinária e fecal, perda de sensibilidade nas extremidades e, quando o problema se torna mais severo, paralisia. Os sinais clínicos apresentados podem variar conforme a localização e grau de compressão medular.

Radiografias associadas ao exame clínico geral e neurológico, podem sugerir o local da lesão, porém exames de imagiologia avançada como a tomografia computorizada e a ressonância magnética são o ideal para a confirmação deste diagnóstico e para caracterização da lesão. É também de suma pertinência, perceber se se trata de uma lesão que advém de uma compressão medular ou não. Este tipo de identificação revela-se importante pois as lesões compressivas podem beneficiar da cirurgia, ao passo que lesões degenerativas não.

Como se trata?

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No tratamento cirúrgico as técnicas mais comuns são as descompressivas e fenestração e são ,geralmente, indicadas sempre que o grau de dor é insuportável ou quando há grandes défices neurológicos. Já o tratamento conservador envolve medicação (anti-inflamatórios e analgésicos) e repouso, sendo que o repouso é a peça chave desta opção terapêutica. Nestes casos é mesmo aconselhado o chamado de “cage rest”, ou seja, a limitação total ou quase total dos nossos patudos a uma box. As técnicas complementares como a fisioterapia, a acupuntura  podem ser essenciais.

Helena Ferreira – Médica veterinária de Animais de Companhia

Hemangiossarcoma no Cão

O Hemangiossarcoma é um tipo de tumor com origem nas células endoteliais com uma alta taxa de metastização, o que significa que se “espalha” de forma rápida, especialmente para gânglios linfáticos adjacentes e pulmões.

Algumas raças são mais predispostas para esta neoplasia tais como o Boxer, Pastor Alemão, Golden Retriever e Dobermann.

Quais são os principais sinais clínicos?

Os sinais clínicos associados ao hemangiossarcoma dependem da sua localização. Quando localizados em órgãos internos os sinais clínicos podem apenas surgir numa fase avançada da doença. Mucosas pálidas, dor abdominal, ou mesmo choque hipovolémico ou “desmaios” podem surgir quando o tumor causa hemorragias internas. No caso de hemangiossarcomas cutâneos os tutores podem se aperceber de uma tumefação ou “alto” na pele.

Diagnóstico

O diagnóstico passa pela realização de citologia das lesões ou, preferencialmente, biópsia já que muitos hemangiossarcomas são tumores complexos e com áreas hemorrágicas que poderão levar a falsos resultados negativos na citologia. A ecografia é também um dos meios complementares de diagnóstico mais úteis para localizar este tipo de tumor quando estes são abdominais.

Radiografias torácicas e a ecografia cardíaca são úteis para diagnosticar metástases pulmonares e cardíacas.

Tratamento

O tratamento é  essencialmente cirúrgico sendo importante respeitar margens cirúrgicas generosas. Se localizados no baço, os hemangiossarcomas requerem a extração total do órgão. Devido ao seu elevado potencial metastático, a cirurgia deve sempre ser seguida de tratamento adjuvante, isto é, quimioterapia.

No entanto são tumores agressivos e com uma taxa de mortalidade e mobilidade elevada.

Helena Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Artrose em cães

Quais os sinais clínicos?

A artrose em cães idosos é uma doença bastante comum e que tem como principais sinais clínicos a claudicação (ou seja, o seu patudo começa a mancar), rigidez, dor, relutância a levantar-se, correr ou saltar. Em casos mais avançados o animal pode mesmo recusar-se a andar.

Um dos tipos de artrose frequentemente reconhecida é a artrose associada à anca em raças grandes como o pastor alemão, labrador, Golden Retrivier, Rottweiler, mas pode aparecer em qualquer animal de porte grande. Apesar de menos comum, também pode acometer algumas raças menores. Pode também ocorrer noutras articulações do esqueleto animal.

Porque acontece?

Na base da fisiopatologia da artrose, está um ciclo auto-destrutivo e progressivo de agressão e inflamação. As células das articulações uma vez “irritadas”, libertarem citocinas pró-inflamatórias, as quais favorecem o processo de inflamação, que acelera a descomposição do colagénio de tipo II da cartilagem e dos proteoglicanos.

Como se trata?

Existem diferentes abordagens terapêuticas mais ou menos invasivas para tratar a artrose em cães idosos. O objetivo é minimizar a dor nas articulações reduzindo a inflamação e, se possível, abrandar o dano da cartilagem.

O tratamento farmacológico da artrose em cães idosos costuma incluir agentes anti-inflamatórios esteroides ou não esteroides (AINEs), com intuito de aliviar a dor e a inflamação. Os AINE inibem a produção de prostaglandinas, que são promotoras de inflamação. O principal problema associado a estes fármacos é que, quando usados dde forma crónica, costumam provocar efeitos secundários gastrointestinais como vómitos, ulceração, anorexia, fezes escuras e com sangue, e dor abdominal.

Os corticosteroides e glicocorticosteroides são também usados em casos agudos com alta eficácia para aliviar a dor e a inflamação, já que inibem a produção de ácido araquidónico. Não obstante, o seu uso  prolongado no tempo está desaconselhado tendo em conta os efeitos secundários indesejados, sobretudo devido à sua ação imunossupressora.

Fatores de crescimento e regeneração da cartilagem podem contribuir para manter a integridade estrutural e funcional da cartilagem ao inibir a capacidade da interleucina 1 para estimular a degradação de proteoglicanos.

O sulfato de glucosamina pode ser usado como terapia adjuvante no tratamento da artrite e artrose em cães idosos porque o sulfato intervém na produção de cartilagem e a glucosamina possui propriedades anti-inflamatórias sem grande risco de  efeitos secundários.

O ácido hialurónico pode atrasar a degradação cartilagínea, já que é responsável pela visco-elasticidade do líquido sinovial, atuando como um lubrificante articular e ajudando a absorver os impactos nas articulações.

A terapia com células mãe pode ser a seguinte opção, sobretudo para os cães que sofrem artrose da anca, já que inibe o processo inflamatório e repara o tecido danificado. Dado que se trata das próprias células do cão extraídas dos seus tecidos gordos ou da sua medula óssea, o risco de rejeição é menor e a melhoria pode ser significativa.

Em casos mais severos de dor a intervenção cirúrgica à articulação pode ser ponderada.

A obesidade pode fazer com que a articulação se desgaste mais rápido devido à pressão extra que é exercida na articulação.

Assim, uma alimentação regrada , equilibrada e rica em condroprotetores pode ser parte da terapia do seu patudo 🙂

5 raças de Cães com origem na Europa

Conheça 5 raças caninas que tem origem na Europa

  • Border Collie – tem como país de origem a Grã-Bretanha. São cães de trabalho e que estão habituados a acompanhar o dono em longas caminhadas de pastoreio e proteger o seu rebanho. Atualmente são animais de companhia, muito leais ao dono e muito inteligentes, sendo mesmo considerados os cães mais inteligentes do mundo. Dono de uma personalidade incrível, amável, social e reservado na presença de estranhos. São considerados cães de médio porte, que em adulto chegam a pesar 20kg.
  • Pastor Alemão – esta raça tem como país de origem a Alemanha e inicialmente era considerado o cão de pastoreio. Além de robusto e musculado, o Pastor Alemão é bastante inteligente e obediente. Bastante leal ao seu dono e está sempre pronto para o acompanhar. São erradamente rotulados como cães agressivos, mas na verdade são cães companheiros e afetuosos para os seus donos e tem uma paciência incrível com crianças. Atualmente esta raça é utilizada tanto como cão de companhia, como cão de serviço (polícia, salvamento, cães-guias, etc.).
  • Labrador Retriever – Esta raça vem de Inglaterra e é das raças mais populares do mundo. Inicialmente era muito encontrado como cão de caça/parar mas hoje em dia são visto em muitas outras funções, tanto como cães de companhia, de caça e mesmo cães de serviço. Isto porque são cães extremamente sociáveis, fáceis de educar e facilmente criam uma ligação afetuosa com uma pessoa.
  • Caniche – esta raça vem de França e tinha como função cobrar aves na água (caça). Mais tarde eram vistos como cães de companhia nas cortes. Muito famosos como cães de companhia pelo seu lindo pêlo branco encaracolado. São cães inteligentes que adoram a sua família. São energéticos e adoram um bom desafio. O seu tamanho pode variar consoante a sua linhagem, podendo ser cães de pequeno, médio ou grande porte.
  • Serra da Estrela – considerada das raças mais antigas da Península Ibérica, a raça Serra da Estrela tem como país de origem Portugal. Inicialmente era utilizado como cão de pastoreio e de guarda do rebanho, nos dias de hoje são vistos como cães de companhia e guarda. São cães independentes, leais e brincalhões com a sua família. São grandes e robustos e excelentes cães de guarda.

Maria Mariano

Médica Veterinária

Miosite e Polimiosite em Cães

Miosite dos Músculos Mastigadores

A miosite dos músculos mastigadores é uma patologia, que como o nome indica, afeta os músculos mastigadores levando à sua atrofia devido a inflamação. Sendo também denominada de miosite eosinofílica. Tal acontece por haver formação de anti corpos “anti músculos” que têm tendência a afetar as fibras M2 desses músculos.

Esta patologia pode surgir sob a forma aguda ou crónica. Na primeira fase há desenvolvimento de febre e dor, sendo que é na fase crónica que há mais perceção do problema pois há atrofia dos músculos mastigadores e dificuldades em comer. O tratamento passa pela administração de córticos em doses imunossupressoras.

Esta é uma doença comum em Pastores Alemães, Labradores e Golden Retriever.

Polimiosite

É, também, uma doença autoimune, mas que surge de uma forma muito mais generalizada afetando os músculos das extremidades. Além disso, acontece muitas vezes associada a outra patologia, como sendo, neoplasias, outras doenças autoimunes ou ainda, secundária a alguma infeção vírica ou bacteriana.

Os animais demonstram debilidade em andar ou a fazer exercício físico, podendo também haver muita regurgitação devido a problemas esofágicos. Quando a polimiosite está numa fase mais avançada há atrofia muscular nas regiões afetadas.

O tratamento passa, igualmente, pela administração de doses imunossupressoras de córticos.

 

Caso tenha alguma dúvida sobre esta doença não hesite em entrar em contacto com o seu médico veterinário!

Sofia Galiza 

Médica Veterinária de Animais de Companhia

As 10 melhores raças de cães de guarda

O que é um cão de guarda?

Por definição, um cão de guarda é um cão cuja função é exatamente a de guardar/vigiar um determinado território, pessoa ou animal. Este instinto de proteção foi herdado do seu ancestral comum: o lobo!

Embora todos os cães sejam descendentes do lobo e todos eles tenham um instinto protetor, quando pensamos em “cães de guarda” somos automaticamente remetidos para cães com um determinado porte e com determinadas características, como a robustez e poder de mandíbula. Contudo não nos devemos esquecer que todos os patudos são igualmente capazes de desempenhar esta função.

Quais as 10 raças de cães de guarda mais comuns?

  • Doberman – é um cão muito leal e bastante inteligente. É protetor do seu tutor e família, no entanto a educação deve ser firme porque o seu comportamento pode tender para o agressivo, podendo tornar-se perigoso. Devemos controlar o seu domínio quando ele se tenta impor, de forma a manter o seu carácter equilibrado e evitar comportamentos indesejados.
  • Cão Serra da Estrela – raça portuguesa, dócil e brincalhona com a família, mas muito desconfiada com estranhos. Deve ser socializada desde cedo, para evitar constrangimentos decorrentes do seu instinto territorial.
  • Rottweiller – são cães muito poderosos e imponentes, com um instinto de proteção muito vincado, o que pode ser um problema perante estranhos. É uma raça muito utilizada em trabalho (ex: cães polícia, cães de resgate ou de guarda). É considerada uma raça potencialmente perigosa.
  • Pastor Alemão – cães utilizados para trabalho, sobretudo guarda e polícia. Muito inteligentes, aprendem com bastante facilidade tudo o que lhes é ensinado. Por isso, quanto mais cedo a socialização e os treinos tiverem início, melhores serão os resultados. Podem ser muito territoriais e protetores com o seu seio familiar, tornando-se perigosos com estranhos.
  • Pastor Belga – uma raça conhecida por ser bastante ativa, ágil e leal, com instinto protetor e territorial acima da média.  Requer um treino firme, tal como outras raças de cães de guarda, e socialização precoce. Os cães desta raça podem tornar-se numa ótima companhia, se se criarem condições para tal. A sua inteligência e astúcia fazem com que, por um lado, aprendam com facilidade mas que, pelo outro, se aborreçam rapidamente se não forem devidamente estimulados. Os seus tutores, além de firmes e exigentes, devem encontrar um equilíbrio de forma a eles se sentirem bem e menos ansiosos.
  • Pitbull Terrier – raça considerada potencialmente perigosa em Portugal, exigindo regulamentação especial. São cães de porte médio, mas com um poder de mandíbula fortíssimo! Utilizados outrora em lutas contra touros e combates entre cães, desenvolveram bastante a sua musculatura, sendo exemplares muito fortes e robustos. Embora sejam inteligentes, meigos e leais com o seu tutor, a sua educação precoce não deve ser negligenciada a fim de evitar desequilíbrios.
  • Fila Brasileiro – estes cães têm uma personalidade muito forte, pelo que requerem uma socialização exigente e precoce. Contudo é prudente manter uma distância segura com outros animais e visitas, pois podem considerá-los ameaças. O seu instinto de proteção torna-os excelentes cães de guarda, mas a sua teimosia pode dificultar o seu treino. Assim, procuram tutores exigentes, firmes e cuidadosos.
  • Cane Corso – são cães muito desconfiados com estranhos, que exigem uma socialização precoce. Contudo, são muito leais e sociáveis com os seus tutores. Extremamente teimosos e inteligentes, requerem um treino firme e experiente, de forma a evitar situações indesejadas.
  • Rafeiro Alentejano – também conhecido como Mastiff Português, é um cão muito dócil mas também bastante territorial, podendo tornar-se agressivo perante estranhos que invadam o seu território. São cães independentes, embora apreciem a companhia do seu tutor, podendo tornar-se em companhias de excelência para a sua família.
  • Mastim Inglês – os cães desta raça são exemplares gigantes, mas muito ternurentos para a sua família. Têm um gosto especial por crianças e um forte instinto de proteção. Como outros cães de guarda, devem ser treinados e socializados desde cedo.

Resta alertar que algumas das raças citadas podem ser consideradas perigosas ou potencialmente perigosas. Saiba mais sobre este tema aqui. 

Ana Matias

Médica Veterinária

Epilepsia canina: quais os sintomas

Em que consiste a epilepsia canina?

A epilepsia é uma condição crónica caracterizada por uma atividade elétrica excessiva e anormal do cérebro, que desencadeia mudanças repentinas e breves no comportamento e/ou movimento do cão – convulsões.

Quais os sintomas da epilepsia canina?

Os ataques epilépticos variam à medida que o cão atravessa diferentes fases:

  • Pré-ictus: período que precede a convulsão e pode ser tão rápido ao ponto de o tutor não se aperceber. Também pode durar alguns dias. Nesta fase, o animal mantém-se agitado, inquieto, podendo mesmo demonstrar comportamentos de medo.
  • Aura: sensação que experimentam imediatamente antes da convulsão. Os cães podem vomitar, urinar e salivar excessivamente. Ocorrem, por vezes, comportamentos atípicos como caminhar, lamber ou ladrar obsessivamente.
  • Ictus: momento em que se dá a convulsão. Geralmente as convulsões duram menos de 2 minutos. Podem apresentar-se de variadas formas. O cão pode perder a consciência, ficar rígido, iniciar movimentos rítmicos e rápidos (como pedalar) ou perder o seu tónus muscular e colapsar.
  • Pós-ictus: fase após a convulsão, na qual os animais demonstram agressividade, agitação, perda de visão, micção inapropriada, sede e fome. Esta etapa pode durar horas.

São estas 4 fases que nos permitem distinguir uma convulsão e ataque epiléptico, de outros eventos episódicos como síncopes ou fraqueza muscular!

Que tipo de convulsões existem?

  • Convulsões focais: afetam metade do cérebro. Os cães podem apresentar contrações faciais ou de pequenos grupos musculares.
  • Convulsões generalizadas: afetam ambos os hemisférios cerebrais. Os cães perdem a consciência, podendo salivar, urinar e defecar. Durante estes ataques, o seu corpo pode ficar rígido ou flácido, e iniciar movimentos bruscos.
  • Convulsões mistas: têm inicio com uma crise focal que evolui para convulsão generalizada. É o tipo mais comum de ataque epiléptico em cães.

Quais os tipos de epilepsia e suas causas?

A doença pode ser genética ou adquirida (secundária a alterações estruturais cerebrais ou tóxicos). Dessa forma, distinguem-se 3 subtipos de epilepsia:

  • Epilepsia idiopática/primária manifesta-se entre o primeiro e sexto ano de vida dos cães, sendo o seu diagnóstico feito por exclusão de doença reativa ou estrutural. É diagnosticada recorrendo a exames como Rx, ecografia, análises sanguíneas , TAC ou Ressonância Magnética, entre outros. Geralmente está associada a, pelo menos, dois episódios convulsivos com mais de 24h de intervalo entre eles, e pela ausência de alterações neurológicas no período entre convulsões. Não se conhece a sua causa, mas pensa-se que poderá ter componente hereditário. As raças mais predispostas são o Beagle, o Boxer, o Golden e Labrador Retriever, e o Pastor Alemão.
  • Epilepsia estrutural, cujas convulsões são resultado de doenças intra-cranianas ou cerebrais, como alterações vasculares, inflamatórias, infeciosas, tumorais ou degenerativas.
  • Epilepsia reativa é secundária a tóxicos (ex: pesticidas) ou alterações metabólicas (ex: insuficiência hepática). Neste caso, conseguimos reverter as convulsões, controlando a causa primária.

Os cães com epilepsia podem ter uma vida normal, mas é importante serem avaliados pelo Médico Veterinário, de forma a iniciarem o tratamento correto. Este é considerado bem sucedido caso a medicação reduza a frequência de ataques, pelo menos, para metade. Em situações pontuais e mais graves poderá ser necessário hospitalizar o paciente com vista a monitorizar e a controlar devidamente as convulsões.

Ana Matias

Médica Veterinária

O meu signo é compatível com que raças?

Carneiro: Pastor Alemão e Pit Bull!

As pessoas deste signo têm uma personalidade forte, são impulsivas, teimosas e emocionais. Na relação com outros são muitas vezes “crianças”, estão prontos para qualquer brincadeira e precisam de relacionamentos capazes de os acalmar. Os patudos com um temperamento brincalhão mas ainda assim com uma postura autoritária, podem ser um parceiro de vida ideal para pessoas deste signo!

Touro: Basset Hound!

Os taurinos apegam-se a quem os rodeia, são pessoas confiáveis e prontos para ajudar. Podem tornar-se controladores e inflexíveis e são, por vezes, ligados aos bens materiais.  As raças ideais para se relacionarem com tutores taurinos são sem dúvida raças pouco teimosas e que gostam de se sentir protegidas.

Gêmeos: Labrador e Golden Retriever!

Têm o dom da comunicação e encaram a vida com sentido de humor. Por vezes tornam-se desinteressados e distantes, mas são movidos por estímulos intelectuais! Para um geminiano, a melhor relação cão/dono será com um patudo divertido e independente.

Caranguejo: Shih Tzu!

Os nativos deste signo adoram proteger as pessoas de quem gostam. São leais, gentis e confiáveis. Patudos mais carentes, que necessitam de bastante atenção do dono, serão a melhor opção para pessoas deste signo.

Leão: Pastor Australiano!

Vigor, energia e domínio caracterizam os leoninos. São amigos do seu amigo e por vezes autoritários. Cães elegantes, que adoram brincar, que aceitam bem o treino e comandos vão relacionar-se bem com nativos deste signo.

Virgem: Border Collie!

Virgem é um dos signos mais inteligentes do zodíaco! São práticos, disciplinados e analíticos e na relação com os outros são bastante carinhosos e sensíveis. Patudos bem-comportados, inteligentes e que se entregam bastante à relação com o dono vão dar-se bem com os virginianos.

Balança: Galgo Afegão!

São muito indecisos, preguiçosos, mas bastante responsáveis. Dão valor à aparência e estão sempre preocupados em manter o charme. São bastante pacientes com as pessoas com quem se relacionam. Um patudo bonito e que necessite de ter o dono sempre presente para as suas aventuras é o parceiro ideal para os nativos deste signo!

Escorpião: Rottweiler!

Leais, dedicados e… ciumentos e rancorosos! São por vezes obsessivos, embora estabeleçam relações fortes e duradouras. Patudos protetores, focados na relação com o dono e com um temperamento calmo serão uma ótima companhia para estes cães!

Sagitário: Bulldog Francês e Dálmata!

São generosos, otimistas e aventureiros! Gostam de conviver com quem lhes traz sempre algo novo. Por vezes são inflexíveis e constroem espectativas irrealistas. Para este signo se dar bem com o seu patudo, o ideal é escolher uma raça sempre pronta a abraçar novas aventuras.

Capricórnio: Fox Terrier e Galgo!

Práticos, teimosos, ambiciosos e disciplinados, os capricornianos tendem ainda a ser frios para a maioria das pessoas que os rodeiam, tornando-se emocionais ao longo do tempo. São compatíveis com patudos fáceis de educar e que estimulem o seu lado afetuoso.

Aquário: Beagle!

É um signo criativo, amigo e por vezes imprevisível. São nativos bastante racionais e gostam de estar envolvidos em novas experiências. Patudos que acompanhem os traços de personalidade dos aquarianos, serão uma ótima companhia.

Peixes: São Bernardo e Bichon Maltês!

Vivem no mundo dos sonhos e da imaginação. São sensíveis, por vezes fracos e bastante altruístas. Um patudo carinhoso e protetor pode ser a companhia ideal para os nativos deste signo.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária