Lupo Ibrido

Un lupo ibrido è un canide ibrido risultato dell’incrocio tra un Canis lupus familiaris, un “cane”, ed altre sottospecie di Canis lupus. Nel gergo della cinofilia viene anche definito cane lupo, definizione che vale anche per qualsiasi cane, ivi comprese razze canine “canoniche” (es. pastore tedesco), nel cui corredo genetico, sino alla quinta generazione, figuri l’incrocio con il lupo selvatico.

Nei casi di ibridi manipolati dall’uomo, la prima generazione è quasi sempre ottenuta dall’incrocio tra un lupo selvatico ed un cane di tipo “lupoide” quale il pastore tedesco, il siberian husky o l’alaskan malamute.
Tutte le razze canine che conosciamo derivano dall’addomesticamento di lupi avvenuto migliaia di anni fa. Oggi il rapporto tra lupi e cani è molto complesso ma essendo quindi strettamente affini, lupi e cani possono incrociarsi e produrre prole fertile.
In Toscana esemplari ibridi (ovvero generati dall’incrocio cane-lupo) sono stati confermati sull’Apennino Tosco emiliano, nel Senese, nell’Amiata e nel Parco della Maremma.

Comportamento

Il comportamento di un lupo ibrido può variare dalla vita nel branco di lupi, dove di solito resta di rango inferiore, ma più spesso preferisce la vita solitaria accompagnandosi occasionalmente coi compagni di cucciolata suoi simili. Essendo un predatore solitario di solito viene scacciato dagli altri lupi e si rifugia in ambienti antropizzati dove potrebbe attaccare piccoli animali da cortile.

Rispetto al lupo, un lupo ibrido è meno timoroso nei confronti dell’uomo, seppur tale distinzione valga solo nel confronto con le sottospecie di lupo diffuse nei paesi ad alta antropizzazione. Sono rarissimi i casi di aggressione all’uomo, di fronte al quale preferisce sempre la fuga.
Si è notato un aumento di questo tipo di animali per via del fatto che ormai i lupi si avvicinano sempre di più ai centri abitati e arrivano ad avere più interazioni con i cani domestici.

A causa degli incroci con il cane, il lupo rischia di veder diluirsi la sua identità genetica, con il rischio di perdere quegli adattamenti acquisiti nel corso di milioni di anni attraverso la selezione naturale.

Dott.ssa Aurora Busti
Medico Veterinario Barkyn

A Verdadeira História de Togo

Era uma vez…

Esta história passa-se no Alasca, numa pequena aldeia chamada Nome. Togo era um husky siberiano de cor preta e castanha, com algumas manchas brancas. Era pequeno para as características habituais da raça e, apesar de ser bastante dócil, era reguila e indisciplinado, aproveitando todas as oportunidades para fugir de casa e ir ter com o seu dono, Leonhard Seppala, que era treinador de cães de treno. Devido às suas características físicas e de personalidade, Togo não se enquadrava na equipa de cães de treno. Aos 7 meses de idade, Seppala decidiu oferecer Togo a uma amiga da família, mas o cachorro não tardou em fugir para casa. Foi nesse momento que o treinador de cães percebeu que Togo era exímio em descobrir a distância mais curta entre dois lugares e que isso poderia ser uma qualidade valiosa.

Estávamos no ano de 1925, quando se abateu sobre Nome um surto de difteria, uma doença bacteriana contagiosa que afeta o sistema respiratório superior e pode ser mortal. A doença tem cura, através da administração de soro anti-difteria, contudo, os antídotos que existiam na aldeia, nesse momento, estavam todos fora de validade. Para agravar a situação, estávamos em pleno inverno e todos os acessos à aldeia estavam impedidos, sendo impossível efetuar o transporte do soro pelos métodos convencionais. Como a necessidade aguça o engenho, elaborou-se um plano ambicioso de ir recolher o soro a uma pequena estação ferroviária que se encontrava a cerca de 1000 quilómetros de Nome, efetuando a viagem com uma equipa de cães trenó.

Esta história tem um final feliz. Após apenas 7 dias de viagem (que ficou conhecida como a corrida ao soro de 1925), foi possível trazer o antidoto de volta a Nome e salvar varias crianças doentes. Os louros desta aventura recaíram no cão Balto e no seu dono Gunnar Kaaseen, pois foram os responsáveis pela parte final do percurso e, mal chegaram à aldeia, foram fotografados para os jornais locais. Contudo, foi o nosso querido Togo, que na altura teria 12 anos, que percorreu uma maior parte do percurso (420 quilómetros, em comparação com os 120 quilómetros de Balto).

O reconhecimento por Togo veio tarde, mas a sua história ficará para sempre imortalizada no filme com o seu nome, disponível atualmente na plataforma Disney +.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

La vera storia di Balto

Balto (1919 – Cleveland, 14 marzo 1933) era un cane da slitta, di razza siberian husky, di proprietà del norvegese Leonhard Seppala.
La storia di Balto, a cui è ispirato il film d’animazione diretto da Simon Wells e prodotto da Steven Spielberg nel 1995, è sicuramente meno romanzata, ma l’impresa compiuta da questo cane/lupo è stata comunque eroica e coraggiosa.
Nell’inverno del 1925 a Nome, in Alaska, scoppiò infatti una violenta epidemia di difterite che uccise diversi bambini e rese necessari un milione di unità di antitossina per salvare da morte certa gli abitanti della città. La scorta più vicina di siero, pari a trecentomila unità, si trovava ad Anchorage, a oltre 1.700 da Nome e poteva essere trasportata lungo la ferrovia solo fino a Nenana, a poco meno di mille chilometri dalla destinazione.
A causa del maltempo non c’era altro modo di far viaggiare i nove chili di siero da Nenana a Nome, poiché le navi non potevano attraccare per via della presenza di iceberg e il trasporto aereo era inibito. Si decise allora di ricorrere ai cani da slitta, da sempre usati per trasportare la posta, e si organizzò una staffetta con venti mute di cani.
La staffetta vide i cani viaggiare con una temperatura media di 40°c sotto lo zero, alternandosi lungo le 674 miglia che dividevano Nenana da Nome: gli animali riuscirono a fare arrivare il siero in poco più di 5 giorni, contro i 25 giorni impiegati normalmente dai corrieri.
Il primo cane partì da Nenana con Edgar Bill Shannon e percorse le prime 52 miglia fino a Tolovana e la staffetta si concluse grazie a Balto che arrivò a Nome il 2 febbraio del 1925 dopo aver viaggiato per 52 miglia con Gunnar Kaasen.
Poiché Balto, di proprietà di Leonard Seppala, fu il cane che completò la corsa portando l’antitossina a Nome, divenne famoso: a lui furono dedicati un cortometraggio, Balto’s race to Nome, nel 1925, una statua al Central Park di New York scolpita da Frederick George nel 1927 e il film d’animazione del 1995 intitolato Balto. Fu però il cane Togo, guidato da Leonard Seppala, lo stesso proprietario di Balto, a percorrere il tragitto più lungo pari a ben 91 miglia.
Dopo la corsa, Balto e la sua muta, che comprendeva anche Togo, vennero purtroppo acquistati per esibirsi in uno spettacolo circense.
Gli animali vennero poi salvati da un commerciante di Cleveland di nome George Kimble, che dopo aver notato le pessime condizioni di Balto e della sua muta, organizzò una raccolta fondi per acquistare i cani.
Balto morì nel 1933 all’età di 14 anni, mentre Togo morì a 16 anni. I corpi imbalsamati dei due cani si trovano, rispettivamente, al Museo di Storia Naturale a Cleveland e al Museo di Storia Naturale di Wasilla, in Alaska.

Dott.ssa Aurora Busti
Medico Veterinario Barkyn

Canicross: Treino para cães e donos

Canicross é um termo usado para descrever um desporto de corrida cross country com cães.

Este desporto consiste em praticar corrida em terreno irregular em plena simbiose com o seu amigo de 4 patas, o seu cão. Pode ser praticado com um ou dois cães, sempre atrelados por uma guia ao condutor. O condutor normalmente usa um cinto que se conecta a corda elástica e ao running harness, uma espécie de colete de tração no cão, específico para o propósito. A corda elástica reduz o choque tanto no condutor, como também no cão quando ele traciona.

É um desporto que teve origem na Europa, mais especificamente do Reino Unido, e surgiu como iniciação ao treino de cães de trenó ou tração. No trenó, o início do treinamento era realizado com o cão atrelado a guia e a guia atrelado ao condutor, para que o cão adquirisse confiança em tracionar algo.

Nesta modalidade, o cão assume a liderança e o dono deve dirigi-lo com alguns comandos básicos como mudar de direção.

Quem pode praticar canicross?

Pode ser praticado por qualquer pessoa em qualquer idade, desde que em condições físicas para tal. Obviamente, antes de ingressar no desporto com o seu patudo, é altamente recomendado que, condutor e cão, sejam submetidos a exames médicos. É também importante, que se verifique um equilíbrio entre o peso do tutor e o do cão. Para competições, não existe um limite máximo de idade para condutores, mas sim um mínimo de 7 anos, e apenas se em distâncias curtas. Já para os cães, a idade inicial é de 1 ano, e a máxima deverá ser avaliada pelo condutor consciente em conjunto com o veterinário que acompanha o animal.

Recomendações à prática de canicross

  • Trilhos de erva ou de floresta são ideais para as patinhas sensíveis dos cães, mas obstáculos naturais, como raízes e pedras, requerem concentração total por parte da equipa. Durante os treinos devem evitar percorrer distâncias longas no asfalto, evitando assim que o animal magoe as patas.
  • Além de uns bons ténis de corrida e do equipamento habitual adaptado a corrida, para a prática de canicross necessita de um cinto e de uma trela com cerca de 2 metros de comprimento com amortecedor. O amortecimento protege a coluna de cães e humanos. O cinto deve conter um gancho para minimizar o risco de lesões. Também importante é o animal usar um arnês especial, indicado para a prática de canicross, semelhante aos usados pelos cães de trenó. Nestes acessórios especiais, os pontos de pressão estão concebidos de modo a que o cão não se sinta limitado durante a corrida e possa respirar livremente.
  • Deve iniciar o treino da modalidade de forma gradual, comece com percursos de 1 a 2 km sem irregularidades no piso, permitindo assim que ambos se adaptem à equipa e ao tipo de percursos. Depois de algumas semanas de treino é possível aumentar as distâncias e treinar com alguns desafios, aumentado progressivamente de complexidade e duração.
  • A atividade é somente recomendada em temperaturas inferiores a 18 °, para evitar o sobreaquecimento do animal.
  • Certifique-se que o seu patudo bebe bastante água.

Boas corridas! 🙂

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia

Falsa gravidanza o gravidanza isterica: cause e sintomi

La falsa gravidanza è un’alterazione a livello comportamentale e fisico in cui una cagna non gravida subisce gli stessi cambiamenti ormonali di una cagna in gestazione. È una condizione che si viene a verificare in cagnoline non sterilizzate, generalmente a 1-2 mesi dal calore e si manifesta con sintomi più o meno marcati e modificazioni sia a livello fisico che a livello comportamentale. Questi segni possono durare da una a tre settimane e sono molto simili alle modificazioni che subisce una cagna che sta per partorire, quindi è bene essere sicuri che non sia stata coperta da un maschio, altrimenti è più probabile che la vostra cagnolina si starà preparando per il parto.

Alterazioni fisiche

  • Aumento di volume delle mammelle e secrezione di latte.
  • Nausea.
  • Vomito.
  • Inappetenza.
  • Letargia.

Alterazioni comportamentali

  • Irrequietezza/Nervosismo.
  • Isolamento.
  • Creazione del nido.
  • Attaccamento ai peluche.
  • Cambi umorali.

Principali cause.

La gravidanza isterica è un retaggio che i cani si portano dalla loro discendenza dai lupi, per i quali era fondamentale nella vita di branco avere femmine in pseudogravidanza così da avere latte per i cuccioli nell’eventualità in cui le mamme morissero prima della fine dello svezzamento.
La causa fisiologica è legata all’innalzamento della prolattina, uno degli ormoni che si produce verso la fine della gravidanza e che stimola la produzione di latte, questo succede oltre che in situazioni fisiologiche, anche in situazioni patologiche, seppur è molto più raro. L’innalzamento della prolattina può essere quindi dato da:

È una situazione che nella maggior parte dei casi si risolve da sola, ma se la sintomatologia si aggrava e/o persiste la produzione di latte dovrete rivolgervi al vostro veterinario che saprà instaurare la terapia più adeguata al fine di evitare complicazioni come ad esempio la mastite.
Tenete in considerazione che questa è una condizione che si potrebbe anche ripresentare nella vita della cagna, per evitare questo è altamente consigliato sterilizzare la cagna se non la si vuole utilizzare per la riproduzione, soprattutto per evitare produzioni ormonali così elevate, le quali potrebbero portare ad altre patologie più avanti nella vita, come ad esempio infezioni dell’utero (piometra), tumori ovarici o dell’utero, tumori mammari.

Dott.ssa Aurora Busti
Medico Veterinario Barkyn

5 razze che hanno bisogno di fare sempre esercizio fisico

Border Collie

Il Border Collie è il cane sportivo per antonomasia, un concentrato di energia e forza fisica. E’ la razza che maggiormente viene impiegata negli sport cinofili: dall’agility, allo sheepdog. Pensare di adottare un Border Collie, senza assicurargli un adeguata dinamicità di vita, è pura follia.

Razze nordiche

Siberian Husky, Malamute, Cane Lupo Cecoslovacco sono razze che mantengono i forti tratti fisici e caratteriali del loro antenato lupoide. Sono cani dal carattere fiero e determinato, alla continua ricerca di indipendenza e di nuove tracce olfattive da scoprire. Se non vengono sufficientemente appagati nelle loro uscite quotidiane, possiamo correre il rischio di “fughe indesiderate”, questi animali sono infatti capaci di scavalcare, muri e recinzioni pur di guadagnare la loro libertà.

Bassotto

Alcuni di voi potranno esserne sorpresi, ma non lasciatevi ingannare dalle piccole dimensioni del Bassotto. Nel mondo canino, non sempre le dimensioni del cane sono direttamente proporzionali all’impegno che richiedono nelle loro cure quotidiane e il Bassotto ne è un esempio. Prima di essere considerato un cane da compagnia, in origine il Bassotto era impiegato come cane da caccia. Questa impronta predatoria rimane viva in lui ancora oggi e se non sufficientemente appagato, tramite uscite al parco o lunghe passeggiate, potrebbe essere il mobilio di casa a pagarne le conseguenze.

Malinois Belga

Un cane geneticamente predisposto all’attività sportiva. Il corpo snello e ben proporzionato gli conferiscono una spiccata agilità e resistenza allo sforzo, oltre ad una piacevole grazia nel movimento. Non a caso è una delle razze più diffuse come ausilio alle forze di Polizia, Finanza, Soccorso e nelle squadre speciali dedicate all’Antiterrorismo.

Labrador Retriever

Lo scenario comune vuole il Labrador che dopo aver giocato con i bambini riposa ore e ore sul divano. Pertanto sembra assurdo pensarlo fra le razze con maggior richiesta di attività. E invece… sono proprio la sua tendenza alla pigrizia e all’accumulo di grasso, a renderlo uno dei cani che maggiormente necessita di una costante attività fisica. In questa razza è importante prevenire l’ aumento di peso, al fine di non aggravare possibili problematiche articolari.

Dott.ssa Alessia Troli
Medico Veterinario Barkyn

Cani famosi nella storia

Lassie

Tutti ricordiamo il celebre film “Torna a casa Lassie”, la storia di un cane venduto a malincuore dalla sua stessa famiglia bisognosa di denaro e che dopo mille avventure e difficoltà, tenta di tornare dal suo amato padroncino. Lassie è tra i cani attori più famosi al mondo, tanto da meritarsi una stella, con relativa firma, sulla Walk of Fame di Hollywood.

Rex

Questo nome è entrato a far parte della nostra cultura e ogni volta che vediamo un Pastore Tedesco non possiamo che pensare a lui.
Rex è il coraggioso cane poliziotto protagonista delle serie televisiva austriaca e tedesca “Il commissario Rex”.
Lo sapevate che nel corso delle varie stagioni sono stati utilizzati più cani della stessa razza?

Peritas

Fra le precedenti star, il suo nome potrebbe non ricordarvi nulla. Eppure Peritas non ha nulla a che invidiare in termine di importanza. Altro che copione e riflettori, Peritas è passato alla storia per essere stato il compagno a 4 zampe del grande Alessandro Magno.
Si narra che Peritas perse la sua vita in battaglia, cercando di salvare quella del suo padrone e in segno di riconoscimento per il suo sacrificio, Alessandro Magno decise di dare il nome di Peritas a una città.

Laika

La sua triste storia è celebre in tutto il mondo. Laika è stata il primo essere vivente e viaggiare in orbita attorno alla Terra. Seppur consapevole di esser un viaggio senza ritorno (all’epoca era ancora ritenuto impossibile fra tornare sano e salvo un essere vivente dallo spazio), la sua missione durò meno del previsto, a causa di problemi tecnici dell’abitacolo. Lo Sputnik 2 fu lanciato in orbita il 3 novembre 1957. Laika era una giovane cagnetta di piccola taglia (meno di 6 kg).

Balto

Se volete conoscerlo “di persona” dovrete recarvi a New York, nello specifico facendo una passeggiata per il bellissimo Central Park, lì troverete la sua statua commemorativa. Balto è il simbolo del cane eroe: un Siberian Husky vissuto in Alaska agli inizi del 1900 che diventò famoso per la cosiddetta “corsa del siero”.
Durante il rigido inverno del 1925 a Nome, un paesino dell’Alaska, dilagò una violenta epidemia di difterite e centinaia di persone si ritrovarono isolate a causa delle estreme condizioni climatiche, senza possibilità di ricevere farmaci e assistenza. In breve tempo per il trasporto dell’antidoto essenziale alla cura degli abitanti, si organizzò una staffetta con cani da slitta. Quando Balto varcò i confini del paese, venne accolto come protagonista simbolico di tutta la staffetta di cani, che per circa mille chilometri sfidarono ghiaccio, tormente e fiumi in piena.

Dott.ssa Alessia Troli
Medico Veterinario Barkyn

Cães albinos- Quais os principais problemas que podem ter?

O que é o albinismo?

O albinismo é uma condição rara, hereditária e congénita (que nasce com o próprio animal), que pode ocorrer em cães e em várias outras espécies. É provocada por uma mutação genética da tirosinase que afeta a produção de melanina no organismo. A melanina é responsável pela coloração da pele, pêlo, olhos e até mesmo vasos sanguíneos.  Os cães albinos tirosinase negativos, são designados de albinos verdadeiros (totais) e não têm qualquer produção de pigmento, enquanto que os tirosinase positivos, ou albinos parciais, ainda produzem uma pequena quantidade de melanina.

Quais são as características de um cão albino?

A ausência desse pigmento (melanina) traduz-se em animais com características peculiares:

  • Pele rosada ou com pigmentação muito suave
  • Nariz rosado
  • Lábios e pálpebras despigmentadas
  • Olhos muito claros

Os cães albinos costumam apresentar olhos azuis celestes, cinza ou verdes, todos em tons muito pálidos. Ocasionalmente apresentam olhos castanhos claros.

Todavia, nem todos os animais de olhos azuis e mais pálidos do que o habitual são albinos: um cachorro como o Husky Siberiano, não é considerado um albino. A forma mais fidedigna de testar se o seu patudo é realmente albino é através de um teste genético.

Quais os principais cuidados a ter com um cão albino?

A melanina, além de fornecer pigmento ao organismo, é também responsável por absorver a radiação solar, pelo que os animais albinos são deficientes nessa proteção. São, por isso, fotossensíveis (extremamente sensíveis aos raios ultravioletas) e, portanto, devem estar sempre protegidos contra a luz solar direta. Exposições prolongadas podem resultar, nestes cães, em queimaduras solares ou desenvolvimento de neoplasias cutâneas como o melanoma.

Além da sensibilidade à luz, os cães albinos são especialmente propensos a anomalias oculares não corrigíveis. Além de possivelmente nascerem com olhos anormalmente pequenos, são comuns deformidades do cristalino , íris, esclera e outras partes dos olhos. Não é incomum que estes animais nasçam cegos.

A surdez também tem vindo a ser associada com animais albinos, mas a verdade é que os estudos nesta área ainda não foram capazes de correlacionar diretamente  a mutação da tirosinase  com a mutação que causa surdez. No entanto, está estatisticamente comprovado que cães albinos têm maior probabilidade de sofrer de outras patologias que envolvam erros e mutações genéticas.

Apesar destas peculiaridades, os albinos podem viver uma vida longa e feliz, desde que com alguns cuidados e check-ups regulares junto do seu Médico Veterinário. Por isso: proteja sempre o seu patudo! Use roupinhas, proteções para as patas e cabeça (incluindo os olhos) e use  chapéus de sol em casos de necessidade extrema de o expor a horas de maior intensidade solar. Use protetores solares adequados sempre que possível.  Evite as horas de mais calor e opte por passeios ao início ou ao final do dia.

Helena Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Husky: Personalidade e saúde

Os cães de raça Husky são originários da Sibéria, na Rússia. Têm uma aparência muito característica, que nos relembra os lobos, com um pelo bastante denso, de olhos castanhos ou azuis (ou até com um olho de cada cor!) e um peso que pode varia dos 15 aos 28 quilos.

Contexto atual da raça:

O husky siberiano foi originalmente usado como cão de trabalho, principalmente em tarefas de atrelagem. Devido a esta aptidão, é usado, na atualidade, nas “corridas de cães de trenó” realizadas em certas localidades da América do Norte e da Rússia.  É, ainda assim, fundamentalmente, um excelente cão de companhia.

É uma raça bastante apreciada pela sua morfologia e temperamento, tendo sido protagonista de vários filmes, tais como o conhecido “Antártida: Da Sobrevivência ao Resgate”. Observou-se também uma enorme procura desta raça, como resultado do sucesso global da série “Guerra dos Tronos”, cujos “lobos gigantes” tanto se assemelhavam a estes cães.

Algumas vezes é confundido com o seu primo, o Malamute do Alaska, maior e mais pesado.

Temperamento:

O husky é um cão extremamente inteligente, que aprende rápido se educado de forma correta e precoce, apesar da teimosia que o carateriza. É sociável quer com pessoas, como com outros animais, com os quais facilmente cria uma relação semelhante ao de “matilha”, pautada por companheirismo e lealdade. A sua resiliência faz dele um cão que se adapta facilmente a vários tipos de contexto, necessitando sempre de ter formas de desgastar a sua energia e de se sentir “ocupado”. Ainda que não seja uma raça que ladre muito, tende a vocalizar com frequência sob a forma do seu uivo caraterístico.

Cuidados a ter:

Os tutores de cães desta raça deverão ter 3 cuidados diários fundamentais:

Saúde:

As principais doenças às quais esta raça é predisposta estão relacionadas com alterações oculares, tais como a catarata juvenil, o glaucoma, a atrofia da retina e a síndrome úveo-dermatológico canina. Têm predisposição também para o lúpus eritematoso discóide, a epilepsia idiopática, a paralisia laríngea e a despigmentação nasal. Sendo uma raça de grande porte, as displasias do cotovelo e da anca poderão também afetá-la.

 

Tomás Magalhães

Médico Veterinário

Todos os cães devem fazer tosquia?

Para que serve o pelo?

O pelo tem como principal função proteger o patudo de temperaturas extremas – quer do frio quer do calor – bem como de raios ultravioleta. Existem diversas pelagens: curta, comprida, com pelo mais duro ou mais suave e até cães com duas camadas de pelo (a camada exterior e a camada interior ou sub-pelo).

Os cães mudam o pelo essencialmente na mudança de estação, contudo, esta mudança e consequente queda do pelo está muito suscetível à influência da luz solar. Por esse motivo, é comum que cães de apartamento, sujeitos a luz artificial de forma constante, acabem por largar pelo durante todo o ano.

Então por que motivo se deve tosquiar os cães?

Apesar do pelo constituir uma barreira protetora, a tosquia ajuda a renovar o pelo e a mantê-lo forte e saudável. Em alguns cães, principalmente cães de pelo longo, a tosquia ajuda a manter a higiene quer do próprio pelo, quer da pele. Como o pelo cresce mais forte e saudável, a queda de pelo pode diminuir em cães que fazem tosquia de forma regular (contudo os cães continuarão a largar pelo mesmo depois de serem tosquiados!).

Tomar a decisão de tosquiar ou não consoante o tipo de pelo

Nem todos os cães são candidatos a tosquia.

  • Cães de pelo curto, por exemplo, apesar de largarem muito pelo, não são candidatos a tosquia (como é o caso do Labrador).
  • Cães de pelo longo, tendo em conta o corte típico de raça, são candidatos a tosquia para que o pelo possa crescer saudável.
  • Cães de pelo duplo (como Husky ou Pastor Alemão) não são candidatos a tosquia. Nestes casos, o subpelo muda aquando a estação do ano, de forma a que a proteção contra o frio e contra o calor possa ser mantida.

E as tosquias são todas iguais?

Não. A tosquia pode ser realizada à tesoura, à máquina, com diferentes lâminas (que cortam o pelo com diferentes tamanhos, dependendo da lâmina utilizada), ou à mão (stripping). A tosquia deve ser realizada segundo o tipo de pelo e o tipo de raça.

  • Tosquia completa: É feita normalmente com máquina e está indicada em cães com pelo longo, com tendência a ganharem “chocas” ou cães que largam muito pelo.
  • Tosquia higiénica: Tosquia indicada em raças com bastante pelo, em que o objetivo é remover pelo principalmente de zonas que necessitam de higiene mais frequente (perto das patinhas, dos olhos, da barriga e cauda). A maioria dos cães pode realizar este tipo de tosquia de forma regular.
  • Stripping: Tipo de tosquia realizada em cães com pelo cerdoso (como o Schnauzer). O stripping é um tipo de tosquia realizado sem lâmina ou tesoura, sendo que o pelo é removido com a mão.
  • Tosquia de “raça”: Dá-se o nome de tosquia de raça quando a tosquia é feita com base no corte típico para aquela raça. Raças como o caniche ou o Yorkshire Terrier têm um “corte próprio”, que lhes favorece esteticamente.

 

Na maioria das vezes, o banho é dado juntamente com a altura da tosquia. Em alguns cães esta prática é uma questão de higiene que deve ser repetida várias vezes por ano, para além da escovagem regular do pelo.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia