O que é uma ração hipoalergénica?

Tal como a própria palavra indica, uma dieta hipoalergénica é aquela que tem menor probabilidade de causar alergia.

Ora, esta definição é muito abrangente. Se um animal for alérgico a carne de vaca, uma ração de salmão (por exemplo) será hipoalergénica. O mesmo já não será verdade para outro cão, alérgico a salmão.

Assim, importa distinguir as várias opções “hipoalergénicas” que existem:

  • Dieta com fontes de proteína e carbohidratos limitadas

    – quanto menos ingredientes potencialmente alergénicos uma dieta contiver, mais fácil se torna identificar quais os verdadeiros responsáveis pelos sinais clínicos.

  • Dieta com uma nova fonte de proteína

    – recorrendo a fontes de proteína que nunca tenham sido ingeridas pelo animal, diminuímos a probabilidade do sistema imunitário estar sensibilizado para as mesmas, diminuindo a probabilidade de uma reação.

  • Dieta com proteína hidrolisada

    – estas dietas de prescrição veterinária são produzidas sob condições controladas. Normalmente são as primeiras a serem produzidas após limpeza da linha de produção (para evitar contaminações e vestígios de ingredientes indesejados) e as proteínas que contêm sofrem um processamento especial, que as parte em pedacinhos tão pequenos que o sistema imunitário não as consegue reconhecer!

Destas 3 opções “hipoalergénicas” a única que deve ser utilizada para uma dieta de eliminação (parte do processo de diagnóstico de alergias alimentares) é a dieta com proteína hidrolisada. Isto deve-se ao rigoroso processo de produção a que é sujeita, ao contrário das outras opções.

Alguns animais têm um apetite extremamente caprichoso e, nesses casos, poderá ser vantajoso recorrer a uma dieta de eliminação caseira, nutricionalmente equilibrada por um Médico Veterinário com formação apropriada, utilizando uma lista de ingredientes restrita e uma nova fonte de proteína.

Por fim, se nenhuma das opções anteriores for viável, poderá ser escolhida uma dieta com nova fonte de proteína e lista de ingredientes o mais limitada possível, mantendo em mente que será a opção com menor probabilidade de sucesso.

A opção deverá ser tomada em conjunto com o seu Médico Veterinário, que o aconselhará qual a melhor opção para o caso do seu animal, tendo em conta não só a história e sinais clínicos mas também a história nutricional.

Inês Carvalho
Médica Veterinária

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