Cuidados a ter com um cão sénior: 7 dicas para donos de cães mais velhos

O envelhecimento faz parte do curso natural da vida e não tem de ser propriamente uma coisa má. Contudo, em determinado momento, o seu cão poderá não ter tanta energia e poderá precisar que as aventuras que passa com ele sejam menos frenéticas.

A idade a partir da qual um animal é considerado sénior depende da sua raça e significa que o animal já completou 75-80% da sua esperança média de vida. Animais de raça miniatura a pequena (até 10kg) podem ser considerados seniores a partir dos 10 anos; raças médias (10-25kg) a partir dos 8 anos; e raças grandes a gigantes (mais de 25kg) a partir dos 6/7 anos.

Em animais mais velhos é frequente o aparecimento de determinados problemas de saúde com os quais devemos saber lidar.

Patologias associadas à idade:

  • Artrites – inflamação das articulações;
  • Problemas cardíacos – o coração deixa de responder tão bem ao bombeamento do sangue para todo o corpo;
  • Perda de visão e audição – os órgãos sensoriais começam a degenerar;
  • Alterações cognitivas – pode haver alteração de comportamentos e perda de comandos anteriormente aprendidos;
  • Problemas hormonais – alterações prostáticas e testiculares (nos machos) e infeções de útero (nas fêmeas);
  • Neoplasias – a probabilidade de aparecerem tumores aumenta com a idade.

 

Dicas para manter a qualidade de vida:

 

  • Ração sénior – é importante adaptar a ração à condição atual do seu animal. Este tipo de rações está formulado para cobrir as necessidades nutricionais de animais idosos e, por outro lado, também possui alguns suplementos, por exemplo para as articulações.

 

  • Cama confortável – o ninho do seu patudo deve agora ser ainda mais fofo. Deve ser suficientemente acolchoado para que as suas articulações possam estar apoiadas numa superfície macia.

 

  • Evite alterar a disposição dos móveis em casa – O seu cão já conhece de olhos fechados a sua casa. Mas, se ele começa a sofrer de alterações cognitivas ou perda de visão e se a disposição da casa de alterar, ele ficará perdido sem se saber localizar.

 

  • Coloque o bebedouro e comedouro num local mais perto do seu ninho e facilmente acessível. Com dificuldades locomotoras ou com alterações cognitivas, o seu patudo pode não se deslocar para beber ou comer.

 

  • Exercício físico controlado – é importante manter a mobilidade das articulações. Mas, atenção, não deve exagerar. Se o seu cão sofre de artrites, certamente que ao fim de muito tempo de exercício ele poderá começar a sentir dores. Por outro lado, se já existir algum problema cardíaco, isto torna-se ainda mais importante. Assim, poderá aumentar a frequência dos passeios, mas diminuir a sua duração.

 

  • Estimulação sensorial e cognitiva – é importante continuar o treino do seu patudo, ensinar-lhe coisas que ele possa ter vindo a esquecer, manter o contacto social com outros animais e fazer jogos com ele.

 

A partir desta idade, todos os patudos devem visitar o Médico Veterinário com mais regularidade, idealmente semestralmente. Deve marcar uma consulta de geriátria, na qual o Médico Veterinário se vai na descoberta e tratamento precocemente das patologias anteriormente referidas (por exemplo, através do exame físico, análises sanguíneas e de urina). Ele pode ainda aprofundar as dicas que lhe referi anteriormente.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

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