Ensinar o meu cão o “fica” passo a passo

O “fica” pode ser utilizado em alturas como:

– controlo de impulsos;

-prolongar o tempo de permanência;

– permitir que fique sossegado num local;

– entre outras;

Como fazer:

  • Pedir ao seu patudo para “sentar”/ “deitar”
  • Reforça-lo com comida de forma muito rápida e ritmada (de segundo a segundo); Ao fim de 10 vezes vá aumentando o intervalo de tempo entre os reforços ( a cada 3 segundos, depois a cada 5, etc).
  • Associe o comando verbal “fica” ao longo do exercício;
  • Para terminar o exercício atire o reforço para longe;
  • Repita o exercício várias vezes

 

DICA I: Caso o seu cão se distraia reinicie o exercício até consegui completar o tempo pretendido.

DICA II: inicie o exercício de joelhos (ou ao nível do animal) e à medida que vai aumentando o tempo vá-se levantando até estar em pé (devendo nessa altura baixar-se para entregar o reforço)

“Fica” com afastamento/ controlo de impulsos:

(Este exercício já uma combinação de vários comandos, por isso idealmente deverá treiná-los em separado para depois construir esta sucessão de pedidos)

  • Pedir ao seu patudo para “sentar”/ “deitar”
  • Começar a recuar, pedindo para “ficar”, reforçar (começar por reforçar com a distância de um passo e ir aumentando a distância entre si e o seu patudo).
  • Quando o processo anterior estiver apreendido, repita o processo mas coloque o reforço no chão e quando quiser peça ao cão para avançar e comer a recompensa
  • Repita o processo alternado os tempos de espera e distância

 

DICA SUPER IMPORTANTE! : Disfrute e divirta-se com o seu cão 😊

 

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Ensinar o meu cão a “deitar” passo a passo

O deita pode ser utlizado quando queremos que o nosso companheiro de quatro patas:

– fique sossegado numa esplanada connosco;

– antes de comer, por exemplo;

– como truque;

Treino:

  • Utilize um reforço muito apreciado pelo seu cão (biscoitos, salsicha, frango ou ate mesmo um brinquedo)
  • Na posição base ( sentado ou em pé) coloque o biscoito em frente do nariz de forma a que ele o siga até ao chão (acabando por se deitar)
  • Caso apenas baixe a parte da frente do corpo, experimente fazer o mesmo processo mas colocar o biscoito entre as patas da frente, até à região do peito em direção ao chão.
  • Repita o processo inúmeras vezes. Poderá, ao longo do tempo, associar a palavra “deita” e/ou um gesto.
  • Quando o comportamento estiver bem apreendido experimente fazê-lo noutro sítios.
  • Para treinar a permanência do seu cão deitado, reforce-o várias vezes enquanto está deitado

DICA: caso o seu patudo seja muito relutante em deitar-se experimente numas escadas (na zona lateral) usando o mesmo processo.

DICA II: Há cães mais sensíveis que outros, por isso avalie se o piso é confortável para ensinar um exercício que requer ter o corpo todo deitado.

 

Estes momentos são excelentes para estreitar laços com o seu companheiro de quatro patas, disfrute-os!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como ensinar um cão a não puxar a trela?

Como ensinar um cão a andar com trela?

1- Comece por habituar o seu cão à presença da coleira/ peitoral no corpo. Inicialmente e sendo muito cachorro é normal que estranhe e possa ficar imóvel. Incentive-o a andar, afastando-se dele e chamando-o. Quando o fizer, reforce-o com biscoitos e mimos (reforço positivo).

2- Introduza a trela: coloque a trela na coleira/peitoral, de forma a que sinta o seu peso. Deixe a trela frouxa e ande com ele aleatoriamente pela casa! Caso comece a recuar e a parar, estimule-o a andar na sua direção e, depois, por andar lado a lado consigo, ao mesmo tempo.

3- Quando os passos anteriores estiverem mais ou menos aprendidos, poderá dar o próximo passo: a rua. Comece por levá-lo a zonas com menos movimento para que a introdução aos passeios na rua seja algo progressivo. No entanto, repita todos os passos referidos anteriormente. É fundamental reforça-lo a andar sem medo e de forma a que se sinta seguro consigo.

Como desincentivar um cão a puxar a trela?

Em cães adultos que puxam muito à trela, uma boa opção é a utilização de peitorais em vez de coleiras, pois ao fim de algum tempo o nosso cão habitua-se à resistência da coleira no pescoço, de tal forma que continua a puxar sem o incomodar. No entanto para ter um cão calmo na rua é importante que:

1- Responda à chamada: sempre que é chamado, mesmo com trela olhe para si de forma a que ouça o que vai ser pedido. Isto deve ser treinado desde pequeno para que fique bem apreendido ao longo do tempo. Se tiver um cachorro, treine-o a vir para junto de si sempre que chama pelo nome dele, utilizando um biscoito.

2- Responda aos comandos de “senta” e “fica”: promova a calma antes da saída. Fará com que não puxe tanto. Além disso, é importante que também se sente e fique quando é pedido, mesmo na rua. Assim terá mais segurança e será mais fácil controlá-lo em ambientes diferentes.

Não importa se o nosso companheiro anda à nossa frente, atrás ou ao nosso lado: o importante é que não puxe, pois assim o passeio será muito mais agradável. Dê-lhe tempo e espaço para que possa cheirar e explorar os espaços por onde passam! Os cães precisam disso 😊 Aproveite e desfrute dos momentos com ele, mesmo as pequenas conquistas farão grandes diferenças no futuro!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

5 escolas de treino para o meu cão no Porto

O treino canino tem várias metodologias: aversiva, mista ou positiva. A metodologia aversiva baseia-se na utilização de castigos (coleiras estranguladoras, coleiras de choque, coleiras de picos, por exemplo). As escolas com métodos positivos reforçam positivamente os comportamentos corretos (utilizam peitorais, trelas compridas, por exemplo). Como o nome indica as escolas com metodologia mista utiliza ambos os métodos de treino.

  • DTC- Dog Training Concept

Escola de treino em Touguinhó. Com métodos de treino positivos, utilizando estimulação mental e brincadeiras interativas. Tem ainda uma vertente Social com cães de Terapia.

-Rua de Vila Verde nº 7, 4480-572 Touguinhó

  • It’s all about Dogs

Com métodos positivos. Tem base no Porto mas área de atuação nas cidades vizinhas.

itsallaoutdogs@hotmail.com

  • Pet Home

Escola de treino canino e modificação de comportamento. Com outros serviços complementares (creche, petsitting, banhos e tosquias, etc).

– Zona Industrial dos Arcos de Sardão 401, 4430-434 Vila Nova de Gaia

  • Kanine- Centro de Treino Canino

Escola para treino de guarda, competição e obediência. Utilizando métodos positivos.

– Rua Vieira Pinto – Quinta da Bajanca – Vila Nova de Gaia

  • Dogga- Academy for Dogs and Families

Equipa multidisciplinar que trabalha em conjunto no treino e na modificação comportamental canina. Promovem a integração do cão no seio familiar utilizando métodos positivos.

– Rua de Francos 76 – 4250-219 Porto

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Porque é que um cão ataca outro?

Principais motivos que originam lutas

Os principais motivos que motivam os cães a lutar são os seguintes:

  • Cães que são criados juntos e que quando atingem a maturidade sexual, lutam para (re)definir a hierarquia;
  • Entrada de um cão mais jovem que desafia o cão mais velho e dominante; se o cão mais velho se tornar submisso, não irá haver problema, mas se, pelo contrário, reagir, pode acabar numa luta entre ambos;
  • Cães com fraca capacidade de comunicação podem passar a mensagem errada e promover uma luta (mesmo que não fosse essa a sua intenção);
  • Disputa pelo acesso a recursos percepcionados como importantes para os cães (comida, território, camas, brinquedos e até mesmo a atenção do dono);
  • O ataque pode ainda ser dirigido para cães que “não são da família”, como por exemplo, na clinica veterinária, nos passeios ou na cresce.

O que é que o tutor deve fazer?

  • Estar atento e reconhecer os sinais de stress e ansiedade nos seus patudos (postura corporal – orelhas para trás, lamber os lábios, arfar, entre outros;
  • Não permitir interações entre esse 2 cães sem vigilância;
  • Considerar a castração / esterilização destes animais para ficarem mais calmos;
  • Nos casos em que a agressão é dirigida para cães que “não são da família”, deve evitar ao máximo esse contacto, optando por sair de casa com o seu patudo em horas de menos movimento;
  • Procurar ajuda de um médico veterinário especializado na área de comportamento animal. Agir de forma precoce pode fazer toda a diferença porque estes comportamentos não vão simplesmente desaparecer.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como ensinar um cão a fazer as necessidades na rua?

  • Perceber quando quer ir à rua

Ao termos uma previsão de quando os nossos cães querem fazer as necessidades facilita-nos o processo de ensinamento. Ou seja, mais ou menos 30 minutos após a refeição é importante que o leve à rua pois muito provavelmente irá fazer as suas necessidades. O mesmo se aplica quando estão a brincar e quando acordam.

No entanto, se vir o seu companheiro a cheirar muito o chão e a andar às voltas apresse-se a levá-lo à rua!

  • Estabelecer rotinas

Inicialmente terá que ir inúmeras vezes à rua de forma a que comece a associar o exterior com a altura de fazer as necessidades. Com o tempo poderá reduzir o número de saídas de forma a levá-lo em alturas específicas do dia, para que seja previsível esse momento. Os cães são animais de hábitos e rotinas ! É muito importante respeitar isso para que perceba mais facilmente o que se pretende 😊

  • Como lidar com os erros?

É normal que haja bastantes acidentes inicialmente. Ou seja, que faça as necessidades em casa, mesmo depois de ter ido à rua (às vezes durante horas). Não desespere, nem desista! Não adianta ralhar pois só fará com que o seu patudo comece a ter medo de  fazer as necessidades à sua frente. Com o tempo ele irá perceber!

Poderá, inclusive, levar fezes para a rua para que associe o lugar ao ato!

  • Utilizar uma cerca/ transportadora

Por vezes, utilizar uma cerca ou uma transportadora facilita todo o processo. Como? Se colocarmos o nosso companheiro dentro de uma cerca ou de uma transportadora, dificilmente irá fazer onde dorme. Por isso poderá utilizar isso a seu favor: coloque-o dentro da transportadora ou da cerca logo após a refeição ou 30 min antes da saída. Passado esse tempo, pegue nele e leve-o à rua rapidamente (se possível, ao colo) de forma a que a primeira coisa que faça quando é colocado no chão ou chega ao local pretendido sejam as necessidades.

  • Consistência e Paciência

Com tempo, consistência e paciência todo este processo será fácil e rápido 😊 O reforço positivo é fundamental o tempo todo, sempre que o seu companheiro faça o coco e o xixi na rua dê-lhe biscoitos e mostre-lhe que ficou feliz!

 

Disfrute de todos os momentos com o seu cão! Tudo serve para criar laços mais fortes 😊

 Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Canicross: Treino para cães e donos

Canicross é um termo usado para descrever um desporto de corrida cross country com cães.

Este desporto consiste em praticar corrida em terreno irregular em plena simbiose com o seu amigo de 4 patas, o seu cão. Pode ser praticado com um ou dois cães, sempre atrelados por uma guia ao condutor. O condutor normalmente usa um cinto que se conecta a corda elástica e ao running harness, uma espécie de colete de tração no cão, específico para o propósito. A corda elástica reduz o choque tanto no condutor, como também no cão quando ele traciona.

É um desporto que teve origem na Europa, mais especificamente do Reino Unido, e surgiu como iniciação ao treino de cães de trenó ou tração. No trenó, o início do treinamento era realizado com o cão atrelado a guia e a guia atrelado ao condutor, para que o cão adquirisse confiança em tracionar algo.

Nesta modalidade, o cão assume a liderança e o dono deve dirigi-lo com alguns comandos básicos como mudar de direção.

Quem pode praticar canicross?

Pode ser praticado por qualquer pessoa em qualquer idade, desde que em condições físicas para tal. Obviamente, antes de ingressar no desporto com o seu patudo, é altamente recomendado que, condutor e cão, sejam submetidos a exames médicos. É também importante, que se verifique um equilíbrio entre o peso do tutor e o do cão. Para competições, não existe um limite máximo de idade para condutores, mas sim um mínimo de 7 anos, e apenas se em distâncias curtas. Já para os cães, a idade inicial é de 1 ano, e a máxima deverá ser avaliada pelo condutor consciente em conjunto com o veterinário que acompanha o animal.

Recomendações à prática de canicross

  • Trilhos de erva ou de floresta são ideais para as patinhas sensíveis dos cães, mas obstáculos naturais, como raízes e pedras, requerem concentração total por parte da equipa. Durante os treinos devem evitar percorrer distâncias longas no asfalto, evitando assim que o animal magoe as patas.
  • Além de uns bons ténis de corrida e do equipamento habitual adaptado a corrida, para a prática de canicross necessita de um cinto e de uma trela com cerca de 2 metros de comprimento com amortecedor. O amortecimento protege a coluna de cães e humanos. O cinto deve conter um gancho para minimizar o risco de lesões. Também importante é o animal usar um arnês especial, indicado para a prática de canicross, semelhante aos usados pelos cães de trenó. Nestes acessórios especiais, os pontos de pressão estão concebidos de modo a que o cão não se sinta limitado durante a corrida e possa respirar livremente.
  • Deve iniciar o treino da modalidade de forma gradual, comece com percursos de 1 a 2 km sem irregularidades no piso, permitindo assim que ambos se adaptem à equipa e ao tipo de percursos. Depois de algumas semanas de treino é possível aumentar as distâncias e treinar com alguns desafios, aumentado progressivamente de complexidade e duração.
  • A atividade é somente recomendada em temperaturas inferiores a 18 °, para evitar o sobreaquecimento do animal.
  • Certifique-se que o seu patudo bebe bastante água.

Boas corridas! 🙂

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia

Ensinar o meu cão a andar sem trela: passo a passo

Ensinar o seu cão  a andar sem trela é um passo avançado de um processo de treino, o que significa que para chegar a essa fase, o nosso patudo já deve dominar os comandos básicos, como sentar, ficar, rolar, obedecer ao chamamento, etc. Só quando estiver totalmente confiante de que o seu cão responde a estes comandos é que deve começar a explorar os passeios sem trela.

  1. Assim, numa primeira fase é importante habituar o seu animal a andar com trela e a caminhar calmamente e sem puxar. Especialmente quando eles são cachorros, é importante que se habitue a todos os estímulos das pessoas e do ambiente que o rodeia. Com trela é mais fácil  corrigir comportamentos e é mais seguro quando ainda existe o risco de ele se distrair e perder o foco.
  2. Depois de ensinar os comandos básicos e de tornar o uso da trela rotineiro, podemos iniciar o treino de passeio sem trela. Este deve ser feito num espaço seguro, longe de ruas movimentadas ou com  muitos carros, e num local preferencialmente vedado de forma a que ele não se perca nem fuja em caso extremo.
  3. Devemos começar com a trela e tentar executar comandos durante o passeio. Senta, fica, rebola, etc. Depois devemos tentar repetir os mesmos sem trela mas durante períodos curtos, por exemplo 10 minutos e recolocando a trela a seguir. Evitando sempre que ele se distancie muito de si.
  4. Aos poucos devemos permitir que ele se distancie, mas sem  o perder de vista. Devemos consecutivamente chama-lo pelo nome e fazê-lo aproximar-se, e  ,se tudo for feito corretamente, diga palavras de elogio e ofereça uma recompensa como um biscoito.

Esse sistema de recompensa deverá consistente, já que no treino de um cão, a consistência e a repetição são a chave do sucesso.

Assim que o cachorro aprender a vir quando chamado, é importante começar a treinar que ele responda aos comandos sem o ver, apenas pelo som. Pode ser ir “escondendo” no parque mantendo sempre vigilância sobre ele, para que se habitue a estar atento a comandos por voz e a não se sentir inseguro por não o ver. Este treino vai permitir que ele possa se afastar mais de forma segura.

À medida que o canino vai aprendendo a obedecer e respeitar os comandos, pode, progressivamente  começar a levá-lo a parques cada vez maiores e com mais estímulos : mais pessoas, outros animais, etc.

De salientar que os nossos patudos só devem andar soltos em zonas próprias e seguras, e que na via pública não deixa de ser obrigatório e mais seguro andarem sempre com a trela colocada. Por isso, até chegar aos locais pretendidos, deve levá-lo pela trela.

Bons passeios!

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia

Agressividade entre cães: porquê e como melhorar

A agressividade é um comportamento natural do cão, exibindo-o apenas quando necessário, por isso, não devemos dizer que o animal é agressivo mas sim que tem comportamentos de agressividade.

Os cães têm sempre motivo, podendo ser derivado por:

  • medo
  • insegurança
  • trauma
  • hormonal (deve ser despistado junto de um médico veterinário)
  • dor (deve ser despistado junto de um médico veterinário)

 
Devemos perceber em que nível de agressividade o animal se encontra para adotar o melhor plano de treino.

 

Nível mais baixo:

O animal dá diversos sinais desde orelhas para trás, olhar de lado, começar a cheirar aleatoriamente, postura mais tensa, olhos dilatados, podendo até eriçar o pêlo, entre outros. Neste nível ele já nos está a dar informações de que não está confortável e devemos começar a trabalhar de imediato para que a situação não piore!

Se nenhum dos sinais descritos anteriormente resultar, o cão pode rosnar e/ou mostrar os dentes. NUNCA devemos repreender quando isto acontece. Ele está avisar de que se sente ameaçado, que algo não está bem e deve ser respeitado. Caso contrário o nível de agressividade aumenta e pode tentar morder ou morder no ar.

 

Nível mais grave:

Não há avisos e o animal parte para a mordida.

Dois erros comum dos donos é deixar de passear com o animal e achar que a situação vai melhorar com o tempo.
 

Como ajudar o meu cão?

Independentemente do motivo, um cão com comportamentos agressivos com outros cães,  deve andar SEMPRE de trela e, caso não se sinta seguro deve também usar açaime.

Deve evitar que o cão sinta necessidade de demonstrar sinais, evitando o contacto com outros cães e mantendo a distância.

Para resolver este problema comportamental deve consultar um especialista.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como treinar o meu cão a dormir numa transportadora

O cão sabendo estar na transportadora e ver a mesma como local tranquilo e de repouso torna tudo muito mais fácil mesmo em situações desagradáveis como no exemplo dado anteriormente, em que existe dor e/ou desconforto.

Não deve NUNCA obrigar o animal a entrar na transportadora. Para além dele ganhar medo/fobia à mesma, vai entrar em stress e tentar sair, podendo arranhar a transportadora e até mesmo vocalizar.

Não deve usar como castigo. Exemplo: roeu algo que não devia, vai para a transportadora.

A escolha da transportadora:

Existem vários modelos no mercado, no entanto, não aconselho as que sejam de pano pois o animal pode destruir facilmente. O material deve ser resistente e de fácil limpeza.

Como ensinar o meu cão a estar na transportadora:

Na transportadora deve estar a manta que o cão usa ou que tenha o cheiro do mesmo e um dos seus brinquedos favoritos.

  1. Apresentar a transportadora ao cão: deixar ele observar e cheirar e recompensar. Repetir várias vezes.
  2. Colocar comida dentro da transportadora. O cão deve entrar por si próprio. Repetir até que, ao apresentar a transportadora, ele entre automaticamente. Recompense por isso.
  3. Repetir o passo anterior mas recompensar pela duração que o cão se mantém  na transportadora. Repetir várias vezes.
  4. A transportadora deve estar num local sossegado, seguro e de fácil acesso para o cão.

 

Helena Alves

Treinadora Canina