Agressividade entre cães: porquê e como melhorar

A agressividade é um comportamento natural do cão, exibindo-o apenas quando necessário, por isso, não devemos dizer que o animal é agressivo mas sim que tem comportamentos de agressividade.

Os cães têm sempre motivo, podendo ser derivado por:

  • medo
  • insegurança
  • trauma
  • hormonal (deve ser despistado junto de um médico veterinário)
  • dor (deve ser despistado junto de um médico veterinário)

 
Devemos perceber em que nível de agressividade o animal se encontra para adotar o melhor plano de treino.

 

Nível mais baixo:

O animal dá diversos sinais desde orelhas para trás, olhar de lado, começar a cheirar aleatoriamente, postura mais tensa, olhos dilatados, podendo até eriçar o pêlo, entre outros. Neste nível ele já nos está a dar informações de que não está confortável e devemos começar a trabalhar de imediato para que a situação não piore!

Se nenhum dos sinais descritos anteriormente resultar, o cão pode rosnar e/ou mostrar os dentes. NUNCA devemos repreender quando isto acontece. Ele está avisar de que se sente ameaçado, que algo não está bem e deve ser respeitado. Caso contrário o nível de agressividade aumenta e pode tentar morder ou morder no ar.

 

Nível mais grave:

Não há avisos e o animal parte para a mordida.

Dois erros comum dos donos é deixar de passear com o animal e achar que a situação vai melhorar com o tempo.
 

Como ajudar o meu cão?

Independentemente do motivo, um cão com comportamentos agressivos com outros cães,  deve andar SEMPRE de trela e, caso não se sinta seguro deve também usar açaime.

Deve evitar que o cão sinta necessidade de demonstrar sinais, evitando o contacto com outros cães e mantendo a distância.

Para resolver este problema comportamental deve consultar um especialista.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como treinar o meu cão a dormir numa transportadora

O cão sabendo estar na transportadora e ver a mesma como local tranquilo e de repouso torna tudo muito mais fácil mesmo em situações desagradáveis como no exemplo dado anteriormente, em que existe dor e/ou desconforto.

Não deve NUNCA obrigar o animal a entrar na transportadora. Para além dele ganhar medo/fobia à mesma, vai entrar em stress e tentar sair, podendo arranhar a transportadora e até mesmo vocalizar.

Não deve usar como castigo. Exemplo: roeu algo que não devia, vai para a transportadora.

A escolha da transportadora:

Existem vários modelos no mercado, no entanto, não aconselho as que sejam de pano pois o animal pode destruir facilmente. O material deve ser resistente e de fácil limpeza.

Como ensinar o meu cão a estar na transportadora:

Na transportadora deve estar a manta que o cão usa ou que tenha o cheiro do mesmo e um dos seus brinquedos favoritos.

  1. Apresentar a transportadora ao cão: deixar ele observar e cheirar e recompensar. Repetir várias vezes.
  2. Colocar comida dentro da transportadora. O cão deve entrar por si próprio. Repetir até que, ao apresentar a transportadora, ele entre automaticamente. Recompense por isso.
  3. Repetir o passo anterior mas recompensar pela duração que o cão se mantém  na transportadora. Repetir várias vezes.
  4. A transportadora deve estar num local sossegado, seguro e de fácil acesso para o cão.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como melhorar as idas do meu cão ao veterinário

Se tem um cachorro, esta é a melhor idade para começar já a trabalhar para que a ida ao veterinário seja uma das melhores coisas. Até porque irá ter que ir, pelo menos, uma vez por mês devido ao plano vacinal e de desparasitações. Então vamos aproveitar TODAS as idas para que sejam agradáveis para o cachorro, pois basta um segundo em que ocorra algo desagradável para ele como, por exemplo, dor ao dar a vacina ou stress para que ele faça a associação de que ir ao veterinário é algo mau.

Como fazer:

  • Trabalhar inicialmente o seu cão em casa para estar parado tranquilo e deixar ser tocado.
  • Dar recompensas na sala de espera.
  • Caso seja um cachorro medroso, pedir que respeitem o espaço dele e evitar que lhe toquem.
  • Dar recompensas quando entra no consultório.
  • Pedir ao veterinário para dar recompensas antes de tocar no animal.
  • Dar recompensas durante e no fim da consulta.
  • Se o animal já puder ir à rua, leve-o a passear num local calmo para que possa aliviar o stress da consulta.
  • Se precisar de ir ao veterinário mesmo sem o seu cachorro (compra de artigos, pedido de informações, etc) leve-o na mesma.

 

Se tem um cão adulto que já tem receio de ir ao veterinário então deve começar a trabalhar o quanto antes.

Como fazer:

  • Evitar idas ao veterinário durante o processo. Caso seja mesmo necessário, pedir que toda a equipa do veterinário respeite o espaço do animal e colabore consigo. Levar recompensa de alto nível como, por exemplo, frango cozido ou fígado cozido.
  • Trabalhar inicialmente o seu cão em casa para estar parado tranquilo e deixar ser tocado.
  • Passar à frente do veterinário e recompensar o animal por isso. Repetir várias vezes.
  • Entrar no veterinário, recompensar e sair de seguida. Repetir várias vezes. Caso seja necessário, ligue antes para saber se o ambiente está calmo e avise que vai fazer o treino, para que a equipa tome conhecimento e ignore o seu cão.
  • Entrar no veterinário e pedir a uma pessoa da equipa para dar recompensas. Repetir várias vezes. Mais uma  vez, ligue antes para saber se o ambiente está calmo e avise que vai fazer o treino, para que a equipa tome conhecimento.
  • Entrar no consultório, recompensar e sair de seguida. Repetir várias vezes. Ligue antes para saber se o ambiente está calmo e pedir permissão para realizar o treino.
  • Se precisar de ir ao veterinário mesmo sem o seu cachorro (compra de artigos, pedido de informações, etc) leve-o na mesma.

Erros comuns:

  • Andar de carro apenas para idas ao veterinário.
  • Ir ao veterinário apenas quando é necessário.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como ensinar o meu cão a usar açaime

Devemos ensinar desde cachorro o uso do açaime pois este pode ser necessário no futuro e devemos estar prevenidos para isso. O cão ao saber usar o açaime e ver o açaime como algo positivo torna o seu uso muito mais fácil mesmo em situações desagradáveis como, por exemplo, uma ida ao veterinário em que o animal está com dor e tenta morder.

Não deve NUNCA obrigar o animal a usar o açaime. Para além dele ganhar medo/fobia ao uso do mesmo, ele vai tentar tirar e muito provavelmente vai conseguir fazê-lo.

Não deve também usar apenas em determinadas situações como, por exemplo, apenas idas ao veterinário. O animal vai fazer associação açaime → veterinário e vai ganhar aversão ao açaime.

A escolha do açaime:

Existem vários modelos no mercado, no entanto, aconselho açaimes semelhantes à marca Baskerville devido a serem bastante confortáveis para o animal, podem comer e beber e os outros cães podem ver melhor o animal que o usa.

Como ensinar o meu cão a usar açaime:

  1. Apresentar o açaime ao animal: deixar ele observar e cheirar e recompensar. Repetir várias vezes.
  2. Colocar comida à volta do açaime. Repetir várias vezes.
  3. Colocar comida dentro do açaime. Repetir várias vezes.
  4. Colocar comida no açaime, de forma a que o cão coloque o focinho dentro do açaime por si próprio. Repetir até que o cão queira colocar o açaime por si próprio ao apresentar e recompensar por isso.
  5. Apertar o açaime, recompensar. Retirar o açaime. Repetir várias vezes.
  6. Repetir o passo anterior mas prolongar o tempo em que permanece com  açaime. Repetir várias vezes até que esteja confortável com o uso do açaime durante algum tempo.

Helena Alves

Treinadora Canina

Como evitar que o meu cão fique agressivo com comida

  • Ter rotinas de alimentação

O animal ao ter rotinas não sente necessidade de proteger dado que sabe que vai ter o alimento naquele horário.

  • Não interferir nas refeições do animal

O animal deve comer descansado sem ter que se preocupar com possíveis ameaças.
Se tiver mais do que um animal, as refeições de cada um devem ser em taças e locais diferentes.

  • Refeições interativas

Os cães devem trabalhar para comer para que haja estimulação mental e física, ajudando a diminuir a necessidade de proteção de recursos. Isto pode ser feito com: tapetes interativos, brinquedos dispensadores de comida, espalhar a comida no chão ou relva, etc.

 

Conheça os sinais que os cães dão quando se sentem ameaçados:

● ficar parado com postura tensa;
● olhar de lado (olhar “desconfiado”);
● mostrar os dentes;
● rosnar;
● morder no ar;
● morder efetivamente.

Caso o seu animal já esteja a mostrar estes sinais, sugiro que leia o seguinte artigo: https://www.barkyn.com/blog/treino/o-meu-cao-fica-agressivo-com-comida-como-corrigir-o-comportamento

Helena Alves

Treinadora Canina

Como fazer com que o seu cão pare de roer fios eléctricos

Em primeiro lugar, não devemos repreender pois além de piorar a situação, o animal pode ficar com medo e/ou aprender que roendo tem a sua atenção, mesmo que esta seja negativa.

Os principais motivos para roerem são:

  • Mudança de dentição em cachorros (para acalmar a inflamação e a dor das gengivas)
  • Aborrecimento/stress (animais com energia acumulada e falta de estímulos procuram o que fazer)
  • Aprendizagem
  • Ansiedade por separação

O que fazer para evitar:

Não deixar os fios elétricos à vista e/ou de livre acesso ao animal.
Se já existe historial de roer fios elétricos, o animal deve ser supervisionado quando num local com fios elétricos.
Sendo um cachorro ou aborrecimento/stress deve cansar o seu animal tanto fisicamente, através de vários passeios (em diferentes sítios, de duração variada, com socialização com outros animais) como mentalmente, através de estimulação com jogos, brinquedos interativos, escondendo comida, com ossos de nylon, hastes de veado e/ou cornos de búfalo. Ou seja, algo que ele possa roer e estar entretido.
Consulte também este artigo https://www.barkyn.com/blog/treino/entreter-o-seu-cao-dentro-casa.

Havendo uma aprendizagem de que roendo tem a sua atenção porque o vai repreender ou andar atrás dele, ele irá fazer sempre isso.
Para eliminarmos este comportamento deve parar imediatamente a repreensão e andar atrás dele e consultar um treinador.

Caso o motivo seja ansiedade por separação deve consultar um veterinário especialista em comportamento e um treinador para trabalharem em conjunto, de forma a ajudar o seu animal.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

5 truques para o seu cão viajar tranquilamente de carro

Devemos tentar perceber o motivo do nosso animal não gostar de andar de carro.

Principais motivos:

  • Falta de sensibilização

    Os cães devem ser habituados desde cachorros a andar de carro, dado que não é algo que faz parte da natureza deles.

  • Viajar apenas para o veterinário

    Na maioria das vezes, os cães apenas andam de carro para ir ao veterinário e, por isso, fazem uma associação negativa:
    ando de carro U+2192.svg vou ao veterinário

  • Enjoo

    A causa do enjoo pode ser ansiedade/stress devido à falta de sensibilização assim como pode ser devido a cinetose, vulgarmente conhecido por enjoo do movimento.

Então como fazer?

  1. Não alimentar nas 4 horas anteriores à viagem.

  2. Treinar o animal para entrar no carro.

    Nunca deve obrigar o seu animal a entrar no carro, ele deve querer e gostar de entrar. Atire biscoitos para dentro do carro.

  3. Treinar o animal para gostar de andar de carro.

    Independentemente se o animal vai com cinto de segurança, numa transportadora ou na mala, deve sempre gostar de andar de carro. Usando sempre recompensa, primeiro treine sem o carro estar a trabalhar, em seguida, com o carro ligado mas parado, aumentando o tempo parado e, posteriormente, com o carro ligado e em movimento durante segundos, aumentando o tempo em movimento.

  4. Treinar o animal para sair do carro.

    O animal deve também gostar de sair do carro e ser recompensado, esta recompensa não tem que ser necessariamente biscoitos, pode ser carinhos, brincadeira ou até mesmo urinar, cheirar algo, dar uma volta, que são ações que os relaxam.

  5. Antieméticos e/ou ansiolíticos.

    Se após estas dicas, o seu animal ainda sofre de ansiedade/stress e fica enjoado, deve consultar o seu veterinário.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como ensinar o seu cão a largar

Uma dos piores erros que os donos fazem é retirar à força o objeto do animal, isto pode levar a que o animal sinta necessidade de proteger e que comece a rosnar, podendo o comportamento escalar e partir para a mordida.

Para evitar este tipo de situações, devemos ensinar a largar independentemente do que tiver na boca.

Como ensinar:

  1. Oferecer um brinquedo de  nível baixo de importância.
  2. Enquanto o cão tem o brinquedo na boca, mostre um biscoito para que largue o brinquedo e queira comer.
  3. Repita várias vezes.
  4. Quando o cão largar quase automaticamente, diga a palavra “larga” antes de oferecer o biscoito, desta forma ele vai associar a palavra à ação de largar.
  5. Repita várias vezes.
  6. O próximo passo é usar um brinquedo de nível médio de importância, repetir os passos e, posteriormente, com um brinquedo de nível elevado de importância.

Nota: Caso o cão não demonstre interesse no biscoito no passo 2,  das duas uma: ou o brinquedo não é de nível baixo de importância ou o biscoito não é suficiente, devendo experimentar com algo mais apetitoso como, por exemplo, frango ou fígado cozido em água.

Nota² : A palavra não tem que ser necessariamente “larga”. Pode ser uma à escolha, desde que seja sempre a mesma.

Bons treinos!

Helena Alves

Treinadora Canina

O meu cão está assustado – porquê?

A reação de um animal perante as mais diversas situações depende sempre da sua personalidade, do ambiente que o envolve, do período de socialização enquanto cachorro e do estilo de vida que habitualmente leva. Os sinais mais frequentes de que algo não está a agradar o seu animal passam por colocação da cauda entre as patas, sialorreia (babar-se em excesso), lamber os lábios em excesso, colocar as orelhas para trás, arfar e desviar o olhar.

Mas quais as principais causas de medos em cães?

  • Fogo de artificio: Talvez o medo mais comum e mais reconhecido pelos tutores. O ruído extremo associado a estímulos visuais intensos aos quais eles não estão habituados, deixam a maioria dos patudos em pânico. Sempre que esse evento é previsível, devemos protegê-los dentro de casa, colocar sons agradáveis para eles e fornecer-lhes locais para se esconderem. Em casos extremos há medicação que pode ser dada, informe-se junto do seu médico veterinário habitual.
  • Viagens de carro: Se o animal não estiver habituado, as viagens de carro podem ser eventos assustadores para um cão, até porque normalmente, são feitas para o levar ao veterinário. Assim, é muito importante que habitue o seu animal a andar de carro e que associe essa experiência a algo positivo, dando biscoitos ou brincando com ele durante a viagem e utilizar o carro para se deslocarem para atividades que sejam do agrado do seu patudo (ida ao parque ou à praia por exemplo).
  • Estranhos/crianças: o contacto com pessoas diferentes do dia a dia pode ser também uma experiência assustadora para o seu patudo. As crianças, principalmente, devido à sua abordagem efusiva podem assustar o animal. Assim é muito importante que durante o período de socialização o animal contacte com várias pessoas diferentes e não apenas o núcleo familiar, bem como com crianças.

Existem ainda outras situações que podem assustar o seu animal, por exemplo ambulâncias, visitas ao veterinário, contacto com outros animais, entre outras. De um modo geral, o mais importante é que o habitue desde cachorro ao máximo de estímulos diferentes possível, que o recompense quando reage de uma forma calma e equilibrada e que nunca o force/obrigue a fazer algo que ele não quer, através da força, pois isso só vai intensificar o seu medo.

Ana Cláudia Gonçalves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como evitar que o meu cão roa tudo?

Em primeiro lugar, não devemos repreender pois além de piorar a situação, o animal pode ficar com medo e/ou aprender que roendo o que não deve tem a sua atenção, mesmo que esta seja negativa.

Os principais motivos para roerem são:

  • Mudança de dentição em cachorros (para acalmar a inflamação e a dor das gengivas)
  • Aborrecimento/stress (animais com energia acumulada e falta de estímulos procuram o que fazer)
  • Aprendizagem
  • Ansiedade por separação

O que fazer para evitar:

Sendo um cachorro ou aborrecimento/stress deve cansar o seu animal tanto fisicamente, através de vários passeios (em diferentes sítios, de duração variada, com socialização com outros animais) como mentalmente, através de estimulação com jogos, brinquedos interativos, escondendo comida, com ossos de nylon, hastes de veado e/ou cornos de búfalo. Ou seja, algo que ele possa roer e estar entretido.
Consulte também este artigo https://www.barkyn.com/blog/treino/entreter-o-seu-cao-dentro-casa.

Havendo uma aprendizagem de que roendo determinado objeto tem a sua atenção porque o vai repreender ou andar atrás dele, ele irá fazer sempre isso.
Para eliminarmos este comportamento deve parar imediatamente a repreensão e andar atrás dele e consultar um treinador.

Caso o motivo seja ansiedade por separação deve consultar um veterinário especialista em comportamento e um treinador para trabalharem em conjunto, de forma a ajudar o seu animal.

 

Helena Alves

Treinadora Canina