Porque é que um cão ataca outro?

Principais motivos que originam lutas

Os principais motivos que motivam os cães a lutar são os seguintes:

  • Cães que são criados juntos e que quando atingem a maturidade sexual, lutam para (re)definir a hierarquia;
  • Entrada de um cão mais jovem que desafia o cão mais velho e dominante; se o cão mais velho se tornar submisso, não irá haver problema, mas se, pelo contrário, reagir, pode acabar numa luta entre ambos;
  • Cães com fraca capacidade de comunicação podem passar a mensagem errada e promover uma luta (mesmo que não fosse essa a sua intenção);
  • Disputa pelo acesso a recursos percepcionados como importantes para os cães (comida, território, camas, brinquedos e até mesmo a atenção do dono);
  • O ataque pode ainda ser dirigido para cães que “não são da família”, como por exemplo, na clinica veterinária, nos passeios ou na cresce.

O que é que o tutor deve fazer?

  • Estar atento e reconhecer os sinais de stress e ansiedade nos seus patudos (postura corporal – orelhas para trás, lamber os lábios, arfar, entre outros;
  • Não permitir interações entre esse 2 cães sem vigilância;
  • Considerar a castração / esterilização destes animais para ficarem mais calmos;
  • Nos casos em que a agressão é dirigida para cães que “não são da família”, deve evitar ao máximo esse contacto, optando por sair de casa com o seu patudo em horas de menos movimento;
  • Procurar ajuda de um médico veterinário especializado na área de comportamento animal. Agir de forma precoce pode fazer toda a diferença porque estes comportamentos não vão simplesmente desaparecer.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Canicross: Treino para cães e donos

Canicross é um termo usado para descrever um desporto de corrida cross country com cães.

Este desporto consiste em praticar corrida em terreno irregular em plena simbiose com o seu amigo de 4 patas, o seu cão. Pode ser praticado com um ou dois cães, sempre atrelados por uma guia ao condutor. O condutor normalmente usa um cinto que se conecta a corda elástica e ao running harness, uma espécie de colete de tração no cão, específico para o propósito. A corda elástica reduz o choque tanto no condutor, como também no cão quando ele traciona.

É um desporto que teve origem na Europa, mais especificamente do Reino Unido, e surgiu como iniciação ao treino de cães de trenó ou tração. No trenó, o início do treinamento era realizado com o cão atrelado a guia e a guia atrelado ao condutor, para que o cão adquirisse confiança em tracionar algo.

Nesta modalidade, o cão assume a liderança e o dono deve dirigi-lo com alguns comandos básicos como mudar de direção.

Quem pode praticar canicross?

Pode ser praticado por qualquer pessoa em qualquer idade, desde que em condições físicas para tal. Obviamente, antes de ingressar no desporto com o seu patudo, é altamente recomendado que, condutor e cão, sejam submetidos a exames médicos. É também importante, que se verifique um equilíbrio entre o peso do tutor e o do cão. Para competições, não existe um limite máximo de idade para condutores, mas sim um mínimo de 7 anos, e apenas se em distâncias curtas. Já para os cães, a idade inicial é de 1 ano, e a máxima deverá ser avaliada pelo condutor consciente em conjunto com o veterinário que acompanha o animal.

Recomendações à prática de canicross

  • Trilhos de erva ou de floresta são ideais para as patinhas sensíveis dos cães, mas obstáculos naturais, como raízes e pedras, requerem concentração total por parte da equipa. Durante os treinos devem evitar percorrer distâncias longas no asfalto, evitando assim que o animal magoe as patas.
  • Além de uns bons ténis de corrida e do equipamento habitual adaptado a corrida, para a prática de canicross necessita de um cinto e de uma trela com cerca de 2 metros de comprimento com amortecedor. O amortecimento protege a coluna de cães e humanos. O cinto deve conter um gancho para minimizar o risco de lesões. Também importante é o animal usar um arnês especial, indicado para a prática de canicross, semelhante aos usados pelos cães de trenó. Nestes acessórios especiais, os pontos de pressão estão concebidos de modo a que o cão não se sinta limitado durante a corrida e possa respirar livremente.
  • Deve iniciar o treino da modalidade de forma gradual, comece com percursos de 1 a 2 km sem irregularidades no piso, permitindo assim que ambos se adaptem à equipa e ao tipo de percursos. Depois de algumas semanas de treino é possível aumentar as distâncias e treinar com alguns desafios, aumentado progressivamente de complexidade e duração.
  • A atividade é somente recomendada em temperaturas inferiores a 18 °, para evitar o sobreaquecimento do animal.
  • Certifique-se que o seu patudo bebe bastante água.

Boas corridas! 🙂

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia

 

Ensinar o meu cão a andar sem trela: passo a passo

Ensinar o seu cão  a andar sem trela é um passo avançado de um processo de treino, o que significa que para chegar a essa fase, o nosso patudo já deve dominar os comandos básicos, como sentar, ficar, rolar, obedecer ao chamamento, etc. Só quando estiver totalmente confiante de que o seu cão responde a estes comandos é que deve começar a explorar os passeios sem trela.

  1. Assim, numa primeira fase é importante habituar o seu animal a andar com trela e a caminhar calmamente e sem puxar. Especialmente quando eles são cachorros, é importante que se habitue a todos os estímulos das pessoas e do ambiente que o rodeia. Com trela é mais fácil  corrigir comportamentos e é mais seguro quando ainda existe o risco de ele se distrair e perder o foco.
  2. Depois de ensinar os comandos básicos e de tornar o uso da trela rotineiro, podemos iniciar o treino de passeio sem trela. Este deve ser feito num espaço seguro, longe de ruas movimentadas ou com  muitos carros, e num local preferencialmente vedado de forma a que ele não se perca nem fuja em caso extremo.
  3. Devemos começar com a trela e tentar executar comandos durante o passeio. Senta, fica, rebola, etc. Depois devemos tentar repetir os mesmos sem trela mas durante períodos curtos, por exemplo 10 minutos e recolocando a trela a seguir. Evitando sempre que ele se distancie muito de si.
  4. Aos poucos devemos permitir que ele se distancie, mas sem  o perder de vista. Devemos consecutivamente chama-lo pelo nome e fazê-lo aproximar-se, e  ,se tudo for feito corretamente, diga palavras de elogio e ofereça uma recompensa como um biscoito.

Esse sistema de recompensa deverá consistente, já que no treino de um cão, a consistência e a repetição são a chave do sucesso.

Assim que o cachorro aprender a vir quando chamado, é importante começar a treinar que ele responda aos comandos sem o ver, apenas pelo som. Pode ser ir “escondendo” no parque mantendo sempre vigilância sobre ele, para que se habitue a estar atento a comandos por voz e a não se sentir inseguro por não o ver. Este treino vai permitir que ele possa se afastar mais de forma segura.

À medida que o canino vai aprendendo a obedecer e respeitar os comandos, pode, progressivamente  começar a levá-lo a parques cada vez maiores e com mais estímulos : mais pessoas, outros animais, etc.

De salientar que os nossos patudos só devem andar soltos em zonas próprias e seguras, e que na via pública não deixa de ser obrigatório e mais seguro andarem sempre com a trela colocada. Por isso, até chegar aos locais pretendidos, deve levá-lo pela trela.

Bons passeios!

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia

 

Agressividade entre cães: porquê e como melhorar

A agressividade é um comportamento natural do cão, exibindo-o apenas quando necessário, por isso, não devemos dizer que o animal é agressivo mas sim que tem comportamentos de agressividade.

Os cães têm sempre motivo, podendo ser derivado por:

  • medo
  • insegurança
  • trauma
  • hormonal (deve ser despistado junto de um médico veterinário)
  • dor (deve ser despistado junto de um médico veterinário)

 
Devemos perceber em que nível de agressividade o animal se encontra para adotar o melhor plano de treino.

 

Nível mais baixo:

O animal dá diversos sinais desde orelhas para trás, olhar de lado, começar a cheirar aleatoriamente, postura mais tensa, olhos dilatados, podendo até eriçar o pêlo, entre outros. Neste nível ele já nos está a dar informações de que não está confortável e devemos começar a trabalhar de imediato para que a situação não piore!

Se nenhum dos sinais descritos anteriormente resultar, o cão pode rosnar e/ou mostrar os dentes. NUNCA devemos repreender quando isto acontece. Ele está avisar de que se sente ameaçado, que algo não está bem e deve ser respeitado. Caso contrário o nível de agressividade aumenta e pode tentar morder ou morder no ar.

 

Nível mais grave:

Não há avisos e o animal parte para a mordida.

Dois erros comum dos donos é deixar de passear com o animal e achar que a situação vai melhorar com o tempo.
 

Como ajudar o meu cão?

Independentemente do motivo, um cão com comportamentos agressivos com outros cães,  deve andar SEMPRE de trela e, caso não se sinta seguro deve também usar açaime.

Deve evitar que o cão sinta necessidade de demonstrar sinais, evitando o contacto com outros cães e mantendo a distância.

Para resolver este problema comportamental deve consultar um especialista.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como treinar o meu cão a dormir numa transportadora

O cão sabendo estar na transportadora e ver a mesma como local tranquilo e de repouso torna tudo muito mais fácil mesmo em situações desagradáveis como no exemplo dado anteriormente, em que existe dor e/ou desconforto.

Não deve NUNCA obrigar o animal a entrar na transportadora. Para além dele ganhar medo/fobia à mesma, vai entrar em stress e tentar sair, podendo arranhar a transportadora e até mesmo vocalizar.

Não deve usar como castigo. Exemplo: roeu algo que não devia, vai para a transportadora.

A escolha da transportadora:

Existem vários modelos no mercado, no entanto, não aconselho as que sejam de pano pois o animal pode destruir facilmente. O material deve ser resistente e de fácil limpeza.

Como ensinar o meu cão a estar na transportadora:

Na transportadora deve estar a manta que o cão usa ou que tenha o cheiro do mesmo e um dos seus brinquedos favoritos.

  1. Apresentar a transportadora ao cão: deixar ele observar e cheirar e recompensar. Repetir várias vezes.
  2. Colocar comida dentro da transportadora. O cão deve entrar por si próprio. Repetir até que, ao apresentar a transportadora, ele entre automaticamente. Recompense por isso.
  3. Repetir o passo anterior mas recompensar pela duração que o cão se mantém  na transportadora. Repetir várias vezes.
  4. A transportadora deve estar num local sossegado, seguro e de fácil acesso para o cão.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como melhorar as idas do meu cão ao veterinário

Se tem um cachorro, esta é a melhor idade para começar já a trabalhar para que a ida ao veterinário seja uma das melhores coisas. Até porque irá ter que ir, pelo menos, uma vez por mês devido ao plano vacinal e de desparasitações. Então vamos aproveitar TODAS as idas para que sejam agradáveis para o cachorro, pois basta um segundo em que ocorra algo desagradável para ele como, por exemplo, dor ao dar a vacina ou stress para que ele faça a associação de que ir ao veterinário é algo mau.

Como fazer:

  • Trabalhar inicialmente o seu cão em casa para estar parado tranquilo e deixar ser tocado.
  • Dar recompensas na sala de espera.
  • Caso seja um cachorro medroso, pedir que respeitem o espaço dele e evitar que lhe toquem.
  • Dar recompensas quando entra no consultório.
  • Pedir ao veterinário para dar recompensas antes de tocar no animal.
  • Dar recompensas durante e no fim da consulta.
  • Se o animal já puder ir à rua, leve-o a passear num local calmo para que possa aliviar o stress da consulta.
  • Se precisar de ir ao veterinário mesmo sem o seu cachorro (compra de artigos, pedido de informações, etc) leve-o na mesma.

 

Se tem um cão adulto que já tem receio de ir ao veterinário então deve começar a trabalhar o quanto antes.

Como fazer:

  • Evitar idas ao veterinário durante o processo. Caso seja mesmo necessário, pedir que toda a equipa do veterinário respeite o espaço do animal e colabore consigo. Levar recompensa de alto nível como, por exemplo, frango cozido ou fígado cozido.
  • Trabalhar inicialmente o seu cão em casa para estar parado tranquilo e deixar ser tocado.
  • Passar à frente do veterinário e recompensar o animal por isso. Repetir várias vezes.
  • Entrar no veterinário, recompensar e sair de seguida. Repetir várias vezes. Caso seja necessário, ligue antes para saber se o ambiente está calmo e avise que vai fazer o treino, para que a equipa tome conhecimento e ignore o seu cão.
  • Entrar no veterinário e pedir a uma pessoa da equipa para dar recompensas. Repetir várias vezes. Mais uma  vez, ligue antes para saber se o ambiente está calmo e avise que vai fazer o treino, para que a equipa tome conhecimento.
  • Entrar no consultório, recompensar e sair de seguida. Repetir várias vezes. Ligue antes para saber se o ambiente está calmo e pedir permissão para realizar o treino.
  • Se precisar de ir ao veterinário mesmo sem o seu cachorro (compra de artigos, pedido de informações, etc) leve-o na mesma.

Erros comuns:

  • Andar de carro apenas para idas ao veterinário.
  • Ir ao veterinário apenas quando é necessário.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

Como ensinar o meu cão a usar açaime

Devemos ensinar desde cachorro o uso do açaime pois este pode ser necessário no futuro e devemos estar prevenidos para isso. O cão ao saber usar o açaime e ver o açaime como algo positivo torna o seu uso muito mais fácil mesmo em situações desagradáveis como, por exemplo, uma ida ao veterinário em que o animal está com dor e tenta morder.

Não deve NUNCA obrigar o animal a usar o açaime. Para além dele ganhar medo/fobia ao uso do mesmo, ele vai tentar tirar e muito provavelmente vai conseguir fazê-lo.

Não deve também usar apenas em determinadas situações como, por exemplo, apenas idas ao veterinário. O animal vai fazer associação açaime → veterinário e vai ganhar aversão ao açaime.

A escolha do açaime:

Existem vários modelos no mercado, no entanto, aconselho açaimes semelhantes à marca Baskerville devido a serem bastante confortáveis para o animal, podem comer e beber e os outros cães podem ver melhor o animal que o usa.

Como ensinar o meu cão a usar açaime:

  1. Apresentar o açaime ao animal: deixar ele observar e cheirar e recompensar. Repetir várias vezes.
  2. Colocar comida à volta do açaime. Repetir várias vezes.
  3. Colocar comida dentro do açaime. Repetir várias vezes.
  4. Colocar comida no açaime, de forma a que o cão coloque o focinho dentro do açaime por si próprio. Repetir até que o cão queira colocar o açaime por si próprio ao apresentar e recompensar por isso.
  5. Apertar o açaime, recompensar. Retirar o açaime. Repetir várias vezes.
  6. Repetir o passo anterior mas prolongar o tempo em que permanece com  açaime. Repetir várias vezes até que esteja confortável com o uso do açaime durante algum tempo.

Helena Alves

Treinadora Canina

Como evitar que o meu cão fique agressivo com comida

  • Ter rotinas de alimentação

O animal ao ter rotinas não sente necessidade de proteger dado que sabe que vai ter o alimento naquele horário.

  • Não interferir nas refeições do animal

O animal deve comer descansado sem ter que se preocupar com possíveis ameaças.
Se tiver mais do que um animal, as refeições de cada um devem ser em taças e locais diferentes.

  • Refeições interativas

Os cães devem trabalhar para comer para que haja estimulação mental e física, ajudando a diminuir a necessidade de proteção de recursos. Isto pode ser feito com: tapetes interativos, brinquedos dispensadores de comida, espalhar a comida no chão ou relva, etc.

 

Conheça os sinais que os cães dão quando se sentem ameaçados:

● ficar parado com postura tensa;
● olhar de lado (olhar “desconfiado”);
● mostrar os dentes;
● rosnar;
● morder no ar;
● morder efetivamente.

Caso o seu animal já esteja a mostrar estes sinais, sugiro que leia o seguinte artigo: https://www.barkyn.com/blog/treino/o-meu-cao-fica-agressivo-com-comida-como-corrigir-o-comportamento

Helena Alves

Treinadora Canina

Como fazer com que o seu cão pare de roer fios eléctricos

Em primeiro lugar, não devemos repreender pois além de piorar a situação, o animal pode ficar com medo e/ou aprender que roendo tem a sua atenção, mesmo que esta seja negativa.

Os principais motivos para roerem são:

  • Mudança de dentição em cachorros (para acalmar a inflamação e a dor das gengivas)
  • Aborrecimento/stress (animais com energia acumulada e falta de estímulos procuram o que fazer)
  • Aprendizagem
  • Ansiedade por separação

O que fazer para evitar:

Não deixar os fios elétricos à vista e/ou de livre acesso ao animal.
Se já existe historial de roer fios elétricos, o animal deve ser supervisionado quando num local com fios elétricos.
Sendo um cachorro ou aborrecimento/stress deve cansar o seu animal tanto fisicamente, através de vários passeios (em diferentes sítios, de duração variada, com socialização com outros animais) como mentalmente, através de estimulação com jogos, brinquedos interativos, escondendo comida, com ossos de nylon, hastes de veado e/ou cornos de búfalo. Ou seja, algo que ele possa roer e estar entretido.
Consulte também este artigo https://www.barkyn.com/blog/treino/entreter-o-seu-cao-dentro-casa.

Havendo uma aprendizagem de que roendo tem a sua atenção porque o vai repreender ou andar atrás dele, ele irá fazer sempre isso.
Para eliminarmos este comportamento deve parar imediatamente a repreensão e andar atrás dele e consultar um treinador.

Caso o motivo seja ansiedade por separação deve consultar um veterinário especialista em comportamento e um treinador para trabalharem em conjunto, de forma a ajudar o seu animal.

 

Helena Alves

Treinadora Canina

5 truques para o seu cão viajar tranquilamente de carro

Devemos tentar perceber o motivo do nosso animal não gostar de andar de carro.

Principais motivos:

  • Falta de sensibilização

    Os cães devem ser habituados desde cachorros a andar de carro, dado que não é algo que faz parte da natureza deles.

  • Viajar apenas para o veterinário

    Na maioria das vezes, os cães apenas andam de carro para ir ao veterinário e, por isso, fazem uma associação negativa:
    ando de carro U+2192.svg vou ao veterinário

  • Enjoo

    A causa do enjoo pode ser ansiedade/stress devido à falta de sensibilização assim como pode ser devido a cinetose, vulgarmente conhecido por enjoo do movimento.

Então como fazer?

  1. Não alimentar nas 4 horas anteriores à viagem.

  2. Treinar o animal para entrar no carro.

    Nunca deve obrigar o seu animal a entrar no carro, ele deve querer e gostar de entrar. Atire biscoitos para dentro do carro.

  3. Treinar o animal para gostar de andar de carro.

    Independentemente se o animal vai com cinto de segurança, numa transportadora ou na mala, deve sempre gostar de andar de carro. Usando sempre recompensa, primeiro treine sem o carro estar a trabalhar, em seguida, com o carro ligado mas parado, aumentando o tempo parado e, posteriormente, com o carro ligado e em movimento durante segundos, aumentando o tempo em movimento.

  4. Treinar o animal para sair do carro.

    O animal deve também gostar de sair do carro e ser recompensado, esta recompensa não tem que ser necessariamente biscoitos, pode ser carinhos, brincadeira ou até mesmo urinar, cheirar algo, dar uma volta, que são ações que os relaxam.

  5. Antieméticos e/ou ansiolíticos.

    Se após estas dicas, o seu animal ainda sofre de ansiedade/stress e fica enjoado, deve consultar o seu veterinário.

 

Helena Alves

Treinadora Canina