Doxiciclina para cães

A doxiciclina é um antibiótico de amplo espectro muito eficaz na eliminação de microrganismos Gram positivos e Gram negativos. É um derivado da oxitetraciclina e ambas pertencem ao grupo das tetraciclinas. O seu mecanismo de ação, semelhante ao de outras tetraciclinas, consiste, de uma forma simplificada, em impedir a síntese das proteínas desses microrganismos.

Está indicada num conjunto de patologias algumas das quais  respiratórias, broncopneumonias, faringites, otites, doenças causadas por hemoparasitas, infeções cutâneas, entre outras.

A absorção da doxiciclina não é influenciada pela presença de alimentos no sistema digestivo.   Pode ser considerado um fármaco de ação prolongada, sendo possível administrar apenas uma dose diária, com as vantagens adjacentes. A excreção é realizada principalmente pela via intestinal, sendo que não existem contra-indicações perante a existência de insuficiência renal.  Difere-se também das outras tetraciclinas por causar menos efeitos secundários.

Não deve ser utilizada nas fêmeas lactantes já que passa, na sua maioria, para o leite materno e, consequentemente, para os cachorros.  

Os comprimidos podem ser administrados inteiros, triturados ou até dissolvidos nalgum líquido. No caso de se optar pela administração do medicamento dissolvido em líquido, é necessário ingeri-lo de imediato.

É um medicamento que deve ser usado única e exclusivamente sob prescrição médica e se o seu médico veterinário o assim indicar! Tal como todos os antibióticos, deve ser usada com extrema precaução e responsabilidade.

Helena Ferreira

Médica veterinária de animais de companhia

Nexgard

O Nexgard é um desparasitante externo para cães que deverá ser administrado uma vez por mês. O seu princípio ativo é afoxolaner, tendo como objetivo tratar e prevenir infestações de pulgas e carraças. Pode ser administrado a partir das 8 semanas, sendo que abrange animais dos 2 aos 50 kg! A sua principal vantagem é ser tão palatável para os nossos companheiros, o que torna o momento de tomar o desparasitante muito mais fácil. Ao fim de 8 horas atinge o seu pico de eficácia, sendo um desparasitante de ação muito rápido.

É muito importante que se garanta a ingestão da dose completa, ou misturado com a comida, ou dado diretamente ao patudo. Deve ser sempre verificado se não houve nenhum pedaço que não tenha sido comido. Caso haja vómito nas duas horas após a ingestão, deve ser repetida a dose completa de Nexgard.

Este desparasitante não é repelente, o que significa que tantos as pulgas como as carraças podem ser encontradas no pêlo dos nossos cães. Para que os parasitas expostos ao principio ativo é necessário que piquem o cão e, consequentemente, pode haver transmissão de doenças.

Em relação a cadelas gestantes ou lactantes nunca foram realizados estudos que comprovem a segurança do Nexgard.

Cuidados a ter após a esterilização

Quando chega a casa

Após a cirurgia, é natural que a sua patuda esteja mais apática que o habitual. Apesar da cirurgia ser simples, é sempre uma mudança na vida do seu animal, por isso, dê-lhe tempo para que se adapte. Nesta fase, é importante mima-la e preparar um local confortável onde possa descansar.

Alimentação e água

Durante o período de convalescença, não se pretende que a sua cadelinha faça dieta, contudo, um aumento excessivo de peso também pode ser prejudicial. É importante ter em conta a qualidade da alimentação, em detrimento da quantidade. Uma dieta adequada para animais esterilizados terá menor teor de gordura para evitar que as cadelinhas ganhem peso na sequência da cirurgia, pois ocorre uma diminuição do metabolismo basal.

A água deve estar sempre à disposição.

Controlo da dor

Para controlo de dor, geralmente são prescritos anti inflamatórios não esteroides. Na maior parte dos casos, esta medicação é suficiente para deixar a sua patuda confortável. Um dos efeitos secundários desta medicação é irritação do estomâgo, por isso, deve administrar-la sempre após a sua cadelinha ter comido.

Hábitos de Higiene

A sua patuda terá uma sutura que deve ser mantida limpa. Idealmente, deve fazer a desinfeção dos pontos, uma a duas vezes por dia, com um produto adequado (clorhexidina, solução iodada, entre outros). Os pontos podem ser absorvíveis ou pode ser necessária a sua remoção ao fim de 10 a 12 dias. Deve ainda evitar que a sua cadelinha lamba a sutura, através do uso de colar isabelino ou roupa cirúrgica.

Nível de atividade

Durante os primeiros 10 dias após a cirurgia, é recomendável limitar o exercício físico da sua cadelinha, para não haver problemas na cicatrização dos pontos. Por isso, os passeios devem ser curtos e sempre à trela, para evitar que a sua patuda corra ou salte em excesso. Após a remoção dos pontos, a sua patuda pode voltar às rotinas habituais.

Se tem dúvidas relativamente às vantagens da esterilização, leia este artigo.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Lepicortinolo para cães

O lepicortinolo é um medicamento, sob a forma de comprimidos, que tem como substância activa a prednisolona.

A prednisolona é o metabólito activo da prednisona. Possui um efeito glucocorticóide predominante, sendo que a sua atividade mineralocorticoide é muito baixa. Possui propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras que são utilizadas em diversas patologias.

Nos cães, o lepicortinolo é utilizado no tratamento de alergias, infecções, inflamações, neoplasias e doenças auto-imunes.

Como qualquer outro medicamento, requer a prescrição e indicação por parte do Médico-Veterinário, antes de ser utilizado. O seu protocolo de administração e dosagem aconselhadas, variam mediante vários factores como a raça, peso, patologia presente e características individuais de cada patudo. Desta forma, é importante, que seja administrado apenas sobre indicação e controlo médico-veterinário. Além disso, tal como outros fármacos à base de corticosteroides, acarreta vários efeitos secundários a curto e longo prazo, pelo que o seu uso deve ser comedido e vigiado.

Ana Matias

Médica Veterinária

Dermatite por Malassezia

O que é?

As Malassezias são um grupo de fungos que vive naturalmente na pele, boca e ouvidos dos nossos patudos. A sua presença previne a proliferação de outros fungos mais perigosos. Dentro do grupo das Malassezias, a Malassezia pachydermatis é a que se isola mais frequentemente da pele dos cães.

Quais são as causas?

Quando há alteração da barreira de proteção da pele, as Malassezias podem proliferar e é este sobrecrescimento que origina a dermatite. As principais causas incluem, alergias (dermatite atópica) e imunossupressão causada por problemas hormonais ou pelo uso crónico de corticoesteroides. Existem raças que, por apresentarem pregas na pele, estão mais predispostas à dermatite por malassezia, tais como, sharpei, bulldog, pug, entre outros.

Quais são os sinais clínicos?

A dermatite por malassezia ocorre com maior frequência nos meses mais quentes do ano, devido à aumento da quantidade de ectoparasitas, alergénios ambientais e ao clima (aumento da temperatura e da humidade). Se a infeção não for bem controlada, pode persistir, inclusivamente, nos meses mais frios. As zonas mais afetadas são regiões pouco arejadas, tais como, almofadas plantares, região interna das coxas, axilas e pregas de pele. Os principais sinais clínicos  são:

  • prurido
  • eritema
  • odor desagradável
  • pele gordurosa
  • otite

Como se diagnostica?

O diagnóstico é feito com base numa citologia de pele. Em casos positivos, devem ser identificadas malassezias através da visualização pelo microscópio.

Qual é o tratamento?

O tratamento vai depender da causa subjacente e da gravidade da infeção. Geralmente, recomenda-se um tratamento com um anti-fungico oral, associado a tratamento tópico através de banhos com um shampo específico. Posteriormente, é importante averiguar a causa principal que levou ao sobrecrescimento das malassezias, para prevenir recidivas.

 

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

Anisocoria no cão: o que pode significar?

Em que consiste?

A anisocoria consiste na assimetria entre as pupilas. Uma das pupilas pode estar miótica (mais pequena) ou midriática (maior), apresentado um tamanho diferente da pupila contralateral (do outro olho).

Em condições normais, as pupilas dos cães podem sofrer constrição ou dilatação, ficando mais pequenas ou maiores, conforme a exposição à luz. Em condições de muita luminosidade, as pupilas ficam ambas mais pequenas para que o olho receba menos luz. As pupilas também se podem dilatar quando o animal está em situações de medo, por exemplo.

Quando o tamanho é bastante diferente entre ambas, regra geral existe uma causa por trás dessa assimetria que deve ser analisada pelo médico-veterinário.

Quais são as causas?

As principais causas da anisocoria no cão são causas oftalmológicas e neurológicas, entre as quais:

  • Lesões na córnea, como úlceras de córnea, que podem provocar dor e uveíte reflexa (nestes casos o animal pode apresentar corrimento ocular e o olho com blefarospasmo, “mais fechado”);
  • Uveíte (a pupila no olho afetado fica menor);
  • Glaucoma (a pupila no olho afetado fica maior);
  • Lesões na retina, como descolamento de retina (estes casos podem ser acompanhados de cegueira);
  • Tumores intra-oculares;
  • Trauma ocular;
  • Neurite ótica (inflamação do nervo ótico);
  • Lesão (seja traumática, hemorrágica ou tumoral) a nível do trato ótico ou do sistema nervoso central;
  • Síndrome de Horner (alteração neurológica em que um dos olhos está caído e com a terceira pálpebra visível, para além de se notar a pupila mais pequena).

Dependendo da causa, a anisocoria pode ser acompanhada por outros sinais clínicos, como olho vermelho, olho mais fechado ou alterações da fenda palpebral.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito mediante avaliação oftalmológica e neurológica, com avaliação do fundo do olho e do reflexo pupilar (ver se a pupila responde mediante estímulo de luz). Dependendo do caso, pode ser necessária a realização de exames mais complexos, como TAC ou Ressonância Magnética.

Nestes casos, o patudo deve ser visto pelo médico veterinário assim que possível.

Tratamento e prognóstico

Tanto o tratamento como o prognóstico variam consoante a causa. É necessário identificar a causa da anisocoria para proceder ao tratamento posterior.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária

Albumina na urina: o que significa?

Hipoalbuminemia nos cães

Há várias causas para termos uma diminuição de albumina no sangue (hipoalbuminemia) dos nossos cães, mas conseguimos agrupar em 2 grandes grupos princiais (e muito simplificados):

  • Diminuição da produção:
    • Pode acontecer por má nutrição – o organismo não recebe os amino-ácidos necessários para produzir albumina;
    • Problemas hepáticos crónicos – o fígado já não consegue produzir mais albumina;
  • Perdas:
    • A nível gastro-intestinal;
    • Hemorragia severa;
    • Dermatopatias exsudativas, como as queimaduras , por exemplo;
    • Glomerulopatias: Quando a albumina se perde atráves do rim, acabando por ser detectada a nível da urina (proteinúria).

Relação com a doença renal

Como referi anteriormente, uma das causas de hipoalbuminemia saõ as gloemrulopatias – sendo as mais comuns nos nossos patudos as glomerulonefrites e a amiloidose, onde está afectada a permeabilidade glomerular – ou seja, há extravasamento da albumina para a urina, quando fisiologicamente isso não deveria acontecer! Estes cães ficam mais sujeitos a evoluirem para uma doença renal crónica, que é quando o rim já perdeu mais de 75% da sua funcionalidade.

Há uma correlação muito importante na doença renal crónica com a proteinúria – os animais que têm proteinúria, têm um prognóstico pior e uma sobrevida menor do que os que não têm.

Portanto, é uma situação que queremos tratar! O objectivo de tratamento é diminuir a pressão sanguínea a nível renal para levar a uma diminuição da proteína presente na urina.

No entanto, o maneio alimentar também é um factor fundamental nesta situação.

Abordagem nutricional da doença renal

Maior parte das dietas de tratamento de patologias renais são uma combinação entre restrição proteíca, fósforo e sódio, entre outros. A restrição proteíca tem como objectivo diminuir os produtos resultantes do metabolismo proteíco e diminuir a quantidade de proteína que chega ao rim, diminuindo a sua “carga de trabalho” – atrassando a progressão da proteinúria.

O seu Médico Veterinário habitual será a pessoa indicada pra prescrever a alimentação correcta nestas situações, assim como toda a terapêutica que será necessária 😊

 

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Olhos vermelhos em cães: quais são as principais causas?

Como notar o problema?

Quando nos referimos a olhos vermelhos em cães, é importante distinguir em que zona do olho é que é notada a vermelhidão:

  • Na conjuntiva: a conjuntiva, presente no interior da pálpebra superior e inferior, tem uma cor rosada. Em patologias oculares (conjuntivites e não só) esta zona pode ficar hiperémica (muito vermelha).

 

  • Na esclera: a esclera é a zona branca do olho. Em algumas patologias oculares, notamos que esta zona se encontra com os vasos sanguíneos ingurgitados.

 

  • Na câmara anterior (“zona interior do olho”): neste caso, olhamos para o patudo e vemos que o interior do olho, por trás da córnea (zona transparente do olho), está vermelho. Por vezes, em situações mais graves (como trauma ocular), podemos mesmo ver uma acumulo de sangue nesta zona.

Conseguimos notar o problema – olhos vermelhos – observando de perto o olho do patudo. Perante qualquer uma das situações é importante que o animal seja visto em consulta pelo médico-veterinário.

Quais as possíveis causas?

 

  • Conjuntivite – A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva (zona interior das pálpebras, que se encontra muito vermelha nestes casos). Pode ter várias causas subjacentes, como infeções bacterianas ou víricas ou até causas alérgicas. É uma causa bastante comum de “olho vermelho” nos cães.

 

  • Úlcera de córnea – A úlcera de córnea em cães é uma lesão na córnea (zona transparente do olho), provoca inflamação (queratite) e podendo deixar a conjuntiva hiperémica (vermelha).

 

 

  • Glaucoma – Caracterizado pelo aumento da pressão intraocular, pode provocar “olhos vermelhos” em cães. Cães com glaucoma agudo podem apresentar os vasos oculares (episclerais e conjuntivais) bastante congestionados, conferindo ao olho um aspeto muito vermelho.

 

  • Uveíte – Caracterizada por uma inflamação da úvea (uma estrutura ocular), a uveíte pode ter diversas causas na sua origem (trauma ocular, patologias sistémicas, neoplasias oculares, etc.). Cães com uveíte podem apresentar os vasos sanguíneos oculares ingurgitados e a conjuntiva muito vermelha (hiperémica).

 

  • Trauma ocular – Qualquer trauma ocular pode provocar alterações no olho, deixando-o muitas vezes com a conjuntiva muito vermelha e até com hemorragia no interior do olho, que surge devido à lesão ocular.

Como diagnosticar e tratar?

O tratamento dos olhos vermelhos em cães vai depender da causa do problema. Através da história clínica e do exame oftalmológico e, por vezes, recorrendo a exames complementares de diagnóstico, é possível encontrar a causa por trás do sinal clínico notado pelo proprietário.

Patologias como conjuntivites bacterianas são normalmente simples de tratar, e têm uma recuperação rápida, enquanto que patologias como o glaucoma podem ter um prognóstico mais reservado (dependendo do tipo de glaucoma) e necessitam de acompanhamento contínuo.

Daniela Leal

Médica Veterinária

A tosse nos cães: causas e tratamento

Tal como nos humanos, a tosse nos cães não é uma doença, mas sim um sinal clínico! Existem diversas patologias que podem manifestar-se dessa forma, pelo que, se o seu cão tem por hábito tossir, deverá ser avaliado pelo seu Médico Veterinário.

  • Quais os tipos de tosse?

A tosse pode classificar-se como seca ou produtiva. A primeira caracteriza-se por uma tosse irritativa sem expectoração. Pelo contrário, a tosse produtiva implica a presença de secreções.

A tosse seca é forte e lembra-nos muito o ladrar dos cães. Pode ser dolorosa para o seu patudo e causar irritação das vias respiratórias. Isso permite que o estímulo persista e seja iniciado um ciclo vicioso em que o animal não pára de tossir. Existem determinadas ocasiões que podem desencadear o reflexo de tosse como é o caso dos puxões na coleira, os quais pressionam a laringe e a traqueia. A excitação ou inspiração de ar muito frio e seco são outros factores que promovem a tosse.

A tosse produtiva é caracterizada pela existência de secreções. É uma tosse frequentemente húmida, que conduz ao vómito das secreções (sob a forma de muco) após os episódios. Este tipo de tosse ocorre maioritariamente após períodos de descanso.

Expelir sangue ou secreções sanguinolentas juntamente com a tosse é sinal de gravidade!

Podemos ainda considerar a sua duração para podermos classificar a tosse em aguda (se ocorre pontualmente) ou crónica (de longa duração).

O que pode provocar tosse seca?

  • Infeções respiratórias, como por exemplo, a Tosse do canil;
  • Inalação de corpos estranhos (ex: praganas, ervinhas, comida);
  • Inalação de substâncias irritantes, como fumo ou produtos químicos;
  • Parasitas pulmonares.

Quais as causas da tosse seca crónica?

  • Colapso da traqueia, patologia muito comum em cães de pequeno porte;
  • Parasitas pulmonares;
  • Pressão nas vias respiratórias inferiores (traqueia e brônquios) seja por tumores ou por aumento de estruturas internas, como gânglios linfáticos e cavidades cardíacas (ex: dilatação atrial na Insuficiência cardíaca);

O que pode provocar tosse produtiva?

  • Edema pulmonar;
  • Estados avançados de patologias pulmonares, como por exemplo a pneumonia.

Como é feito o diagnóstico de um cão com tosse?

Perante um cão com tosse, o Médico Veterinário realiza uma anamnese profunda para avaliar qual o tipo de tosse presente e, juntamente com o exame clínico, consegue perceber qual a sua origem mais provável. Muitas vezes, é imprescindível a realização de exames complementares (como o Rx, análises ao sangue, ecocardiografia, etc) para verificar quais as alterações presentes no seu patudo.

Qual é o tratamento para a tosse?

Os diferentes tipos de tosse, requerem diferentes tratamentos! É importante a avaliação Médico-Veterinária de cada animal, para, após diagnóstico, se conseguir dar início ao tratamento adequado. Não é simples implementar um tratamento para a tosse nos cães, pois existem muitas patologias que podem ser responsáveis por ela. Por isso, lembre-se que medicar os cães sem aconselhamento médico, não é uma boa prática e pode ter consequências muito graves!

Como se previnem os episódios de tosse?

“Prevenir é melhor do que remediar!” – sem dúvida que promover a saúde dos nossos cães é o segredo! As doenças respiratórias podem ser evitadas fortalecendo o sistema imunitário dos patudos, através de uma dieta equilibrada, estilo de vida saudável e cuidados médicos regulares. Face ao risco de contágio, deve evitar que o seu cão tenha contacto com cães doentes. Procure sempre locais seguros. Antes de levar o seu cão para exposições, hotéis ou creches caninas, garanta que está protegido contra a Tosse do Canil. Esta doença previne-se através da vacinação. Proteja-o de tóxicos, ervas ou outras substâncias que ele possa inalar acidentalmente. No que toca a cães devoradores de ração, procure os comedouros interactivospuzzlefood, que dificultam as refeições, evitando que eles se engasguem ou inalem os grãos de comida.

Em muitos casos, é aconselhável o uso de peitoral em vez de coleira, permitindo maior conforto na zona da laringe/traqueia, para o animal.

 

Ana Matias

Médica Veterinária

Seborreia Canina

O que é a seborreia canina?

A seborreia é um sintoma dermatológico frequente que resulta de alterações na camada de lípidos presente na pele, de irregularidades na produção de sebo e de mudanças no tipo e na quantidade de bactérias e fungos que habitual residem na pele dos nossos patudos. Grande parte dos cães apresenta seborreia secundaria a outra patologia que os predispõe a um excesso de escamas cutâneas, crostas e/ou oleosidade. As principais causas de seborreia são problemas alérgicos, problemas hormonais e infeções (fúngicas / bacterianas).

Quais são os tipos de seborreia que existem nos cachorros?

A seborreia pode ser classificada em 2 tipos:

  • Seca: presença de escamas brancas / cinzentas (típica aparência de “caspa”), geralmente o pelo apresenta-se baço.
  • Oleosa: presença de escamadas gordurosas e com odor desagradável

O diagnóstico da seborreia canina

O diagnóstico do tipo de seborreia é relativamente simples e é feito por observação direta pelo médico veterinário. Posteriormente, deve ser investigada a causa dessa seborreia, sendo necessária a realização de exames complementares tais como, citologia cutânea, raspagem cutânea, análises de sangue, entre outros.

Cuidados a ter

O tratamento vai depender do tipo e da causa da seborreia, por isso, é importante que siga o tratamento prescrito pelo médico veterinário do seu patudo. Alguns cuidados básicos incluem:

 

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia