Exame coproparasitológico ou exame às fezes do meu cão: devo fazer?

Em que consiste o exame coproparasitológico?

A coprologia ou exame coproparasitológico é uma análise, que permite detetar a presença de parasitas gastrointestinais excretados nas fezes. Isto significa que, através deste exame, conseguimos saber se o nosso cão tem ou não parasitas no seu trato digestivo.

Como se realiza este exame?

A coprologia é realizada em laboratórios específicos e requer a análise de fezes de 1 a 3 dias consecutivos. Por norma, o Médico Veterinário, solicita ao tutor a entrega dessas fezes em sacos separados por dias. O período de recolha das fezes é variável mediante a suspeita clínica. Para detetar Giardia, por exemplo, é necessário a colheita de fezes de três dias diferentes, já que este parasita tem excreção fecal intermitente, podendo não ser detetado num dos dias.

Que motivos podem levar à necessidade de realizar uma coprologia?

São vários os sintomas que podem requerer a necessidade deste exame. Entre eles destacam-se:

Existem outros exames às fezes disponíveis?

Não são apenas os parasitas gastrointestinais que são eliminados através das fezes. Existem bactérias patogénicas que também podem provocar doenças e/ou alterações no sistema digestivo dos cães. Uma forma de detetar essas bactérias é através de um exame de fezes designado de coprocultura. O método de recolha das fezes é o mesmo, mas, em laboratório, elas são processadas de forma diferente.

Todos os cães devem realizar um exame coproparasitológico?

Não! Não é um exame que seja realizado por rotina a todos os cães. O seu Médico Veterinário habitual irá solicitar esta análise assim que o considerar necessário 🙂

Ana Matias

Médica Veterinária

O meu cão tem excesso de remela. Poderá ter alguma doença?

O que são remelas?

Tal como no ser humano, as remelas resultam de uma acumulação de lágrimas que secaram, juntamente com outros detritos. É natural que note a presença de remelas de manhã porque a a sua acumulação é mais propícia durante a noite. Estas remelas devem ser facilmente limpas com uma compressa e soro fisiológico.

Pode ser um sinal de alarme, se verificar a presença de remelas várias vezes ao longo do dia, principalmente, se forem acompanhadas de outros sintomas como desconforto ou comichão ocular.

Quais são as principais causas?

  • Conjuntivite

Diz respeito a uma inflamação da conjuntiva que é a camada que contacta com o globo ocular, que está por dentro das pálpebras.

  • Queratoconjuntivite seca (KCS)

A KCS é uma doença inflamatória que leva a uma diminuição da produção de lágrimas devido à destruição imunomediada das glândulas lacrimais. Existem raças predispostas, nomeadamente, Cavalier King Charles, Bulldog Inglês, Shi Tzu, West Highland Terrier, entre outros.

  • Alergias

As alergias podem manifestar-se de várias formas, e, uma delas, é através do aumento do corrimento ocular.

  • Lágrimas Ácidas

Leia tudo sobre lágrimas acidas neste artigo.

Tem tratamento?

Em primeiro lugar, é fundamental determinar a causa do aumento da remela no seu patudo. Para isso, uma consulta com o médico veterinário será imprescindível. Pode ser necessária a realização de alguns testes para se obter um diagnóstico definitivo. Após se averiguar a causa, o médico veterinário irá decidir qual o melhor tratamento que poderá passar pela colocação de colírios, limpeza ocular com produtos específicos ou até mesmo mudança da alimentação.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

O meu cão tem os olhos amarelos: o que pode ser?

Quando a coloração da esclera do olho está amarelada chamamos a esta uma situação de icterícia. A icterícia dá-se devido ao aumento de bilirrubina no sangue, provocando cor amarelada nos diferentes tecidos do corpo como a esclera, pele (pode ser visível junto do ouvido, na zona interna da orelha, entre outros) e mucosas (por exemplo na face interior das pálpebras).

Quais podem ser as doenças que deixam o meu cão com olhos amarelos?

São diversas as patologias que podem provocar a icterícia:

  • Ingestão de tóxico: alguns tóxicos como plantas, venenos, entre outros, podem induzir alterações no fígado que levem ao aumento da bilirrubina no sangue.
  • Hemoparasitas: são parasitas que se alojam no sangue como Babesia spp, Erlichia spp, entre outros alteram o metabolismo normal dos glóbulos vermelhos e podem provocar, alem da icterícia, também anemia. Estes hemoparasitas são frequentemente transmitidos pelas carraças.
  • Leptospirose: é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao humano. É provocada por uma bactéria e pode provocar insuficiência hepática.

A icterícia é um sinal importante de uma patologia sistémica pelo que, caso note alguma alteração destas no seu cão, deve de imediato agendar uma consulta com um médico veterinário para perceber o que se passa.

Joana Silva

Médica Veterinária

O meu cão foi picado por uma aranha: o que fazer?

Os cães são animais bastante curiosos, isso torna-os alvos fáceis para os insetos que, ocasionalmente, gostam de lhes pregar umas partidas através da sua picada! As aranhas não são exceção!

Nem todas as aranhas conseguem ter força suficiente para picar os nossos amigos de 4 patas e nem todas são venenosas. Assim, os riscos da picada de aranha nos cães são variáveis, podendo ser ou não graves. É preciso estar atento!

Quais são os principais sintomas?

  • Inicialmente podem ocorrer edema (inchaço) e eritema (vermelhidão) na área da picada. Por vezes, estão presentes pequenas borbulhas na zona afetada e o cão pode manifestar desconforto ao toque. Estas alterações ocorrem nas zonas onde geralmente são picados como o focinho, boca, olhos e patinhas.
  • Sinais tardios de reação alérgica à picada da aranha podem incluir vómitos, diarreia, hipersiália (salivação excessiva), tremores, convulsões, paralisia, oscilações nas pressões sanguíneas ou alterações na função renal.

Quais podem ser os riscos?

Algumas espécies de aranhas são venenosas e podem provocar choque e paralisia dos animais que picam. Por norma, as picadas geram apenas desconforto local e sinais que se resolvem com apoio médico-veterinário, mas os cães devem sempre ser avaliados pelo profissional de saúde.

O que devo fazer?

Perante a suspeita da picada por uma aranha é importante que o seu patudo seja avaliado pelo Médico Veterinário rapidamente! Lembre-se que, embora a maioria destes insetos não sejam venenosos para os nossos animais, existem espécies que podem provocar danos irreversíveis e graves.

Deve assim:

  • Restringir os movimentos do animal;
  • Lavar a zona da picada com sabão e água fria, aplicando de seguida uma compressa fria no local;
  • Tentar que a zona afetada fique sempre abaixo do nível do coração, para reduzir a probabilidade do veneno (caso exista) se espalhar pela corrente sanguínea.

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Gravidez psicológica em cadelas: tudo o que deve saber

A gravidez psicológica ou pseudo-gestação é uma alteração que pode surgir sobretudo em cadelas não esterilizadas (inteiras). Deve-se a distúrbios hormonais e manifesta-se com apresentação de sinais reais de gravidez, sem que as cadelas estejam efetivamente gestantes!

Como surge?

A gravidez psicológica surge até dois meses após o final do cio nas cadelas, mesmo não tendo ocorrido cópula. Nestas patudas, ocorre um distúrbio hormonal que as leva a adotar comportamentos de grávidas, podendo mesmo haver sinais no seu corpo que simulem os de uma gravidez real.

Após o aparecimento de sinais de gravidez é importante que a cadela seja avaliada pelo Médico Veterinário, de forma a descartar e/ou confirmar uma verdadeira gestação, através de ecografia ou radiografia abdominal!

Quais são os principais indícios de uma gravidez psicológica?

As cadelas com pseudo-gestação podem apresentar:

  • Produção de leite (galactorreia) pelas glândulas mamárias
  • Inchaço (edema) das glândulas mamárias mesmo sem produção de leite
  • Aumento do volume (inchaço) abdominal
  • Comportamentos de proteção para com peluches ou bonecos
  • Possessividade com o ninho
  • Redução de apetite
  • Apatia e/ou depressão
  • Agressividade
  • Uivos

Quais os cuidados a ter durante uma pseudo-gestação?

As alterações hormonais responsáveis pela pseudo-gestação das cadelas podem desencadear outros problemas de saúde como piómetra, endometrite ou mastite (inflamação da glândula mamária). É imprescindível que as cadelas com este problema sejam corretamente avaliadas e seguidas pelo seu Médico Veterinário habitual.

Durante o período de gravidez psicológica, que acaba por se resolver ao fim de algumas semanas, é importante que o tutor tenha alguns cuidados:

  • Respeitar o tratamento prescrito pelo Médico Veterinário
  • Impedir que a cadela lamba as glândulas mamárias, pois quando o faz estimula ainda mais a produção de leite e pode até provocar feridas locais
  • Passear com a patuda ou promover um maior tempo para brincadeiras, de forma a distraí-la, evitando assim os comportamentos indesejados

Como tratar?

Após diagnóstico é importante iniciar tratamento. Por norma, há necessidade de iniciar medicação para bloquear a produção de leite (galactorreia) e desinflamar as glândulas mamárias. Controlar os comportamentos de possessividade de ninho em casa e adoção de brinquedos é também aconselhado.

Como prevenir?

A esterilização das cadelas (ovariohisterectomia) é uma forma de prevenir estes episódios de gravidez psicológica e deve ser discutida com o Médico-Veterinário habitual. Esta cirurgia, além de prevenir o cio e as consequentes alterações hormonais, também reduz a probabilidade de desenvolver doenças.

Ana Matias

Médica Veterinária

Principais sintomas de Diabetes nos cães

O que é Diabetes Mellitus?

A Diabetes mellitus é uma doença endócrina crónica que afeta não só o Homem, como também os cães. É caraterizada por um aumento dos níveis de açúcar no sangue (hiperglicemia) e é consequência de:

  • uma deficiência em produzir insulina suficiente para as necessidades do patudo;
  • incapacidade de utilização da insulina (casos menos frequentes).

Quais são os principais sintomas desta doença?

Existem outros sinais que podem estar associados a Diabetes e que são, na realidade, consequências da doença no organismo dos animais. Entre eles destacam-se as cataratas, as infeções (sobretudo urinárias), pancreatites, perda de apetite, convulsões e vómitos.

Como tratar?

A Diabetes não tem cura! Contudo pode e deve ser monitorizada e acompanha pelo Médico Veterinária de forma a tornar-se uma doença controlada. Dessa forma, aconselha-se que todos os cães que apresentem sinais compatíveis com esta doença, sejam a avaliados pelo profissional de saúde. São necessários exames complementares para diagnóstico, como análises de sangue, análises de urina e ecografia abdominal. Após diagnóstico é estabelecido um protocolo médico que permite controlar a doença. A administração de insulina, uma alimentação equilibrada e específica, exercício físico e acompanhamento Médico-Veterinário regular são as bases da terapêutica.

Sem controlo e tratamento, esta doença é fatal!

Como prevenir?

Existem alguns fatores que podem predispor os cães a esta doença, como a obesidade, ausência de um regime alimentar regular e com recurso a ração de boa qualidade, stress, alguns medicamentos, genética e alterações hormonais.

Desta forma, o ideal será privilegiar os checks-up’s Médico-Veterinários de rotina, o exercício físico diário e uma alimentação equilibrada!

Ana Matias

Médica Veterinária

Quantas ninhadas uma cadela pode ter por ano?

As cadelas são animais monoéstricos, ou seja, apresentam apenas um ciclo éstrico por época reprodutiva. O número de épocas reprodutivas depende sobretudo da raça, sendo, em média, 2 por ano.

O que é o ciclo éstrico?

Designamos por ciclo éstrico o período reprodutivo de cada cadela. É composto por quatro fases, nas quais existe oscilação hormonal e ocorrem vários processos que preparam o útero e a cadela para uma possível gravidez. Caso a gravidez não ocorra num ciclo, a cadela só poderá ficar gestante no ciclo seguinte. Em média, uma cadela cicla cada 6 meses, ou seja, faz “cio” duas vezes ao ano. Em cada “cio” ocorre uma ovulação, permitindo que fiquem gestantes caso ocorra cópula com um macho. Desta forma, em média, uma cadela tem dois períodos reprodutivos anuais, podendo gerar duas ninhadas por ano.

Quais as fases do ciclo éstrico e a sua duração?

  • Pro-estro: fase inicial em que o macho se sente atraído pela fêmea, mas não é correspondido. Tem uma duração média de 9 dias.
  • Estro: período em que ocorre a ovulação e a fêmea está recetiva para o macho. É nesta fase que, caso haja cópula, o espermatozoide é capaz de fecundar o óvulo e gerar um embrião. A ovulação ocorre apenas uma vez em cada ciclo reprodutivo, por isso as cadelas têm oportunidade de engravidar só durante uma curta janela temporal. O “cio” que os tutores descrevem como período de corrimento vaginal sanguinolento é exatamente o estro! Pode durar, em média, 9 dias.
  • Diestro: período que se segue ao estro e que dura 2 meses. Caso haja fecundação do óvulo, é durante este tempo que ocorre a gravidez.
  • Anestro: fase de repouso e inatividade sexual. O útero, ovários e o organismo das cadelas estão a preparar-se para o novo período reprodutivo que ocorre, aproximadamente, 4 meses mais tarde.

Existe algum problema se a cadela ficar grávida em todos os ciclos reprodutivos?

Como referido anteriormente, a cadela está preparada fisiologicamente para ter, em média, duas ninhadas por ano. Contudo, isso não é de todo aconselhado! É preciso dar tempo ao seu sistema reprodutivo e organismo para “descansar” entre ninhadas. O indicado é que cada cadela repouse um ciclo éstrico entre ninhadas, ou seja, ter um “cio” de intervalo entre cada reprodução. Além disso, existem fatores que devem ser respeitados para que tudo corra bem, como iniciar a sua vida reprodutiva após o 3º cio (aproximadamente aos 2 anos de idade) e terminá-la até aos 5 anos.

Estes cuidados tornam-se fundamentais se queremos evitar situações futuras que possam por em risco a saúde, não só da cadela, mas também das suas ninhadas. Ao respeitarmos o ciclo reprodutivo das patudas conseguimos evitar doenças como piómetras, mastites/mamites e tumores de mama e/ou ováricos. As gravidezes são também mais seguras se as cadelas tiverem tempo para se “preparar”!

Quero que a minha cadela engravide, devo consultar um Médico Veterinário?

Siiim! Se quer que a sua cadela tenha filhotes é de extrema importância que seja avaliada previamente em consulta Médico-Veterinária. Poderá mesmo haver necessidade de planear a sua gravidez através de exames complementares de diagnóstico!

Ana Matias

Médica Veterinária

Cães com “dor de ouvidos”: o que fazer?

As orelhas e ouvidos dos nossos cães são de diferentes formas e feitios, contudo, em todos, estão bastante expostas a agressões externas! São locais quentinhos e húmidos que despertam o interesse de vários agentes infeciosos (bactérias, fungos/leveduras e parasitas), de alergénios ou corpos estranhos (por exemplo ervinhas como as praganas).

Quando há algum problema nos ouvidos dos nossos patudos, o incómodo e desconforto são tão grandes, que não há como passar despercebido aos nossos olhos!

Como é que os cães manifestam dor no ouvido?

A dor de ouvidos é considerada uma das mais intoleráveis para os nossos cães. Até o cão mais meiguinho e estoico, reage ao toque quando algo não está bem! Nestes animais pode ser comum:

  • Dor ao toque e manipulação das orelhas
  • Perda de apetite
  • Dificuldade na mastigação dos alimentos
  • Prurido (comichão) nas orelhas
  • Sacudir a cabeça ou colocá-la de lado (“head tilt”)
  • Febre

Dependendo do tipo de problema que afeta o canal auricular, este assume algumas alterações (vermelhidão, espessamento da pele, odor desagradável, sangramento).

O que fazer?

É extremamente aconselhado consultar um Médico Veterinário assim que o tutor se aperceba que o seu patudo tem dores nos ouvidos ou que algo está errado! A avaliação por parte do especialista irá permitir um exame clínico completo com diagnóstico. Assim, o tratamento adequado poderá ser iniciado o mais breve possível. Quanto mais rápida for a atuação médica, melhor é o prognóstico! Lembre-se que estes animais têm bastante dor e isso acarreta outras complicações na sua Saúde e bem-estar!

Não está indicado iniciar qualquer tratamento sem aconselhamento Médico-Veterinária prévio, no entanto, por rotina, existem alguns cuidados que ajudam a prevenir estas situações. É importante que a higiene auricular seja mantida com regularidade e que os ouvidos sejam inspecionados pelos tutores diariamente. Essas práticas devem ter início ainda enquanto cachorros, de forma a habituarem-se a elas e facilitarem a sua execução mais tarde. Além disso, os cães que estão familiarizados com rotinas de higiene e cuidados nos ouvidos e orelhas, facilitam muito os tratamentos que são, maioritariamente, tópicos e desconfortáveis!

Ana Matias

Médica Veterinária

O meu cão tem gases frequentemente, o que poderá ser?

A produção de gases no trato gastrointestinal é um procedimento normal que resulta da digestão, no entanto, por vezes pode estar aumentada e rapidamente notamos uma mudança no ambiente.

Algumas raças surgem com maior predisposição à flatulência como o Bulldog Francês, o Pug e o Boxer.

As principais causas desta situação são:

Alimentares

  • Alteração pontual da dieta: pode causar alteração na flora gastrointestinal e levar a aumento da flatulência.
  • Alimentação de baixa qualidade: uma dieta com muito cereais favorece o aumento da produção de gases. É também muito importante ter alimentos de alta digestibilidade como é o caso da carne ou peixe frescos, que aumentam a qualidade da ração.
  • Alimentos crus: alguns alimentos fornecidos crus vão provocar uma alteração na digestão, levando à flatulência, como batata doce, bróculos, entre outros legumes.
  • Hábitos alimentares: se o seu cão é um devorador e bastam segundos para comer a refeição diária, acaba por ingerir bastante ar e contribuir para a formação dos gases.

Saúde

  • Parasitas gastrointestinais: a presença de número elevado de parasitas intestinais está também relacionada com o aumento da flatulência.
  • Patologias gastrointestinais: quando os gases se mantêm de forma crónica é possível que exista alguma questão associada à má digestão que deve ser investigada.

Rotinas diárias

Os passeios e o exercício físico têm muita importância para o bom funcionamento do trato gastrointestinal: assim, um animal mais sedentário pode ter uma maior tendência à flatulência.

Para diminuir a probabilidade do seu cão ter elevada flatulência aconselhamos que escolha uma ração de boa qualidade, evite trocas de ração repentinas ou introdução de novos snacks em grande quantidade e evite dar ao seu cão legumes crus ou restos de alimentação humana. Caso tenha um “cão aspirador” que come a comida muito rapidamente, deve optar por comedouros em labirinto que dificultam esta situação e elevar o comedouro para ficar ao nível do pescoço.

Mantenha-se saudável e o seu amigo de quatro patas também: façam vários passeios durante o dia!

Se a situação da flatulência se mantiver ao longo de vários dias e mesmo após todas as tentativas de estilo de vida e alimentação saudáveis, o seu melhor amigo deve ser visto pelo médico veterinário habitual para tentar perceber melhor o que se passa!

Joana Silva

Médica Veterinária

Cão intoxicado: como identificar e o que fazer?

Os cães são animais bastante curiosos que exploram o ambiente que os rodeia com o nariz e com a boca. Assim, ficam expostos com facilidade a agentes tóxicos que podem provocar alguns problemas.

É recomendado que os tutores controlem os passeios ou o meio onde vive o patudo, de forma a evitar a ingestão de materiais estranhos ou tóxicos, contudo nem sempre o conseguem!

Como identificar um cão intoxicado?

Como existem variados produtos tóxicos com diferentes efeitos, nem sempre é fácil perceber, numa fase inicial, que os cães estão intoxicados.

Existem sinais aos quais os tutores devem estar atentos:

  • Vómito
  • Diarreia
  • Prostração
  • Dor abdominal
  • Salivação excessiva (sialorreia)
  • Tremores
  • Convulsões
  • Corrimento nasal sanguinolento (epistaxis)
  • Urina com sangue (hematúria)

Perante algum destes sinais, deve interrogar-se se o seu cão poderá ter ingerido algo fora do habitual. Se sim, qual a dose e há quanto tempo?

O que fazer?

Procurar ajuda Médico-Veterinária é imperativo! Não tente induzir o vómito do seu cachorro sem aconselhamento prévio do profissional de saúde, pois há risco de pneumonia por aspiração e alguns tóxicos são corrosivos.

Após avaliação Médico-Veterinária, são realizados exames complementares e implementados os tratamentos necessários. O prognóstico varia mediante o tipo de agente tóxico envolvido.

Que produtos são tóxicos para os cães?

São inúmeras as substâncias que podem provocar toxicidade nos nossos amigos de 4 patas. Nem sempre são produtos estranhos ou raros, alguns deles estão na nossa casa todos os dias, como determinados alimentos ou plantas. Assim sendo, todo o cuidado é pouco!

Exemplos de alimentos tóxicos para cães:

Exemplos de plantas tóxicas para cães:

  • Teixo
  • Erva-moura
  • Oleandro
  • Erva-do-diabo
  • Beladona

Exemplos de produtos tóxicos para cães:

  • Rodenticidas (veneno de ratos)
  • Pesticidas
  • Veneno de caracóis
  • Estricnina
  • Ibuprofeno
  • Etilenoglicol

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia