5 sinais de stress no cão

Quais são então os principais sinais de stress num cão?

1. Bocejar

Tal como nós, os cães bocejam quando estão com sono. Contudo, este comportamento pode surgir em situações nas quais se sintam desconfortáveis (ida ao veterinário, trovoadas, introdução de um novo patudo em casa), uma vez que desencadeia uma série de mecanismos internos que lhes vão proporcionar tranquilidade.

2. Lamber a boca / nariz

Se vir o seu cão a lamber a boca / nariz sem que uma deliciosa iguaria esteja por perto, o mais provável é que esteja stressado.

3. Arfar

Respirar com a boca aberta ou aumentar a frequência das respirações por minuto pode estar associado a stress. Se isto acontecer num contexto em que o seu cão está relaxado e tranquilo, deve ser interpretado de outra forma.

4. Vocalizar

Comportamentos como “choramingar”, uivar e ladrar excessivamente estão relacionados com medo / stress e são dos sinais mais facilmente identificáveis pelos tutores.

5. Alterações Gastrointestinais

Perda de apetite e diarreia (colite por stress) podem ocorrer na sequência de eventos que causem ansiedade no cão. Existem atualmente dietas direcionadas para este tipo de situações, que são altamente palatáveis e de fácil digestão, contendo ingredientes que ajudam a prevenir os efeitos gastrointestinais do stress nos nossos patudos.

Reconhecimentos destes sinais – Muito importante!

Alguns cães podem experienciar episódios agudos / esporádicos de stress,
enquanto que outros podem viver num estado crónico de ansiedade.
Reconhecer que alterações de comportamento, mais ou menos óbvias, podem estar associadas a aumento dos níveis de ansiedade, é essencial para que possamos ajudar os nossos patudos perante estas situações. Deste modo, evitamos a progressão do stress, o que pode não só interferir com o bem-estar do seu cão, como também pode afetar a sua saúde (alterações gastrointestinais, diminuição da eficácia dos sistema imunitário…).

Sara Alves 

Médica Veterinária

Cuidados a ter com um cão sénior: 7 dicas para donos de cães mais velhos

O envelhecimento faz parte do curso natural da vida e não tem de ser propriamente uma coisa má. Contudo, em determinado momento, o seu cão poderá não ter tanta energia e poderá precisar que as aventuras que passa com ele sejam menos frenéticas.

A idade a partir da qual um animal é considerado sénior depende da sua raça e significa que o animal já completou 75-80% da sua esperança média de vida. Animais de raça miniatura a pequena (até 10kg) podem ser considerados seniores a partir dos 10 anos; raças médias (10-25kg) a partir dos 8 anos; e raças grandes a gigantes (mais de 25kg) a partir dos 6/7 anos.

Em animais mais velhos é frequente o aparecimento de determinados problemas de saúde com os quais devemos saber lidar.

Patologias associadas à idade:

  • Artrites – inflamação das articulações;
  • Problemas cardíacos – o coração deixa de responder tão bem ao bombeamento do sangue para todo o corpo;
  • Perda de visão e audição – os órgãos sensoriais começam a degenerar;
  • Alterações cognitivas – pode haver alteração de comportamentos e perda de comandos anteriormente aprendidos;
  • Problemas hormonais – alterações prostáticas e testiculares (nos machos) e infeções de útero (nas fêmeas);
  • Neoplasias – a probabilidade de aparecerem tumores aumenta com a idade.

 

Dicas para manter a qualidade de vida:

 

  • Ração sénior – é importante adaptar a ração à condição atual do seu animal. Este tipo de rações está formulado para cobrir as necessidades nutricionais de animais idosos e, por outro lado, também possui alguns suplementos, por exemplo para as articulações.

 

  • Cama confortável – o ninho do seu patudo deve agora ser ainda mais fofo. Deve ser suficientemente acolchoado para que as suas articulações possam estar apoiadas numa superfície macia.

 

  • Evite alterar a disposição dos móveis em casa – O seu cão já conhece de olhos fechados a sua casa. Mas, se ele começa a sofrer de alterações cognitivas ou perda de visão e se a disposição da casa de alterar, ele ficará perdido sem se saber localizar.

 

  • Coloque o bebedouro e comedouro num local mais perto do seu ninho e facilmente acessível. Com dificuldades locomotoras ou com alterações cognitivas, o seu patudo pode não se deslocar para beber ou comer.

 

  • Exercício físico controlado – é importante manter a mobilidade das articulações. Mas, atenção, não deve exagerar. Se o seu cão sofre de artrites, certamente que ao fim de muito tempo de exercício ele poderá começar a sentir dores. Por outro lado, se já existir algum problema cardíaco, isto torna-se ainda mais importante. Assim, poderá aumentar a frequência dos passeios, mas diminuir a sua duração.

 

  • Estimulação sensorial e cognitiva – é importante continuar o treino do seu patudo, ensinar-lhe coisas que ele possa ter vindo a esquecer, manter o contacto social com outros animais e fazer jogos com ele.

 

A partir desta idade, todos os patudos devem visitar o Médico Veterinário com mais regularidade, idealmente semestralmente. Deve marcar uma consulta de geriátria, na qual o Médico Veterinário se vai na descoberta e tratamento precocemente das patologias anteriormente referidas (por exemplo, através do exame físico, análises sanguíneas e de urina). Ele pode ainda aprofundar as dicas que lhe referi anteriormente.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

O meu cão tem alergia à pipeta para as pulgas, e agora?

As pulgas e as carraças são um perigo quer para os cães, quer para as pessoas, uma vez que são veículos transmissores de doenças parasitárias. É necessário fazer uma prevenção cuidada para evitar a sua infestação, principalmente nos meses quentes em que a sua presença no ambiente é ainda mais preponderante.

Porque é que o meu cão fez alergia à pipeta?

Se o seu cão fez alergia à pipeta, é porque tem hipersensibilidade à substância ativa presente na mesma. Sabendo isso, deverá escolher outra forma de desparasitação externa, recorrendo a uma pipeta com outra composição, colocando uma coleira ou administrando em comprimido.

Geralmente em cães com história de hipersensibilidade cutânea, a melhor opção é o comprimido, porque evita a absorção através da pele, que aumentaria o risco de desenvolver reação local semelhante.

Com que frequência se tem que dar o comprimido?

Dependendo do comprimido escolhido, este deverá ser administrado mensalmente (Nexgard®, Simparica® ou Credelio®) ou de 3 em 3 meses (Bravecto®).

Quais as vantagens e desvantagens do comprimido?

Vantagens:

  • Facilidade na administração
  • Eficácia alta (como são produtos mais recentes, existe um menor número de resistências reportadas)
  • Biodisponibilidade do produto inalterada com os banhos (pode dar banhos sem comprometer a eficácia do mesmo)

Desvantagens:

  • Potencial intolerância em cães com hipersensibilidade gastrointestinal (raro)
  • Ausência de efeito protetor simultâneo contra o flebótomo transmissor da leishmaniose, contrariamente à maioria das pipetas e coleiras

 

Existem, assim, várias alternativas à pipeta quando o seu cão não tolera a aplicação da mesma. Resta apenas selecionar a arma que melhor se adequa a ele e prepará-lo para o combate contra as pulgas e carraças. Temos a certeza de que irá sair vencedor!

Tomás Magalhães    

Médico Veterinário

Luxação de rótula: Quais são as raças mais predispostas?

Esta patologia caracteriza-se pela deslocação da rótula da sua localização habitual, a fossa troclear do fémur (que se encontra na comummente designada articulação do joelho). Para saber mais sobre sinais clínicos, diagnóstico e tratamento consulte o artigo “Luxação de rotula em cães”.

Luxação medial

Dizer que a luxação da rótula é medial é o mesmo que dizer que a rótula se deslocou da sua posição habitual para a parte mais “interior” do joelho ou do membro.

Este tipo de luxação é o mais frequente (87-90% dos casos de luxação é medial) e afeta principalmente, mas não exclusivamente, raças miniatura e pequenas, devido à sua conformação óssea.

Então, quais as raças mais predispostas?

  • Yorkshire Terrier
  • Lulu da Pomerânia
  • Chihuahua
  • Bulldog francês
  • Bichon
  • Caniche
  • Pug
  • West Highland White Terrier
  • Jack Russell Terrier
  • Shit-tzu
  • Cavalier King Charles Spaniel

Luxação lateral

A luxação lateral caracteriza-se pelo deslocamento da rótula para a parte mais “exterior” do joelho. É muito menos comum do que a luxação medial (10-13%) e afeta, maioritariamente, raças médias a grandes.

De referir as raças mais predispostas:

  • Cocker Spaniel
  • Labrador Retriever
  • Shar-pei
  • Pastor Alemão
  • Golden Retriever
  • Husky
  • São Bernardo
  • Boxer

Ana Alves 

Médica Veterinária

7 sinais de perda de audição em cães

A perda de audição pode ser uni ou bilateral e ser secundária a inúmeras patologias, nomeadamente otites (recorrentes ou crónicas), traumatismos (lesões físicas, por exemplo causadas pelas conhecidas “praganas” ou até traumatismos cranianos) ou afeções neurológicas. Assim é importante estar atento a todos os sinais que direta ou indiretamente podem indicar perda de audição.

Como saber se o seu cão está a ficar surdo:

 

1 – Deixa de responder – não reage quando chama pelo seu nome e não responde aos comandos habituais “senta, fica, deita”.

2 – Não o vai cumprimentar quando chega a casa, o que pode significar que não ouviu o carro a chegar ou a porta a bater.

3 – Não mostra o reflexo de medo e/ou fuga aquando de barulhos violentos – queda de objetos, bater de palmas (principalmente junto aos seus ouvidos), toque da campainha e o tão assustador fogo de artificio. O reflexo de Preyer, isto é, o movimento da orelha em resposta ao som, é o mínimo que se pode esperar.

4 – Dorme mais do que o habitual e, por vezes, é necessário tocar-lhe para o acordar – como não ouve não se sente incomodado ou atraído pelos ruídos.

5 – Cabeça inclinada ou abaná-la em demasia – Não são sinais diretos, mas deve estar atento, pois poderão estar presentes em situações de afeção do ouvido médio/interno ou em otites, podendo conduzir, posteriormente, a surdez caso não seja instituído tratamento.

6 – Dor ao toque das orelhas – certas patologias que conduzem a surdez podem causar muita dor nos ouvidos dos nossos patudos.

7 – Late/ladra mais frequentemente – já que não reconhece o som que emite. Poderá ainda ser um sinal de dor.

 

Se notar algum desde sinais, não hesite em ir ao seu Médico Veterinário. Ele poderá ajudá-lo na identificação da perda de audição e no diagnóstico das possíveis patologias subjacentes.

Ana Alves

Médica Veterinária 

Devo levar o meu cão ao veterinário com que regularidade?

Existem vários fatores que fazem com que tenha de levar o seu cão com maior regularidade à consulta.

Que fatores são esses?

Cachorros e cães sénior carecem de um maior número de visitas. Os primeiros devido à primovacinação e restantes procedimentos necessários nesta fase e os segundos para check-ups de saúde regulares e/ou para monitorização de doenças crónicas que se começam a manifestar com a idade.

Cães que se encontrem em regimes de perda de peso beneficiam de mais visitas  à clínica para se pesarem e para que lhe possam ser aconselhados ajustes na dose diária da ração.

  • Estado de saúde:

Todos os cães que apresentam qualquer tipo de alteração ou sinal clínico de doença deverão ser consultados de forma imediata para avaliação do seu estado de saúde, podendo necessitar, posteriormente, de consultas de controlo para reavaliação do caso e para que possa ser dada “alta” da situação.

  • Protocolo vacinal específico:

Apesar das vacinas recomendadas de forma geral para todos os cães serem a da raiva (obrigatória por lei) e a que dá imunidade contra a esgana, hepatite infeciosa, parvovirose, parainfluenza e leptospirose, a verdade é que o seu cão poderá necessitar de fazer outro tipo de vacinas. São exemplo a da leishmaniose e a da tosse do canil.

  • Doenças crónicas:

Cães diagnosticados com doenças crónicas, nomeadamente patologias cardíacas, gastrointestinais, hepáticas ou renais ou até mesmo quadros tumorais, necessitam de um maior número de visitas para monitorização clínica, realização de exames complementares e ajustes de medicação.

Se o seu cão é um cão adulto saudável é provável que apenas tenha que ir 1 a 2 vezes por ano ao veterinário, tendo em conta que deverá ser vacinado anualmente e desparasitado, pelo menos, de 6 em 6 meses.

Contudo, tenha em conta os fatores acima descritos e questione o seu médico veterinário quanto ao número de visitas recomendadas para o caso particular do seu cão.

Não se esqueça que consultas regulares permitem também detectar uma série de alterações que podem não ser percepcionadas em casa, melhorando o prognóstico através do seu diagnóstico precoce.

Tomás Magalhães

Médico Veterinário

Cuidados dentários a ter com o seu cão

Apesar dos cães pequenos terem uma tendência maior para acumulação de tártaro, todos os cães estão predispostos a patologia periodontal se não forem implementados cuidados de higiene.

Tipo de alimentação

A alimentação seca ajuda na limpeza dentária: a conformação e dureza dos croquetes ajuda na limpeza dos dentes durante a mastigação.

Os cães que fazem alimentação BARF (consulte os prós e os contras aqui) conseguem manter uma boa higiene dentária, regra geral.

Oferta de snacks para os dentes

A utilização de snacks para os dentes deve fazer parte dos cuidados de higiene. Há patudos que preferem barras próprias para os dentes e outros que gostam mais de “ossos duros de roer”.

Os snacks para higiene oral devem ser oferecidos 2 a 3 x por semana. É importante ter em atenção a administração destes snacks a cães com sensibilidade intestinal, que nem sempre toleram bem “extras” fora da ração.

Escovagem regular

A escovagem regular dos dentes é fundamental para manter a saúde oral. A escovagem ajuda na realização da limpeza mecânica dos dentes. Pode ser utilizada uma escova dos dentes própria para animais (de fácil utilização) ou então pode ser utilizada uma escova de dentes normal (desde que maleável). A pasta dentífrica deve ser própria para cães (para poder ser ingerida) e pode ser colocada na escova dos dentes ou então diretamente nos dentes (no caso de pastas que têm atuação enzimática e não necessitam de escovagem – Orozyme).

 

O ideal é combinar estes três métodos e realizá-los de forma regular. Nos dias em que não escova os dentes ao patudo pode utilizar apenas a pasta dentífrica (específica para ser utilizada sem escovagem) ou oferecer o snack!

 

 

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

O meu cão tem caspa: o que fazer?

Porque é que os cães têm caspa?

Nem todos os cães têm caspa! A caspa surge quando a pele está seca ou não está suficientemente nutrida, mesmo que não haja um problema cutâneo. Contudo, a caspa recorrente pode ser motivada por problemas de pele – qualquer problema de pele pode provocar seborreia!

Como saber se o seu patudo tem caspa?

Em cães de pelo escuro é fácil de perceber: nota-se uma descamação branca (que tem origem na pele), que contrasta com a cor escura do pelo. Normalmente o pelo encontra-se baço e sem brilho. Em cães com pelo mais claro é possível perceber se há descamação cutânea observando a pele na zona dorso-causal (perto do rabo), levantando o pelo.

Como diminuir a caspa?

Banhos com champô próprio – podem ser utilizados champôs hidratantes de uso frequente ou então champôs veterinários para seborreia. Os banhos devem ser espaçados de um mês, sendo que em cães com problemas de pele os banhos podem ser recomendados com uma frequência maior.

Escovagens regulares – devem ser feitas com escovas que não sejam agressivas, sendo que a frequência é variável consoante o tipo de pelo do animal.

Uma boa alimentação – idealmente deve ser fornecida uma alimentação de boa qualidade, que aporte os nutrientes essenciais e que, se possível, forneça um aporte extra de ácidos gordos ómega. As rações de salmão costumam ser uma ótima opção!

Suplementação extra com óleo de salmão – a suplementação extra da ração com óleo de salmão ajuda a hidratar a pele, graças ao aporte de ácidos gordos ómega 3 (DHA e EPA) e ómega 6.

Desparasitação externa sempre em dia – é importante que o patudo esteja protegido contra parasitas externos, nomeadamente contra as pulgas. Pode escolher desparasitá-lo com pipeta, coleira ou comprimido.

Se existirem feridas, lesões ou comichão é necessário que a pele seja vista presencialmente em consulta. Alergias, infeções bacterianas/fúngicas, presença de cheyletiella (ácaro), défices nutricionais, bem como doenças como dermatite seborreica e ictiose podem estar por detrás da seborreia intensa e crónica.

Como diagnosticar um possível problema de pele?

O diagnóstico de alterações patológicas deve ser feito através da análise microscópica do pelo e da pele (citologia, raspagem de pele, etc.), bem como da análise macroscópica de lesões na pele. Como tal, deve levar o patudo à consulta veterinária.

Se houver alguma alteração cutânea diagnosticada, pode ter que ser introduzida medicação própria para o problema em questão.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como saber se o meu cão está com febre? Conheça os sintomas!

Qual a diferença entre hipertermia e febre?

Tanto a hipertermia como a febre estão associadas a aumentos de temperatura, para além dos 39ºC.

Na hipertermia o aumento de temperatura está associado a um aumento de temperatura ambiente, ou seja, a temperatura corporal do cão aumenta porque ele está numa zona em que está muito calor! O golpe de calor, por exemplo, surge por hipertermia. É uma condição que pode levar à morte, mas que pode ser evitada.

No caso da febre, a temperatura corporal está aumentada em resposta a uma doença ou agressão ao organismo.

Como medir a temperatura a um cão?

A temperatura nos cães deve ser medida através do ânus, com um termômetro flexível. Existem termômetros para cães que permitem a medição da temperatura através do ouvido.

3 sinais clínicos que podem indicar febre nos cães:

  • Apatia: a febre provoca frequentemente apatia. Nota-se uma redução drástica na atividade diária normal, sendo normal que os cães permaneçam muito tempo deitados a descansar ou a dormir, sem grande reação a estímulos;
  • Falta de apetite: cães com febre perdem frequentemente o apetite, deixando completamente de comer;
  • Extremidades quentes: o focinho, orelhas e patinhas ficam frequentemente quentes em cães com a temperatura corporal aumentada. A zona da barriga pode estar igualmente mais quente que o normal.

Estes sinais clínicos não são específicos, podendo aparecer perante a presença de inúmeras patologias, associadas ou não a episódios febris.

Quais as principais causas de febre?

São inúmeras. A febre é uma resposta do organismo a uma patologia ou agressão por parte de microrganismos. Como tal, a febre pode estar presente em situações como:

  • Infeções locais ou generalizadas (abcesso, endocardite bacteriana, septicémia, leishmaniose, babesiose, etc.);
  • Inflamações locais ou generalizadas (inflamação em algum órgão, inflamação cutânea exuberante por trauma, poliartrite, etc.)
  • Patologia tumoral (como o linfoma, por exemplo);
  • Intoxicações;
  • Reações vacinais.

Como atuar em caso de febre?

Os cães não devem ser medicados com medicações para humanos! É importante perceber se se trata de hipertermia ou de febre e, na dúvida, deve dirigir-se sempre ao veterinário.

No caso da hipertermia, é importante tentar diminuir ao máximo a temperatura do cão rapidamente até atingir valores normais. O cão deve ser colocado num local fresco, arejado, com água à disposição e com toalhas molhadas/refrescadas em cima do corpo.

No caso de suspeita de febre, o cão deve ser visto pelo médico veterinário o quanto antes para o mesmo perceber qual o motivo do aparecimento da febre e, dessa forma, implementar o tratamento adequado.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Até que idade devo castrar o meu cão?

O que é a castração?

A castração consiste na remoção dos testículos, no caso dos machos, e do útero e ovários, no caso das fêmeas (no caso das técnicas convencionais).

Qual a diferença entre machos e em fêmeas?

No caso das fêmeas a cirurgia é mais longa do que nos machos (pela diferença na complexidade cirúrgica). Existem várias técnicas cirúrgicas, umas mais invasivas e mais demoradas do que outras.

A partir de que idade devo castrar o meu cão?

A partir dos 7 meses idealmente, tanto no caso de fêmeas como no caso de cães.

E até que idade deve ser feita a castração?

A castração idealmente deve ser feita em idade jovem/adulta,  a partir dos 7 meses. Uma vez que é uma cirurgia que requer uma anestesia geral, o risco anestésico é menor em animais nem muito jovens nem sénior.

No caso das cadelas:

 

  • A castração antes do 1º cio diminui significativamente a probabilidade do aparecimento de tumores de mama em idade adulta/sénior. Existe uma pequena percentagem de cadelas nas quais a castração antes do primeiro cio foi associada ao aparecimento de incontinência urinária;
  • A castração entre o 1º cio e o 3º cio diminui igualmente o aparecimento de tumores de mama em idade adulta, contudo a percentagem de proteção é menor;
  • A partir do 3º cio a influência da castração na prevenção do aparecimento de tumores é significativamente menor, contudo a castração continua a ser aconselhada, especialmente porque evita o aparecimento de piómetra (infeções do útero) em idade adulta.

No caso dos cães:

  • A castração deve ser feita idealmente no primeiro ano de idade, para evitar o desenvolvimento de comportamentos de marcação de território e comportamentos de agressividade e excitação. Apesar de muitos destes comportamentos surgirem motivados por questões hormonais, alguns cães “aprendem” este comportamento e, como tal, castrações tardias podem não ser eficazes.

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia