O meu cão sonha?

o meu cão sonha

Como sabemos que o cão sonha?

Algumas investigações feitas por neurocientistas apontam no sentido de que os cães, humanos e outros mamíferos têm todos uma atividade cerebral, durante os vários estádios do sono, bastante semelhante. Todos passam pela fase de movimentos rápidos dos olhos (REM), fase essa que corresponde à altura em que se sabe que os humanos sonham. Também nos cães existe uma grande atividade cerebral nessa fase do sono e uma parálise temporária dos grandes grupos musculares, de forma a prevenir que haja episódios de sonambulismo. Tudo isto sugere que, tal como os humanos, os cães também sonham durante a fase REM.

 

Como serão os sonhos do cão?

Os sonhos são constituídos por memórias e experiências passadas, organizados de uma forma que muitas vezes não fazem qualquer sentido para nós. Nos animais, alguns estudos feitos com ratos e gatos sugerem que os cães sonham com as experiências que têm no seu dia-a-dia, como passeios na praia, corridas pelo parque e brincadeiras com os donos.

 

Quais os sinais que indicam que o cão está a sonhar?

Durante a fase REM já referida anteriormente, pode ver o seu cão com tremores nos músculos faciais e orelhas, movimentos rápidos das patas (apesar dos grandes grupos musculares estarem paralisados nesta fase, os pequenos grupos musculares continuam ativos) e ainda pode ouvir o cão a ladrar, uivar e a gemer.

 

Devemos acordar o cão quando está a sonhar?

Apesar de não haver evidências de que acordar o cão nesta fase seja prejudicial, este vai acordar de forma abrupta de uma fase de sono profundo, podendo acordar desorientado e levar a um comportamento agressivo.

 

Os cães podem ter pesadelos?

Como se supõe que os sonhos dos cães estão relacionados com experiências diárias e passadas é bastante provável que, tal como nos humanos, também os cães possam ter pesadelos relacionados com situações que lhes provoquem ansiedade e stress.

 

Inês Millet Barros

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como tirar a melhor foto com o seu cão?

Como tirar a melhor foto com o seu cão?

Segue estes passos e o teu cão vai ser o modelo mais cobiçado do Instagram:

  1. Quando fores fotografar o teu cão, relaxa. Se tiveres stressado ou ansioso o teu cão vai sentir isso de ti e vai ficar stressado e ansioso também. Por isso tenta divertir-te ao máximo com o momento;

  2. Escolhe o lugar certo. O ideal é escolheres o local favorito dele, onde sabes que ele se vai sentir mais confortável. Parques e natureza quase nunca falham. Tenta retirar todo o ruído visual à volta;

  3. Enquadra o teu cão na foto, colocando-o perto de arbustos ou janelas/porta;

  4. Pensa na luz. É das coisas mais importantes no resultado final, por isso tenta sempre procurar luz difusa ou sombra, nunca luz forte;

  5. Motivação. Leve sempre snacks e brinquedos para motivar e recompensar o teu cão depois de uma grande foto;

  6. Os olhos dizem tudo, por isso tenta focar nos olhos e nas várias expressões que o teu cão vai fazendo;

  7. Tens de ser flexível e paciente, eles mexem-se muito por isso tu também vais ter de o fazer (deitar no chão incluído);

  8. Congela ação! Chama o teu cão de longe e tira uma fotografia no momento em que ele vem a correr para ti. Pode envolver uma poça de água, para dar mais movimento à fotografia – podes apanhá-lo a brincar e a correr na água;

  9. Tenta posicionar-te, enquanto fotografas, ao nível de visão dele – fotos tiradas da perspetiva dele ficam excelentes;

  10. Se tirares a foto num ângulo superior (de cima para baixo), sobe a uma cadeira (por exemplo) e tira a foto com a máquina orientada completamente para baixo – o olhar e a expressão do teu patudo vão transmitir curiosidade e a fotografia vai ficar muito original;

  11. Mexe em algo com a mão ou pega num brinquedo para chamá-lo à atenção no momento em que vais tirar a foto;

  12. Não tentes utilizar comandos ou chamá-lo a toda a hora se não ele vai ficar confuso e isso vai transparecer na foto;

  13. Deixa-o brincar e explorar o que tiver à sua volta e improvisa!

 

Patrícia Cardoso

Dona da Kia

A festa de aniversário para o seu cão

Como organizar uma festa para o meu cão

1. Pense no tema da festa

Escolha um tema para a festa do seu amigo e decore o ambiente e os convidados com base nesse tema! Cães surfista, cães no Havai ou cães desportistas são alguns dos exemplos que pode utilizar para decorar a festa.

 

Pode incluir:

  • Balões – os cães adoram jogar com balões;
  • Coleira descartável (feita por si, por exemplo), colocada à entrada da festa para identificar todos os convidados;
  • Brinquedos para todos os convidados (bolas, brinquedos de corda, etc.).

 

2. Escolha o local

O local escolhido deve ter algum espaço para que os cães possam correr e interagir:

  • Parque – Os cães adoram relva! Pode optar por realizar a festa de aniversário num parque público com jardim (que permita a entrada de cães) ou num parque para cães;
  • Praia – É importante ter em conta se a praia permite a entrada de cães: regra geral, nas praias concessionadas apenas não é permitida a entrada de cães durante a época
    balnear. Contudo, confirme se existe a sinalização à entrada da praia. Pode ler os “Planos de Ordenamento da Orla Costeira” (cada região tem um) no site da Agência Portuguesa do Ambiente;
  • Em casa – Se tem uma casa espaçosa e com jardim, esta talvez seja a melhor opção. Os convidados poderão andar sem trela e aproveitar a festa ao máximo;
  • Em empresas que organizam festas de aniversário para cães (Petfun em Coimbra, por exemplo).

 

3. Serviço de Catering, Bolo de aniversário e até Champagne para cães!

Poderá encomendar bolos de aniversário, biscoitos deliciosos com o nome do aniversariante, entre outras guloseimas para cães. Nina Maria e Rossi Pets Bakery são duas opções que vai gostar de experimentar!
Se quiser, pode optar por preparar o bolo de aniversário e os biscoitos em casa! Pode fazer bolo de maça ou banana, por exemplo, e utilizar um ovo, farinha de trigo e fermento em pó.

 

Convidados especiais – os amigos do seu peludo.

Uma festa sem convidados não é uma festa: convide os habituais amigos do seu peludo e todos os cães dos seus amigos. Tenha em conta o espaço disponível e o temperamento de cada cão.
As festas de aniversario são uma ótima oportunidade para os cães socializarem.

 

Jogos durante a festa!

Existem muitos jogos que pode adaptar para jogar com o seu cão e amigos. Convém que os donos mantenham sempre a supervisão dos seus cães, durante as brincadeiras.

  • Caça ao tesouro – esconda várias guloseimas em diferentes partes da festa e estimule os convidados a procurar pelos tesouros escondidos;
  • Jogo de futebol canino – basta uma bola de futebol e donos de cães motivados 😊;
  • Concurso de barreiras – Se optar por uma festa ao ar livre, prepare uma corrida de obstáculos para dono e cão!

 

5. Presentes

Confira o top 10 de presentes criativos que pode oferecer ao seu amigo de 4 patas neste artigo, aqui.

6. Lembranças para os convidados no final da festa

Pode sempre fazer um saquinho de biscoitos variados para entregar no final da festa, tal como nas festas para as crianças. Os convidados caninos vão adorar.

 

Patrícia Cardoso

Dona da Kia

Como diminuir a queda de pêlo no meu cão?

Como diminuir a queda de pêlo no meu cão?

Porque é que os cães perdem pêlo?

A queda de pêlo é mais intensa nas mudanças de estação: na primavera, a pelagem é substituída por um pêlo mais fino, proporcionando uma temperatura corporal mais baixa, enquanto que no outono nascem pêlos grossos e próximos entre si para manterem o cão quente no inverno.

Contudo, sabemos que os nossos patudos perdem algum pêlo durante todo o ano e podemos ajudar a diminuir esta queda!

 

O que posso fazer para diminuir a queda de pêlo?

  1. Proporcionar uma boa alimentação ao meu cão
    É essencial o seu cão comer uma ração de boa qualidade, rica em nutrientes (como a biotina, ómega 3 e ómega 6) que ajudem a uma boa manutenção do pêlo e da pele. Uma ração de qualidade irá ajudar a manter um pêlo saudável, forte e brilhante.
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  3. Escovar diariamente
    Escovar o seu cão com uma escova apropriada ao tipo de pêlo irá remover o pêlo morto e, assim, diminuir a sua queda. 5 minutos por dia ajudará bastante a diminuir a queda!
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  5. Dar banho
    Os banhos são bastante importantes, pois ajudam a remover o pêlo morto e algumas poeiras que se tenham depositado no pêlo. É essencial utilizar um champô apropriado para cão e adequado ao seu tipo de pele, uma vez que existem cães cuja pele é bastante sensível, sendo necessário o uso de champôs específicos.
    É recomendado fazer um banho de 3 em 3 semanas, no máximo, uma vez que uma frequência de banhos excessiva irá danificar as barreiras da pele e poderá ser prejudicial para a saúde da pele e do pêlo do seu cão.
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  7. Manter a desparasitação externa do meu cão atualizada

    A presença de parasitas externos como pulgas e carraças no pêlo do seu cão irá causar prurido (comichão) devido às picadas, o que levará a que o pêlo fique danificado e acabe por cair em maior quantidade do que seria normal.
    Para além da queda de pêlo, os parasitas externos causam desconforto e transmitem doenças ao seu patudo, pelo que é essencial preveni-los!

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  9. Suplementos alimentares

    Existem alguns suplementos alimentares ricos em ácidos gordos (como ómega 3 e ómega 6) que ajudam no bom funcionamento do pêlo e da pele por reforçarem a barreira cutânea. Poderá adicionar à ração do seu cão óleo de salmão uma vez por dia, por exemplo (a quantidade dependerá do peso). Existem ainda umas cápsulas que contêm ácidos gordos essenciais à manutenção do pêlo como Kimiderm ou Omniomega, entre outras.

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    Estes suplementos tornam o pêlo mais forte e brilhante e poderão ser usados em períodos mais críticos de queda de pêlo.

    Conheça aqui quais as vantagens do óleo de salmão.

     

    Rita Moita Ferreira

    Médica Veterinária de Animais de Companhia

Temperamento de um Golden Retriever

Temperamento de um Golden Retriever

Qual a diferença entre temperamento, comportamento e personalidade do seu cão?

Temperamento: é determinado por genes, correspondendo à natureza do cão e vai afetar, permanentemente, o comportamento do mesmo.

Comportamento: forma como o cão vai reagir, de acordo com uma situação/estímulo específicos. O comportamento vai ser moldado nos primeiros meses de vida (até mais ou menos os 6 meses) e o que foi aprendido nesta fase vai afetar o comportamento do cão adulto.

Personalidade: combinação das caraterísticas e qualidades do cão e que formam o caráter individual deste. Vai ser uma mistura da influência genética e do meio onde o cão se desenvolveu e o que experienciou.

 

Qual o temperamento do Golden Retriever?

São cães geralmente muito amigáveis, afáveis, fáceis de confiar e inteligentes. Estas caraterísticas fazem com que sejam muitas vezes escolhidos como cães para famílias com crianças. São também cães com muita energia, por isso é aconselhável que haja tempo/espaço para os passear regularmente. Outra caraterística a salientar é o facto de, por norma, só atingirem a completa maturidade emocional por volta dos 3-4 anos, mantendo por isso alguns comportamentos típicos de cachorros até bastante tarde.

 

Existe alguma diferença de temperamento entre machos e fêmeas desta raça?

De acordo com um estudo na área da zoologia, os cães machos desta raça são mais afetados pelo humor do dono do que as fêmeas.

 

É uma raça fácil de treinar?

Sim, é uma raça fácil de ser treinada. Devem ser ensinados desde cachorros, de forma a saberem controlar a sua energia e a “moldar” o comportamento adulto desejado. Por serem cães facilmente treináveis, muitos são utilizados como cães de assistência (ex: pessoas com mobilidade reduzida) ou de serviço (ex: cães que detetam a presença de substâncias ilegais).

 

 Pode esta raça ter comportamentos agressivos?

Apesar de ser raro, devido ao seu bom temperamento, como qualquer raça o Golden Retriever pode também manifestar algum comportamento agressivo. Estes geralmente estão relacionados com dor ou com outro problema de saúde do cão. Apesar de ser um cão bastante paciente e dócil com crianças, é sempre importante que haja supervisão de um adulto, umas vez que muitas vezes estas, especialmente em idades mais precoces, não sabem quais os limites e brincadeiras que podem ter com o seu cão.

Saiba mais sobre a raça, aqui.

 

Inês Millet Barros

Medica Veterinária de Animais de Companhia

Golden Retriever e gatos: dão-se bem?

cane mangia cibo del gatto

Como é a relação do Golden Retriever com gatos?

Esta raça, devido ao seu temperamento dócil e amigável tem, por norma uma boa convivência com gatos, outros cães e mesmo outros animais domésticos. No entanto, isto vai depender da personalidade do cão e se alguma vez teve contacto com gatos, especialmente enquanto cachorro.

 

Como deve ser feita a introdução do Golden Retiever ao novo membro felino?

Como qualquer outra raça, também o Golden Retriever deve ser introduzido ao novo gato seguindo algumas regras:

    1. Quando o novo gato chega a casa, deve ser colocado num local (um quarto, por exemplo) separado do cão. Isto permite que os dois se habituem ao cheiro um do outro, sem haver um contacto direto. Devem permanecer separados até que ambos aparentem estar calmos e o gato mais ambientado ao seu novo espaço. Isto pode demorar dias, até uma semana ou mais, dependendo do caso. (Uma boa dica é colocar um difusor de feromonas, como o feliway®, no local onde o gato está, uma vez que ajuda a que se sinta mais calmo e confiante).
      Enquanto estão separados deve permitir, aos poucos, que o cão cheire a porta do local onde o gato se encontra. Deve também fazer festas aos dois, dando a cheirar a sua mão um ao outro, de forma a que habituem progressivamente aos novos cheiros.

 

    1. Na próxima fase deve deixar que os dois animais estejam na mesma área, mas sem nunca forçar a sua interação e mantendo o cão a alguma distância e com trela. O gato deve ter sítios para onde possa saltar ou esconder-se se se sentir ameaçado. Durante esta fase, sempre que sair de casa, deixe os dois separados.Esta fase deve durar até que, tanto o cão como o gato, estejam calmos e relaxados na presença um do outro. Um bom sinal de que o gato está ambientado à casa e ao cão é o facto de comer bem e usar a caixa de areia sem problemas.

 

  1. Nesta altura deve começar a permitir que haja interações supervisionadas. Quando achar que estas já decorrem sem problemas, pode começar a deixar os dois animais dentro do mesmo espaço, sem supervisão.

Deve ter em atenção que este processo pode demorar semanas até mais de um mês a estar concluído e não devem ser saltadas etapas para atingir o seu sucesso.

 

Leia neste artigo como cuidar do pêlo de um Golden Retriever.

 

Inês Millet Barros

Medica Veterinária de Animais de Companhia

 

Antes de adotar um cão o que preciso de saber?

Antes de adotar um cão o que preciso de saber

Benefícios de adotar um cão

Adotar um cão é benéfico tanto para quem adota como para o patudo que é adotado. Há imensos patudos abandonados, sem família, que necessitam de um lar e de um dono.

Para quem adota, está comprovado que os cães:

  • Aumentam a interação entre os membros da família;
  • Ajudam a diminuir o stress dos donos;
  • São uma excelente companhia, em todos os momentos.

 

O que devo saber antes de adotar um cão?

A adoção de um cão é algo que deve ser devidamente pensado: os cães  precisam de atenção, cuidados higiénicos e cuidados veterinários, bem como muita dedicação e amor. Deverá escolher o perfil do cão (tamanho, características comportamentais, tipo de pelo, etc.) tendo em conta o tempo livre que tem para lhe dedicar e o local onde vive (apartamento, moradia, etc.).

Poderá aceder à descrição das diferentes raças, aqui, no nosso blog.

O cão escolhido não tem que ser um cão de raça, mas pelo cruzamento de raças e pela descendência, conseguirá perceber se o patudo que vai adotar tem tendência para crescer muito e ser muito ativo ou não. É muito importante ter esta informação antes da adoção!

 

Como saber se ter um cão se adapta ao meu estilo de vida?

  • Cães grandes e enérgicos são ótimos para pessoas muito ativas, com tempo livre para levarem o patudo em grandes passeios que permitam uma atividade diária regular. São cães que se adaptam mais facilmente em ambientes espaçosos e com jardim, pelo que são uma boa opção principalmente para pessoas que habitam em moradias;
  • Cães de porte pequeno e menos energéticos são uma boa opção para pessoas que habitam em apartamentos e/ou que não têm tanto tempo diário disponível para grandes passeios.

 

Onde devo adotar um cão?

Para além do canil, que existirá perto da sua área de residência, existem associações que acolhem os animais e os ajudam a encontrar uma família.

Deve perto da sua zona de residência procurar estes locais de forma a conseguir adotar um patudo à procura de família. Pode sempre pedir ajuda à Câmara Municipal ou Junta de Freguesia, que lhe indicará os locais perto de si.

 

Processo de adoção de um cão

O processo de adoção depende sempre da instutuição que detêm o patudo para adotar. Normalmente são processos não muito demorados, sendo que a associação/canil fará sempre uma triagem dos potenciais donos para que possa correr tudo bem com a adoção!

 

Adotar um cão de rua

Adotar um patudo que não esteja nem no canil nem numa associação, que esteja eventualmente perdido, pode ser também uma opção! Sempre que encontrar um cão na rua, deve:

  • Levá-lo ao centro veterinário mais próximo para que seja lido o microchip (caso tenha). Caso tenha microchip, o dono deve ser contactado;
  • Caso não tenha microchip: pode adotar o patudo e, já que está na clínica veterinária, pode fazer uma consulta geral para perceber se está tudo bem e para que possa receber as primeiras indicações do Médico Veterinário para esta nova fase.

 

O que devo comprar antes de receber o novo membro da família?

  • Taça de água e taça de comida;
  • Ração;
  • Brinquedos ;
  • Escova para o pêlo;
  • Toalhitas próprias para a pele e pêlo do cão;
  • Cama para dormir;
  • Resguardos.

 

 

Quais os primeiros cuidados a ter?

  • Alimentação: Os cachorros começam a comer alimentação seca perto dos dois meses de idade, depois de terminado o desmame da alimentação com leite materno. A alimentação no primeiro ano de vida deverá ser adaptada à idade júnior e deve ter a melhor qualidade nutricional possível. Deverá ter em conta o tamanho esperado para a raça, sendo que a ração deve ser selecionada tendo em conta essa questão (ração júnior para cães mini, médios ou grandes). Confira algumas rações indicadas para esta fase da vida: Lupi Puppy, Taste of the Wild Puppy Salmão, Natura Diet Puppy
  • Desparasitação: A desparasitação interna deve ser iniciada aos 15 dias de vida, e deve ser repetida quinzenalmente até aos 6 meses. A desparasitação interna tem como objetivo eliminar parasitoses intestinais, comuns nos cachorros. A desparasitação externa contra as pulgas pode ser iniciada perto dos 2 meses;
  • Vacinação: Deve ser iniciada entre as 6-8 semanas e repetida mensalmente até aos 4-6 meses. Juntamente com a primovacinação, deve também ser incluída a colocação do microchip;
  • Educação e comportamento: O ensino dos primeiros comandos básicos (fica, senta, deita, etc.) bem como a aprendizagem do local onde devem ser feitas as necessidades, podem ser iniciados nos primeiros meses de vida. Contudo, a aprendizagem é algo que demora sempre algum tempo e é normal que nos primeiros meses de vida seja mais lenta;
  • Enriquecimento ambiental: É importante estimular a aprendizagem do seu amigo de quatro patas através da utilização de brinquedos didáticos, comedouros interativos e jogos didáticos diários (consigo incluído nas brincadeiras, sempre😊).

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

Perdi o meu cão: o que devo fazer?

sterilizzazione cagna

O que devo fazer se o meu cão desaparecer?

Deve divulgar o desaparecimento o quanto antes, quer através das redes sociais, órgãos públicos e clínicas e hospitais veterinários, quer através de plataformas destinadas à partilha de cães desparecidos e encontrados em Portugal (www.encontra-me.org ou www.findmypet.omv.pt), onde deve registar a ocorrência em “perdi um animal”. Deverá aceder ao separador “animais encontrados”, para perceber se houve alguma ocorrência registada referente ao seu animal (que pode ter sido encontrado por alguém). A divulgação nestas plataformas é especialmente importante no caso de animais que, por alguma razão, não têm microchip.

É importante abrir um processo de animal desaparecido no SIRA (sistema de identificação animal). Deverá aceder ao website e preencher o formulário “Perdi o meu animal”. Como opção, poderá ligar para o número 213 257 812.

 

A abertura de um processo de animal desaparecido, pode ser eficaz?

A abertura de processo no SIRA vai permitir que a informação circule rapidamente até todos os utilizadores do sistema, facilitando a comunicação e a procura.

 

O microchip dá para localizar o meu cão?

Não. O microchip não permite a localização do animal. Contudo, quando o seu animal for encontrado, o microchip será lido e na plataforma de registo irão constar os seus dados e será contactado.
E muito importante: mantenha a esperança e faça o que puder para encontrar o seu amigo de 4 patas 😊

Poderá ver o artigo relacionado “Encontrei um animal, o que fazer?

 

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

Nomes para cães: os mais populares em Portugal

Nomes cachorros: os mais populares em Portugal

Quais são os nomes de cães mais comuns em Portugal, de A a Z?

A
Afonso
Akira
Akita
Apolo

B
Balu
Bambi
Benji
Benny
Bianca
Billy
Bilu
Biscoito
Black
Bobi
Bolinha
Bolota
Bóris
Boss
Branquinha
Brownie
Bryan
Buba

C
Chico
Cookie

D
Diana
Draco
Duda

E
Eddie
Ema
Enzo

F
Fanny
Flash
Fofinha
Fred
Fritz

G
Ghost
Golias
Guga

H
Hanna
Honey
Horus

I
Isa

J
Jack
Jasmim
Jimmy
Joe

K
Kali
Kiara
Kika
Kiko
Kimmy
Kinder
Kira

L
Lady
Lasie
Leo
Lisa
Lord
Lucky
Luna

M
Maggie
Marley
Max
Mel
Mia
Mike
Minnie
Molly

N
Nala
Nero
Nestum
Nicky
Nikita
Nina

O
Odin
Oliver
Óscar
Ozzy

P
Pandora
Pipoca
Pluto
Preta
Preto

Q
Queen

R
Rex
Ruca
Rufus

S
Scott
Sebastião
Shiva
Simba
Snoopy
Spike
Sushi

T
Tati
Teddy
Thor
Tico
Tobias
Tommy
Tyson

U
Uva

V
Vax
Vicente
Vitória

X
Xavier

Z
Zeus
Zombie

 

Existem algumas dicas importantes na hora de escolher um nome, porque também os nossos amigos de quatro patas têm preferências neste campo! O seu patudo preferirá um nome ao qual se consiga habituar rapidamente e que consiga perceber facilmente:

  • Nomes com 2 sílabas;
  • Nomes com “a” e “i”;
  • Nomes pequenos e sonantes, no geral.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária

Encontrei um cão – o que devo fazer?

rogna, scabbia canina

Posso socorrer o cão e levá-lo para leitura do microchip?

Sim, é importante que o faça. Provavelmente o dono andará incansavelmente à procura do seu amigo.

Deve ter cuidado na manipulação! Se o cão estiver perdido, provavelmente estará assustado e desconfiado, podendo adotar posturas mais agressivas. Tente aproximar-se lentamente e com cuidado, para que o cão ganhe a sua confiança.

 

E se não poder socorrer o cão, o que faço?

Poderá entrar em contacto com a câmara ou o canil municipal da região, que irão prestar-lhe ajuda. O próximo passo será proceder à leitura do microchip.

 

Onde é feita a leitura do microchip?

Maioritariamente em clínicas e hospitais veterinários e no canil municipal.

Se o cão tiver microchip, como encontrar o dono?

Com a leitura do microchip é possível proceder ao contacto com o dono, através dos dados pessoais existentes no registo no sistema de identificação animal.

 

Como fazer se o cão não tiver microchip?

Se o cão não tiver microchip existe uma de duas hipóteses: ou não foi colocado microchip mas ainda assim o cão tem dono, ou então não tem dono.

A divulgação do caso deve ser feita o quanto antes. Existe uma plataforma destinada à partilha de cães desparecidos e encontrados em Portugal (www.encontra-me.org), onde deve registar a ocorrência em “encontrou um animal”.

Pode ainda ser feita através dos canis municipais e todas as entidades que possam prestar ajuda (clínicas veterinárias, por exemplo), para que possa chegar ao maior número de pessoas (com o objetivo de chegar até ao dono). Podem ser divulgadas e partilhadas fotografias e o local de desaparecimento através das redes sociais.

Enquanto não é encontrado o dono, deverá ser oferecido se possível um local de abrigo para o patudo encontrado (canil municipal, associações, famílias de acolhimento, entre outras).

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia