Saiba porque não deve deixar o seu cão dar-lhe beijos na cara

Então porquê??

Não tem a ver só com o que podem transimitir na saliva… que já é bastante. Mas também com o facto de que os cães passam mais de metade da sua vida com os seus narizes a farejar e a  tocar em tudo, incluindo fezes de outros cães ou, muitas vezes, as próprias fezes.

Das piores bactérias que podem trasmitir através das fezes encontram-se a Salmonella, a Campylobacter (que provoca gastro-enterites severas e é das principais causas de intoxicação alimentar – muitas vezes não nos lembramos do que comemos??) e a E. Coli. A isto, são o que nós chamamos de doenças zoonóticas, ou seja, doenças transmitidas de animais para humanos e vice-versa.

Além de batérias, os nossos cães também podem transmitir parasitas – pois mesmo estando eles desparasitados, podem ter contactado com ovos de parasitas nas fezes de outros cães.

Quem deve acima de tudo ter especial cuidado?

Pessoas com o sistema imunitário fragilizado, como é o caso de quem faz quimioterapia, pessoas com HIV, e crianças, por exemplo.

Há parasitas que nestes casos podem levar a problemas sérios de saúde, como é o caso da Toxocariose, presente nos cães e nos gatos, e que pode levar a cegueira – e por este motivo é tão importante desparasitarem o vosso cão regularmente e seguindo o aconselhamente Médico-Veterinário.

E do ponto de vista do seu cão?

Há efectivamente, alguns cães que podem não gostar de serem beijados – resultando num factor de stress para eles. Se eles lutarem contra isso e/ou virarem a cabeça para o lado, são sinais que nos transmitem que se calhar… não querem muito esse tipo de mimo.

Mas no fim, é assim tudo tão linear?

Não! Nem tudo é certo, nem tudo é errado. Aliás, por outro lado, temos evidências de que crianças que contactam desde cedo com animais de estimação (e vão beija-los e por a mão à boca depois de os tocar) levam a que desenvolvam um sistema imunitário mais forte.

Assim como umas lambidelas dos nosso companheiros de quatro patas nos deixam super felizes e bem dispostos. No entanto, se conseguirem, beijinhos no ar sempre 😊 e muitas festinhas para uma dose cheia de mimos!

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Treinar o meu cão a ficar na jaula

A forma ideal de começar este processo será o mais cedo possível. Ou seja, quando o cão é ainda cachorro para ser um processo mais simples. A habituação à jaula será um processo prolongado mas não tem que ser aborrecido! Servirá para criar laços com o seu companheiro e passar mais tempo com ele.

Comece por comprar uma jaula grande o suficiente para que ele tenha espaço para se deitar, sentar e até brincar. No entanto, se o seu patudo em adulto for um cão de porte grande ou gigante e tiver pouco espaço poderá optar por uma transportadora, o processo é igual.

Inicialmente, deixe-o entrar e sair da jaula conforme a vontade do seu patudo. Pode incentivá-lo a entrar espalhando comida no chão. Se ele se deitar dentro da jaula por vontade própria, reforce!

Em seguida habitue-o a entrar e sair com reforço (comida ou brinquedo), várias vezes. Reforce quando entra e sai da jaula conduzido por si  (com a comida na mão, conduza-o para entrar e sair da jaula), dizendo “ninho”, “sai” (ou as palavras escolhidas por si). Numa fase mais avançada, reforce-o após obedecer ao seu sinal de sair ou entrar, e repita-o inúmeras vezes de forma a que fique bem apreendido.

Depois é fundamental que o ensine a ficar dentro da jaula/ transportadora durante uns minutos para que se comece a habituar a ficar sozinho. Faça-o entrar, reforce, feche a porta, reforce e afaste-se uns metros ou vá para outra divisão da casa durante um minuto. Se o seu companheiro estiver calmo, abra a porta e reforce-o! Da próxima vez, aumente o tempo de ausência. Caso fique agitado, na próxima tentativa de fechar a porta, fique junto à jaula e vá reforçando da zona de fora. E tente novamente. Não há problema nenhum em ter que recuar no processo de aprendizagem do seu patudo para que possa chegar ao resultado pretendido!

Durante a noite o processo deverá ser o mesmo, no entanto será por um período de tempo bem mais longo. Assim, experimente deixar um brinquedo para que se entretenha durante a noite (escolha um que seja indicado para quando está sozinho e que não o deixe demasiado excitado).

Todo este processo varia muito de cão para cão, pois cada um tem a sua personalidade e a sua forma de aprender. Não desista caso não consiga à primeira. Com tempo e paciência irá conseguir.

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Fazer uma massagem ao seu cão passo a passo

Como é que posso fazer uma massagem ao meu cão?

Local: deixe que o seu cão escolha um local onde se sente relaxado e seguro para que possa iniciar a massagem. Se quiser pode colocar uma música ambiente para que o seu cão comece a relaxar.

Idealmente, para fazer a massagem o cão deve estar deitado. Contudo, ao início pode ser um pouco complicado que se deite logo, então comece por fazer uma festas suaves desde a cabeça até à cauda para que o processo de relaxamento comece.

Quando tiver mais calmo inicie a massagem:

  • Comece por massajar a cabeça e o pescoço – use a pontas dos seus dedos e a mão e faça movimentos lentos e circulares pela cabeça e pescoço, com mais ou menos pressão que depende do gosto do patudo, tamanho e gordura. Pode começar pelo focinho e ir continuando lentamente.
  • Continue pelos ombros – mantenha os movimentos circulares e lentos. Isto vai permitir que o seu cão continue a relaxar, cada vez mais
  • Continue os movimentos circulares e lentos dos ombros e por toda a coluna vertebral. De seguida use apenas a ponta dos dedos em movimentos lentos e circulares.
  • Enquanto continua a massajar dos ombros até à cauda o seu cão, coloque uma das suas mãos sobre uma das patas de trás e, delicadamente, aperte a pele entre os dedos fazendo ao mesmo tempo um movimento circular.
  • Com o polegar massaje o pé, sempre com movimentos lentos e circulares. Passe para a perna e suba até à coxa, aqui pode usar a palma da mão. Antes de retirar por completo as suas mãos da pata em que está a mexer, inicie o mesmo processo da outra pata.
  • Prossiga a massagem passando para a barriga e peito, com movimentos circulares lentos e com pouca pressão.
  • Passe para as patas da frente, uma de cada vez e usando a mesma técnica das patas de trás.
  • Termine a massagem do seu cão da mesma forma de começou, com festas suaves e lentas que percorram desde a cabeça à cauda.

Recomendações:

  • Respeite o seu cão caso exista alguma zona que não se sinta confortável/não goste de ser massajado, não insista e passe para a outra zona.
  • Tal como o treino, sempre que for realizar uma massagem, diga-lhe. Com o tempo vai associando a palavra “Massagem” e vai quer deitar-se logo.
  • Não massaje o seu cão se está doente ou com alguma ferida/lesão na pele.
  • Não use óleo ou cremes durante a massagem.

Aproveite o momento incrível que está a criar com o seu cão 😊

Maria Mariano

(Médica Veterinária)

Como manter o seu cão refrescado no verão: 5 dicas

Evitar saídas à rua nas horas de maior calor

O pêlo dos cães aumenta a sua temperatura corporal e as suas patinhas estão sempre expostas diretamente ao chão. Se experimentarmos colocar a nossa mão no chão, num dia de calor entre as 11 horas e as 18 horas vemos que está insuportável. Assim, nos dias de Verão, deve evitar passear o seu cão nestas horas: o passeio matinal deve ser feito mais cedo, antes do sol estar forte, e mais tarde deve sair quando o sol está mais fraco, a partir das 18 horas.

Utilizar meios refrescantes como ventoinha e ar condicionado

Sempre que estiver dentro de casa e notar que o clima possa estar quente, deve ligar a ventoinha, ar condicionado ou outro meio para refrescar o ambiente e ajudar o seu cão a manter-se fresco.

Tosquiar os cães com pêlo mais comprido

Se o seu cão tiver o pêlo comprido e passível de ser aparado ou tosquiado, estes são processos que podem ajudar a manter o seu animal mais fresco.

Utilizar toalhas molhadas com água fria

Se as temperaturas forem extremas e o seu cão tiver acesso ao exterior, podem ser usadas toalhas molhadas nos locais onde ele se possa deitar, ajudando assim a refrescar o corpo, baixando a temperatura corporal.

Deixar acesso a bacia com água

Se necessário, em animais com acesso ao exterior, pode ser disponibilizada uma bacia/piscina para cães com água (adequadas ao tamanho do animal, ou seja, de tamanho que permita deitar ficando sempre com a cabeça fora da água)  que possibilite que o cão se molhe se for necessário. 

 

O Verão é a estação do ano mais apetecível para realizar passeios e atividades ao ar livre mas são necessários muitos cuidados para evitar que haja aumento da temperatura corporal, evitando assim os golpes de calor. Não devemos nunca esquecer de ter sempre água fresca disponível, quer em casa, quer nos passeios matinais ou noturnos!

Joana Silva

Médica Veterinária

Guloseimas refrescantes para o seu cão

Sorvete de frango e manteiga de amendoim

Ingredientes:

  • 1 cubo de caldo de frango;
  • 1 chávena de chá de manteiga de amendoim;
  • 2 colheres de sopa de salsa triturada;

Modo de preparação:

1 – Numa taça misturar a manteiga de amendoim com a salsa triturada;

2 – Misturar o cubo de caldo de frango com água morna numa chávena de chá;

3 – Encher os moldes para cubos de gelo com o caldo de frango equitativamente até metade;

4 – Colocar no congelador e deixar repousar durante 1 hora;

5 – Encher o restante dos moldes com a mistura da manteiga de amendoim e salsa;

6 – Colocar no congeladora durante cerca de 4 horas.

Sorvete de manteiga de amendoim e banana

Ingredientes:

  • 4 iogurtes naturais sem açúcar;
  • 1 banana;
  • 2 colheres de sopa de manteiga de amendoim;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • Mirtilos.

Modo de preparação:

1 – Misturar todos os ingredientes, exceto os mirtilos, numa taça até possuir uma consistência uniforme;

2 – Colocar um mirtilo em cada molde para cubos de gelo ou moldes para gelados;

2 – Encher os moldes com a mistura;

3 – Colocar no congelador e deixar congelar.

 

Sílvia Honrado

Médica Veterinária

 

 

 

 

 

O meu cão deve usar protetor solar?

O Verão é sinónimo de passeio, férias e diversão! Contudo, torna-se importante protegermo-nos do sol. O mesmo acontece com os nossos patudos, pois também eles podem sofrer de queimaduras solares e até desenvolver neoplasias cutâneas!

O protetor solar para cães protege-os das radiações ultravioleta (UVA e UVB), evitando os problemas a elas associados.

  • Por que o protetor solar também é importante para cães?

Tal como nos humanos, a radiação UV é nociva para os nossos patudos. Por esse motivo, o uso de proteção na pele contra os raios UV é importante nos cães. As principais doenças associadas à exposição solar sem proteção são as neoplasias, doenças auto-imunes e dermatites.

  • Todos os cães precisam de protetor solar?

Sim! A utilização de protetor solar deve ser transversal a todos os cães e deve ser aplicado sobretudo em zonas com menos pelo e mais expostas aos raios solares, como orelhas e nariz. Os cães de pelagem branca ou de pelo curto são os mais susceptíveis aos efeitos nocivos da radiação UV, exigindo cuidados redobrados!

  • É preciso passar o produto todos os dias?

É aconselhável utilizar protetor solar diariamente, sobretudo nos cães de pelagem branca ou curta. Muitos ficam expostos ao sol mesmo sem saírem de casa, nos seus jardins, varandas ou até mesmo através do vidro da janela!

  • Como e onde passar o protetor solar nos cães?

A dica é aplicar o produto nas áreas onde existem menos pelos, o que pode variar de patudo para patudo. As áreas mais comuns são o nariz, orelhas, barriga, em redor dos olhos e na risca do dorso onde ocorre a divisão dos pelos.

  • É necessário fazer a reaplicação do produto ao longo do dia?

Sim! Como nos humanos, os protetores solares devem ser reaplicados cada 3 horas a fim de manterem o seu efeito.

  • Posso usar protetor solar de humanos em cães?

Os protetores solares usados em humanos podem conter substâncias tóxicas para os cães, por isso é essencial que antes de os utilizar nos patudos se aconselhe junto do seu Médico Veterinário.

  • Quais são as outras formas de proteger os cachorros contra os raios UV?

Os cuidados devem ser os mesmos que temos em relação a nós, como dar preferência a locais com sombra e evitar a exposição solar durante as horas de maior calor (entre as 10h e as 16h). Os passeios no início da manhã e final da tarde devem ser privilegiados. Existem também roupinhas com proteção UV que protegem os cães das queimaduras solares, sobretudo na barriga e no dorso.

Ana Matias

Médica Veterinária

Todos os cães merecem ser felizes

A todos os voluntários e associações que corajosamente resgataram estes cães: obrigada.

Há materiais essenciais em falta nas associação que acolheram os cães resgatados. Partilhamos o que cada uma precisa:

 

CãoViver – Associação de Protecção Animal
Ração, comida húmida, desparasitante interno e externo, líxivia e desinfetante para limpeza, apoio monetário para despesas veterinárias (PT50 0035 0429 00052823930 16).
geral@associacaocaoviver.org

 

Associação Midas
Comida húmida, suplementos, medicamentos veterinários (Ronaxan 20mg e Ivomec 10mg), medicamentos de farmácia (Vibramicina, Ronaxam, Amoxicilina, Actidox, Lepicortinolo 20mg), desparasitantes internos e externos, apoio monetário para despesas veterinárias (PT50 0035 0158 00011405630 41).
R. Pinguela, s/n, 4460-792 Esposade ; midas@associacaomidas.org

 

Animais de Rua
Ração, comida húmida, desparasitante interno e externo.
geral@animaisderua.org

 

ACN – Animais como nós
Comida húmida, apoio monetário para despesas veterinárias (PT50 0045 1461 4026 9216 0818 2).
geral@animaiscomonos.org

 

Associação Animais da Quinta
Ração e apoio monetário para despesas veterinárias (PT50 0033 0000 4531 2549 4460 5)
Entregar na Pethome (Zona Industrial Arcos de Sardão 401, 4430-434 Vila Nova de Gaia) ou no Minizoo (R. 25 de Abril 287, 4420-356 S. Cosme); geral.animaisdaquinta@gmail.com

 

Associação Maranimais
Ração, comida húmida e apoio monetário para despesas veterinárias (PT 50 0033 0000 4544 4488 943 05)
Rua Padre Sá, s/n, 4500 Paramos ; info.maranimais@gmail.com

 

Associação de Defesa dos Direitos dos Animais e Floresta
Ração, líxivias e produtos de limpeza.
Canil Municipal: R. do Retiro s/n, 4820-239 Fafe ; addaf@addaf.pt

 

Animavet – Clínica Veterinária de Lousada
Ração, mantas, comedouros, material para fazer curativos, desparasitantes internos e externos.
R. São João Deus 197, 4620-660 Lousada ; info@animavet.pt

 

 

Obrigada!

Bowl de Sea Lobster

Cozinhar é um gesto de amor: é uma forma de dizermos “adoro-te”. E se hoje cozinhasse para o seu cão?

O que vai precisar

  • 1 flavour natural Barkyn Sea Lobster
  • 40g de mistura de cereias (arroz integral, cevada e espelta)
  • 12 folhas de espinafres
  • 3 ou 4 ervilhas tortas
  • ¼ maçã sem casca e sem sementes
  • Azeite extra virgem

 

Como fazer

Cozinhamos as ervilhas tortas durante alguns minutos em água a ferver. De seguida, passamo-las por água fria para parar a cozedura, garantindo que se mantêm estaladiças. Reservamos.

Cozinhamos a mistura de cereais na mesma água de cozedura das ervilhas tortas durante 15 a 20 minutos. Depois de cozida, escorremos, temperamos com uma colher de chá de azeite extra virgem e deixamos arrefecer.

Na base do prato (ou melhor, tigela do seu cão) adicionamos o flavour natural Barkyn Sea Lobster e a mistura de cereais. Por fim, empratamos a salada colocando os espinafres, as fatias de maçã e as ervilhas tortas.

Para conhecer as restantes receitas da Valeria faça download gratuito do e-book Cãozinhar com Amor disponível aqui.

Quais os tipos de Pit Bull que existem?

Os cães Pit Bull surgiram no Reino Unido, do cruzamento entre os antigos Bulldogs e Terriers, com o intuito de aliar a robustez física dos Bulldogs com a agilidade e persistência dos Terriers. Estas características foram intensamente selecionadas dando origem a cães possantes, resistentes, destemidos e, ao mesmo tempo, amigáveis com os seus donos e com uma vontade enorme de agradar. Com as qualidades perfeitas de um guerreiro, estes cães eram utilizados para um desporto popular na altura, em que uma matilha atacava um touro ou um urso numa espécie de pequena arena. Estes desportos sangrentos acabaram por ser oficialmente eliminados, porém, continuaram a ser organizados eventos de lutas entre cães, até aos dias de hoje, ainda que de forma clandestina.

Hoje existem três raças principais de Pit Bulls, que partilham os antepassados em comum e semelhanças físicas: Pit Bull Terrier, Staffordshire Terrier Americano e Staffordshire Bull Terrier.

Pit Bull Terrier

Os Pit Bulls originários do Reino Unido foram levados para os Estados Unidos da América por imigrantes nos meados do século XVIII. Estes cães foram aperfeiçoados durante décadas dando origem à atual raça. Começaram por ser populares, não só para a caça, como também para o pastoreio e cães de família. A cor do seu nariz pode variar, sendo o mais comum o azul, preto e vermelho cor de fígado. Os machos podem chegar aos cerca de 53 cm de altura e 27 kg de peso.

Staffordshire Bull Terrier

O seu nome é derivado de uma região de Inglaterra onde esta raça era bastante popular, Staffordshire. O seu nariz é sempre preto, os machos podem chegar aos cerca de 40 cm de altura e 17 kg de peso. Possuem um temperamento mais amigável, particularmente com crianças, apesar de mais teimosos que os restantes Pit Bulls.

Staffordshire Terrier Americano (AmStaff)

Após a raça Staffordshire Bull Terrier ter chegado aos EUA, alguns criadores selecionaram-na, ao longo dos anos, para possuir um porte maior, dando origem aos AmStaff. O seu nariz é sempre preto e a cor da sua pelagem pode variar bastante, sendo a mais comum a marcação branca no peito. Os machos podem chegar aos cerca de 48 cm de altura e 32 kg de peso.

 

Apesar de selecionadas para um propósito bárbaro, estas raças são inteligentes e possuem uma vontade enorme de agradar a sua família. Desta forma, o seu treino é relativamente fácil e são bastante obedientes. Motivo pelo qual é extremamente importante o tipo de tutor que o educa e que tipo de educação recebe.

São excelentes companheiros de família, com um carinho especial por crianças. A agressividade direcionada para com o ser humano não é considerada característica destas raças e é, inclusivamente, indesejada, não devendo ser seleccionada para reprodução.

Sílvia Honrado

Médica Veterinária

As 10 melhores raças de cães de guarda

O que é um cão de guarda?

Por definição, um cão de guarda é um cão cuja função é exactamente a de guardar/vigiar um determinado território, pessoa ou animal. Este instinto de protecção foi herdado do seu ancestral comum: o lobo!

Embora todos os cães sejam descendentes do lobo e todos eles tenham um instinto protector, quando pensamos em “cães de guarda” somos automaticamente remetidos para cães com um determinado porte e com determinadas características, como a robustez e poder de mandíbula. Contudo não nos devemos esquecer que todos os patudos são igualmente capazes de desempenhar esta função.

Quais as 10 raças de cães de guarda mais comuns?

  1. Doberman – é um cão muito leal e bastante inteligente. É protector do seu tutor e família, no entanto a educação deve ser firme porque o seu comportamento pode tender para o agressivo, podendo tornar-se perigoso. Devemos controlar o seu domínio quando ele se tenta impor, de forma a manter o seu carácter equilibrado e evitar comportamentos indesejados.
  2. Cão Serra da Estrela – raça portuguesa, dócil e brincalhona com a família, mas muito desconfiada com estranhos. Deve ser socializada desde cedo, para evitar constrangimentos decorrentes do seu instinto territorial.
  3. Rottweiller – são cães muito poderosos e imponentes, com um instinto de protecção muito vincado, o que pode ser um problema perante estranhos. É uma raça muito utilizada em trabalho (ex: cães polícia, cães de resgate ou de guarda). É considerada uma raça potencialmente perigosa.
  4. Pastor Alemão – cães utilizados para trabalho, sobretudo guarda e polícia. Muito inteligentes, aprendem com bastante facilidade tudo o que lhes é ensinado. Por isso, quanto mais cedo a socialização e os treinos tiverem início, melhores serão os resultados. Podem ser muito territoriais e protectores com o seu seio familiar, tornando-se perigosos com estranhos.
  5. Pastor Belga – uma raça conhecida por ser bastante activa, ágil e leal, com instinto protector e territorial acima da média.  Requer um treino firme, tal como outras raças de cães de guarda, e socialização precoce. Os cães desta raça podem tornar-se numa óptima companhia, se se criarem condições para tal. A sua inteligência e astúcia fazem com que, por um lado, aprendam com facilidade mas que, pelo outro, se aborreçam rapidamente se não forem devidamente estimulados. Os seus tutores, além de firmes e exigentes, devem encontrar um equilíbrio de forma a eles se sentirem bem e menos ansiosos.
  6. Pitbull Terrier – raça considerada potencialmente perigosa em Portugal, exigindo regulamentação especial. São cães de porte médio, mas com um poder de mandíbula fortíssimo! Utilizados outrora em lutas contra touros e combates entre cães, desenvolveram bastante a sua musculatura, sendo exemplares muito fortes e robustos. Embora sejam inteligentes, meigos e leais com o seu tutor, a sua educação precoce não deve ser negligenciada a fim de evitar desequilíbrios.
  7. Fila Brasileiro – estes cães têm uma personalidade muito forte, pelo que requerem uma socialização exigente e precoce. Contudo é prudente manter uma distância segura com outros animais e visitas, pois podem considerá-los ameaças. O seu instinto de protecção torna-os excelentes cães de guarda, mas a sua teimosia pode dificultar o seu treino. Assim, procuram tutores exigentes, firmes e cuidadosos.
  8. Cane Corso – são cães muito desconfiados com estranhos, que exigem uma socialização precoce. Contudo, são muito leais e sociáveis com os seus tutores. Extremamente teimosos e inteligentes, requerem um treino firme e experiente, de forma a evitar situações indesejadas.
  9. Rafeiro Alentejano – também conhecido como Mastiff Português, é um cão muito dócil mas também bastante territorial, podendo tornar-se agressivo perante estranhos que invadam o seu território. São cães independentes, embora apreciem a companhia do seu tutor, podendo tornar-se em companhias de excelência para a sua família.
  10. Mastim Inglês – os cães desta raça são exemplares gigantes, mas muito ternurentos para a sua família. Têm um gosto especial por crianças e um forte instinto de protecção. Como outros cães de guarda, devem ser treinados e socializados desde cedo.

Resta alertar que algumas das raças citadas podem ser consideradas perigosas ou potencialmente perigosas. Saiba mais sobre este tema aqui. 

 

Ana Matias

Médica Veterinária