Cuidados a ter na neve

Posso levar o meu patudo para a neve?

Sim, uma ida à neve pode ser uma ótima oportunidade para proporcionar uma experiencia diferente ao seu cão e de o mimar. Deve preparar esta aventura com a antecedência, para que consiga estar bem prevenido.

Quais os principais cuidados que devo ter?

  • Mantê-lo quentinho

Da mesma forma que devemos reforçar o nosso guarda-roupa para ir à neve, o mesmo se passa com os nossos patudos. Por isso, não hesite em arranjar-lhe um outfit quente e impermeável, para o ajudar a manter a temperatura corporal. Isto é especialmente importante em cães de porte pequeno e / ou pelo curto.

  • Evitar tosquias

O pelo atua como uma excelente barreira para evitar que se perca o calor corporal. Por isso, no Inverno, deve evitar tosquiar totalmente o seu patudo. Se for estritamente necessário, opte por uma tosquia parcial, na qual se mantenha algum pelo.

  • Reduzir a frequência dos banhos

Outro mecanismo de conservação da temperatura corporal, é através dos ácidos gordos presentes na pele. Os banhos vão, não só, remover esta camada de gordura, como também vão diminuir a temperatura corporal do patudo. Por isso, os banhos devem ser evitados e, se for mesmo necessário, utilizar água morna e secar rapidamente o seu cão.

  • Remover a neve do pelo

Quando regressar a casa, não se esqueça de remover a neve das patinhas e da zona abdominal do seu cão, para que seja mais fácil que este aqueça. Aproveite este momento para inspecionar a região das almofadas plantares para ver há alguma ferida ou fissura.

  • Proteger as patinhas

Para animais que têm a pele mais sensível, principalmente a das almofadas plantares, podem beneficiar de uma proteção extra, recorrendo à utilização de botas protetoras.

  • Evitar as diferenças de temperatura

As diferenças de temperatura podem predispor o seu patudo a constipações. Por isso, se este apresentar tremores ou uma posição encolhida após o regresso a casa, pode ser necessário seca-lo com um secador para o ajudar a normalizar a temperatura.

Estes cuidados são ainda mais importantes em animais séniores, uma vez que ficam mais suscetíveis aos efeitos negativos da neve.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Fragrâncias para casa que o teu cão gosta

O olfato dos cães está extremamente desenvolvido e é bem diferente do nosso! É natural que existam aromas e fragrâncias que nós consideramos agradáveis e eles não, e vice-versa.

O olfato é o sentido mais desenvolvido nos cães! Eles possuem cerca de 150 a 300 milhões de células olfativas, enquanto que os humanos apenas têm 5 milhões. Odores que, para nós são repugnáveis, como o das fezes e da urina, trazem imensa informação aos nossos amigos de 4 patas! Também não é de espantar que, aromas que para nós são suaves, para eles sejam extremamente intensos!

Os cães possuem ainda uma memória olfativa muito desenvolvida, sendo capazes de reconhecer locais e pessoas apenas pelo cheiro!

Por todos estes motivos, o aconselhável é utilizar fragrâncias para a casa suaves e discretas. Nunca nos podemos esquecer que para os nossos patudos, o seu aroma é sentido de forma diferente e deve ser também agradável. Devem ser evitadas as fragrâncias com elevado teor em álcool ou outras substâncias que possam causar irritação.

Os cheiros bons ajudam não só a acalmar e relaxar, além de proporcionarem outros benefícios!

Deixo alguns exemplos:

Experimentem e vejam a reação dos vossos melhores amigos! 🙂

Ana Matias

Médica Veterinária

Uma receita para o seu cão no dia dos Namorados

Como membros da família, os nossos amigos de quatro patas merecem comemorar as festividades importantes do ano 😊. Para este dia de São Valentim, sugerimos biscoitos em forma de coração e muito fáceis de fazer!

O que vai precisar:

Ingredientes:

  • 1 chávena de aveia
  • 1 chávena de farinha de trigo
  • ½ cenoura descascada e partida em rodelas
  • 1 pitada de canela

Indicações:

  • Pré-aquecer o forno a 180ºC.
  • Misture os ingredientes numa taça grande e mexa até criar uma massa homogénea. Junte 2 colheres de sopa de água morna.
  • Coloque a mistura em formas próprias para biscoitos , idealmente em formato de coração e leve ao forno.
  • Cozinhe durante 20 minutos até ficarem com cor dourada.
  • Deixe arrefecer e sirva apenas quando estiverem frios.

Tome especial atenção que o seu patudo não tenha nenhuma alergia ou sensibilidade alimentar a qualquer um dos ingredientes. Se o seu patudo também estiver sob uma dieta restrita ou medicada, fale sempre com o seu médico veterinário antes de oferecer outros snacks.

Helena Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Dicas para ajudar o meu cão a perder peso

Toda a gente sabe que é difícil resistir aos olhinhos de cachorrinho que nos fazem sempre que estamos a comer! O excesso de alimento aliado à falta de rotinas saudáveis, pode predispor o seu animal ao excesso de peso.

Se pretende fazer com que o seu animal perca peso, estas dicas poderão ajudá-lo:

  1. Escolha a dieta ideal: Para programas de perda de peso deve sempre escolher dietas light, uma vez que têm um menor índice calórico e deixam o seu animal mais saciado e durante mais tempo.
  2. Dosear corretamente a ração: De nada serve dar uma dieta de perda de peso ao seu animal, se depois lhe der uma quantidade de ração muito superior ao indicado. Deve sempre dar a ração doseada para o peso ideal do animal, e não para o peso atual. Em situações em que o peso atual e ideal são muito distintos, esta redução deve ser gradual.
  3. Retirá-lo da sua beira na hora das refeições: caso o seu animal esteja à sua beira no horário das refeições, a probabilidade de ceder à tentação e lhe dar alimentos caseiros é sempre maior.
  4. Criar rotinas de exercício físico: É importante criar o hábito de exercício físico diário, através de caminhadas com duração variável entre 10min a 60min, dependendo da capacidade física e necessidade de perda de peso (sempre com um inicio gradual e respeitando os limites do animal).
  5. Tornar a refeição mais interativa: Em vez de colocar a comida do seu animal, de uma vez só na taça, deve sempre dar 2 a 3 refeições por dia e, de preferência, em comedouros com labirinto ou mesmo espalhada em tapetes felpudos. Isso vai fazer o seu animal trabalhar pelo alimento, deixando-o não só entretido mas também impedindo que coma tudo num instante.
  6. Escolha criteriosa dos snacks: como recompensa ou miminho, deve evitar biscoitos e alimentos caseiros calóricos. Opte por pedaços de fruta, biscoitos light ou pode retirar também um pouco da dose diária de ração para dar sob a forma de snack.

Se seguir estas dicas criteriosamente, é expectável que o seu animal emagreça. Caso isto não aconteça, deverá agendar consulta no médico veterinário habitual pois algumas patologias endócrinas (por exemplo, diabetes ou hipotiroidismo) podem impedir o seu animal de perda de peso sem tratamento médico.

Ana Cláudia Gonçalves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Um dia dedicado ao seu cão: atividades que pode fazer com ele de manhã à noite

Os nossos cães são ótimas companhias para o nosso dia-a-dia! Adoram passar o dia na nossa companhia e nós da deles 🙂

Devemos usufruir do privilégio que é ter um melhor amigo de 4 patas!

Existem diversas atividades que podemos fazer na sua companhia durante dias inteiros! Não é preciso muita imaginação, apenas vontade de partilhar bons momentos.

  • Passeios na praia: uma forma tranquila de começar o dia! Podem aproveitar para correr juntos pelo areal, brincar ou até mesmo nadar! Uma boa brincadeira na água salgada ajuda sempre a relaxar para o resto do dia!
  • Almoço em restaurantes pet-friendly: atualmente existem algumas opções de restaurantes que aceitam a presença dos nossos cães. Já está fora de moda almoçar sem a companhia do nosso melhor amigo!
  • Sessão fotográfica: os cães conseguem ser muito fotogénicos, com ou sem acessórios! Esta é uma forma fácil de esboçar uns bons sorrisos 🙂
  • Brincadeiras no jardim ou em parques caninos: além do tradicional passeio, estes locais são perfeitos para estimular o seu patudo. Podem realizar várias atividades ao ar livre e gastar energias! A estimulação física é importante, mas a mental não deve ser esquecida e eles também precisam de desafios! Opte por corridas, jogo do busca, caça ao tesouro ou treinos de agility.
  • Massagem ou outras atividades relaxantes: todos os cães adoram uma boa dose de mimos e massagens. Podem terminar assim o dia 🙂 Num ambiente tranquilo e até aromatizado, uma boa sessão de relaxamento é sempre bem-vinda. A escovagem ou mesmo o banho, podem ser utilizados como estratégias de relaxamento naqueles cães que gostam destes momentos!

Ana Matias

Médica Veterinária

7 coisas que o seu cão odeia que faça

Ter um cão saudável implica não só cuidar da sua alimentação e ter as vacinas e desparasitações em dia, mas também da sua saúde mental. E, por isso, um cão com menos momentos de stress será um cão mais saudável. Claro que não podemos ceder em tudo, mas aqui ficam algumas situações que devemos evitar:

  • Passeios curtos

Os passeios são os momentos mais importantes do dia do seu cão, pois é aí que tem contacto com vários estímulos (olfativos, sonoros, …) e com outros animais. Por isso, é importante que faça passeios regulares e com uma boa duração (entre 15 a 20 minutos).

  • Tédio/Não brincar

Muitos dos nossos animais passam muitas horas em casa. A brincadeira e os jogos são essenciais para se manterem felizes e gastarem energia.

  • Forçar socialização com animais ou pessoas que ele não gosta

Nunca devemos forçar o nosso animal a conviver com outros dos quais tem medo ou mesmo pessoas com as quais demonstra o mesmo sentimento. Ao fazê-lo estamos a causar um grande momento de stress e a aumentar o medo naquela situação. Quando um patudo demonstra este tipo de comportamento de forma generalizada, é muito importante procurarem ajuda de um profissional de comportamento canino.

Sabe quais os sinais que os canídeos demonstram quando estão stressados? Veja aqui.

  • Trocar os horários do passeio

Os nossos patudos são animais de rotinas. Eles sabem quando saímos de casa, quando chegamos e qual a hora do passeio deles. Quando não os passeamos na hora habitual ou alteramos frequentemente os horários estamos a deixá-los confusos e ansiosos.

  • Barulhos muito altos (televisão, música, …)

A audição deles é muito mais desenvolvida do que a nossa, por isso se algum barulho para nós é alto para eles será 5 vezes maior. Devemos ter em atenção os sons muito altos quando os nossos cães estão presentes.

  • Odores fortes (perfumes, detergentes, …)

Tal como a audição, o olfato deles também é extremamente desenvolvido comparativamente ao nosso. Dessa forma, devemos ter cuidado com os odores muito fortes, especialmente detergentes e perfumes, pois podem mesmo causar-lhes alguma irritação nas narinas.

  • Não respeitar os medos deles

Nunca devemos obrigar o nosso cão a fazer algo que lhe causa medo ou ansiedade. Se isso acontece em alguma situação, devemos pedir ajuda a um profissional de comportamento canino para habituarmos o nosso patudo da forma mais correta ao estímulo/situação e, assim, diminuir o stress/ansiedade.

Veja aqui alguns comportamentos demonstrados pelos cães quando estão ansiosos.

Inês Santos

Médica Veterinária

5 benefícios de treinar agility com o seu cão

  • Criar laços

Ao criar rotinas e fazer atividades em conjunto aumenta exponencialmente a relação que tem com o seu patudo. Ele ficará entusiasmado por poder trabalhar consigo e será sempre motivador fazerem coisas novas juntos.

  • Estimulação física e mental

Para um cão ser equilibrado tem que ser estimulado física e mentalmente. Sendo a agility uma ótima forma de cansar o seu companheiro de quatro patas pois é um exercício que exige rapidez mas também concentração.

  • Auto-confiança

Os cães também têm sua própria confiança. Com os treinos de agility irá aperceber-se que o seu companheiro de quatro patas estará de treino para treino mais confiante, pois o facto de se superar irá motivá-lo muito.

  • Auto-controlo

Durante um treino de agility a atenção do cão tem que estar muito alta para que consiga completar o desafio até ao fim. Assim, terão de controlar o seu instinto de correr sem direção ou para o seu obstáculo preferido para que possa entender o que está a ser pedido pelo dono!

  • Diversão

Para um cão não há nada mais divertido do que trabalhar a fazer o que gosta e ainda receber uma recompensa. Por isso, aproveite isso e divirtam-se juntos.

Há mil formas de criar memórias bonitas com o seu patudo. Agility é apenas mais uma!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

5 dicas para tornar o seu cão mais sociável

  1. O cão deve ficar com a mãe até aos 2 meses

Ao contrário do que muita gente pensa, manter os cachorros atá aos 2 meses com a mãe é essencial pois é durante este período que aprendem “a ser cães”. Ao estar com a mãe e os irmãos, os cachorros aprendem o que devem ou não fazer através de mordidas, rosnadelas ou simplesmente pela linguagem corporal. Quando isto não acontece ( o cachorro é “retirado” da mãe cedo demais, terão de ser os tutores a ensinar o certo e errado, o que por vezes pode ser uma tarefa complicada).

2. Socialização entre os 2 e 4 meses de idade

Este é o período mais importante de socialização de um cão. Por isso, é muito importante que o cachorro esteja com muitas pessoas e cães diferentes durante este espaço de tempo. O grande problema desta idade dos cães é o facto de coincidir com o período de protocolo vacinal, por isso é fundamental que o contacto seja feito apenas com cães completamente vacinados e em espaços seguros (sem acesso a cães cujo historial médico seja desconhecido).

3. Hábito a barulhos

Durante a aprendizagem é muito importante que o cão seja habituado a diversos tipos de barulhos e ruídos para que quando confrontado com os mesmos durante um passeio (por exemplo), seja algo a não ter medo.

3. Manipulação

A manipulação, por sua vez, é igualmente importante para conseguir pentear, dar banhos, limpar as orelhas cortar as unhas etc. Para isso tente recompensar sempre que conseguir (aos poucos)  fazer algum destes procedimentos. Tudo isto facilitará, também as idas ao veterinário.

4. Socialização fora de casa

Quando o seu cachorro tiver o protocolo vacinal completo pense em coloca-lo num “Day care”: local destinado à socialização dos cães. Isto vai fazer com que ele se habitue a muitos, muitos cães fazendo com que possa demonstrar e aprender mais comportamentos intra-espécie. Isso torná-lo-á ainda mais sociável e facilitará muito o passeio quando vir outros cães.

A socialização é um conjunto de fatores que tornam o cão mais calmo e equilibrado. Ter conhecimento de como o fazer facilitará o seu dia-a-dia !

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

A História do Cão de São Bernado

Era uma vez….

Esta história tem o seu início nos Alpes Suiços, no longínquo seculo XVIII. Foi nesta época que, devido ao seu olfato apurado, capacidade de resistência ao frio e sentido de orientação, os cães da raça de São Bernardo se tornaram companheiros inseparáveis dos monges que habitavam no passo de São Bernardo (entre a Suiça e a Itália). Estes canídeos eram utilizados em missões de resgate que aconteciam depois de fortes tempestades de neve. Comparando com os cães de São Bernardo que conhecemos atualmente, eram cães mais pequenos, de pelo curto e apresentavam uma cauda mais comprida.

Patudos Salva Vidas

                Com o passar do tempo, os cães de São Bernardo foram ficando cada vez mais eficazes nas missões de busca e salvamento. Eram enviados em grupos de 2 ou 3 patudos, que percorriam a montanha, escavando a neve à procura de viajantes. Assim que encontravam um individuo, um dos canídeos deitava-se junto do ferido para lhe proporcionar calor, enquanto que o outro voltava até à civilização para avisar os monges que era necessário ajuda.

                Este esquema funcionava tão bem que, reza a lenda que, quando Napoleão atravessou esta região com 250 mil soldados, nenhum perdeu a vida.

O mais famoso

                Bem antes do divertido Beethoveen invadir as nossas televisões, houve um cão de São Bernardo de nome Bary que viveu com os monges durante os anos de 1800 a 1812 e que conseguiu salvar a vida a 40 seres humanos. No museu de historial natural de Berna (Suiça) existe uma merecida homenagem a este patudo.

São Bernardos do seculo XXI

                Atualmente, os São Bernardo são patudos bem dispostos e pachorrentos, que preferem aproveitar o lado bom da vida. A variante de pelo comprimido que é mais vulgar nos dias que correm teve origem num cruzamento com o cão da Terra Nova.

                Se gosta de cães de porte gigante, o cão de São Bernardo pode ser o seu próximo melhor amigo! 🙂

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

5 ervas aromáticas saudáveis para os cães

A popularidade das ervas aromáticas tem crescido ao longo dos anos. Cada vez mais se conhecem os seus benefícios e aplicações na vida dos Humanos e, agora, também na dos nossos cães.

Os tutores dos cães manifestam sempre algum receio quando adquirem ervas e/ou plantas para a sua casa… será que são tóxicas para os patudos? Ou será o contrário?

Como em tudo, as doses devem ser controladas e os efeitos de cada erva conhecidos.

Nenhuma erva, aromática ou não, deverá ser administrada aos cães sem controlo. É importante consultar o seu Médico-Veterinário habitual antes de aplicar qualquer tratamento!

5 exemplos de ervas aromáticas seguras e saudáveis para os cães:

  • Camomila: possui efeitos calmantes, sendo muito útil em animais mais agitados e stressados. Além disso, ajuda a reduzir as cólicas intestinais.
  • Alecrim: tem propriedades anti-oxidantes e anti-sépticas, o que lhe permite aliviar o prurido (comichão) associado à picada de pulga.
  • Valeriana: conhecida pelo seu potencial calmante e relaxante, também aconselhada em cães mais nervosos.
  • Citronela: o seu aroma tem efeito repelente, sendo utilizada no controlo de pulgas, mosquitos e carraças.
  • Zimbro: tem poder diurético e anti-séptico, ajudando no controlo de infeções urinárias.

Estas ervas aromáticas podem ser cultivadas em vasos ou canteiros espalhados pela casa com segurança, desfrute! 🙂

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia