Uma receita de natal para o seu patudo

Ingredientes

  • 1/2 xícara de arroz integral cozido
  • 100 gramas ervilhas, descongeladas
  • 1/4 de xícara de frango cozido em água (pele e ossos descartados e carne desfiada)
  • 1 ovo cozido
  • ½ cenoura descasca e partida em rodelas
  • 1 colher de sopa de azeite extra-virgem
  • 1 flavour Barkyn

Modo de preparação  

  • Numa tigela média, misture o arroz, as ervilhas, o frango, o ovo e a cenoura.
  • Numa frigideira média, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Adicione os ingredientes e vá salteando cerca de 6 a 7 minutos.
  • Retire, junte o flavour Barkyn e deixe arrefecer antes de oferecer.

Uma refeição diferente, para cães saudáveis! Ofereça com moderação, tendo em conta o peso e necessidades do seu patudo. Deve diminuir as doses diárias de ração nesse dia.

Ele vai adorar a ceia de natal!

Daniela Leal 

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Os segredos por detrás dos rótulos das rações

Lista de ingredientes

A lista de ingredientes deve ser o mais detalhada possível, só assim é possível fazer melhores escolhas.

Também é importante no caso de cães com alergias comprovadas a alguns ingredientes, de modo a podermos evitar a inclusão desses ingredientes na sua alimentação.

Ordem decrescente

Como já explicámos num outro artigo do nosso blog, os ingredientes estão listados, no rótulo, por ordem decrescente: os  que estão presentes em maior quantidade, aparecem primeiro!

Assim, os primeiros ingredientes listados devem ser fontes de proteína de elevada qualidade e digestibilidade, idealmente de origem animal, tais como carne/peixe frescos, inteiros ou desidratados e não cereais/farinhas/glúten.

No entanto…

Se o primeiro ingrediente for carne/peixe fresco e o segundo, com uma percentagens próxima do anterior, for cereais/farinhas/glúten, provavelmente o segundo ingrediente tem, na verdade, maior peso na composição final do alimento.

Isto acontece porque os ingredientes são pesados antes do processamento e cerca de 60-70% do peso da carne/peixe fresco é água. Para a produção de um granulado, quase toda a água é retirada, o que faz com que o peso dos ingredientes frescos, na formulação final, seja menor.

Se, pelo contrário, o primeiro ingrediente for uma fonte proteica desidratada, isto já não se verifica.

A incorporação de ingredientes frescos traz vantagens em termos de composição, mas também esta pequena desvantagem no momento de interpretação de rótulos.

“Truque”

Ao ler o rótulo deve reparar se o mesmo ingrediente aparece várias vezes com “nomes diferentes”. Por vezes, a indústria utiliza este “truque” para posicionar mais abaixo, na lista, alguns ingredientes, como os cereais. Por exemplo, o milho pode ser separado em: milho/milho inteiro, farinha de milho e glúten de milho.

Se isto ocorrer, deve somar as percentagens e aí ver realmente onde é que esse ingrediente se posiciona na lista de ingredientes!

As percentagens não são tudo!

As percentagens de proteína e gordura são importantes, mas mais do que isso a origem dessa proteína e gordura é o que devemos procurar!

Devemos tentar perceber de que fontes provém a proteína e se são, maioritariamente, de ingredientes de origem animal ou vegetal. O glúten dos cereais, a proteína da ervilha, batata ou leguminosas, por exemplo, contribuem para a percentagem total de proteína apresentada.

No caso da gordura, sua origem deve ser especificada (ex.: óleo de salmão, gordura de frango, óleo de linhaça, etc.) e não ser nomeada genericamente (“gordura animal”).

Componentes a evitar

Devemos evitar corantes e conservantes sintéticos (BHA, BHT e Etoxiquina), pois ingerir estes compostos diariamente não é saudável, e preferir alimentos que utilizem conservantes naturais como a vitamina E (tocoferóis), C (ácido ascórbico) e extratos de plantas, como o rosmaninho ou alecrim.

Inês Carvalho
Médica Veterinária

Devo dar uma dieta sem peixe ou sem carne ao meu cão?

Necessidades nutricionais dos cães

Os cães são omnívoros, isto é, são capazes de utilizar nutrientes vindos quer de plantas, quer de animais, tendo assim uma dieta menos restritiva comparativamente a outros seres vivos. Os cães são capazes de converter os beta-carotenos encontrados nas plantas em vitamina A, têm receptores para alimentos doces na sua língua e conseguem digerir uma variedade de alimentos à base de amido.

A carne e o peixe proporcionam ao cão uma quantidade de aminoácidos essenciais mais equilibrada, em comparação com as plantas. Para colmatar a falta / a pequena quantidade de alguns nutrientes, as dietas vegetarianas para animais de companhia tem de ser suplementadas com nutrientes de origem sintética para garantir que alimentação é equilibrada e adequada para a saúde dos nossos animais.

Fontes de Proteína

Dependendo das preferências do tutor, as fontes de proteína utilizadas podem ser ovos, produtos lácteos, soja, leguminosas, entre outros.

Os ovos e os produtos lácteos são uma fonte de aminoácidos essenciais altamente digestível, contudo contêm muito pouca quantidade de taurina, o que pode ser adequado para um cão, mas prejudicial para um gato. O aminoácido lisina (importante na formação de massa muscular) também existe em quantidades limitadas em dietas à base de grão, sendo que o seu processamento e cozedura limitará ainda mais a absorção deste nutriente.

 Dieta comercial ou caseira?

Relativamente às dietas comerciais, é importante saber se os fabricantes realizaram estudos no que diz respeito à qualidade e equilíbrio nutricional do alimento e se trabalham com cientistas e nutricionistas qualificados. Os ingredientes utilizados nas dietas comerciais vegetarianas podem ser de difícil digestão, conter quantidades inadequadas de nutrientes essenciais e possuir elevados níveis de fibra e / ou fitato (composto encontrado nas plantas) que limitam a absorção de nutrientes, podendo originar carências nutricionais.

No que diz respeito às dietas caseiras, devem ser prescritas por um veterinário ligado à área da nutrição e serem cumpridas rigorosamente.

Carências nutricionais

Nos cães, as principais carências nutricionais que podem acontecer quando são alimentados com dietas vegetarianas (caseiras/comerciais) formuladas incorretamente são: deficiência em zinco (pode originar dermatites) e má condição da pele e do pelo devido à limitação de absorção de ácidos gordos pela presença de grande quantidade de fibras.

Concluindo, se formulada corretamente, uma dieta vegetariana pode ser bem tolerada para um cão. Animais que são alimentados com este tipo de dieta devem visitar o seu veterinário de forma mais regular, para garantir que a dieta está providenciar todos os nutrientes que o  patudo necessita para se manter saudável.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais Companhia

 

5 suplementos para cães sénior

O seu Médico Veterinário assistente é a melhor pessoa com quem discutir a necessidade e benefícios da suplementação para o seu companheiro, especialmente se ele estiver a ser medicado. Alguns suplementos, mesmo os “naturais”, podem interagir com medicações!

Assim, deixo abaixo informação sobre alguns dos suplementos mais frequentemente utilizados, mas que não devem ser iniciados sem apoio do seu Médico Veterinário!

1. Ácidos gordos de cadeia longa – ómega 3 (EPA + DHA)

A ingestão diária de quantidades adequadas de ómega 3 pode ajudar o seu animal a ter uma pele mais saudável e pelo mais brilhante.

Além disso, os dois pricipais metabolitos do ómega 3 (EPA+DHA) são conhecidos pelas suas propriedades anti-inflamatórias e poderão ser benéficos em patologias de forte componente inflamatória (ex.: osteoartrite). Também parecem ter benefícios em imunologia e doenças cardíacas e renais.

Estes dois metabolitos estão presentes, naturalmente, em maiores quantidades, nos óleos de peixe, por exemplo!

Devem ser preferidos óleos de peixe prensados a frio, a partir do peixe inteiro e não apenas do fígado, e sem aditivos sintéticos, de modo a manterem as suas propriedades.

2. Triglicéridos de cadeia média (MCT)

Os MCT têm despertado interesse da comunidade médico-científica pelos seus aparentes benefícios para a função cognitiva e estabilização de condições neurológicas, como a epilepsia.

Quando são metabolizados, os MCT produzem maior quantidade de corpos cetónicos do que outros triglicéridos. Os corpos cetónicos são depois utilizados, por alguns órgãos, como fonte de energia alternativa. O cérebro é um dos órgãos que mais beneficia dos MCT!

No entanto, o metabolismo dos MCTs é realizado, em grande parte, pelo fígado, pelo que estão contraindicados em animais com patologia hepática!

O óleo de coco é uma das melhores fontes de MCT (embora alguns cães não gostem do sabor).

Algumas dietas de prescrição veterinária têm maiores quantidades de MCT para apoiar a função neurológica.

3. Probióticos e prebióticos

Os prebióticos são geralmente misturas de fibras que servem de alimento às bactérias “boas” do trato gastrointestinal, e os probióticos são micro-organismos vivos, iguais aos que existem na microbiota de animais saudáveis.

Por vezes, devido a doenças, medicações ou stress, a microbiota gastrointestinal é afetada. Nesses casos, os cães podem beneficiar de suplementação com probióticos (e prebióticos), de forma pontual ou prolongada, para melhorar a função gastrointestinal.

Ainda há muito para descobrir sobre o potencial terapêutico dos probióticos e prébióticos, estando a surgir cada vez mais investigação acerca do seu papel no sistema imunitário!

4. Cardo Mariano (Sylibum marianum) – protetor hepático

Esta planta é frequentemente incorporada em suplementos para a função hepática pela sua ação antioxidante e hepatoprotetora.

Doentes hepáticos ou a tomar medicações com efeitos secundários nocivos para o fígado podem beneficiar da sua utilização!

5. Glucosamina e Condroitina – protetores articulares

Este é um dos suplementos mais utilizados em medicina veterinária, indicado para patologias articulares, em especial osteoartite, apesar da falta de evidência científica definitiva dos seus benefícios.

No entanto, na sua maioria, os cães apresentam melhoria clínica, dependendo também do grau de gravidade da patologia articular. Além disso, podem atrasar a necessidade da utilização crónica de anti-inflamatórios, que acarretam outros efeitos secundários.

Todas as receitas Barkyn são suplementadas com glucosamina e condroitina!

Quando suplementar

A suplementação deve ser sempre feita com acompanhamento médico-veterinário, pois o excesso de algumas vitaminas e minerais pode ser tão perigoso como a sua deficiência, e adquirida a partir de fabricantes de confiança e com elevados padrões de qualidade!

Um sénior saudável, com uma dieta de qualidade, exercício regular, estimulação mental e um apertado controlo do peso, geralmente não necessitará de suplementação.

Inês Carvalho
Médica Veterinária

Como alimentar um cachorro recém-nascido?

Cuidados gerais

Depois de inicialmente avaliados por um Médico Veterinário, de modo a identificar eventuais problemas de saúde, os cachorros devem ser mantidos num local limpo, seco e quente, durante as suas primeiras semanas de vida.

Até às 4 semanas os cachorros não conseguem regular a sua temperatura corporal, por isso devem ser aquecidos. Nunca utilize fontes de calor (ex.: saco de água quente) diretamente em contacto com os cachorros pois pode provocar queimaduras!

Além disso, cachorros tão jovens não têm grandes reservas de energia pelo que, se não forem alimentados com frequência suficiente, podem sucumbir à hipoglicémia.

Até às 3-4 semanas de idade, devem ser estimulados a urinar e defecar. A mãe faria isto lambendo os cachorros após a refeição. Em sua substituição, deve massajar gentilmente o ânus e zona urogenital com uma compressa humedecida em água morna, até que haja emissão de urina/fezes.

Idealmente os cachorrinhos devem ser pesados diariamente e os seus pesos registados. Um aumento diário de 5-10% do peso, é considerado saudável!

Alimentar com o quê?

Os cachorros devem ser alimentados com leite adequado para a sua espécie, o mais aproximado, em composição, ao leite materno. Assim, o leite para cachorro, em pó, é a opção mais saudável, limitando a ocorrência de diarreias por intolerância ao leite e carências nutricionais (frequentes quando alimentados com leite de outras espécies).

Com que frequência e que quantidade?

Regra geral, se os cachorros estão acordados e barulhentos, é porque têm fome! Depois de beberem o leite e fazerem as suas necessidades voltam a acalmar e a dormir, até à próxima refeição.

Até às 2 semanas de idade devem ser alimentados de 2 em 2 horas. À medida que crescem, o espaço entre refeições pode ser alargado para 3-4 horas (2-3 semanas) e para 4-6 horas a partir das 4 semanas.

Cada marca de leite em pó tem as suas indicações em termos de preparação e quantidade, e estas devem ser seguidas. Geralmente, no rótulo, é indicada a quantidade de leite em pó por refeição, consoante o peso e idade do cachorro, juntamente com a quantidade de água morna que é necessário adicionar.

Como? A posição é importante?

O leite deve ser oferecido morno aos cachorros. Idealmente deve ser preparada apenas a quantidade necessária para cada refeição, lavando e esterilizando os biberões de seguida.

Alguns cachorros transitam para o biberão facilmente, outros têm mais dificuldade. Paciência e persistência são as palavras chave!

O posicionamento do cachorro é de extrema importância. Devem ser alimentados de barriga para baixo ou ligeiramente elevados e nunca de barriga para cima! Deve certificar-se que a abertura da tetina é suficiente para que consigam mamar, mas não exagerada.

Quando introduzir alimentos semissólidos e/ou sólidos

Por volta das 4 semanas de idade começa o processo de desmame. Deve ser oferecida água (numa taça rasa) e comida para cachorro, húmida ou seca, pelo menos 4 vezes ao dia.

Se optar pela alimentação seca, humedecê-la com água morna torna-a mais apetitosa e fácil de ingerir, numa fase inicial.

O leite deve continuar a ser oferecido, cada 6-8 horas, até às 6 semanas de idade, como complemento à ração/comida húmida. Assim, garantimos que os cachorros recebem todas as calorias e nutrientes necessários a um correto desenvolvimento!

Sinais de alarme

Uma das complicações mais frequentes da alimentação por biberão, é a pneumonia por aspiração, em que, por deficiente posicionamento, exagerada ingestão de ar ou abertura demasiado grande da tetina, o leite acaba por ir para os pulmões em vez de ir para o estômago. Se não for tratada a tempo, o seu desfecho é fatal.

Outros sinais que devem conduzir, rapidamente, a consulta médico-veterinária são:

  • Diarreia
  • Vómitos
  • Diminuição da capacidade de mamar
  • Diminuição da atividade
  • Choro constante
  • Dificuldade respiratória
  • Perda/não aumento de peso

Inês Carvalho
Médica Veterinária

Três receitas caseiras para utilizar com o Kong

1.       Biscoitos de Côco

Ingredientes:

  • 1/3 chávena de aveia;
  • 3/4 chávena de farinha de trigo;
  • 1 ovo;
  • 1 colher de chá de óleo de côco (100% natural).

Indicações:

  • Pré-aquecer o forno a 180ºC;
  • Misture os ingredientes numa taça grande e mexa até criar uma massa homogénea;
  • Coloque a mistura em formas próprias para biscoitos e leve ao forno;
  • Cozinhe durante 20 minutos até ficarem com cor dourada.

2.       Biscoitos de Cenoura

Ingredientes:

  • 1 chávena de aveia
  • 1 chávena de farinha de trigo
  • ½ cenoura descascada e partida em rodelas
  • 1 pitada de canela

Indicações:

  • Pré-aquecer o forno a 180ºC.
  • Misture os ingredientes numa taça grande e mexa até criar uma massa homogénea. Junte 2 colheres de sopa de água.
  • Coloque a mistura em formas próprias para biscoitos e leve ao forno.
  • Cozinhe durante 20 minutos até ficarem com cor dourada.

3.       Biscoitos de Maça e Banana

Ingredientes:

  • 2 chávenas de farinha de trigo;
  • 1 ovo;
  • ½ maça descascada e partida em rodelas (sem caroço)
  • 1 banana.

Indicações:

  • Pré-aquecer o forno a 180ºC.
  • Triture a banana e a maça com auxílio da varinha mágica.
  • Misture os restantes ingredientes ao preparado de fruta numa taça grande e mexa até criar uma massa homogénea.
  • Coloque a mistura em formas próprias para biscoitos e leve ao forno.
  • Cozinhe durante 20 minutos até ficarem com cor dourada.

 

Não se esqueça de usar formas que façam com que os biscoitos fiquem do tamanho ideal para o Kong.

Ofereça todos os snacks com moderação e confirme se todos os ingredientes são 100% naturais e sem aditivos e açúcares.

 

Daniela Leal

Médica Veterinária

 

 

Será que a ração do meu cão tem todos os nutrientes que ele precisa?

Como saber que rações ou alimentos comerciais cumprem os mínimos?

Ora, como nos diz o guia nutricional da FEDIAF (European Pet Food Industry Federation) e o Regulamento referido acima, as rações rotuladas como “Alimento Completo”, têm de ser suficientes para cobrir todas as necessidades nutricionais dos animais, em determinada fase da vida, quando ingeridas diariamente, como única fonte de nutrientes.

Escolher alimentos para uma fase específica ou adequados para todas as fases?

Se adequada para uma fase da vida específica (cachorro, adulto, sénior, reprodutor, etc), deve indicá-lo claramente no rótulo (ex.: Alimento Completo para Cachorros).

Quando a fase da vida não é especificada, ou no rótulo vem indicação que é adequada para todas as fases da vida, a ração deve ser formulada de acordo com os níveis de nutrientes necessários para o crescimento precoce e reprodução, segundo a FEDIAF, duas das fases mais sensíveis na vida do cão.

Será que cumprir o mínimo é suficiente?

Apesar destas diretrizes, a FEDIAF sugere à indústria que não formule os alimentos apenas para cumprir os requisitos mínimos, mas sim os valores mínimos recomendados (geralmente superiores ao mínimo legal), que provêm de constante investigação e atualização científica na área da nutrição de animais de companhia. Desta forma, já começamos a ver que apesar de determinado alimento estar no mercado, e fornecer os nutrientes necessários à subsistência, pode não os conter nos níveis recomendados para a melhor promoção da saúde dos nossos amigos de 4 patas.

Então, como escolher a melhor ração?

Aprender a ler os rótulos e descodificar os constituintes das rações ajudam a fazer melhores escolhas para os nossos cães.

Para mais informações sobre este assunto dê uma olhadela a estes dois artigos do nosso blog:

Inês Carvalho

Médica Veterinária

Uma receita para tornar o Halloween do seu cão ainda melhor

Ingredientes

  • 2 copos de flocos de aveia (coloque os flocos de aveia num processador de comida e triture-os);
  • 2 copos de farinha de trigo;
  • 2 ovos;
  • 2 colheres de sopa de óleo de côco;
  • 1 copo de puré de abóbora;
  • Formas de bolacha temáticas de Halloween.

Confirme se todos os ingredientes são 100% naturais e sem aditivos e açúcares.

Instruções

  • Pré-aquecer o forno a 180ºC.
  • Misture os ingredientes numa taça grande até criar uma massa homogénea.
  • Coloque a mistura nas formas e leve ao forno.
  • Cozinhe durante 20 minutos até ficarem de cor dourada.

 

Ofereça os biscoitos como snack, sempre com moderação. A quantidade por dia vai variar consoante o peso do seu patudo!

É aconselhável dar apenas ração húmida ao meu cão?

O que é a ração húmida?

A ração húmida ou patês (como comumente chamado) é um alimento rico em humidade (cerca de 80% da sua composição) e subprodutos nutricionais, estando formuladas para preencher todas as necessidades nutricionais diárias do seu cão.

Quais as vantagens e desvantagens deste tipo de alimento?

Por ser um alimento rico em textura, mais saboroso e com um cheiro mais intenso, existe uma especial tendência para que os nossos cães o prefiram. Como é um alimento rico em humidade ajuda a manter o nosso animal hidratado e a prevenir problemas urinários. Cães com problemas orais e idosos tendem a preferir este alimento, pois é um alimento de fácil ingestão. Nos cachorros, em fase de transição alimentar, pode ajudar a adquirir o comportamento de mastigação. Em cães com excesso de peso, esta alimentação, por ser menos calórica (em alguns casos), torna-se uma boa alternativa à convencional ração seca, além de que por ser um alimento com mais humidade promove a sensação de saciedade, levando a que este coma menos.

Uma das grandes desvantagens do consumo regular deste tipo de ração é que pode promover o aparecimento de placa bacteriana nos dentes (tártaro). Outra desvantagem é o prazo de validade (3 dias após a sua abertura) e modo de conservação (após aberto deve ser sempre guardado no frigorífico).

Com isto, posso oferecer diariamente alimento húmido ao meu cão?

A resposta é simples, podemos. Tal como acontece na ração seca, é de extrema importância a qualidade da ração húmida que escolhemos. Devemos sempre escolher uma ração equilibrada nutricionalmente e que satisfaça todas as necessidades do seu cão, além desta ter de estar adequada tanto à fase da vida em que o seu cão se encontra como, caso exista, à patologia que o animal tenha

 

Maria Beatriz Mariano

Médica Veterinária

Uma ração de supermercado é boa para o meu cão?

Fase da vida, nível de atividade e porte

É sabido que as necessidades nutricionais dos cães, não só em energia, mas em macro e micronutrientes, variam ao longo da vida, e devem ser respeitadas para os manter o mais saudáveis possível.

Assim, a primeira preocupação deverá ser procurar um alimento adequado à fase da vida em que se encontra o seu companheiro. Simplificando: gravidez/aleitamento, cachorro, adulto (esterilizado ou não) ou sénior.

O porte do cão também é importante, pois raças de crescimento rápido (grandes a gigantes) têm necessidades específicas para o desenvolvimento de articulações e ossos saudáveis, enquanto que as raças pequenas têm mais facilidade em comer rações com grãos pequenos.

Cães de trabalho ou desporto, que pratiquem atividade física regular e intensa, também têm necessidades superiores às de cães mais sedentários, especialmente no que toca à energia (calorias).

Ingredientes e rótulos

Após ter em conta a fase da vida, nível de atividade e o porte do cão, devemos olhar para os rótulos!

Geralmente, para atingir preços mais baixos, alguns fabricantes recorrem a ingredientes mais baratos, tipicamente muito processados e, portanto, de mais baixa qualidade e digestibilidade. Pelo contrário, as rações premium, utilizam tendencialmente ingredientes frescos e o menos processados possível para integrarem as suas rações.

Nos rótulos, os ingredientes estão listados por ordem decrescente, portanto, os ingredientes que estão presentes em maior quantidade aparecem primeiro. Assim, os primeiros ingredientes devem ser fontes de proteína de elevada qualidade e digestibilidade, idealmente de origem animal, tais como carne/peixe frescos, inteiros ou desidratados e não cereais/farinhas/glúten.

Também devemos evitar corantes e conservantes sintéticos, pois ingerir estes compostos diariamente não é saudável.

E o preço, compensa?

Se por um lado o preço por quilograma é mais baixo, quando comparado com rações premium, também é verdade que geralmente os animais terão de ingerir maior quantidade de comida para suprir as suas necessidades. Isto acontece porque a digestibilidade dos ingredientes utilizados é mais baixa e grande parte do que é ingerido não é aproveitado pelo organismo, acabando por ser eliminado nas fezes.

Assim, além de estarmos a nutrir melhor os nossos cães com alimentos de maior qualidade, a longo prazo o gasto vai ser menor porque estamos a promover a sua saúde e uma digestão saudável!

Inês Carvalho 

Médica Veterinária de Animais de Companhia