Posso dar ovo ao meu cão?

O meu cão pode ou não comer ovo?

O ovo pode ser ingerido por cães e, prova disso é o facto de ser incluído em várias rações e também nas alimentações cozinhadas ou BARF. Mais à frente vamos explicar de que forma deve ser dado.

Principais benefícios

O ovo é uma excelente fonte de proteína e com fácil digestibilidade. Ao contrário do que vulgarmente se pensava, o ovo é uma fonte de bom colesterol. Tem ainda alguns constituintes como a luteína, enxofre e colina que são muito importantes para manter a saúde da visão e da pele.

Como inserir ovo na alimentação do meu cão

Se o seu cão come uma dieta saudável de boa qualidade, não é necessário serem fornecidos ovos de forma complementar. Assim, o ovo deve ser visto como um extra saudável e, mesmo em dietas BARF ou cozinhadas, é dado normalmente com uma frequência não superior a 2 vezes por semana.
Se optar por dar ovo ao seu cão, este deve ser sempre cozido. As principais razões para isto são os perigos microbiológicos dos ovos como a Salmonella spp quando mal cozinhados e devido à avidina que é um constituinte das claras que, se não sofrer cozedura que provoca a sua inativação, vai inibir a absorção de biotina, nutriente bastante importante.

Cuidados a ter

Além da cozedura de extrema importância deve também ter cuidados em relação à casca do ovo: embora seja uma fonte de cálcio, não deve ser fornecida sem aconselhamento do médico veterinário habitual ou nutricionista, uma vez que facilmente pode chegar a um excesso de ingestão deste mineral que se torna prejudicial à saúde.

Apesar de ser um alimento bastante saudável, o ovo não deve ser fornecido em demasia, principalmente nos cães que comem já uma dieta completa e equilibrada. Nos cães que comem alimentação cozinhada ou BARF, o ovo deve ser inserido na dieta na proporção indicada pelo médico veterinário nutricionista que acompanha a alimentação.

Joana Silva

Médica Veterinária

Que tipo de peixes é que o meu cão pode comer?

Os cães podem comer peixe?

Sim! Atualmente são conhecidos os benefícios do consumo de peixe pelos nossos cães. Embora sejam raros os problemas associados ao consumo de peixe, exceto em casos de animais alérgicos, é recomendado aconselhar-se junto do seu Médico Veterinário se o seu cão está apto para tal.

A oferta de alimento caseiro nunca deve ser feita em simultâneo com a de ração, por isso é importante separar as refeições.

Que benefícios traz o peixe para a saúde dos cães?

Cada peixe tem as suas vantagens específicas! Contudo, é transversal a todos eles o seu elevado teor proteico!

  • Peixes brancos (bacalhau, pescada) têm um teor em gordura mais baixo do que os peixes gordos, por isso tornam-se melhor opção em animais com excesso de peso ou em seniores. Além disso, são ricos em minerais (cálcio e fósforo) e vitaminas (A, B3, B9 e B12) importantes para manter a saúde dos nossos melhores amigos de 4 patas.
  • Peixes gordos (sardinha, salmão, atum), como referido anteriormente, apresentam níveis de gordura mais elevados, mas são maioritariamente ácidos gordos, nomeadamente os ómegas 3 e 6. Ambos os ómegas são extremamente benéficos, sobretudo para manter uma pele equilibrada e pêlo de boa qualidade, mas também para prevenir alterações cardiovasculares e articulares. Estes peixes também contêm vitaminas (A, B1, B2, B3, B12 e D). Dos peixes gordos, o mais recomendável é o salmão.

Que peixes pode o meu cão comer?

  • Atum
  • Bacalhau
  • Salmão
  • Sardinha
  • Pescada

Como posso oferecer peixe ao meu cão?

Os peixes podem ser oferecidos cozinhados (preferencialmente cozido e não frito), crus (nos casos de dieta BARF) ou através de rações com base em proteína de peixe.

  • No caso de optar por cozer o peixe, recomenda-se uma cozedura a baixas temperaturas para ele não perder as suas propriedades. Desta forma, é servido semi-cozido e preferencialmente desfiado, sem espinhas!
  • Para os adeptos da dieta BARF (Biologically Apropriate Raw Food), na qual o peixe é servido cru, é de extrema importância privilegiar o método de conservação para evitar riscos associados.
  • Os tutores que dão preferência a uma dieta à base de ração seca ou húmida, existem sempre as opções de proteínas de peixe, sobretudo o salmão.

Qualquer que seja o método alimentar escolhido para o seu patudo, deverá aconselhar-se primeiramente com o seu Médico Veterinário. O processo de escolha de um alimento é complexo e depende de variados fatores, os quais devem sempre ter-se em consideração para que tudo corra pelo melhor 🙂

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Snacks calmantes para cães: funcionam?

Tal como os humanos, os cães podem ser suscetíveis a momentos de ansiedade, pressão e stress, seja por razões biológicas ou psicológicas. Vivemos numa sociedade onde a rapidez é imposta e todos os nossos dias correm a uma velocidade alucinante. Este ritmo prejudica também os cães que connosco convivem!

Existem no mercado, variados produtos que ajudam a reduzir os níveis de stress e ansiedade nos nosso patudos. Esses produtos são apresentados de variadas formas (como coleiras, comprimidos, xaropes/pastas, sprays e snacks). A escolha do produto adequado, varia mediante o tipo de cão e as suas preferências. Contudo, os snacks calmantes são uma opção prática, deliciosa e educativa!

O que são snacks calmantes para cães?

Consistem em biscoitos formulados a partir de ingredientes com ação calmante e/ou relaxante. Podem incluir-se ingredientes naturais como a camomila, a lavanda e a cidreira, mas também componentes extra como os tripofanos, ómegas e anti-oxidantes.

  • Camomila: além dos benefícios a nível gastrointestinal, é utilizada como agente relaxante, ajudando a acalmar os nossos cães.
  • Lavanda: controla e alivia irritações da pele que podem ser consequência do stress vivenciado pelo seu patudo.
  • Cidreira: tal como a camomila, tem propriedades relaxantes.
  • Tripofanos: são componentes proteicos que ajudam a reduzir os níveis de stress.
  • Ómegas 3 e 6: ajudam a promover a saúde do pêlo e pele, bem como prevenir alterações cardiovasculares e cognitivas.
  • Anti-oxidantes: ingredientes promotores da estimulação do sistema imunitário, favorecendo as defesas do organismo dos cães.

Os snacks calmantes funcionam bastante bem! Devem ser administrados respeitando as quantidades diárias recomendadas na embalagem para surtirem o efeito desejado e não terem consequências negativas.

Recomenda-se a utilização destes snacks em casos de ansiedade de separação, hiperatividade, stress em viagens ou outros momentos estimulantes (por exemplo, visitas ao Médico Veterinário), fobia sonora e treinos de obediência como reforço positivo.

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Frutos secos: quais é que o cão pode ou não comer?

O facto de alguns alimentos serem tóxicos para os cães e para nós humanos não, está relacionado com a metabolização dos mesmos no organismo deles. Eles têm enzimas diferentes e também processos de metabolização hepática (fígado) distintos.

Os frutos secos são ricos em gordura e por isso, mesmo os que eles podem comer, devem ser dados com precaução e em pequenas quantidades.

Não é recomendado oferecer qualquer fruto seco que esteja envolvido em sal, açúcar, caramelo ou chocolate, entre outros. Estes “extras” podem provocar crises de hipertensão, pancreatites ou gastroenterites.

Não podem comer:

  • Nozes pecan
  • Nozes macadâmia

Este tipo de nozes são consideradas tóxicas para os cães. Pensa-se que existe um toxina nestas nozes, ainda desconhecida, que provoca problemas gastrointestinais (vómitos e diarreia) e até mesmo alterações no sistema nervoso, podendo provocar convulsões.

Não devem comer:

  • Amêndoas

Podem causar obstruções gastrointestinais e alterações digestivas, como vómitos e diarreia.

Podem comer:

  • Cajus
  • Amendoins
  • Avelãs

Podem comer apenas em pequenas quantidades! Recomendamos se sejam sempre oferecidos sem casca, para reduzir o risco de obstrução.

Inês Santos

Médica Veterinária

Ração à base de insetos: prós e contras

Os insetos são amplamente utilizados em alimentação de aves e peixes. Atualmente, existem dietas para cães que utilizam os insetos como principal fonte de proteína (minhocas do bicho-da-farinha, gafanhotos e grilos), oferecendo uma alternativa à carne e ao peixe.

Vantagens

  • Mais sustentável (não são necessários fertilizantes nem pesticidas e as emissões de dióxido de carbono são baixas)
  • Pode ser utilizado como teste para diagnóstico de uma alergia alimentar (food trial)
  • Alternativa para animais com reação adversa ao alimento 

Desvantagens

  • Menos palatável para alguns patudos
  • Mais caro (elevados custos associados à produção de insetos)
  • Difícil aceitação para tutores (questão cultural)

Independentemente da ração, consulte o seu medico veterinário, sempre que pretenda alterar a ração do seu melhor amigo.  🙂

 

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

 

 

5 infusões que o seu cão pode beber

Muitos tutores questionam se as infusões poderão ser partilhadas com os seus patudos… a resposta é sim! Mas nem todas!

Tal como nos humanos, as plantas medicinais trazem vantagens para os cães, mas é preciso saber quais as adequadas e que não acarretam nenhum grau de toxicidade.

O modo mais seguro de preparar algumas destas plantas é sob a forma de infusão. Deixo-lhe cinco exemplos que pode oferecer ao seu amigo de quatro patas de forma segura:

  1. Infusão de valeriana: benéfica para reduzir os níveis de stress e ansiedade em alguns cães.
  2. Infusão de hortelã: pode ser oferecida para inalar e não ingestão, permitindo uma desobstrução eficaz das vias respiratórias em caso de inflamação.
  3. Infusão de boldo: utilizada em casos de doenças hepáticas (hepatopatias), ajudando também numa digestão mais eficaz.
  4. Infusão de camomila: ajuda a reduzir o grau de ansiedade e traz benefícios no alívio de cólicas gastrointestinais.
  5. Infusão de menta: utilizada apenas para inalação e não ingestão. Ajuda a desobstruir as vias respiratórias.

As infusões devem ser isentas de cafeína ou outros estimulantes e administradas em quantidades e dosagens controladas! Recorde-se que tudo o que não constitui a dieta regular do seu cão, deve ser oferecido em moderação!

Servir as infusões mornas ou frias pode ser bastante apelativo para o seu patudo! Experimente! 🙂

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Uma receita de Natal para o seu cão

O Natal está a chegar! Uma época de tradições e de alegria que deve ser sempre partilhada com quem mais amamos 🙂 Os nossos patudos não devem ser exceção e, embora com algumas restrições, também podem ter direito aos seus miminhos!

Alguns dos nossos alimentos, se ingeridos pelos cães, podem ser tóxicos e terem consequências drásticas! Contudo, deixo-lhe uma dica saudável que pode ser oferecida como snack ao seu melhor amigo de quatro patas, não esquecendo que a sua dieta base deve ser sempre com ração adequada.

Muffins de Cenoura e Banana

Quais são os ingredientes necessários?

  • 1 ovo grande
  • 1 banana
  • ⅓ chávena de chá de manteiga de amendoim sem açúcar
  • 1 chávena de cenoura ralada
  • ⅓ chávena de chá de óleo vegetal
  • ¼ chávena de chá de mel
  • 1 chávena de chá de farinha de trigo integral
  • ⅓ chávena de chá de farinha de aveia
  • ¼ colher de chá de bicarbonato de sódio
  • Pasta de amendoim cremosa sem açúcar
  • Barkyn Meat Bits

Como preparar?

  • Pré-aqueça o forno em 170º durante 10 minutos
  • Misture ovo, banana, cenoura, manteiga de amendoim, óleo e mel em uma tigela grande
  • Noutro recipiente junte a farinha, o bicarbonato de sódio e a aveia
  • Junte ambas as misturas numa tigela única e encha várias forminhas com o conteúdo final
  • Coloque no forno durante 15 a 20 minutos
  • No final do tempo, quando retirar as forminhas do forno, deixe arrefecer e decore com a pasta de amendoim e Barkyn Meat Bits por cima de cada muffin

ATENÇÃO: Nem todos os cães reagem da mesma forma quando comem os nossos alimentos ou até mesmo ingredientes aos quais não estejam habituados. Por isso, na dúvida, consulte o seu Médico Veterinário habitual. Cães com sensibilidade e/ou intolerância a alguns dos ingredientes descritos em cima, não deverão provar esta receita!

Boas Festas e bom apetite! (o seu patudo agradece 🙂 )

Ana Matias

Médica Veterinária

O meu cão pode comer peixe cru?

Existem peixes que sabemos que podem ser fornecidos aos nossos cães com propriedades interessantes:

  • Peixes gordos como a sardinha e salmão: são uma excelente fonte de ácidos gordos ómega 3 e ómega 6 para a saúde da pele e do pelo.
  • Peixes brancos como o bacalhau e a pescada: devido ao teor em gorduras ser inferior, tornam-se opções excelentes para cães mais velhos ou com excesso de peso.

Mas vamos à pergunta inicial: o meu cão pode ou não comer peixe cru?

A resposta é sim mas com um grande “mas”. Segundo normas internacionais de segurança e higiene na preparação de alimentos de origem animal, o peixe deve sempre ser congelado a uma temperatura de -20˚C durante 7 dias para poder depois ser comido cru. A principal razão para este procedimento é a eliminação de bactérias e parasitas que se tornam muito perigosos se ingeridos.

Ainda assim, ressalvamos que o método mais eficaz de eliminar todos os potenciais perigos presentes no peixe cru é a confeção do alimento, passando por temperaturas de 60˚C durante pelo menos 10 minutos ou de 70˚C durante pelo menos 7 minutos.

 

Não arrisque a saúde de o seu melhor amigo: todos os cuidados devem ser tomados no que toca a fornecer este tipo de alimentos fora da ração ou até como alimentação exclusiva. Em caso de surgir alguma dúvida deve falar com o seu médico veterinário habitual.

Joana Silva

Médica Veterinária

Alimentação saudável para cães

O que é considerado uma “dieta saudável para cães”?

Uma dieta para cães pode passar por uma ração ou alimentação caseira. Em qualquer uma das escolhas é muito importante ter a certeza que todos os componentes essenciais à saúde estão presentes e em quantidades suficientes.

  • Uma alimentação saudável para cães deve ter a fonte de proteína como ingrediente em maior quantidade (1º ingrediente do rótulo), por exemplo frango, salmão, peru, entre outros. A fonte de proteína deve ser ter origem no alimento fresco, desidratado ou hidrolisado, devendo evitar as farinhas de peixe ou carne.
  • São necessários também hidratos de carbono e a sua fonte podem ser o arroz, milho, trigo, ervilha, batata, batata doce, mandioca, alfarroba, entre outros, e não deverão aparecer em primeiro lugar no rótulo, uma vez que não devem ser o ingrediente em maior quantidade.
  • Outros componentes estão no ingrediente principal como gordura animal ou podem ainda ser adicionados, bem como as frutas, vegetais e legumes.
  • Alguns suplementos podem fazer parte da ração e dar qualidade acrescida como os condroprotetores (articulações), ácidos gordos ómega 3 e ómega 6 (pele), prebióticos (saúde gastrointestinal), antioxidantes naturais, entre outros.

Todos os constituintes da ração devem vir o máximo especificados no rótulo, garantindo assim que está a ser mesmo usada uma fonte saudável.

Quando falamos em dieta caseira deve incluir sempre a fonte de proteína, gordura, hidratos de carbono e frutas, vegetais e legumes. É mais difícil ter a certeza que o balanço de uma dieta caseira é o ideal para o seu cão devido às quantidades de cada ingrediente e aos suplementos que se tornam mais complicados de incluir, o que não acontece nas rações. Assim, se tiver decidido em fazer uma alimentação caseira, sugerimos que seja feita sempre com aconselhamento veterinário.

Alimentos complementares: o que posso e não posso dar de vez em quando

É muito comum querermos dar um “snack natural” aos nossos cães e surge a dúvida de quais são mais saudáveis e quais são prejudiciais à saúde! Exemplos de alimentos complementares que podemos dar sem problema são a maçã, cenoura, batata doce cozida bróculo cozido.
Alimentos proibidos caninos são a uva, figos, côco e abacate.

 

A alimentação é para os cães, tal como para nós, um dos pilares da saúde por isso deve sempre ser uma escolha informada e correta.

Joana Silva

Médica Veterinária

Devo dar ao meu cão alimentos húmidos?

Alimentos completos e alimentos complementares

É importante distinguir estes dois tipos de alimento húmido, pois um pode ser oferecido em exclusivo e o outro não.

Os alimentos completos, como o nome indica, podem ser utilizados como único alimento da dieta do seu cão, pois fornecem todos os nutrientes que ele necessita para ser saudável.

Pelo contrário, os alimentos complementares, servem para complementar uma dieta equilibrada (por exemplo, ração seca, de qualidade) e não devem ser a base da sua alimentação.

É possível alimentar o seu cão apenas com alimentos húmidos completos. Poderá ler sobre as vantagens e desvantagens deste regime alimentar aqui.

Quando adicionar alimentos húmidos à dieta do meu cão?

  • Fase de desmame
  • Transição de uma dieta caseira para ração seca
  • Aumentar a palatibilidade e ingestão voluntária de alimento (animais em convalescença, cães sénior ou com paladar mais exigente)
  • Aumentar a quantidade de água ingerida, aumentando a hidratação (animais sénior, com patologia urinária e/ou renal)
  • Criar pastas para brinquedos dispensadores de comida (Kong)

Que alimentos húmidos existem?

  • Latinhas
  • Saquetas
  • Barkyn flavours

Na nossa loja pode encontrar uma grande variedade destes produtos!

Que quantidade devo adicionar?

No caso de animais saudáveis, em que incorporamos a comida húmida na sua dieta, como um “extra”, devemos reger-nos pela regra dos 10%.

A quantidade de comida húmida que devemos adicionar não deve exceder 10% das calorias diárias ingeridas. Esta regra é válida para qualquer “extra” que queiramos adicionar à alimentação dos nossos cães. Deste modo evitamos que comecem a ganhar peso!

No caso de patologias específicas, as quantidades podem variar e pode ser até aconselhada uma alimentação exclusivamente húmida. Nesses casos, o melhor a fazer é aconselhar-se junto do seu Médico Veterinário assistente sobre a melhor opção para o seu cão.

Inês Carvalho
Médica Veterinária