O meu cão estiá a ficar com mais pêlos brancos, pode ser sinal de stress?

Não são apenas fatores genéticos que determinam o aparecimento de pêlos brancos nos nossos cães… O seu estilo de vida influencia bastante esta questão!

Um estudo da Northern Illinois University, EUA, concluiu que cães ansiosos ou impulsivos podem ficar prematuramente com mais pêlos brancos. O stress contribui para o aparecimento de pêlos brancos na cabeça e ao redor do focinho. Para avaliar os níveis de stress e ansiedade, os pesquisadores observaram se 400 patudos com idades entre 1  e 4 anos, com sinais precoces de envelhecimento. No estudo foi tido em conta se esses cães destruíam coisas na ausência dos donos, se ficavam agitados em grupo e se saltavam para cima de pessoas. Os resultados revelaram que cães mais ansiosos e sensíveis a ruídos ou animais estranhos têm mais pêlos brancos, assim como fêmeas em relação a machos.

Não é necessário passar 24h/7 com os nossos patudos, pois é importante que eles consigam ficar sozinhos algumas horas, de forma a habituarem-se às nossas rotinas de trabalho, mas também a aproveitarem o seu espaço. No entanto, é fundamental criar um ambiente e rotina que os façam felizes! É crucial incluir o nosso patudo na nossa vida e enriquecer ao máximo o ambiente em que ele vive, para que, na nossa ausência, não sofra de ansiedade ou stress. Passeios frequentes e brinquedos estimulantes são algumas das ferramentas que se podem usar para ajudá-los a aproveitar ao máximo todas as horas do dia.

Infelizmente a vida moderna contribui bastante para o stress não só dos cães, mas também dos humanos. Cães que vivem confinados em espaços pequenos, com pouco acesso a espaços livres e a atividades vão manifestar níveis de stress elevados e, consequentemente, mais comportamentos indesejados. Os pêlos brancos aparecem também mais cedo!

Lembre-se que os cães são os nossos melhores amigos de 4 patas! Eles merecem qualidade de vida, com muito amor e carinho. Se suspeita que o seu cão tem algum problema, não hesite em consultar o Médico Veterinário.

Ana Matias

Médica Veterinária

O meu cão ressona: haverá algum problema com ele?

Nos cães, o ressonar é muito semelhante ao dos humanos, sendo fácil de identificar.

São variadas as causas que podem levar o seu patudo a ressonar durante o seu sono, algumas delas simples de resolver, enquanto outras podem indicar a presença de problemas de saúde mais graves que requerem acompanhamento Médico-Veterinário.

Quais as causas que podem levar o seu cão a ressonar?

  1. Excesso de peso: O excesso de gordura em torno das vias respiratórias é responsável por estreitar o espaço que o ar tem para passar, impedindo-o de circular corretamente. Se é o caso do seu cão, procure aconselhamento Médico-Veterinário no sentido de perder peso de forma segura. Existem rações específicas para perda/controlo de peso que poderão ser indicadas. A estimulação do exercício físico é também extremamente importante nestes casos, mas deve ser feita de forma gradual. Além destas considerações, não devemos esquecer que existem doenças que poderão estar por detrás do excesso de peso e, sem o seu correto diagnóstico e tratamento, a perda de peso não é eficaz.
  2. Síndrome do Braquicéfalo: Os cães de raças braquicéfalas, mais conhecidos pelo seu “focinho achatado” como por exemplo os Bulldogs Ingleses, Pugs, Boxers, Bulldogs Franceses, entre outros, têm um estreitamento congénito das vias respiratórias que culmina num ronco durante a respiração. Nos momentos de sono, esse ruído é mais intenso! O Síndrome do Braquicéfalo é o nome que se dá a um conjunto de condições físicas típicas nestes animais e que requerem a avaliação Médico-Veterinária. Essas alterações nas vias respiratórias incluem estenose (estreitamento) das narinas, colapso da traqueia, hipoplasia da laringe e palato mole alongado. Algumas delas têm resolução cirúrgica, enquanto outras requerem um maneio clínico específico. Se é o caso do seu patudo, informe-se junto do seu Médico-Veterinário habitual.
  3. Inflamação/infeção/alergia respiratórias: Quando o seu cão está com problemas respiratórios superiores, que incluam espirros, tosse e corrimento nasal, pode ressonar durante o sono. Nesse caso é importantíssimo que seja avaliado pelo Médico-Veterinário, de forma a distinguir se a origem do problema é inflamatória, infeciosa ou alérgica. Mediante o diagnóstico é estabelecida a terapia adequada para eliminar a condição. Consequentemente, o ressonar será resolvido se o tratamento for eficaz.
  4. Objeto estranho inalado: De nariz sempre no chão a conhecer o Mundo, os cães estão predispostos à inalação de materiais estranhos, como ervas ou pequenos objetos, que podem obstruir as vias respiratórias. Por norma, nos casos em que há inalação de material estranho, os cães espirram bastante e tentam coçar o nariz com as patinhas. O ressonar é constante, dura não só à noite mas também ao longo do dia. A avaliação Médico-Veterinária é essencial para resolver a situação.
  5. Tumor ou pólipo: Nos casos mais graves, o ressonar pode indicar a presença de uma massa na cavidade nasal, benigna ou maligna, que obstrui as vias respiratórias e impede o ar de circular corretamente.

Atenção! Nem todos os cães que ressonam têm alterações ou doenças. Ressonar não implica que haja um problema de saúde que o justifique. Por vezes, o simples facto dos patudos dormirem numa posição menos adequada, promove o ressonar. Tal como as pessoas, os cães tendem a ressonar quando dormem de barriga para cima 🙂

Ana Matias

Médica Veterinária

Animais de estimação: obrigações dos donos

  • Identificação eletrónica com microchip: a colocação de microchip para identificação eletrónica e o registo no SIAC são obrigatórios em todos os cães, gatos e furões até aos 120 dias de idade. Aos cães nascidos antes de 1 de Julho de 2008, têm até dia 18 de Outubro de 2020 para regularizar a colocação do microchip, que até então não era obrigatória.
  • Vacinação antirrábica: os cães devem ser vacinados contra a raiva a partir dos 3 meses e até aos 6 meses de idade. Esta vacinação só pode ser realizada caso o canídeo já se encontre identificado eletronicamente.
  • Registo e licença na junta de freguesia: é obrigatório o licenciamento anual na junta de freguesia de residência, dos cães registados no SIAC. O primeiro registo no SIAC, exceto nos cães de raças potencialmente perigosos, é válido como licença por um ano, período após o qual o animal tem que ser licenciado na junta de freguesia. Alguns animais estão isentos do pagamento da taxa de licença como é o caso dos cães guia.
  • Boletim sanitário de cães e gatos: todos os animais devem ter o novo boletim sanitário sendo que, quem tem ainda um boletim antigo saiba que este tem validade legal até 31 de dezembro de 2021, devendo ser trocado até lá.
  • Passeio em espaços públicos: os animais de estimação devem sempre ser passeados com trela, nunca soltos.
  • Viagens de carro: o animal deve sempre ir protegido de possíveis danos, devendo viajar dentro de uma transportadora ou com um cinto de segurança desde o peitoral/coleira.

Pode ainda consultar aqui as obrigações dos donos de cães de raças potencialmente perigosas.

Quando passeamos os nossos cães na rua ou vamos com eles para algum local fora da nossa casa devemos sempre fazer-nos acompanhar dos seus documentos: boletim sanitário oficial e documento de identificação e registo (DIAC).

Se tiver alguma dúvida sobre se tem tudo dentro do previsto pela Lei recomendamos que a esclareça junto do médico veterinário habitual. Certifique-se que tem um amigo de quatro patas “dentro da Lei”. Resta referir a “obrigação” de dar muito amor aos animais de estimação!

Joana Silva

Médica Veterinária

Arritmia cardíaca em cães

O coração é um órgão muito importante que tem como principal função, o bombeamento do sangue para todas as partes do corpo do cão.

No seu interior existem 4 cavidades, nomeadamente o átrio e ventrículo esquerdos, e o átrio e ventrículos direitos. É aí que a magia acontece! O sangue passa por essas cavidades e é bombeado para todo o corpo. A contração cardíaca, que bombeia o sangue, chama-se sístole e o relaxamento das cavidades é designado de diástole. São estes os acontecimentos responsáveis pelo batimento que sentimos quando colocamos a mão no peito dos patudos.

O coração é mesmo um órgão especial! Possui um circuito elétrico interno, responsável por um batimento cardíaco normal e rítmico, que varia mediante a fase do movimento – sístole ou diástole.

A arritmia ocorre quando existe uma alteração nesse circuito elétrico. Dessa forma, há uma modificação do ritmo de batimentos cardíacos sem que tenha existido uma ação para tal. O coração pode bater muito rápido (taquiarritmia) ou muito lento (bradiarritmia), podendo mesmo assumir um comportamento irregular (bloqueios), caracterizando-se a arritmia por um batimento cardíaco irregular!

Existem variadas causas que podem ser responsáveis pelas arritmias cardíacas caninas e nem sempre têm origem primária no coração. Entre elas podemos encontrar:

  • Stress
  • Diabetes
  • Cardiomiopatias
  • Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)
  • Hipertensão
  • Intoxicação
  • Medicação
  • Desequilíbrio eletrolítico
  • Infeções

A arritmia pode ser difícil de identificar pelos tutores, pois apresenta sinais subtis na sua fase inicial. Assim, é mais provável que só se aperceba do problema quando este já assumiu um quadro avançado.

O diagnóstico de arritmia deve ser feito pelo Médico-Veterinário com recurso ao exame clínico e meios complementares de diagnóstico como ecocardiografia e eletrocardiograma (ECG). Após identificado o tipo de arritmia, deverá proceder-se a mais investigação no sentido de perceber qual a sua origem. Após todo o processo clínico, o seu cão será medicado e controlado de perto. Em casos de arritmias não controladas, pode ocorrer morte súbita do animal.

Como acontece com outras patologias, os sinais clínicos podem passar despercebidos e o seu diagnóstico precoce ser feito ocasionalmente em exames de rotina. Priveligie o acompanhamento Médico-Veterinário do seu cão e os check-ups de rotina 🙂

Ana Matias

Médica Veterinária

 

Porque é que um cão ataca outro?

Principais motivos que originam lutas

Os principais motivos que motivam os cães a lutar são os seguintes:

  • Cães que são criados juntos e que quando atingem a maturidade sexual, lutam para (re)definir a hierarquia;
  • Entrada de um cão mais jovem que desafia o cão mais velho e dominante; se o cão mais velho se tornar submisso, não irá haver problema, mas se, pelo contrário, reagir, pode acabar numa luta entre ambos;
  • Cães com fraca capacidade de comunicação podem passar a mensagem errada e promover uma luta (mesmo que não fosse essa a sua intenção);
  • Disputa pelo acesso a recursos percepcionados como importantes para os cães (comida, território, camas, brinquedos e até mesmo a atenção do dono);
  • O ataque pode ainda ser dirigido para cães que “não são da família”, como por exemplo, na clinica veterinária, nos passeios ou na cresce.

O que é que o tutor deve fazer?

  • Estar atento e reconhecer os sinais de stress e ansiedade nos seus patudos (postura corporal – orelhas para trás, lamber os lábios, arfar, entre outros;
  • Não permitir interações entre esse 2 cães sem vigilância;
  • Considerar a castração / esterilização destes animais para ficarem mais calmos;
  • Nos casos em que a agressão é dirigida para cães que “não são da família”, deve evitar ao máximo esse contacto, optando por sair de casa com o seu patudo em horas de menos movimento;
  • Procurar ajuda de um médico veterinário especializado na área de comportamento animal. Agir de forma precoce pode fazer toda a diferença porque estes comportamentos não vão simplesmente desaparecer.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Gengivite em cães

Causas de gengivite canina

A causa principal de uma gengivite é a infeccção bacteriana derivada da placa de tártaro que existe a nível dentário – maior parte das vezes associada a uma má higiene oral e a uma má alimentação.

As bactérias acabam por entrar nos sulcos gengivias – o espaço entre as gengivas e os dentes – causando uma reação inflamatória.

A gengivite detecta-se pela inflamação marcada (cor avermelhada) ao longo da linha gengival (logo acima dos dentes). Normalmente temos sempre um mau hálito associado e uma hipersalivação.

Se a gengivite não for tratada – a infecção acaba por progredir para as estruturas do dente levando à perda dos mesmos – doença periodontal.

 

Tratamento e prognóstico

A gengivite é o primeiro estádio da doença periodontal e o único reversível. O primeiro passo é realizar uma destartarização sob anestesia geral, onde se remove o tártaro e a placa bacteriana.

O prognóstico de uma gengivite é excelente! No entanto, têm sempre de seguir as recomendações do vosso Médico Veterinário habitual 😊 O vosso patudo vai beneficiar bastante de uma rotina de higiene oral diária! Por isso lembrem-se sempre de os treinar desde cachorrinhos a vos deixarem mexer na boca deles – torna todo o processo no futuro muito mais fácil e simples 😊

 

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Vem com o seu cão para Portugal? Então saiba o que tem de fazer

Proveniente de um país membro da União Europeia:

  • Identificação do cão: o seu cão pode estar identificado com microchip que deve ser lido por um dispositivo de leitura certificado ou com tatuagem claramente legível. A tatuagem apenas é valida no caso de animais identificados antes de 03.07.2011.
  • Vacinação antirrábica válida: efetuada após as 12 semanas no animal e, se for a primeira vez que está a ser vacinado, só é considerada válida após 21 dias da data da vacinação. Após isso, para serem consideradas válidas, as revacinações devem ser sempre efetuadas até ao último dia da validade legal da última vacina efetuada.
  • Passaporte de Animal de Companhia da União Europeia: o passaporte deve ser emitido por um médico veterinário autorizado pela autoridade competente do país de origem, atestando assim a validade da vacinação antirrábica e a correta identificação do animal.

Além dos países membros da União Europeia, também se incluem nestes critério  os seguintes países europeus: Andorra, Suíça, Ilhas Faroé, Gibraltar, Gronelândia, Islândia, Listenstaine, Mónaco, Noruega, São Marino, Estado da Cidade do Vaticano.

Proveniente de um país fora da União Europeia:

  • Identificação do cão: o seu cão pode estar identificado com microchip que deve ser lido por um dispositivo de leitura certificado ou com tatuagem claramente legível. A tatuagem apenas é valida no caso de animais identificados antes de 03.07.2011.
  • Vacinação antirrábica válida: efetuada após as 12 semanas no animal e, se for a primeira vez que está a ser vacinado, só é considerada válida após 21 dias da data da vacinação. Após isso, para serem consideradas válidas, as revacinações devem ser sempre efetuadas até ao último dia da validade legal da última vacina efetuada.
  • Titulação de anticorpos da raiva: Se proveniente de países com risco de raiva (Continente Africano, Brasil, Venezuela, Ucrânia, entre outros), aos animais corretamente identificados e vacinados contra a raiva deve ser feita uma recolha de sangue 30 dias após a data de vacinação para titulação de anticorpos da raiva em laboratório autorizado pela União Europeia. A circulação só poderá ser efetuada 3 meses após a data de colheita de sangue com resultado favorável.
  • Documentação sanitária: modelo de certificado de cada país que ateste a validade da vacinação antirrábica e da identificação do animal junto com o boletim de vacinas e o documento emitido na titulação de anticorpos.

 

Seja qual for a proveniência do animal, não é permitida a entrada de cães sem vacinação antirrábida válida em Portugal, ou seja, a idade mínima de entrada de um cão em Portugal são as 15 semanas (12 semanas é a idade mínima exigida para a vacinação e 3 semanas de espera para a vacina ser considerada válida).

 

Se pretende trazer o seu cão para Portugal, aconselhamos que se informe junto do médico veterinário habitual de todas as diligências a tomar e também as autoridades competentes do país em questão, que atestam a circulação sem caracter comercial de animais de companhia. Tenha tudo preparado, quer viaje de avião ou de carro, para na altura da viajem não ter que se preocupar com mais nada a não ser o bem estar do seu melhor amigo!

Joana Silva

Médica Veterinária

Como habituar um cão a dormir sozinho?

Dormir sozinho ou acompanhado?

Acaba por ficar ao seu critério se prefere que o seu cachorro durma consigo ou no seu espaço. No entanto é importante que tenha em mente que a partir do momento em que lhe permite ter acesso à sua cama, não há volta a dar pois o seu cachorro não irá perceber o porque de uns dias poder dormir consigo e noutros não. Não se esqueça, consistência é fundamental com os nossos patudos!

Dormir sozinho

Para habituarmos o nosso patudo a dormir sozinho é importante que tenha um ambiente agradável e acolhedor. A cama deve ser proporcional ao tamanho do cão, de forma a que ele se possa esticar à vontade e se sentir confortável durante toda a noite.

É normal que nas primeiras noites manifeste o seu desagrado em estar sozinho, ganindo. Evite dar importância (falando ou fazendo festas) para que ele acabe por desistir desse comportamento. No entanto, caso veja que o seu patudo está muito aflito mostre-lhe que está tudo bem, mas evite reforçar positivamente esse comportamento.

Brinquedos durante a noite

Para que o seu patudo fique mais tranquilo sozinho durante a noite deixe-lhe disponíveis formas de entretenimento, brinquedos ou jogos de estimulação mental. Assim estará distraído durante algum tempo, bem como se irá cansar mais rápido para poder ter uma noite calma e tranquila. Mas atenção! Não lhe deixe brinquedos que o deixem demasiado excitado!

Faça uma experiência: 1 ou 2 horas antes de dormir brinque com ele para ver se ele fica cansado. Assim, poderá colocá-lo no ninho já a dormir. Mantenha, ainda assim, alguns brinquedos disponíveis.

 

Existem imensas formas de habituar os nossos animais a dormirem sozinhos. A consistência é fundamental! Bem como nos adaptarmos ao nosso patudo bem como fazê-lo adaptar-se a nós.

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Refluxo em cães: causas, sintomas e tratamento

Tal como nas pessoas, também os nossos patudos podem sofrer de refluxo, que pode provocar inflamação/irritação esofágica e em casos mais severos pneumonia por aspiração.

O refluxo gastroesofágico consiste no retorno do conteúdo do estômago para o esófago. Isso acontece quando o ácido no estômago é excessivo ou quando o esfíncter esofágico inferior (músculo que fecha a passagem para o estômago) não fecha devidamente. Como consequência do refluxo pode ocorrer aquilo que se designa por regurgitação, que é diferente de vómito.

Uma das formas de diferenciar a regurgitação de vómito, é perceber se o seu patudo está enjoado, com náusea. Se isso ocorrer, estamos perante um vómito e não uma regurgitação.

Quais as causas de refluxo gástrico?

O refluxo gastroesofágico ocorre principalmente por dilatação esofágica, esofagite e, mais frequentemente, pela ingestão de alimentos em maior quantidade que a capacidade de entrada estomacal.  Por essa razão, raças de menor porte são mais predispostas ao problema. Ao ingerir grandes volumes de alimento, ultrapassando essa capacidade, o seu patudo poderá necessitar de regurgitar.

Já os problemas no esôfago propriamente dito, como a dilatação e as inflamações, podem ter origem em fatores que vão desde alterações congênitas até lesões causadas por corpos estranhos, passando por neoplasias e hérnias de hiato.

Quais são os sintomas do refluxo em cães?

Por si só, o refluxo em cães pode não se manifestar. Muitas vezes os nossos patudos apenas regurgitam, expulsando a comida sem grande esforço abdominal.

No entanto, dependendo da causa primária, os sinais clínicos também podem ser bastante inespecíficos, como, por exemplo, a falta de apetite, prostração, febre.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do refluxo gastroesofágico passa pela identificação da causa do problema. Uma anamnese completa e um exame clínico adequado podem levantar algumas suspeitas mas a confirmação passa por alguns exames complementares, tal como radiografias contrastadas ou endoscopia.

O tratamento está diretamente relacionado com a causa primária do refluxo. Isso porque, boa parte das vezes, proporcionar uma alimentação balanceada, em quantidade adequada ao porte do aniaml é suficiente para reduzir significativamente a frequência do problema.

Pode ser necessário tratamento médico e farmacológico mas em casos de situações congénitas uma das soluções pode ser a adaptação da posição de alimentação do patudo.  Pode ser experimentado colocar o animal em posição bipedal por 30 minutos após a refeição de forma a prevenir o refluxo e a consequente regurgitação.

Se reconhecer ou suspeitar que o seu patudo sofre de refluxo e regurgitação, não hesite em levá-lo ao seu médico veterinário habitual 🙂

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia

Porque é que o seu cão gosta tanto do sol?

A melhor fonte de Vitamina D

A Vitamina D, ou o calciferol, é uma vitamina que pode ser obtida através da alimentação ou pode ser sintetizada pelo organismo após se apanhar luz solar directa! Ela é fundamental para a absorção de cálcio e de fósforo, muito importante para evitar problemas ósseos.

Alívio de dores articulares

Como sabemos, dores articulares pioram muito com temperaturas baixas, pois há uma contração muscular que leva a uma sobrecarga articular e o liquído sinovial deixa de ser tão fluído – assim sendo, os cães ao se aquecerem com o sol, aliviam bastante a dor ficando mais confortáveis. É um método bastante natural, sempre que o há claro – princpilamente em cães séniores com este tipo de problemas 😊

Libertação de Serotonina

A serotonina é a chamada hormona da felicidade! Muitos estudos comprovam que uns minuots de sol diários ajuda na libertação desta hormona pelo Sistema Nervoso Central, diminuindo a ansiedade e ajudando no bem-estar!

Sol é bom, mas com cuidado!!!

Para além dos benefícios todos que o sol traz aos nossos patudos não nos podemos esquecer que em excesso e em horários inapropriados pode trazer graves problemas – O golpe de calor é o mais comum e pode levar à morte do seu cão ☹ As queimaduras solares também acontecem frequentemente. Por isso, o ideal é evitar passeios nas horas de maior calor e permitir que o vosso cão tenha sempre acesso a sombra caso precise 😊

 

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia