Agora pode falar com o seu cão: e tudo graças à Barkyn

Graças à Barkyn agora pode falar com o seu cão sempre que quiser. Lançámos um dispositivo que descodifica cada um dos latidos e sentimentos do seu cão.

E está a perguntar-se: “Como é que isso é sequer possível?”. Bem, foram anos e anos de estudo destas magníficas criaturas que nos permitiram registar tudo o que elas faziam ou diziam umas às outras, para começarmos este projeto. Depois um “especialista em linguagem canina” foi contratado para nos ajudar a traduzir tudo, para que pudéssemos introduzir toda essa informação dentro do dispositivo.

Por exemplo, podemos descodificar se um cão se sente assustado ou apaixonado, e o dispositivo emite um sinal sonoro do estado de espírito do seu cão naquele momento. Ou quando ele ladra, o dispositivo traduz cada palavra para o seu idioma. Para já, só permitimos o inglês, espanhol, português e italiano, países onde a Barkyn opera mas a ideia é tê-lo pronto para 15 idiomas no final do ano. Também desenvolvemos um velocímetro de abanar a cauda. Quanto mais rápido abanarem a cauda, mais felizes estão! Imagine cães em todo o mundo a fazer “corridas de abanar de cauda” para ver quem é o mais rápido a abanar a sua cauda!

Não perca a sua oportunidade de descobrir mais sobre o seu cão, e envie este artigo a um amigo que precisa de saber sobre isto!

E já agora, Feliz dia das Mentiras!

Cão branco: 10 raças para quem procura um cão de pelo branco

  • Golden Retriever: divertidos, são excelente companhia para os mais pequenos e também para os adultos. Adaptam-se bem a apartamento mas devem ter a sua dose de atividade diária.
  • Samoiedo: com pêlo comprido, são muito leais à sua família, dóceis e muito carinhosos. Devem ser exercitados diariamente mas adaptam-se bem à vida num apartamento.
  • Dogue Argentino: carinhosos mas muito protetores, precisam de treino específico e devem idealmente ter espaço exterior para se exercitarem. Tornam-se muito fieis à família mas deve ser um dono experiente caso pondere esta raça.
  • Bull Terrier: de personalidade forte, podem ser extremamente carinhosos com todos os elementos da família. Adoram uma boa atividade ao ar livre mas adaptam-se bem a apartamento.
  • Labrador: brincalhões e enérgicos, precisam de exercício diário mas também gostam de uma boa soneca. Ótimos para os mais pequenos!
  • West Highland White Terrier: aprendem com muita facilidade e devem ser treinados desde cedo. Muito sociáveis, dão-se bem com os humanos mas também com os outros cães. Adaptam-se bem em apartamento.
  • Bichon Maltês: brincalhão e carinhoso, adaptam-se bem a uma família com crianças, sendo bastante sociáveis. Gostam dos passeios ao ar livre e da companhia de outros cães mas podem ser excelente companhia de sofá.
  • Lulu da Pomerânia: de pêlo comprido, têm uma ligação muito grande com o dono. Gostam de passear ao ar livre mas são um cão excelente de apartamento. Teimosos e com personalidade vincada!
  • Chiuhauha: gostam muito da família humana e é importante criar regras desde início porque podem ser muito teimosos! Excelente companhia de apartamento apesar de serem inquietos e precisarem do seu tempo ao ar livre.
  • Caniche: muito inteligentes, gostam de bastante mimo mas também se uma boa dose diária de brincadeira e atividade. Dão-se bastante bem em apartamento!

Quando decidir abrir o seu lar para um novo amigo de quatro patas, um cão de pêlo branco transmite paz e delicadeza, sendo uma boa companhia todos os dias! Não se deve esquecer que os cães de pêlo branco, principalmente curto, têm uma sensibilidade superior na pele, não devendo ser expostos ao sol por longos períodos de tempo.

Joana Silva

Médica Veterinária

Cuidados a ter com o seu cão em dias de chuva

Os dias de chuva criam algumas adversidades para as nossas rotinas. E podem influenciar também o quotidiano dos nossos cães. Além de dificultar os passeios também tornam a logística mais complicada : Pegar no guarda chuva, proteger-nos a nós e ao patudo, limpar bem as patinhas ao chegar a casa…

Vamos resumir neste artigo alguns conselhos que pode usar no seu patudo em dias chuvosos:

  1. Use uma roupa de proteção: levar guarda chuva já é um desafio, mas mais desafiante é tentar nos resguardarmos da chuva e proteger o patudo em simultâneo. O nosso conselho é adquirir vestuário próprio para o patudo fazer passeios de forma segura e o mais protegido possível. Capas, impermeáveis, trench coats 😊… As opções são infinitas e além disso podem ser muito fashion! 😊
  2. Seque bem as patinhas e a zona entre as almofadas plantares: ao chegar a casa após passeio ou após virem do jardim, tente secar bem as patas com uma toalha seca, priorizando a zona entre os dedos e almofadas plantares. São zonas mais propensas a dermatites.
    • Se ficar mesmo muito molhado noutras partes do corpo, tente também enxaguar essas zonas com toalha ou mesmo secador, consoante necessidade.
  3. Em dias em que as condições meteorológicas não permitam grandes passeios, ofereça ao seu amigo de quatro patas outras alternativas para desgaste de energia e enriquecimento da sua rotina. Brincadeiras indoor, sessão curta de treino, entre outras, de modo a manter o mínimo ideal de exercício físico e de estimulação diária .
  4. Em animais que vivam maioritariamente no exterior, devemos garantir que têm ao seu alcance uma zona abrigada de vento e chuva, assim como uma zona que fique sempre seca e abrigada para manter a água, alimentação e a cama. 😊

Por isso, aventure-se nos dias mais chuvosos com atividades com o seu patudo, e torne os dias cinzentos um pouco mais coloridos 😊

Helena Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

O que é uma alimentação funcional?

Hoje em dia, é do conhecimento geral que os cães promovem um benefício na saúde emocional e física dos humanos, sendo fundamentais nas suas vidas! Desta forma, a preocupação com os patudos tem sido crescente e a procura por uma melhoria na sua alimentação, saúde e bem-estar é notória. Lembre-se que eles são elementos da família!

A importância do exercício físico, acompanhamento Médico-Veterinário e alimentação são cruciais para prevenir problemas de saúde.

Mas afinal o que é uma alimentação funcional?

Alimentação funcional engloba um novo conceito: dieta que inclui ingredientes que desempenham um papel funcional e benéfico na saúde dos nossos animais!

Os ingredientes considerados funcionais são aqueles que promovem a saúde dos animais, sendo fonte de nutrientes essenciais como as vitaminas, minerais, água, proteínas, hidratos de carbono e gorduras. Estes componentes da dieta modificam a fisiologia do trato gastrointestinal, promovem alterações nos parâmetros bioquímicos, melhoram as funções do cérebro e reduzem o risco de desenvolver patologias específicas.

Compreender os benefícios nutricionais de uma alimentação funcional é a chave para promover uma dieta saudável nos nossos patudos.

As dietas funcionais englobam, não só rações fisiológicas e terapêuticas (secas e/ou húmidas), como também alimentos caseiros cozinhados ou BARF.

Atenção: aconselhe-se sempre junto do seu Médico Veterinário habitual, sobre a melhor opção de alimentação para o seu patudo!

Que ingredientes são considerados funcionais?

  • Pré-bióticos: são fibras fermentadas pelas bactérias que habituam no intestino dos cães. Os produtos que se formam durante o processo de fermentação ajudam a criar um ambiente saudável e adequado para a flora intestinal benéfica se manter. É essa “flora intestinal benéfica”, a responsável pela saúde do sistema gastrointestinal dos cães.
  • Fibras: podem modificar a flora intestinal, favorecendo o crescimento das bactérias benéficas (não patogénicas) do intestino. Melhoram ainda o nível de saciedade e a excreção fecal, acelerando o esvaziamento gástrico e reduzindo a duração do trânsito intestinal. Demonstram-se também úteis em baixar os níveis de colesterol sanguíneos.
  • Pró-bióticos: são bactérias vivas que podem ser adicionadas à dieta, com o intuito de beneficiar a flora intestinal saudável, permitindo que a sua população seja controlada e estabilizada. Dessa forma, promovem a resistência do trato gastrointestinal ao crescimento de bactérias indesejadas e patogénicas.
  • Condroprotetores: a glucosamina e condroitina são ingredientes essenciais no suporte articular, pois favorecem a lubrificação e nutrição das cartilagens.
  • L-carnitina: nutriente que ajuda a transformar a gordura em energia, tornando-se importante na manutenção do peso dos patudos.
  • Anti-oxidantes: por exemplo, a vitamina E e os carotenóides impedem a oxidação e envelhecimento celular, e estimulam o sistema imunitário.
  • Ácidos gordos: consideramos o ómega 3 e o 6, presentes em óleos vegetais (linhaça e girassol) e óleos de origem animal (óleo de salmão). Além de integrarem a cadeia de regeneração da pele e do pêlo, estimulando a saúde dermatológica, têm ação anti-inflamatória natural.

Ana Matias

Médica Veterinária

Quais os sinais clínicos de alergia alimentar?

A alergia alimentar é um problema que também pode afetar os nossos patudos, mas por vezes os sinais podem ser confundidos ou passar despercebidos. Conheça os sinais que o podem fazer desconfiar desta condição.

O que são alergias alimentares?

É uma reacção do organismo a determinados alimentos, normalmente uma fonte de proteína, mas pode ser qualquer ingrediente, que desencadeia uma série de sinais clínicos no animal, mais ou menos severo, consoante a sua sensibilidade.

Sinais de alergia alimentar em cães

Os sinais de alergia alimentar podem surgir rapidamente, minutos ou horas, após a ingestão do alimento, ou mais tardiamente.

  • Prurido – Este é o principal sinal de alergia alimentar, mas também pode ser sinal de qualquer outra alergia de outra causa, como ambiental ou por contacto, ou outros problemas dermatológicos. Assim, se o seu cão apresentar prurido não significa que esteja perante uma alergia ambiental, pois para confirmar é necessário sempre uma avaliação completa.
  • Pele vermelha – Mais uma vez este não é um sinal exclusivo de alergia alimentar, mas quando presente com outros sinais como o prurido e uma avaliação pelo veterinário sugestiva, pode ser também um forte indício deste problema no patudo.
  • Otites – Cães com alergias alimentares podem apresentar otites recorrentes, que muitas vezes depois de tratadas voltam a surgir em pouco tempo. O mais comum é aparecerem em simultâneo com outros problemas dermatológicos como o prurido e pele vermelha, mas podem também surgir isoladamente.
  • Vómitos e diarreia – Apesar dos sinais cutâneos serem mais comuns em situações de alergia alimentar em alguma situações os sinais gastrointestinais também pode estar presentes.

Como saber se é alergia alimentar?

Uma vez que os sinais de alergia alimentar não são exclusivos desta condição, o aparecimento dos mesmos requer sempre uma avaliação para verificar qual a sua causa.

Se o seu patudo apresentar estes sinais deve consultar o seu veterinário para que após uma avaliação faça o diagnóstico.

Se surgirem apenas sinais dermatológicos é possível que o seu veterinário requeira alguns exames para descartar a existência de outras patologias, pois na maioria das vezes o diagnóstico de alergia alimentar pode ser realizado por exclusão.

Podem também ser recomendada uma dieta de eliminação de forma a descartar a hipótese de alergia alimentar. A dieta de eliminação consiste em dar uma ração com uma fonte de proteína diferente de todas as que o animal alguma vez tenha ingerido. Posteriormente, caso tenha havido melhoria volta-se a introduzir a dieta antiga e, se os sintomas voltarem, conclui-se que a causa seria a alimentação.

Existem também análises ao sangue que podem ser realizadas para detetar se o animal é alérgico a determinados alimentos.

O ideal, é caso o seu patudo apresente estes sintomas ou desconfie que possa sofrer de alergia alimentar, consultar o seu veterinário assistente.

Patrícia Azevedo

Médica Veterinária

Porque é que o meu cão tem fezes moles?

Um dos motivos de consulta no veterinário mais comum é sem dúvida a alteração das fezes. A qualidade das fezes demonstram-nos como está a ser feita a digestão e são um sinal importante de que algo pode não estar bem.

O que pode provocar fezes moles?

  • Alteração de dieta
  • Ingestão de algum alimento não apropriado para cães (comida cozinhada condimentada, doces, salgados, …)
  • Sensibilidade/ alergia a um elemento da alimentação
  • Gastroenterite
  • Parasitas ou Bactérias
  • Alteração da flora gastrointestinal
  • Ingestão de um corpo estranho
  • Doença sistémica

As fezes moles também podem acontecer em momentos de stress, onde não existe nenhuma causa clínica aparente.

O que devo fazer se o meu cão tiver fezes moles?

Se o seu cão tiver alterações na fezes de forma continuada é essencial contactar o seu médico veterinário habitual. Dependendo do historial clínico e da anamnese realizada, o profissional decidirá qual será o próximo passo.

Quais os exames mais comuns em alterações gastrointestinais?

Exames:

  • Coprologia – colheita de fezes para despiste de parasitas
  • Coprocultura – cultura das fezes para despiste de bactérias
  • Análises gerais – alterações nas fezes pode ser um sinal clínico de uma patologia sistémica
  • Análises específicas – pâncreas (despiste de pancreatite ou insuficiência pancreática)
  • Ecografia abdominal – muitas vezes o exame de eleição para ser observado todo o trato gastrointestinal
  • Radiografia abdominal – observação do trato gastrointestinal, muito utilizado no despiste de corpos estranhos
  • Laparoscopia exploratória – exploração cirúrgica do abdómen do animal quando com os outros exames não é possível chegar a um diagnóstico definitivo

Tratamento

O tratamento vai sempre depender da causa que está a provocar a alteração nas fezes. Existe também casos em que este tipo de fezes são transitórias e não é necessário fazer nenhum tratamento.

Para umas fezes normais uma boa alimentação com produtos de qualidade é essencial.

Inês Santos

Médica Veterinária

Cães dominantes vs cães submissos – o que saber sobre o tema!

Relativamente à dominância vs. submissão dos nossos patudos, o correto é dizer: o meu cão apresenta comportamentos dominantes ou submissos em certas situações. Quando isto acontece está sempre associado um recurso (comida, brinquedos, espaço etc).

Assim sendo, podemos tentar entender que tipo de comportamentos é que os nossos patudos apresentam em determinadas situações e tentar categorizá-los. No entanto, é importante entender que estes comportamentos não são estanques, ou seja, numa determinada situação um cão pode apresentar comportamentos dominantes e noutra comportamentos submissos.

Quando está presente um recurso e um cão, por exemplo, mostra os dentes, rosna, ladra, eriça o pêlo e /ou mantém uma postura rígida com a aproximação de algo ou alguém, podemos entender como estando a ter um comportamento dominante. Este tipo de comportamento pode acontecer intra ou inter- espécies, o que significa que pode aparecer entre cães, cães para pessoas, cães para gatos, etc.

Nestes casos é essencial não confrontarmos (ralhar, bater, tentar retirar o recurso) o nosso patudo, pois poderá despoletar agressividade. Por outro lado, devemos tentar entender o que está a causar este comportamento e como o podemos contornar: treinar para que nos permita aceder ao recurso, retirar esse recurso ou pedir ajuda a um treinador profissional !

Agora, imagine o seguinte cenário: um cão com comportamento dominante em relação a um recurso perante um segundo cão. Caso o segundo desvie o olhar, lamba os lábios, baixe as orelhas, se deite ou afaste do recurso podemos dizer que está a ter um comportamento submisso! Durante este comportamento são apresentados sinais de calma 😊

NOTA: Durante um comportamento dominante nunca há agressividade!

Avalie o seu patudo em diversos momentos e verá como agora tudo faz mais sentido !

Caso tenha alguma dificuldade em resolver algum tipo de problema de comportamento não hesite em pedir ajuda profissional, quanto mais cedo resolver mais fácil será ! 😊

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Dificuldade de aprendizagem em cachorros

Treinar um cachorro pode ser um pau de dois bicos: absorvem tudo de forma extremamente rápida mas, por outro lado, distraem-se muito facilmente. No entanto, existem muitas formas de os manter motivados e tornar essas distrações em algo bom!

– Entender o que motiva o seu patudo a manter a concentração ( tipo de comida, brinquedos, brincadeiras).

– Ao ensinar alguns sinais (senta, deita, dar a pata) por vezes tudo se torna mais fácil se usar uma recompensa de alto valor (salsicha, fígado, frango, por exemplo). Isto fará com que o seu patudo esteja muito mais motivado para aprender e as distrações não tenham tanta importância.

– Se o seu patudo for socializado e habituado a muitos tipos de estímulos (cães, barulhos de carros, ruídos altos, etc) será muito mais fácil que mantenha o foco pois esses estímulos já não serão novidade e consequentemente não terão tanto interesse.

– Não faça sessões de treino muito grandes. Intervale os treinos com passeios ou brincadeiras a casa 5/ 10 min de forma a que o seu patudo não perca o foco.

– Entre os 6 a 8 meses, por vezes pode parecer com que o seu patudo desaprendeu tudo o que aprendeu pois está na “fase de adolescência”. Mantenha os treinos consistentes!

– Seja consistente e previsível! Em cachorros é fundamental eles terem muito bem definido o que podem e não fazer. Por exemplo, se não pode ir para a sua cama, ninguém pode permitir que suba , pois ele não conseguirá distinguir quando e em qual cama pode abrir a exceção.

Disfrute dos momentos que passa com o seu patudo! Tenha paciência e seja consistente 😊

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

O meu cão está com dificuldade em levantar-se: será um problema ortopédico?

Ao contrário do que a maioria dos tutores pensa, os motivos que podem provocar dificuldades no seu cão ao levantar-se são variados e não apenas de origem ortopédica.

Assim sendo, se o seu patudo demonstra relutância a levantar-se, procure ajuda Médico Veterinária. É importante fazer uma avaliação clínica e alguns exames para se conseguir perceber qual o problema associado e, dessa forma, iniciar o tratamento adequado.

Quais são as causas mais comuns que podem provocar nos cães dificuldades a levantarem-se?

A maioria das alterações ortopédicas são responsáveis por dor que provoca desconforto ao cão quando se levanta ou mesmo durante o seu movimento. Porém, outras causas de dor podem ter o mesmo efeito: dor de barriga (por problemas gastrointestinais ou hormonais) ou deficiências do sistema neurológico.

Destacamos:

  • Displasia da anca: doença hereditária que afeta, principalmente, cães de raça grande. Provoca dor na articulação da anca (coxo-femoral) e atrofia muscular.
  • Artrose/osteoartrose: doença degenerativa das articulações, que surge nos cães mais velhos.
  • Doenças do disco vertebral (discopatia): hérnias discais ou outras lesões que provoquem compressão da medula espinal (por ex: Síndrome de Wobbler).
  • Mielopatia degenerativa: de origem genética, leva a uma redução progressiva na locomoção, com parálise dos membros. Em casos mais severos, ocorre parálise dos músculos respiratórios e morte.
  • Cólica abdominal: na presença de dor de barriga, seja de que origem for, o patudo adota uma postura arqueada típica (posição antiálgica) e demonstra relutância a levantar-se ou a andar. Privilegia assim, os momentos em que está sentado para se sentir confortável.
  • Excesso de peso/Obesidade: nestes casos, as articulações dos cães estão em esforço extra para conseguirem suportar o seu peso. Essa condição conduz a um desgaste osteoarticular e consequentemente dor. Controle a alimentação do seu patudo: escolha uma ração apropriada e de elevada qualidade. O aconselhamento nutricional, para implementar o melhor esquema alimentar (quantidade diária recomendada e número de refeições por dia) é também fundamental.

O que posso fazer para ajudar?

Após contatar o Médico Veterinário habitual, poderá iniciar a terapêutica que ele aconselhar.

Geralmente, após resolvido o problema inicial, a dificuldade a levantar-se desaparece!

Nos casos de alterações ortopédicas e neurológicas, a fisioterapia e hidroterapia têm-se demonstrado úteis, assim como a acupuntura Veterinária. Também a utilização de condroprotetores na dieta ou como suplemento evidenciou benefícios na redução da dor de origem articular.

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como escolher snacks para o seu cão?

Os snacks e as “guloseimas” são formas de tornar a alimentação um pouco mais interessante e tentar “variar” ligeiramente daquela que deve ser uma dieta constante e que deve ser a base da nutrição dos nossos patudos.

Mas a escolha do tipo de snack também é importante!

Antes demais, é importante ter em conta que os snacks devem ser oferecidos com moderação e como complemento a uma dieta rica e balanceada 😊

Se ocasionalmente der snacks ao seu cachorro, estes nunca devem representar mais de 10% da alimentação total do seu cão para evitar perturbar o valor nutricional de uma ração equilibrada.

Se por exemplo, o nosso patudo está em treino, pode ser preferível usar grãos da sua própria ração ao invés de snacks, para garantir que não excedemos o máximo recomendado diário.

Como escolher snacks:

  • Deve introduzir um snack de cada vez na sua alimentação e nunca misturar vários ao mesmo tempo. Desta forma vai conseguir perceber se o patudo se adapta a ele ou não, ou se lhe causa alguma alteração gastrointestinal.
  • Pode optar por snacks comerciais prontos a consumir, ou por produtos mais naturais: pedaços de frutas, cortados em pequenos pedaços e sempre sem caroços também podem ser ótimos snacks.
  • Recomenda-se ter uma lista em casa de alimentos tóxicos para os cães para que estes nunca sejam erradamente introduzidos como snacks. Pode ler sobre alguns destes alimentos tóxicos neste artigo.
  • Evite formulações ou ingredientes que saiba previamente que o seu animal reage mal ou apresente alergias.
  • Evite pedidos de comida à mesa e de petiscos

Aproveite para dar os snacks favoritos como recompensa por bom comportamento e torne o treino num momento divertido 😊

Helena Ferreira

Médica veterinária de Animais de Companhia