Midríase Canina

A midríase é a dilatação da pupila (zona preta do olho) causada pela contração do músculo dilatador da pupila, fazendo com que esta aumente de tamanho.

As causas de midríase podem ser:

  •  naturais (stress ou excitação);
  • produtos químicos;
  • medicamentos;
  • ingestão de plantas;

Podem haver alguns sintomas concomitantes, como sendo:

  • prostração;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • sinais neurológicos ( tremores, convulsões);

Quando as causas da dilatação da pupila não são naturais, é fundamental realizarem-se exames médicos (análises de sangue, ecografia ou radiografias) de forma a entender o que está a provocar a alteração.

O tratamento varia muito com a causa. No entanto, haverá redução tamanho da pupila com o tratamento da causa primária!

Caso suspeite de algum problema com o seu patudo não hesite em dirigir-se ao seu médico veterinário!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Saiba porque não deve deixar o seu cão dar-lhe beijos na cara

Então porquê??

Não tem a ver só com o que podem transimitir na saliva… que já é bastante. Mas também com o facto de que os cães passam mais de metade da sua vida com os seus narizes a farejar e a  tocar em tudo, incluindo fezes de outros cães ou, muitas vezes, as próprias fezes.

Das piores bactérias que podem trasmitir através das fezes encontram-se a Salmonella, a Campylobacter (que provoca gastro-enterites severas e é das principais causas de intoxicação alimentar – muitas vezes não nos lembramos do que comemos??) e a E. Coli. A isto, são o que nós chamamos de doenças zoonóticas, ou seja, doenças transmitidas de animais para humanos e vice-versa.

Além de batérias, os nossos cães também podem transmitir parasitas – pois mesmo estando eles desparasitados, podem ter contactado com ovos de parasitas nas fezes de outros cães.

Quem deve acima de tudo ter especial cuidado?

Pessoas com o sistema imunitário fragilizado, como é o caso de quem faz quimioterapia, pessoas com HIV, e crianças, por exemplo.

Há parasitas que nestes casos podem levar a problemas sérios de saúde, como é o caso da Toxocariose, presente nos cães e nos gatos, e que pode levar a cegueira – e por este motivo é tão importante desparasitarem o vosso cão regularmente e seguindo o aconselhamente Médico-Veterinário.

E do ponto de vista do seu cão?

Há efectivamente, alguns cães que podem não gostar de serem beijados – resultando num factor de stress para eles. Se eles lutarem contra isso e/ou virarem a cabeça para o lado, são sinais que nos transmitem que se calhar… não querem muito esse tipo de mimo.

Mas no fim, é assim tudo tão linear?

Não! Nem tudo é certo, nem tudo é errado. Aliás, por outro lado, temos evidências de que crianças que contactam desde cedo com animais de estimação (e vão beija-los e por a mão à boca depois de os tocar) levam a que desenvolvam um sistema imunitário mais forte.

Assim como umas lambidelas dos nosso companheiros de quatro patas nos deixam super felizes e bem dispostos. No entanto, se conseguirem, beijinhos no ar sempre 😊 e muitas festinhas para uma dose cheia de mimos!

Ana Pinto

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Treinar o meu cão a ficar na jaula

A forma ideal de começar este processo será o mais cedo possível. Ou seja, quando o cão é ainda cachorro para ser um processo mais simples. A habituação à jaula será um processo prolongado mas não tem que ser aborrecido! Servirá para criar laços com o seu companheiro e passar mais tempo com ele.

Comece por comprar uma jaula grande o suficiente para que ele tenha espaço para se deitar, sentar e até brincar. No entanto, se o seu patudo em adulto for um cão de porte grande ou gigante e tiver pouco espaço poderá optar por uma transportadora, o processo é igual.

Inicialmente, deixe-o entrar e sair da jaula conforme a vontade do seu patudo. Pode incentivá-lo a entrar espalhando comida no chão. Se ele se deitar dentro da jaula por vontade própria, reforce!

Em seguida habitue-o a entrar e sair com reforço (comida ou brinquedo), várias vezes. Reforce quando entra e sai da jaula conduzido por si  (com a comida na mão, conduza-o para entrar e sair da jaula), dizendo “ninho”, “sai” (ou as palavras escolhidas por si). Numa fase mais avançada, reforce-o após obedecer ao seu sinal de sair ou entrar, e repita-o inúmeras vezes de forma a que fique bem apreendido.

Depois é fundamental que o ensine a ficar dentro da jaula/ transportadora durante uns minutos para que se comece a habituar a ficar sozinho. Faça-o entrar, reforce, feche a porta, reforce e afaste-se uns metros ou vá para outra divisão da casa durante um minuto. Se o seu companheiro estiver calmo, abra a porta e reforce-o! Da próxima vez, aumente o tempo de ausência. Caso fique agitado, na próxima tentativa de fechar a porta, fique junto à jaula e vá reforçando da zona de fora. E tente novamente. Não há problema nenhum em ter que recuar no processo de aprendizagem do seu patudo para que possa chegar ao resultado pretendido!

Durante a noite o processo deverá ser o mesmo, no entanto será por um período de tempo bem mais longo. Assim, experimente deixar um brinquedo para que se entretenha durante a noite (escolha um que seja indicado para quando está sozinho e que não o deixe demasiado excitado).

Todo este processo varia muito de cão para cão, pois cada um tem a sua personalidade e a sua forma de aprender. Não desista caso não consiga à primeira. Com tempo e paciência irá conseguir.

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Fazer uma massagem ao seu cão passo a passo

Como é que posso fazer uma massagem ao meu cão?

Local: deixe que o seu cão escolha um local onde se sente relaxado e seguro para que possa iniciar a massagem. Se quiser pode colocar uma música ambiente para que o seu cão comece a relaxar.

Idealmente, para fazer a massagem o cão deve estar deitado. Contudo, ao início pode ser um pouco complicado que se deite logo, então comece por fazer uma festas suaves desde a cabeça até à cauda para que o processo de relaxamento comece.

Quando tiver mais calmo inicie a massagem:

  • Comece por massajar a cabeça e o pescoço – use a pontas dos seus dedos e a mão e faça movimentos lentos e circulares pela cabeça e pescoço, com mais ou menos pressão que depende do gosto do patudo, tamanho e gordura. Pode começar pelo focinho e ir continuando lentamente.
  • Continue pelos ombros – mantenha os movimentos circulares e lentos. Isto vai permitir que o seu cão continue a relaxar, cada vez mais
  • Continue os movimentos circulares e lentos dos ombros e por toda a coluna vertebral. De seguida use apenas a ponta dos dedos em movimentos lentos e circulares.
  • Enquanto continua a massajar dos ombros até à cauda o seu cão, coloque uma das suas mãos sobre uma das patas de trás e, delicadamente, aperte a pele entre os dedos fazendo ao mesmo tempo um movimento circular.
  • Com o polegar massaje o pé, sempre com movimentos lentos e circulares. Passe para a perna e suba até à coxa, aqui pode usar a palma da mão. Antes de retirar por completo as suas mãos da pata em que está a mexer, inicie o mesmo processo da outra pata.
  • Prossiga a massagem passando para a barriga e peito, com movimentos circulares lentos e com pouca pressão.
  • Passe para as patas da frente, uma de cada vez e usando a mesma técnica das patas de trás.
  • Termine a massagem do seu cão da mesma forma de começou, com festas suaves e lentas que percorram desde a cabeça à cauda.

Recomendações:

  • Respeite o seu cão caso exista alguma zona que não se sinta confortável/não goste de ser massajado, não insista e passe para a outra zona.
  • Tal como o treino, sempre que for realizar uma massagem, diga-lhe. Com o tempo vai associando a palavra “Massagem” e vai quer deitar-se logo.
  • Não massaje o seu cão se está doente ou com alguma ferida/lesão na pele.
  • Não use óleo ou cremes durante a massagem.

Aproveite o momento incrível que está a criar com o seu cão 😊

Maria Mariano

(Médica Veterinária)

Como manter o seu cão refrescado no verão: 5 dicas

Evitar saídas à rua nas horas de maior calor

O pêlo dos cães aumenta a sua temperatura corporal e as suas patinhas estão sempre expostas diretamente ao chão. Se experimentarmos colocar a nossa mão no chão, num dia de calor entre as 11 horas e as 18 horas vemos que está insuportável. Assim, nos dias de Verão, deve evitar passear o seu cão nestas horas: o passeio matinal deve ser feito mais cedo, antes do sol estar forte, e mais tarde deve sair quando o sol está mais fraco, a partir das 18 horas.

Utilizar meios refrescantes como ventoinha e ar condicionado

Sempre que estiver dentro de casa e notar que o clima possa estar quente, deve ligar a ventoinha, ar condicionado ou outro meio para refrescar o ambiente e ajudar o seu cão a manter-se fresco.

Tosquiar os cães com pêlo mais comprido

Se o seu cão tiver o pêlo comprido e passível de ser aparado ou tosquiado, estes são processos que podem ajudar a manter o seu animal mais fresco.

Utilizar toalhas molhadas com água fria

Se as temperaturas forem extremas e o seu cão tiver acesso ao exterior, podem ser usadas toalhas molhadas nos locais onde ele se possa deitar, ajudando assim a refrescar o corpo, baixando a temperatura corporal.

Deixar acesso a bacia com água

Se necessário, em animais com acesso ao exterior, pode ser disponibilizada uma bacia/piscina para cães com água (adequadas ao tamanho do animal, ou seja, de tamanho que permita deitar ficando sempre com a cabeça fora da água)  que possibilite que o cão se molhe se for necessário. 

 

O Verão é a estação do ano mais apetecível para realizar passeios e atividades ao ar livre mas são necessários muitos cuidados para evitar que haja aumento da temperatura corporal, evitando assim os golpes de calor. Não devemos nunca esquecer de ter sempre água fresca disponível, quer em casa, quer nos passeios matinais ou noturnos!

Joana Silva

Médica Veterinária

Guloseimas refrescantes para o seu cão

Sorvete de frango e manteiga de amendoim

Ingredientes:

  • 1 cubo de caldo de frango;
  • 1 chávena de chá de manteiga de amendoim;
  • 2 colheres de sopa de salsa triturada;

Modo de preparação:

1 – Numa taça misturar a manteiga de amendoim com a salsa triturada;

2 – Misturar o cubo de caldo de frango com água morna numa chávena de chá;

3 – Encher os moldes para cubos de gelo com o caldo de frango equitativamente até metade;

4 – Colocar no congelador e deixar repousar durante 1 hora;

5 – Encher o restante dos moldes com a mistura da manteiga de amendoim e salsa;

6 – Colocar no congeladora durante cerca de 4 horas.

Sorvete de manteiga de amendoim e banana

Ingredientes:

  • 4 iogurtes naturais sem açúcar;
  • 1 banana;
  • 2 colheres de sopa de manteiga de amendoim;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • Mirtilos.

Modo de preparação:

1 – Misturar todos os ingredientes, exceto os mirtilos, numa taça até possuir uma consistência uniforme;

2 – Colocar um mirtilo em cada molde para cubos de gelo ou moldes para gelados;

2 – Encher os moldes com a mistura;

3 – Colocar no congelador e deixar congelar.

 

Sílvia Honrado

Médica Veterinária

 

 

 

 

 

Doxiciclina para cães

A doxiciclina é um antibiótico de amplo espectro muito eficaz na eliminação de microrganismos Gram positivos e Gram negativos. É um derivado da oxitetraciclina e ambas pertencem ao grupo das tetraciclinas. O seu mecanismo de ação, semelhante ao de outras tetraciclinas, consiste, de uma forma simplificada, em impedir a síntese das proteínas desses microrganismos.

Está indicada num conjunto de patologias algumas das quais  respiratórias, broncopneumonias, faringites, otites, doenças causadas por hemoparasitas, infeções cutâneas, entre outras.

A absorção da doxiciclina não é influenciada pela presença de alimentos no sistema digestivo.   Pode ser considerado um fármaco de ação prolongada, sendo possível administrar apenas uma dose diária, com as vantagens adjacentes. A excreção é realizada principalmente pela via intestinal, sendo que não existem contra-indicações perante a existência de insuficiência renal.  Difere-se também das outras tetraciclinas por causar menos efeitos secundários.

Não deve ser utilizada nas fêmeas lactantes já que passa, na sua maioria, para o leite materno e, consequentemente, para os cachorros.  

Os comprimidos podem ser administrados inteiros, triturados ou até dissolvidos nalgum líquido. No caso de se optar pela administração do medicamento dissolvido em líquido, é necessário ingeri-lo de imediato.

É um medicamento que deve ser usado única e exclusivamente sob prescrição médica e se o seu médico veterinário o assim indicar! Tal como todos os antibióticos, deve ser usada com extrema precaução e responsabilidade.

Helena Ferreira

Médica veterinária de animais de companhia

Nexgard

O Nexgard é um desparasitante externo para cães que deverá ser administrado uma vez por mês. O seu princípio ativo é afoxolaner, tendo como objetivo tratar e prevenir infestações de pulgas e carraças. Pode ser administrado a partir das 8 semanas, sendo que abrange animais dos 2 aos 50 kg! A sua principal vantagem é ser tão palatável para os nossos companheiros, o que torna o momento de tomar o desparasitante muito mais fácil. Ao fim de 8 horas atinge o seu pico de eficácia, sendo um desparasitante de ação muito rápido.

É muito importante que se garanta a ingestão da dose completa, ou misturado com a comida, ou dado diretamente ao patudo. Deve ser sempre verificado se não houve nenhum pedaço que não tenha sido comido. Caso haja vómito nas duas horas após a ingestão, deve ser repetida a dose completa de Nexgard.

Este desparasitante não é repelente, o que significa que tantos as pulgas como as carraças podem ser encontradas no pêlo dos nossos cães. Para que os parasitas expostos ao principio ativo é necessário que piquem o cão e, consequentemente, pode haver transmissão de doenças.

Em relação a cadelas gestantes ou lactantes nunca foram realizados estudos que comprovem a segurança do Nexgard.

Cuidados a ter após a esterilização

Quando chega a casa

Após a cirurgia, é natural que a sua patuda esteja mais apática que o habitual. Apesar da cirurgia ser simples, é sempre uma mudança na vida do seu animal, por isso, dê-lhe tempo para que se adapte. Nesta fase, é importante mima-la e preparar um local confortável onde possa descansar.

Alimentação e água

Durante o período de convalescença, não se pretende que a sua cadelinha faça dieta, contudo, um aumento excessivo de peso também pode ser prejudicial. É importante ter em conta a qualidade da alimentação, em detrimento da quantidade. Uma dieta adequada para animais esterilizados terá menor teor de gordura para evitar que as cadelinhas ganhem peso na sequência da cirurgia, pois ocorre uma diminuição do metabolismo basal.

A água deve estar sempre à disposição.

Controlo da dor

Para controlo de dor, geralmente são prescritos anti inflamatórios não esteroides. Na maior parte dos casos, esta medicação é suficiente para deixar a sua patuda confortável. Um dos efeitos secundários desta medicação é irritação do estomâgo, por isso, deve administrar-la sempre após a sua cadelinha ter comido.

Hábitos de Higiene

A sua patuda terá uma sutura que deve ser mantida limpa. Idealmente, deve fazer a desinfeção dos pontos, uma a duas vezes por dia, com um produto adequado (clorhexidina, solução iodada, entre outros). Os pontos podem ser absorvíveis ou pode ser necessária a sua remoção ao fim de 10 a 12 dias. Deve ainda evitar que a sua cadelinha lamba a sutura, através do uso de colar isabelino ou roupa cirúrgica.

Nível de atividade

Durante os primeiros 10 dias após a cirurgia, é recomendável limitar o exercício físico da sua cadelinha, para não haver problemas na cicatrização dos pontos. Por isso, os passeios devem ser curtos e sempre à trela, para evitar que a sua patuda corra ou salte em excesso. Após a remoção dos pontos, a sua patuda pode voltar às rotinas habituais.

Se tem dúvidas relativamente às vantagens da esterilização, leia este artigo.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

O meu cão deve usar protetor solar?

O Verão é sinónimo de passeio, férias e diversão! Contudo, torna-se importante protegermo-nos do sol. O mesmo acontece com os nossos patudos, pois também eles podem sofrer de queimaduras solares e até desenvolver neoplasias cutâneas!

O protetor solar para cães protege-os das radiações ultravioleta (UVA e UVB), evitando os problemas a elas associados.

  • Por que o protetor solar também é importante para cães?

Tal como nos humanos, a radiação UV é nociva para os nossos patudos. Por esse motivo, o uso de proteção na pele contra os raios UV é importante nos cães. As principais doenças associadas à exposição solar sem proteção são as neoplasias, doenças auto-imunes e dermatites.

  • Todos os cães precisam de protetor solar?

Sim! A utilização de protetor solar deve ser transversal a todos os cães e deve ser aplicado sobretudo em zonas com menos pelo e mais expostas aos raios solares, como orelhas e nariz. Os cães de pelagem branca ou de pelo curto são os mais susceptíveis aos efeitos nocivos da radiação UV, exigindo cuidados redobrados!

  • É preciso passar o produto todos os dias?

É aconselhável utilizar protetor solar diariamente, sobretudo nos cães de pelagem branca ou curta. Muitos ficam expostos ao sol mesmo sem saírem de casa, nos seus jardins, varandas ou até mesmo através do vidro da janela!

  • Como e onde passar o protetor solar nos cães?

A dica é aplicar o produto nas áreas onde existem menos pelos, o que pode variar de patudo para patudo. As áreas mais comuns são o nariz, orelhas, barriga, em redor dos olhos e na risca do dorso onde ocorre a divisão dos pelos.

  • É necessário fazer a reaplicação do produto ao longo do dia?

Sim! Como nos humanos, os protetores solares devem ser reaplicados cada 3 horas a fim de manterem o seu efeito.

  • Posso usar protetor solar de humanos em cães?

Os protetores solares usados em humanos podem conter substâncias tóxicas para os cães, por isso é essencial que antes de os utilizar nos patudos se aconselhe junto do seu Médico Veterinário.

  • Quais são as outras formas de proteger os cachorros contra os raios UV?

Os cuidados devem ser os mesmos que temos em relação a nós, como dar preferência a locais com sombra e evitar a exposição solar durante as horas de maior calor (entre as 10h e as 16h). Os passeios no início da manhã e final da tarde devem ser privilegiados. Existem também roupinhas com proteção UV que protegem os cães das queimaduras solares, sobretudo na barriga e no dorso.

Ana Matias

Médica Veterinária