6 tipi di frutta che il tuo cane puó mangiare (e quelli che deve evitare!)

Che frutta posso dare al mio cane?

Ci sono diversi frutti che sono sicuri per i cani, essendo inclusi nella formulazione di diverse crocchette, grazie al loro alto contenuto di vitamine, minerali, caroteni e fibre. 6 esempi di questa tipologia sono: mela, banana, pera, pera, pesca, anguria e mango. Questi frutti devono essere dati a pezzettini o a fette o anche schiacciati. Nei giorni caldi, possono essere congelati e somministrati come “spuntino rinfrescante e salutare”.

 

Come posso dare questi frutti al mio cane?

Anche se i cani possono mangiare i 6 frutti indicati sopra,  la verità è che è necessario prendere alcune semplici precauzioni: 

 

  • Precedente rimozione dei semi e dei noccioli: non si devono mai dare i noccioli ai cani, perché oltre al pericolo di creare lesioni lungo il tratto gastrointestinale e di causare possibili ostruzioni, sono anche ricchi di sostanze potenzialmente tossiche, come nel caso del cianuro.
  • Quantità fornita: i frutti sono un apporto calorico supplementare rispetto alle crocchette, essendo abbastanza ricchi di zuccheri, che possono nuocere alla salute del tuo cane, se dati in eccesso. La regola di base, trasversale a qualsiasi “spuntino”, è che non deve rappresentare più del 10% delle calorie ingerite previste per la giornata.

 

Quali sono i “frutti proibiti”?

Ci sono alcuni frutti che mettono a rischio la salute dei nostri cani. 2 esempi sono l’uva che può causare insufficienza renale e l’avocado, che contiene una sostanza chiamata “persina”, che provoca vomito e diarrea. Gli agrumi, come l’arancia e il limone, anche se non sono tossici, vanno evitati, perché aumentano l’acidità gastrica, e possono provocare infiammazione dello stomaco (gastrite), soprattutto negli animali più sensibili.

6 frutas que los perros pueden comer (y las que deben evitar)

¿Qué frutas puedo darle a mi perro?

Hay varias frutas que son seguras para los perros, e incluso se incluyen en la formulación de varias dietas, debido a su alto contenido de vitaminas, minerales, carotenoides y fibras. 6 ejemplos son: manzana, plátano, pera, durazno, sandía y mango. Estas frutas se deben dar en pedazos/rodajas pequeñas o incluso trituradas. En los días calurosos, se pueden congelar y dar como un “snack refrescante y saludable”.

¿Qué cuidados debo tener al dar estas frutas?

Aunque las 6 frutas mencionadas anteriormente se pueden dar a los perros, la verdad es que es necesario tener 2 cuidados principales:

  • Eliminación previa de semillas y piedras: a los perros nunca deben dársele las piedras, porque además del peligro de crear lesiones a lo largo del tracto gastrointestinal y de causar posibles obstrucciones, también son ricas en sustancias potencialmente tóxicas, como es el caso del cianuro.

 

  • Cantidad suministrada: las frutas son una ingesta calórica adicional en relación con el pienso, son bastante ricas en azúcar, lo que puede dañar la salud de tu perro, si se administra en exceso. La regla básica, transversal a cualquier “snack”, es que no debe representar más del 10% de las calorías ingeridas y que están previstas para el día.

 

¿Cuáles son las “frutas prohibidas”?

Hay algunas frutas que ponen en peligro la salud de nuestros perros y, por lo tanto, nunca se les deben dar. Dos ejemplos son las uvas que pueden causar insuficiencia renal y el aguacate, que contiene una sustancia llamada persina, que causa vómitos y diarrea. Deben evitarse los cítricos, como las naranjas y los limones, aunque no son tóxicos, ya que al aumentar la acidez gástrica, pueden causar signos de inflamación estomacal (gastritis), especialmente en animales más sensibles.

Como introduzir o meu cão ao meu gato?

Culturalmente, existe uma ideia errada, perpetuada em contos infantis e explorada em filmes como o “Como Cães e Gatos” ou séries como os “Looney Tunes”, de que estas duas espécies de animais de companhia não se relacionam. A verdade é que cães e gatos não são “arqui-inimigos”, sendo possível conviverem em harmonia, através de interações saudáveis, dentro dos limites que os mesmos definem.

De facto, a ideia de que cães e gatos não podem dividir o mesmo espaço sem se “atacarem” ou que os canídeos manifestam sempre comportamentos de predação em relação aos felídeos é um mito, que está longe de ser verdade.

Qual a importância da interação precoce entre cão e gato?

É importante que durante o período de socialização, que decorre entre as 3 e as 12 semanas de idade nos cães e entre as 2 e as 8 semanas de idade nos gatos, que o elemento da outra espécie seja apresentado. Esta oportunidade de contacto fará com que, em idade adulta, a postura perante a presença do outro animal seja de reconhecimento e respeito, evitando que seja interpretada como uma potencial “ameaça”.

Como devo fazer a apresentação do meu cão ao meu gato?

Esta é uma fase crucial para o desenvolvimento da relação entre os 2 animais e que poderá ditar o sucesso ou não da sua co-existência futura. O mais importante é que as etapas do processo sejam previamente estudadas e que a introdução seja gradual, englobando 3 fases principais:

  • 1ª Fase: Contacto olfativo e sonoro – nesta fase inicial, ambos os animais deverão estar em divisões separadas da casa, sentindo o cheiro e o barulho do outro, mas sem se verem ou contactarem fisicamente.
  • 2ª Fase: Contacto visual – neste momento, apesar de se manterem em divisões diferentes para evitar o contacto, deverão estar separados por uma porta de vidro, onde já poderão visualizar-se de forma recíproca.
  • 3ª Fase: Contacto físico – na fase final, sob a vigilância atenta do tutor, deverão permitir o contacto direto, de forma a que se possam explorar, sentindo os seus diferentes odores, tocando-se e começando a interagir.

Estas fases terão uma duração individual variável, desde 1 a 3 dias, podendo o processo durar 1 semana ou mais, se assim for necessário. Na 3ª fase, tenha em atenção que nos primeiros dias, o contacto seja feito apenas sob a sua vigilância, não os deixando sozinhos, até que a relação entre eles e os limites da mesma sejam corretamente estabelecidos.

Quais os principais cuidados a ter durante este processo?

Os principais cuidados, para além do processo  ocorrer de forma gradual, são:

  • Gerir a atenção – o tempo que dispensa com cada animal deverá ser equilibrado, de forma a que não haja a competição pela atenção do tutor, fruto de “ciúmes“, o que poderá ter um impacto negativo na relação entre eles.
  • Tirar partido dos diferentes odores – cada animal tem o seu cheiro próprio e quer os cães quer os gatos são bastante sensíveis a isso. Desta forma, durante o processo de introdução, permita que o cão contacte indiretamente com o cheiro do gato e vice-versa, através das mantas, camas ou até brinquedos, para se habituar à nova presença.
  • Ter paciência – por vezes poderá ser um processo mais moroso, tendo em conta o temperamento de cada animal e, em alguns casos, poderá necessitar de retroceder no processo para garantir bons resultados, avançando posteriormente com maior segurança e eficácia.

Existem produtos que posso utilizar para ajudar?

Sim, existem no mercado, atualmente, várias opções para auxiliar o processo de adaptação de um novo animal. É o caso do uso das feromonas sintéticas como o Adaptil (para cães) e o Feliway (para gatos), que poderão ser difundidas em casa através, neste caso, de difusor. O objetivo é permitir reduzir os níveis de ansiedade, levando a que se sintam num ambiente mais seguro e confortável, propício a uma melhor aceitação do novo elemento.

Tal como o provérbio popular português diz, “depressa e bem, há pouco quem!”, por isso faça uma introdução lenta e gradual e prepare-se para o início de um dos tipos de relação animal mais interessante: a de cão e gato.

 

Tomás Magalhães

Médico Veterinário

Os cães sentem culpa?

Qual é a manifestação de “culpa” num cão?

Um cão quando compreende que fez algo de errado, pode exibir diferentes respostas. O habitual é ficar com a cabeça baixa, afastar-se do local onde fez a asneira e procurar a atenção do tutor, encostando-se ao mesmo e procurando o seu toque, ainda que evitando o contacto visual direto, ao desviar o olhar. Este comportamento mais típico é aquele que os tutores geralmente associam ao seu cão estar a “desculpar-se”.

Contudo, outros cães tendem a isolar-se por completo de forma a não confrontar os tutores.

Ainda existe um grupo de cães que não sentem a verdadeiramente “culpa” pelos seus atos reprováveis e que depois de fazerem a asneira, tendem a captar a atenção do tutor, conduzindo-o ao local do “delito”.

Como lidar com a “culpa” manifestada pelo cão?

A “culpa” que o cão possa sentir depois de fazer a asneira pode e deve ser aproveitada pelo tutor. Veja o que deve ou não deve fazer ao “culpado” lá de casa:

  • Evitar punir – um dos erros mais comuns é o tutor castigar quando detecta que o seu cão teve um comportamento impróprio. Essa abordagem fará com que ele fique mais ansioso, não interpretando a mensagem corretamente. Não se esqueça que a melhor forma de educar é através do reforço positivo, nunca o negativo!
  • Ignorar – a melhor forma de demonstrar o nosso descontentamento perante uma asneira, é ignorar o cão nos minutos que se seguem, ao invés de lhe “ralhar” ou castigar. Ele tenderá a procurar a atenção do tutor e perceberá que o seu comportamento foi errado quando este deixar de interagir consigo.
  • Valorizar quando este se redime – se de facto o cão se sentir “arrependido” da asneira (ex: urinou fora do sítio ou destruiu determinado brinquedo) e se a recomendação acima for seguida e realizada com sucesso, este tenderá numa próxima oportunidade a modificar a sua atitude, exibindo, desejavelmente, o comportamento pretendido (ex: urinar no local correto ou brincar sem destruir). Se assim for, recompense-o com um biscoito, um elogio ou atenção extra (técnica do reforço positivo).

E se o meu cão fizer asneiras, sem sentir “culpa”?

Se seguir as dicas acima e o seu cão mantiver os mesmos comportamentos, não os reconhecendo como errados, o trabalho terá que ser no sentido de o reeducar e em conseguir demonstrar o seu desagrado pelas manifestações reprováveis que ele exibiu, evitando o castigo.

Em cães que continuam a fazer a asneira, ainda que o tutor o chame para junto de si ou tente desviar a sua atenção, a técnica do “time-out” pode ser uma boa opção. Este método consiste em colocar o cão numa divisão à parte e logo que ele esteja mais calmo, voltar a permitir que ele regresse. Esta técnica resulta muito bem em cachorros.

 

Não se esqueça: não precisa de culpar o seu cão para ele se sentir “culpado” e se ele assim se sentir, já sabe como tirar partido!

Tomás Magalhães

Médico Veterinário

3 Remédios caseiros para alergias de cães

Quais são os sinais exibidos por um cão alérgico?

  • Prurido – é o principal sinal, levando o cão a coçar-se, lamber-se e, em alguns casos, a morder-se, o que poderá promover o aparecimento de feridas por auto-traumatismo.
  • Eritema – aspeto vermelho resultante da inflamação da pele.
  • Descamação cutânea
  • Alopécia –  zonas sem pelo, que é “arrancado” com os comportamentos continuados de coçar, lamber e morder decorrentes do prurido sentido.

O meu cão será alérgico a quê?

Existem vários tipos de alergia, sendo os mais frequentes: a alergia ambiental, a alergia alimentar, a dermatite alérgica à picada da pulga (DAPP) e a alergia de contacto. Em alguns casos poderemos ter mais do que uma causa presente. Recomenda-se uma consulta com o médico veterinário, de forma a que a causa subjacente à alergia seja investigada, de forma a endereçar o tratamento mais adequado.

O processo poderá ser longo e frustrante até que a causa seja estabelecida, tendo em conta que o diagnóstico é muitas vezes feito por exclusão dos diferentes tipos de alergia. Mas não desista, não há alergia que fique sem solução!

Que tratamentos existem atualmente para controlo da alergia de pele?

O tratamento da dermatite alérgica pode compreender o uso de produtos de aplicação tópica (situações mais localizadas) e/ou sistémica (quadros de alergia generalizada e/ou sintomatologia mais marcada).

Dentro do grupo dos produtos tópicos temos disponíveis toalhitas, cremes, pomadas e sprays, com o objetivo de reduzir a inflamação e irritação cutânea, bem como diminuir o prurido local. Os champôs terapêuticos também são amplamente utilizados com os objetivos referidos, bem como para remover os potenciais alergénios da superfície da pele, no caso de se tratar de uma alergia ambiental ou de contacto.

Já no grupo de produtos de ação sistémica, têm surgido cada vez mais produtos para controlar a sintomatologia associada desde os “tradicionais” fármacos, como a ciclosporina e a cortisona, até produtos mais recentes sem tantos efeitos secundários, como o apoquel (comprimidos diários) e o cytopoint (injetável mensal).

E em casa, há algum “remédio caseiro” que possa usar?

Sim, existem produtos caseiros que poderão ajudar neste tipo de quadros alérgicos.

Em quadros mais ligeiros poderão ser a solução para o problema, mas na maior parte das vezes não serão suficientes para o controlo total da situação, tendo geralmente um papel adjuvante ao tratamento instituído pelo seu médico veterinário.

Eis 3 exemplos que poderá experimentar:

  • Aloe vera: tem propriedades antibacterianas, antifúngicas e anti-inflamatórias, destacando-se também pela sua ação hidratante e regeneradora, bem como por acalmar de forma imediata a pele lesada. Apenas o “gel” que a folha contém deverá ser aplicado na pele, com o cuidado de impedir que o cão ingira, sob o risco de causar alterações gastrointestinais (ex: vómitos e/ou diarreia).
  • Óleo de coco: pode ser aplicado topicamente na pele ou fornecido por via oral juntamente com a  ração, contribuindo com uma ação anti-inflamatória, antioxidante, hidratante e de reparação cutânea.
  • Óleos de peixe: poderão ser administrados juntamente com a ração, com efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes potentes devido à alta concentração de ácidos gordos, principalmente ómega-3.

Além destes 3 produtos, existem outros que também poderá ter em casa e que poderão ser benéficos nestes quadros, tais como a aveia (usada para banhos) ou o azeite (colocado sobre a ração em pequenas quantidades).

Experimente estes “remédios caseiros” e veja a diferença na pele do seu animal. Mas não se esqueça de consultar primeiro o seu médico veterinário.

Está na hora do seu cão ter uma pele saudável e livre da vermelhidão e das comichões!

Tomás Magalhães      

Médico Veterinário

Husky: Personalidade e saúde

Os cães de raça Husky são originários da Sibéria, na Rússia. Têm uma aparência muito característica, que nos relembra os lobos, com um pelo bastante denso, de olhos castanhos ou azuis (ou até com um olho de cada cor!) e um peso que pode varia dos 15 aos 28 quilos.

Contexto atual da raça:

O husky siberiano foi originalmente usado como cão de trabalho, principalmente em tarefas de atrelagem. Devido a esta aptidão, é usado, na atualidade, nas “corridas de cães de trenó” realizadas em certas localidades da América do Norte e da Rússia.  É, ainda assim, fundamentalmente, um excelente cão de companhia.

É uma raça bastante apreciada pela sua morfologia e temperamento, tendo sido protagonista de vários filmes, tais como o conhecido “Antártida: Da Sobrevivência ao Resgate”. Observou-se também uma enorme procura desta raça, como resultado do sucesso global da série “Guerra dos Tronos”, cujos “lobos gigantes” tanto se assemelhavam a estes cães.

Algumas vezes é confundido com o seu primo, o Malamute do Alaska, maior e mais pesado.

Temperamento:

O husky é um cão extremamente inteligente, que aprende rápido se educado de forma correta e precoce, apesar da teimosia que o carateriza. É sociável quer com pessoas, como com outros animais, com os quais facilmente cria uma relação semelhante ao de “matilha”, pautada por companheirismo e lealdade. A sua resiliência faz dele um cão que se adapta facilmente a vários tipos de contexto, necessitando sempre de ter formas de desgastar a sua energia e de se sentir “ocupado”. Ainda que não seja uma raça que ladre muito, tende a vocalizar com frequência sob a forma do seu uivo caraterístico.

Cuidados a ter:

Os tutores de cães desta raça deverão ter 3 cuidados diários fundamentais:

Saúde:

As principais doenças às quais esta raça é predisposta estão relacionadas com alterações oculares, tais como a catarata juvenil, o glaucoma, a atrofia da retina e a síndrome úveo-dermatológico canina. Têm predisposição também para o lúpus eritematoso discóide, a epilepsia idiopática, a paralisia laríngea e a despigmentação nasal. Sendo uma raça de grande porte, as displasias do cotovelo e da anca poderão também afetá-la.

 

Tomás Magalhães

Médico Veterinário

O meu cão persegue a sua cauda. Porquê?

Porque é que o meu cão tenta agarrar a cauda?

Apesar da maioria das pessoas considerar que um cão faz isso por brincadeira, nem sempre é assim. Existem várias causas para ele exibir este comportamento, tais como:

  • Estímulos e atividade insuficientes: cães que não desgastam adequadamente a sua energia, mantém-se demasiado ativos e excitados, podendo apresentar este comportamento.
  • Ansiedade: situações como ficarem sozinhos, terem de contactar com novas pessoas ou animais ou serem sujeitos a ruídos fortes e “assustadores” (ex: trovoada; fogo de artifício) são vários contextos em que esta manifestação pode ser exibida, como resultado do aumento agudo dos níveis de ansiedade.
  • Tédio: cães com falta de entretenimento, podem perseguir a cauda como forma de distração.
  • Conhecimento e exploração natural do seu corpo: os cachorros, tal como as crianças, passam por um processo de autoconhecimento do corpo. Durante o mesmo, é normal que tentem agarrar a cauda, e não é de estranhar que numa primeira fase possam percepcionar aquela estrutura como um brinquedo e não como parte da sua anatomia.
  • Alteração do estado mental em idades avançadas: cães séniores podem desenvolver, com o tempo, algum grau de disfunção cognitiva, manifestando este tipo de comportamentos inadequados.
  • Comportamentos de compulsão: estudos recentes identificaram manifestações comportamentais em cães, muito semelhantes àquelas que são observadas em seres humanos diagnosticados com TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).
  • Problemas neurológicos: várias patologias que cursam com alterações do estado mental podem ter este tipo de comportamento como sinal. De realçar, a epilepsia idiopática.
  • Prurido ou desconforto na região perianal: o cão poderá tentar agarrar a cauda, como resultado de comichão e desconforto local, seja pela presença de pulgas, parasitas intestinais, inflamação/ impactação dos sacos perianais ou alergia (ex: alimentar).
  • Trauma: se a cauda tiver sido traumatizada (ex: ter ficado “entalada” numa porta), o cão tenderá a tentar agarrá-la, na tentativa de alívio da dor.

Quais os riscos e consequências deste comportamento?

Este comportamento, se repetido de forma sistemática, poderá acarretar consequências para a saúde do animal, resultantes do auto-traumatismo da região.

O que fazer para evitar este comportamento?

  • Ignorá-lo: se o tutor demonstrar que acha engraçada a situação, ele tenderá a repetir por considerar uma brincadeira. Se, por outro lado, o punir e castigar, irá aumentar-lhe os níveis de ansiedade, que poderão ser o que está justamente na base desta manifestação comportamental.
  • Redirecionar a atenção: assim que o veja a perseguir a cauda, ofereça-lhe um brinquedo para ele brincar.
  • Aumentar o nível de atividade: se conseguir mantê-lo entretido e a desgastar a sua energia diária, menos provável será que ele perca tempo atrás da cauda.
  • Identificar a causa subjacente: fale com o seu médico veterinário que, através da história e evolução deste comportamento, bem como do exame clínico, saberá explicar-lhe a origem do mesmo. Se considerar um distúrbio comportamental, como a causa principal, poderá ainda aconselhar-lhe uma consulta de comportamento, onde através de modificação comportamental e/ou a prescrição medicamentosa, se procurará eliminar esta prática.

Tomás Magalhães      

Médico Veterinário

Como evitar que o meu cão brinque sem destruir?

Como posso ensinar o meu cão a brincar sem destruir?

Se tem um cão que só sabe brincar a destruir tudo aquilo que lhe dá, então já se deve ter habituado a ver brinquedos completamente desintegrados espalhados pela casa. Este tipo de comportamento além de “pouco amigo da carteira”, uma vez que terá que os substituir com mais frequência, também poderá ter riscos para o seu cão, caso este ingira parte dos materiais que destrói.

A ideia será que o cão utilize os brinquedos como forma de distração própria e como veículo de interação com o tutor,  explorando, mordendo, agarrando com as patas, transportando-o pela casa, escondendo-o…mas nunca destruindo o mesmo.

É importante educar o seu cão no sentido de saber respeitar os brinquedos. Para isso, ficam aqui 2 regras que deverá ter em conta:

  • Iniciar e terminar a brincadeira: o tutor deverá ser sempre o responsável pelo início e término de uma brincadeira, de forma a gerir a mesma consoante o comportamento do cão e para assumir o controlo desses momentos.
  • Interromper comportamentos de destruição: se o cão começar a destruir um brinquedo, a brincadeira deverá ser interrompida de imediato e o brinquedo retirado. Pode ser dada nova oportunidade passados uns minutos, dando-lhe acesso de novo ao brinquedo: se ele já estiver mais calmo e brincar sem destruir, poderá retomar a brincadeira, se não, o brinquedo é de novo guardado. O objetivo é criar-se uma associação positiva, levando-o a perceber que brinca mais quando não destrói.

Existem brinquedos mais adequados para o meu cão “destruidor”?

Enquanto está a dar os primeiros passos no processo de educação do seu cão “destruidor”, há alguns brinquedos mais aconselhados e outros que deve evitar.

Os mais adequados são os brinquedos de nylon, devido à sua resistência e durabilidade. Os brinquedos tipo Kong são excelentes opções para este tipo de cães, aliando à sua estrutura forte e resistente, a possibilidade de introduzir comida no interior e garantir mais minutos de distração.

Já os peluches e as cordas deverão ser evitados em cães com comportamento destrutivo, pelo menos quando deixados sem vigilância, devido à facilidade de ingestão do algodão e das fibras que lhes estão associados, respetivamente, o que poderá promover alterações no trato gastrointestinal.

Quais os riscos se o meu cão destruir um brinquedo enquanto estiver sozinho?

Os brinquedos são uma excelente forma de distrair um cão durante o dia, enquanto os tutores estão fora. Contudo, alguns cães presenteiam o regresso dos mesmos com uma série de brinquedos destruídos. Este comportamento pode ser resultado de um temperamento mais ansioso, que se exacerba quando estão sozinhos, de se sentirem entediados ou mesmo da forma como aquele cão sabe, erradamente, brincar.

Os riscos deste comportamento são a ingestão de parte do material dos brinquedos que destroem (ex: algodão, fibras, pedaços de plástico,…), que dependendo da quantidade e do porte do cão, poderão ter efeitos secundários, resultantes da sua passagem pelo trato gastrointestinal do mesmo. Podemos ter desde alterações mais ligeiras como sinais discretos de gastrite e enterite (inflamação do estômago e do intestino, respetivamente) até situações mais graves como obstruções parciais ou completas e lacerações da mucosa gástrica ou intestinal.

Boas (e seguras) brincadeiras!

Tomás Magalhães      

Médico Veterinário

O que fazer quando o meu cão puxa ou morde a trela?

Os passeios ao exterior são dos momentos mais entusiasmantes do dia para um cão, representando o contacto com diferentes estímulos visuais, sonoros e, principalmente, olfativos. Dada a excitação e curiosidade subjacentes, alguns cães tendem a manifestar comportamentos indesejáveis, tais como puxar ou morder a trela.

O meu cão “não sabe passear”, nem “andar ao lado”. Qual a solução?

Muitos tutores debatem-se com este problema com os seus cães: durante o passeio, não conseguem mantê-los ao seu lado, nem acompanhar o seu ritmo de caminhada.

Trata-se de um comportamento de desobediência, que coloca em causa a qualidade e segurança do passeio.

A solução passa por fazer com que o cão perceba que o passeio é uma experiência a dois e que existem regras a serem cumpridas no exterior:

  •  Sempre que o cão puxa a trela, o tutor deverá parar de imediato o passeio, até que o cão interrompa este comportamento e a trela fique de novo folgada. Esta técnica deverá ser realizada de forma sistemática até que o cão estabeleça a associação de que se puxar, não passeia e de que se parar de puxar, pode continuar o passeio.
  • Alterar frequentemente o trajeto do passeio, inclusive durante o mesmo, de modo a que o cão perceba que é o tutor que “comanda” o passeio, guiando e não sendo guiado.

Como evitar que o meu cão esteja constantemente a morder a trela?

Este é outro comportamento que o cão pode exibir como resultado da excitação do passeio (não se esqueça que a trela é o objeto mais representativo deste momento!). Há alguns cuidados que deve ter para impedir que isto aconteça:

  • Nunca deixar a trela disponível ao acesso do cão em casa: a trela deverá ser colocada apenas no momento de sair para o exterior e deverá estar apenas associada a este período de tempo. O cão nunca deverá ter contacto com a trela noutra altura que não esta, para perceber que não se trata de um brinquedo com que pode brincar.
  • Parar de imediato o passeio, assim que o cão comece a morder a trela. A lógica é a mesma explorada acima: desconstruir esta manifestação comportamental e estabelecer uma associação positiva no passeio.
  • Ignorar este comportamento. A maioria dos tutores perante a exibição deste comportamento, tendem a puxar a trela para si e a punir verbalmente o cão. Isso só irá aumentar o seu grau de ansiedade e excitação, aproximando-se de uma situação de brincadeira com uma corda.
  • Leve biscoitos para o passeio de forma a premiar bons comportamentos durante o passeio (técnica de reforço positivo).

Qual a opção mais recomendada para o passeio?

Apesar de, durante muitos anos, a coleira ter sido a opção mais frequentemente utilizada, atualmente, os peitorais são os que reúnem maior consenso. As vantagens dos peitorais são:

  • Maior sustentação e controlo: o cão quando puxa, experiencia a força oposta de tração na zona do tórax, sendo imobilizado de forma mais eficaz. Além disso, muitos dos peitorais têm uma pega atrás que permitem ao tutor aproximar ou segurar o seu cão junto a si.
  • Maior segurança: ao exercer a força no peito do animal, não acarretam o risco das coleiras, que por exercerem pressão na região cervical, podem traumatizar as estruturas anatómicas daquela região.

Existem também peitorais/ arneses com argola à frente, que são uma excelente opção para cães que puxem, pois obrigam a que o cão se “vire” quando a trela fica sob tensão.

Em relação às trelas, se tem um cão que puxa, evite o uso das extensíveis, que aumentando a liberdade de movimentos, diminuem o controlo.

Para mais informações acerca das diferenças entre coleiras, trelas e peitorais, aconselho a leitura deste artigo acerca do tema.

Lembre-se que quem lidera o passeio é o tutor e não se deixe ser “puxado”… Boa sorte e bons passeios! 🙂

Tomás Magalhães     

Médico Veterinário