Treinar o meu cão a ficar na jaula

A forma ideal de começar este processo será o mais cedo possível. Ou seja, quando o cão é ainda cachorro para ser um processo mais simples. A habituação à jaula será um processo prolongado mas não tem que ser aborrecido! Servirá para criar laços com o seu companheiro e passar mais tempo com ele.

Comece por comprar uma jaula grande o suficiente para que ele tenha espaço para se deitar, sentar e até brincar. No entanto, se o seu patudo em adulto for um cão de porte grande ou gigante e tiver pouco espaço poderá optar por uma transportadora, o processo é igual.

Inicialmente, deixe-o entrar e sair da jaula conforme a vontade do seu patudo. Pode incentivá-lo a entrar espalhando comida no chão. Se ele se deitar dentro da jaula por vontade própria, reforce!

Em seguida habitue-o a entrar e sair com reforço (comida ou brinquedo), várias vezes. Reforce quando entra e sai da jaula conduzido por si  (com a comida na mão, conduza-o para entrar e sair da jaula), dizendo “ninho”, “sai” (ou as palavras escolhidas por si). Numa fase mais avançada, reforce-o após obedecer ao seu sinal de sair ou entrar, e repita-o inúmeras vezes de forma a que fique bem apreendido.

Depois é fundamental que o ensine a ficar dentro da jaula/ transportadora durante uns minutos para que se comece a habituar a ficar sozinho. Faça-o entrar, reforce, feche a porta, reforce e afaste-se uns metros ou vá para outra divisão da casa durante um minuto. Se o seu companheiro estiver calmo, abra a porta e reforce-o! Da próxima vez, aumente o tempo de ausência. Caso fique agitado, na próxima tentativa de fechar a porta, fique junto à jaula e vá reforçando da zona de fora. E tente novamente. Não há problema nenhum em ter que recuar no processo de aprendizagem do seu patudo para que possa chegar ao resultado pretendido!

Durante a noite o processo deverá ser o mesmo, no entanto será por um período de tempo bem mais longo. Assim, experimente deixar um brinquedo para que se entretenha durante a noite (escolha um que seja indicado para quando está sozinho e que não o deixe demasiado excitado).

Todo este processo varia muito de cão para cão, pois cada um tem a sua personalidade e a sua forma de aprender. Não desista caso não consiga à primeira. Com tempo e paciência irá conseguir.

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Nexgard

O Nexgard é um desparasitante externo para cães que deverá ser administrado uma vez por mês. O seu princípio ativo é afoxolaner, tendo como objetivo tratar e prevenir infestações de pulgas e carraças. Pode ser administrado a partir das 8 semanas, sendo que abrange animais dos 2 aos 50 kg! A sua principal vantagem é ser tão palatável para os nossos companheiros, o que torna o momento de tomar o desparasitante muito mais fácil. Ao fim de 8 horas atinge o seu pico de eficácia, sendo um desparasitante de ação muito rápido.

É muito importante que se garanta a ingestão da dose completa, ou misturado com a comida, ou dado diretamente ao patudo. Deve ser sempre verificado se não houve nenhum pedaço que não tenha sido comido. Caso haja vómito nas duas horas após a ingestão, deve ser repetida a dose completa de Nexgard.

Este desparasitante não é repelente, o que significa que tantos as pulgas como as carraças podem ser encontradas no pêlo dos nossos cães. Para que os parasitas expostos ao principio ativo é necessário que piquem o cão e, consequentemente, pode haver transmissão de doenças.

Em relação a cadelas gestantes ou lactantes nunca foram realizados estudos que comprovem a segurança do Nexgard.

Cinofobia: como ultrapassar o medo de cães?

O que é cinofobia?  Quais as principais causas?

Cinofobia é um medo extremo de cães, independentemente de serem meigos ou não, grandes ou pequenos.

Muitas vezes o pânico por cães vem de um susto ou trauma provocado por uma situação em que o animal foi agressivo ou teve uma reação mais imprevisível. Isto leva a que se possa perder a confiança no animal e, consequentemente, a um medo muito grande de cães.

No entanto há situações em que o medo vem de uma “sobre proteção” dos pais em relação aos filhos por receio que se possam magoar durante as brincadeiras com os patudos,  fazendo com que a criança se torne insegura em lidar com cães.

Como posso ultrapassar este medo?

Quando estamos perante pessoas com cinofobia é muito importante não forçar o contacto com o nosso patudo, por mais sociável e carinhoso que seja!

O tratamento terá que passar por investigar quais foram as causas de tanto medo/ fobia. Poderá haver a necessidade de ser acompanhado por um psicólogo de forma a que a superação seja bem apoiada e conduzida porque é essencial que tudo seja feito de forma gradual e que respeite os limites de cada um 🙂 Existem inúmeras técnicas para contornar esta fobia mas variam muito dependendo do que provocou o medo! No entanto o contacto com cães fará parte do processo.

Em muitos casos de crianças que têm medo de cães é muito comum vermos a adoção de um patudo para que esse medo seja quebrado. No entanto é muito importante que haja interação com outros cães para que o medo não seja mascarado 🙂

Com tempo e acompanhamento é impossível resistir ao amor que os cães têm para dar!

Sofia Galiza 

Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

Direito dos Animais

Artigo 1.º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2.º

a) Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar, violando esse direito; tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
c) Todos os animais têm direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.

Artigo 3.º

a) Nenhum animal será submetido a maus tratos nem a atos cruéis.

b) Se a morte de um animal é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Artigo 4.º

a) Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e a reproduzir-se.

b) Toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5.º

a) Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.

b) Toda a modificação desse ritmo ou dessas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito.

Artigo 6.º

a) Todo o animal que o homem tenha escolhido por companheiro, tem direito a que a duração da sua vida seja conforme à sua longevidade natural. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7.º

Todo o animal de trabalho tem direito a um limite razoável de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8.º

a) A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, científicas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.

b) As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9.º

Quando um animal é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado, sem que desses atos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor.

Artigo 10.º

a) Nenhum animal deve ser explorado para entretenimento do homem.

b) As exibições de animais e os espetáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11.º

Todo o ato que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.

Artigo 12.º

a) Todo o ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um crime contra a espécie.

b) A contaminação e destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13.º

a) Um animal morto deve ser tratado com respeito.

b) As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.

Artigo 14.º

a) Os organismos de proteção e salvaguarda dos animais devem ser representados a nível governamental.

b)Os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem.

Os nossos companheiros dependem de nós para os proteger! Vamos ser-lhes tão fiéis como eles são connosco 🙂

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

10 cães de raça pequena

1-Pug

O Pug é um raça cada vez mais conhecida! É o cão ideal para um apartamento pequeno, mas é um patudo que devido ao seu focinho achatado ressona bastante e é necessário ter isso em consideração no momento de o tornar o seu companheiro de vida

 2Chihuahua

O Chihuahua é das raças mais pequenas que existem por isso em qualquer ele conseguirá ficar confortável. A sua energia não tem fim, no entanto com alguns passeios conseguirá mantê-lo mais calmo e distraído.

3-Yorkshire Terrier

Uma raça muito conhecida por todos, é um cão muito apreciado pelo seu tamanho e pelo facto do seu pêlo não cair. São cães que adoram brincar e são perfeitos para quem tem crianças!

4-Jack Russel

Para além do seu tamanho, os Jack Russel são cães extremamente sociáveis e muito inteligentes. Apesar de terem muita energia, podem ser treinados para que consigam ficar calmos num apartamento. No entanto, será importante que seja passeado várias vezes por dia para desgastar a sua energia.

5-Lhasa Apso

Os Lhasa-Apso são pequenos companheiros de 4 patas que adoram ficar no seu canto a dormir. São cães muito fieis ao dono e tem um grande sentido de proteção. O seu pêlo necessita de bastante manutenção para que mantenha bonito e comprido.

6-Bulldog Frânces

A popularidade dos Bulldog Francês está espalhada por todo o mundo. São cães calmos e muito carinhosos. Adoram passar tempo a brincar com o seu dono mas uma boa soneca é sempre uma excelente ideia. Devido ao seu característicos.

7-West Highland White Terrier

Esta raça apesar do seu porte pequeno tem uma constituição muito robusta. Adoram passeios calmos mas podem ser longos, graças à sua resistência física. São extremante sociáveis e dóceis.

8-Shit-zu

Muito parecidos com os Lhasa-Apso, mas bastante mais preguiçosos. Não são cães de grandes passeios, sendo ideais para apartamento. De uma doçura e simpatia enormes! Adoram crianças e outros cães. O seu pêlo requer uma escovagem diária mas a sua queda é praticamente inexistente.

9-Cavalier King Charles

É uma raça que cativa só pelo seu olhar tão meigo. São cães que são indicados para toda a família pois adoram crianças e pessoas idosas. Não estranham ninguém, pedindo mimos a todo o tempo.

10-Pinscher

Os Pinscher são conhecidos em todo o mundo pelo seu ladrar tão constante. Apesar de muito pequenos têm um grande sentido de proteção dos seus donos estando alerta a todo o momento. Não se deixe enganar pelo seu tamanho! Se tiver liberdade, verá a quantidade de energia que o cão tão pequeno pode ter.

Sofia Galiza 

Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

Como voltar à rotina com o seu cão depois da quarentena

Ao contrário de nós, os nossos cães adoraram esta nossa nova rotina com toda a atenção e tempo para eles. Mas com o regresso à realidade anterior é fundamental que as coisas sejam feitas de forma calma e progressiva.

Se o seu patudo estiver habituado a estar sozinho não irá ficar tão “stressado” quando tiver que sair para ir trabalhar. No entanto, é importante que o vá habituando a ficar mais tempo sem si! Para isso, deverá acostumá-lo a ficar no espaço dele, sem ninguém por perto. Comece por deixá-lo 30 minutos, no dia seguinte 1 hora e assim sucessivamente. Não se esqueça de o recompensar sempre que fica sossegado!

Em casos de cães que sempre tiveram dificuldade em separar-se dos donos ou têm tendência a destruir tudo à sua volta quando estão sozinhos, ainda mais calma terá que ter! O processo de “desmame do dono” será o mesmo, mas com alguns cuidados extra, nomeadamente: deixar brinquedos de estimulação mental! Estes brinquedos vão ser desafiantes e irão distraí-los de forma a que o tempo passe e não destruam nada em seu redor. Mas atenção! Não deixe sempre os mesmos brinquedos, nem todos ao mesmo tempo para que o seu cão não perca o interesse 🙂

Além disso, para que o nosso amigo fique calmo durante várias horas é preciso que esteja cansado. Ou seja, antes de ir trabalhar passeie o seu companheiro o tempo que for preciso para que gaste a sua energia e durma quando chegar a casa. O ideal será dar-lhe a refeição antes de sair para passear para que possa fazer as suas necessidades no exterior e não tenha uma surpresa ao chegar a casa!

Com a chegada a casa, chegou a hora do mimo! Ao ver que se portou bem e esteve calmo, reforce-o com carinhos e alguma guloseima. No entanto, se ao chegar a casa e alguma coisa tiver corrido mal, não desanime. Repita o processo com outros brinquedos ou até com mais um brinquedo para que possa escolher! Evite zangar-se ou ralhar-lhe pois ele não irá compreender o que fez de errado aquando a sua chegada. Com tempo e paciência tudo correrá da melhor forma!

Uma dica extra é deixar alguma televisão ligada para que possa ouvir sons parecidos com os que ouvia quando os donos estavam em casa. Poderá ajudar a deixá-lo mais calmo!

Para que tudo volte ao normal o seu amigo precisa de si! Com carinho e paciência tudo correrá bem.

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Chip dos Cães: guia sobre o que precisa de saber

O que é o chip dos cães?

O chip ou Microchip é um dispositivo electrónico, que tem como principal objetivo evitar o abandono animal! Como? Então… o chip permite, quando registado no sistema informático, estabelecer uma ligação entre o animal e o seu proprietário (nome completo, morada, número de BI, contacto), fazendo com que possa haver uma responsabilização no cumprimento dos parâmetros legais, sanitários e de bem-estar animal!

A sua aplicação é obrigatória em cães, gatos e furões!

Como se aplica? E como funciona?

O microchip deverá, segundo a lei, ser aplicado até aos 120 dias de vida ou até à perda dos dentes incisivos de leite (quando não é possível saber a data exata de nascimento). Se tiver um patudo adulto sem microchip marque uma consulta de forma a colocar tudo em dia!

Este pequeno dispositivo (do tamanho de um grão de arroz) está associado a um número (número de microchip) e é colocado na face esquerda do pescoço dos nossos patudos. Este número será registado no Sistema Informático de Animais de Companhia  (SIAC) juntamente com todos os dados do proprietário. O número de microchip é verificado através de um dispositivo electrónico que lê o chip, o qual se encontra sob a pele dos nossos amigos de quatro patas.

O custo de colocar o microchip varia de sítio para sítio, mas deverá rondar os 15 euros!

Quais as vantagens dos chips nos cães?

  • Não é necessário substituir! Após a implantação do chip, este fica sob a pele a vida toda do nosso patudo!
  • Caso o animal fuja, será mais fácil de os reencontrar! Basta a pessoa que o encontrou dirigir-se a uma clínica/ hospital veterinário para que possam ler o chip, verificar se está registado e poderá, assim, entrar em contacto com o dono desse patudo !
  • Através do número de microchip conseguimos verificar se as vacinas da raiva estão em dia e que a esterilização foi realizada! O registo electrónico é feito pelo médico veterinário aquando a implantação (evitando que haja animais com microchip mas sem registo, que diminui a probabilidade de reencontro com o dono).

O chip é uma mais valia para protegermos os nossos companheiros caso se perca ou fuja! Não adie a sua colocação 🙂

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Sarna Canina

A sarna é uma doença dermatológica provocada por ácaros (ectoparasitas microscópicos). No entanto existem diferentes tipos de ácaros que, consequentemente provocam diferentes sintomas.

Destacam-se os seguintes tipos de sarna:

  • Sarna demodécica: é a mais comum em cães, sendo provocada pelo ácaro Demodex canis. Muitas vezes conhecida como a “sarna negra” é transmitida apenas entre animais. Este ácaro habita na pele dos patudos, porém quando, por algum motivo, existe diminuição da sua imunidade, a proliferação do parasita ocorre de forma descontrolada, culminando no aparecimento de sintomas. Pode também ocorrer transmissão da mãe para os cachorros durante o parto, mas nestas situações é raro desenvolver-se sintomatologia. A sarna demodécica pode surgir de forma localizada, mais característica em cachorros e por norma desaparece por si só. O pêlo cai à volta dos olhos e da boca. Já na forma generalizada, encontramos grandes àreas sem pêlo por todo o corpo. A pododermatite demodécica manifesta-se pela ausência de pêlo nas patas, muitas vezes associada a infeções secundárias.
  • Sarna sarcóptica: o ácaro responsável é o Sarcoptes scabiei, o qual não habita na pele saudável dos nossos animais. Transmite-se através do contacto direto, incluindo para os humanos! Por isso, é necessário termos cuidados redobrados ao tocar nos animais infectados! É um tipo de sarna  caracterizado por uma comichão severa!
  • Sarna Otodécica/ Sarna do Ouvido: é provocada pelo ácaro Otodectes cynotis, sendo mais comum em gatos. Afecta tipicamente as orelhas e os ouvidos, conduzindo a otites secundárias.
  • Sarna por Cheyletiella: Cheyletiella spp. É um ácaro mais comum em gatos, embora altamente contagioso em cachorros.

Quais os sintomas da sarna?

  • Comichão intensa;
  • Pele vermelha e inflamada;
  • Feridas;
  • Áreas sem pêlo;
  • Odor desgaradável da pele;
  • Perda de peso e apetite;
  • Pele muito escura e espessa, nos casos crónicos;

Como se contagia?

Sendo os ácaros parasitas oportunistas, desenvolvem-se quando as defesas dos nossos companheiros estão em baixo. Podem transmitir-se de mãe para cachorro durante o parto/amamentação e entre animais com contacto próximo.

Qual o meio de prevenção e tratamento?

A melhor forma de evitar a sarna nos nossos patudos é através da sua prevenção! As desparasitações externas feitas regularmente durante todo o ano irão proteger os nossos cães contra estes ácaros indesejados. Rotina de higiene controlada é também um bom aliado. Reforçamos os banhos, escovagens e tosquias para manter a pele e o pêlo saudáveis. Caso tenha havido contágio é fundamental evitar o contacto com outros animais para que não haja transmissão, bem como fazer a desinfeção dos objectos e locais em contacto com o infectado.

O tratamento baseia-se na administração de acaricidas e banhos terapêuticos para limpar, acalmar e hidratar a pele. Em certos casos poderá haver a necessidade de associar antibióticos para combater a infeção secundária associada.

A sarna é uma doença que provoca muito desconforto aos nossos patudos. A sua prevenção e tratamento passam por si e pelo seu Médico Veterinário, por isso não adie e tome os cuidados necessários!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

Pastor australiano: Informação sobre a raça

Características gerais da raça

Em adulto o seu peso varia entre os 18 kg e os 29 kg. A sua pelagem é, geralmente, malhada tendo como cores o preto, branco, vermelho e fulvo.

Têm uma esperança média de vida de 12 a 15 anos.

 Temperamento

O Pastor Australiano é energético e trabalhador, carinhoso mas tímido. Tem um grande sentido de proteção e é extremamente leal com o dono, no entanto pode ser desconfiado com estranhos. Sendo um cão muito inteligente é importante saber como exercitá-lo/ desafiá-lo, de modo a que não fique frustrado. Se for bem treinado, irá ter um cão obediente, dedicado a si e feliz! Como cão pastor, é natural que “pastoreie” grupos de pessoas e dê pequenas mordidas para juntá-las.

 Estilo de vida

Tendo em conta que são cães que precisam de fazer muito exercício diariamente, não é um cão que se vá dar bem em apartamento, a não ser que haja muita disponibilidade para passeá-lo. O ideal será ter áreas espaçosas onde possa correr e estimular os seus instintos naturais. Se estiverem acompanhados pelo dono, melhor! Estão sempre prontos para brincar.

Saúde

Apesar de serem cães saudáveis, o aperfeiçoamento genético levou-os a estarem mais predispostos a certas doenças, nomeadamente:

  • Oculares: cataratas e colobomas da íris;
  • Articulares: displasia da anca;
  • Hemolíticas: Doença de Von Willebrand (patologia que causa problemas de coagulação), Síndrome de Pelger-Huet (problemas no sistema imunitário);
  • Dermatológicas: Dermatite Solar Nasal (quando demasiado expostos ao sol);
  • Outros: sensibilidade à ivermectina (desparasitação) em certas doses; Cruzamentos naturais entre raças “bobtail” podem gerar cachorros com graves defeitos na coluna vertebral.

 Nutrição

Sendo o Pastor Australiano um cão com alta atividade física, é importante que faça uma ração adequada a esses gastos energéticos. O seu pêlo comprido também é um fator a ter em atenção, de forma a que esteja brilhante e não caia em excesso. Assim, uma ração de boa qualidade de, por exemplo,salmão será uma boa opção. No entanto, é importante ver em que estágio da vida (cachorro, adulto, sénior) o patudo se encontra de forma à alimentação ser adaptada.

 Higiene

  • Banhos: Mensal ou ocasional (a avaliar conforme atividade do animal e do local de habitação);
  • Escovagem: diário/semanal de forma a retirar pêlo morto;

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

           

           

Cão em apartamento: 5 dicas para um cão feliz

Uma excelente forma de promovermos o bem-estar e o conforto dos patudos em casa é através do enriquecimento ambiental. Fazemo-lo combatendo o tédio enquanto estiver sozinho e incentivando-o a demonstrar os seus comportamentos naturais (cheirar, escavar, morder, roer, etc). Como? Tome nota das seguintes ideias: usar um tapete peludo para esconder ração em diversos pontos, para que o seu cão se esforce para encontrar a recompensa, utilizando o faro; disponibilizar uma garrafa vazia e amassada, com ração no seu interior para ele descobrir como retirá-la. Vai adorar! Existem também opções comerciais de brinquedos onde podemos “esconder” comida e congelá-la! Desta forma, o acesso ao snack é dificultado e o seu cão terá de entreter-se mais um bocadinho para conseguir o que quer 🙂

Apelando à curiosidade dos nossos amigos de quatro patas, que adoram ver tudo o que se passa lá fora, podemos deixar-lhes uma janela com visibilidade para o exterior para que possam desfrutar da vista e divertirem-se um pouco. Enquanto “cuscam”, podem também trabalhar a audição, como se tivessem companhia todo o dia 🙂 Mantenha a televisão ou o rádio ligados na sua ausência… assim eles não se sentirão tão sozinhos! Até já existem canais televisivos para os patudos!

Para termos um animal equilibrado é importante darmos-lhe algum do nosso tempo! Rotinas como passear, no mínimo 3 vezes por dia, em horários mais ou menos fixos, são essenciais. Acredite que ele irá sentir a diferença 🙂 Associe esses passeios a exercício físico e brincadeiras. Estamos assim a criar um cão saudável, divertido e carinhoso. Após o passeio, vem o cansaço e consequentemente um ambiente tranquilo em casa.

Nunca é demais mimar o nosso amigo! Por isso nunca subestime a importância que brinquedo novo traz à sua vida. Ocasionalmente, ofereça-lhe um para fazê-lo sentir-se especial e acarinhado. Mas atenção! Não deixe todos os brinquedos disponíveis, para ele não perder o interesse por não saber qual escolher. Guarde uns e disponibilize outros rotativamente. Vai notar a sua felicidade como se de um brinquedo novo se tratasse!

Dedique tempo, amor e paciência ao seu companheiro. Para eles não interessa o tamanho da casa, apenas a companhia e atenção! Serão amigos inseparavéis 🙂

Divirtam-se!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia