Seborreia Canina

O que é a seborreia canina?

A seborreia é um sintoma dermatológico frequente que resulta de alterações na camada de lípidos presente na pele, de irregularidades na produção de sebo e de mudanças no tipo e na quantidade de bactérias e fungos que habitual residem na pele dos nossos patudos. Grande parte dos cães apresenta seborreia secundaria a outra patologia que os predispõe a um excesso de escamas cutâneas, crostas e/ou oleosidade. As principais causas de seborreia são problemas alérgicos, problemas hormonais e infeções (fúngicas / bacterianas).

Quais são os tipos de seborreia que existem nos cachorros?

A seborreia pode ser classificada em 2 tipos:

  • Seca: presença de escamas brancas / cinzentas (típica aparência de “caspa”), geralmente o pelo apresenta-se baço.
  • Oleosa: presença de escamadas gordurosas e com odor desagradável

O diagnóstico da seborreia canina

O diagnóstico do tipo de seborreia é relativamente simples e é feito por observação direta pelo médico veterinário. Posteriormente, deve ser investigada a causa dessa seborreia, sendo necessária a realização de exames complementares tais como, citologia cutânea, raspagem cutânea, análises de sangue, entre outros.

Cuidados a ter

O tratamento vai depender do tipo e da causa da seborreia, por isso, é importante que siga o tratamento prescrito pelo médico veterinário do seu patudo. Alguns cuidados básicos incluem:

 

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Drontal em Cães

Para que serve?

O Drontal, cujas substâncias ativas são o febantel (525 mg), o pirantel (175 mg) e o praziquantel (175 mg), é um desparasitante interno canino de amplo espectro que atua frente a céstodos (parasitas redondos), nematodes (parasitas achatados) e giardia (protozoário).

Doses recomendadas para o meu cão

Este desparasitante existe sob a forma de comprimidos palatáveis com sabor a carne, cuja dosagem, de acordo com o peso, é a seguinte:

  • 7-17,5 kg – ½ comprimido
  • 17,5-35 kg – 1 comprimido
  • 35-52,5 kg – 1  + ½ comprimidos
  • 52,5-70 kg – 2 comprimidos

Não necessita de dar este fármaco com comida ao seu patudo, mas pode faze-lo, se facilitar a sua toma. A frequência de administração vai depender do protocolo definido pelo médico veterinário, de acordo com as características do seu cão. Este desparasitante pode apenas ser administrado a cadelinhas gestantes no último terço da gestação. Por outro lado, não deve ser administrado a patudos com menos de 7 kilos.

Onde comprar

Pode adquirir o Drontal em clinicais e hospitais veterinários, ou em farmácias, mediante apresentação de receita médico veterinária.

 

Não se esqueça que o protocolo de desparasitação interna deve ser adequado ao seu patudo, por isso, não hesite em esclarecer qual a melhor opção junto do médico veterinário habitual.

Milbemax em Cães

Para que serve?

O Milbemax, cujas substâncias ativas são a milbemicina oxima (12,5 mg/ml) e o praziquantel (125 mg), é um desparasitante interno canino de amplo espectro que atua frente a céstodos (parasitas achatados), nematodes (parasitas redondos) e dirofilaria (parasita do coração).

Doses recomendadas para o meu cão

A dose recomendada depende do peso do seu patudo:

  • 5 – 25 Kg – 1 comprimido
  • 25 – 50 Kg – 2 comprimidos
  • 50 – 75 Kg – 3 comprimidos

Este fármaco não deve ser administrado a cães com menos de 5 kilos. A frequência de administração vai depender do protocolo definido pelo médico veterinário, de acordo com as características do seu cão.

Este fármaco deve ser administrado juntamente ou após uma refeição. É segura a sua utilização em cães reprodutores, incluindo cadelas gestantes e em lactação.

Onde comprar?

Pode adquirir o Milbemax em clinicas e hospitais veterinários, ou em farmácias, mediante apresentação de receita médico veterinária.

Se tiver dúvidas relativamente à desparasitação interna do seu melhor amigo, não hesite em aconselhar-se junto do médico veterinário. Não deixe o seu patudo desprotegido!

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Saiba tudo sobre Rottweilers

Características Físicas

  • Porte : Gigante
  • Peso : 40 – 65 kilos
  • Pêlo : Curto
  • Cor : preto com marcações castanhas
  • Esperança média de vida: 8 – 10 anos

Aparência

O Rottweiler tem um porte imponente e poderoso, que contrasta com os seus olhos em forma de amendoados, castanho-escuros e de tamanho médio. O seu pêlo é tipicamente da cor preto afogueado (corpo preto com as extremidades castanhas).

Um pouco de história

Na idade Média, em Rottweil, na Alemanha, os cães romanos tinham sido cruzados com cães de pastor locais de forma a criar o Rottweiler Matzgerhund. A inteligência e polivalência dos cães de Rottweil permitiam que fossem também usados na condução de gado.

No seculo XIX, quando a condução de gado foi proibida na Alemanha e o gado passou a ser transportado de comboio, o Rottweiler sofreu um decréscimo de popularidade.

Entusiastas da raça voltaram a promover a sua reprodução em 1900’s, tendo chegado à Gra Bretanha e aos EUA por volta dos anos 30.

Criação e Educação

O Rottweiller é um cão de guarda nato e pode ser agressivo com intrusos. Requer treino de obediência e mão firme, mas pode ser um animal de estimação afetuoso e calmo. É essencial uma socialização desde cachorro, para que se habitue mais facilmente a seres humanos e a outro animais.

Problemas da criação

São considerados uma raça potencialmente perigosa, não só pelo seu peso e a massa corporal, mas também pela força da mandíbula, por isso, o tutor deve investiver bastante tempo em treinos para que sejam estes cachorros se tornem adultos saudáveis e  sociáveis. Têm tendência para tentar morder tudo e mais alguma coisa, principalmente quando são filhotes, comportamento este que deve ser desencorajado precocemente, para que em adultos não o façam, correndo risco de magoarem o tutor, mesmo não sendo essa a sua intenção.

Cuidados de Saúde

Estão predispostos a alguns problemas de saúde, nomeadamente:

É um cão de fácil manutenção, requer apenas escovagem diária do pêlo para que este se mantenha em boas condições, associado à prática de exercício físico regular para que mantenha uma boa condição corporal.

 

Não se esqueça de ponderar bem antes de decidir adquirir ou adotar um patudo. Se tiver duvidas acerca de qual o cachorro mais apropriado para si, aconselhe-se junto do seu medico veterinário.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Desenvolvimento dos cachorros e cuidados a ter com eles

Do nascimento até às 4 semanas de vida

Nas duas primeiras semanas de vida, os cachorros estão completamente dependentes da sua mãe, sendo esta a responsável por lhes proporcionar alimento e calor, e por mantê-los limpos. A principal atividade dos cachorros nesta fase é dormir, acordando apenas para mamar, aproximadamente a cada 3 horas. A mãe, por sua vez, passa grande parte do seu tempo a lamber os seus filhotes, para que estes se mantenham limpos e para estimular a sua eliminação. Na ausência da mãe, o tutor deve estimular a região urogenital com uma compressa humedecida para que o cachorro consiga urinar e defecar. Em situações nas quais a mamã não esteja a amamentar ou em ninhadas com muitos cachorros, é recomendável que o dono alimente os cachorrinhos com leite de substituição específico para cães.

A partir das 2 semanas de vida, os cachorros já têm os olhos abertos e já ouvem melhor, estando mais atentos ao mundo em seu redor e interagindo mais com os seus irmãos e com a sua mãe. Nesta fase, é importante que sejam todos desparasitados internamente (mamã e filhotes). A desparasitação interna deve ser repetida a cada 15 dias até os cachorros terem 3 meses.

Das 4 às 8 semanas de vida

Durante esta etapa, a mãe começa a passar períodos mais prolongados fora do ninho, aumentando-os progressivamente, o que coincide com o desmame, que ocorre por volta das 6 semanas. Nesta fase, é importante oferecer aos cachorros ração especifica para a sua idade para que se comecem a adaptar, podendo esta alimentação ser intercalada com o leite materno durante a fase de desmame.

É importante referir que a partir das 6 semanas, já pode ser iniciado o protocolo vacinal nos cachorros, essencial na prevenção de várias doenças infecto contagiosas.

A partir das 8 semanas

Nesta fase, os cachorros são autónomos relativamente à alimentação, regulação da temperatura e eliminação. É nesta altura que estão mais permeáveis para o reconhecimento e aceitação das várias espécies, assim como de diferentes estímulos visuais e sonoros. É importante investir numa correta socialização do cachorro, para que cresça e se torne um adulto tranquilo e saudável. Aproveite esta fase para intercalar brincadeiras com treinos de obediência e siga as indicações do médico veterinário habitual no que diz respeito ao protocolo de vacinas e desparasitações.

O seu pequenote vai crescer num abrir e fechar de olhos, por isso, não hesite em desfrutar desta fase maravilhosa com ele.

 

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Disfunção Cognitiva: O que é?

O que é o Síndrome de Disfunção Cognitiva?

É uma patologia degenerativa que afeta o sistema nervoso central e se caracteriza por uma deterioração gradual das capacidades cognitivas do animal, sem que exista uma causa medica que justifique este processo. À medida que os nossos patudos vão envelhecendo, podem exibir alterações comportamentais típicas da idade, incluindo, responderem de forma mais lenta a estímulos habituais da sua rotina. Na realidade, alguns destes comportamentos podem ser indicativo de alterações relacionadas com demência.

A prevalência desta doença em cães está estimada em cerca de 22% em cães entre 9 a 10 anos e pode atingir os 73% em patudos mais velhos.

Quais os sinais clínicos?

Os sinais clínicos mais frequentes estão relacionados com:

desorientação (ficar a olhar para um ponto fixo, não reconhecer membros da família),

alteração das interações sociais (mais irritável, nervoso ou agressivo com outras pessoas ou animais),

alteração do ciclo de sono-vigília (dormir durante a manhã e estar mais ativo à noite, vocalizações noturnas),

alteração da aprendizagem e da memória (urinar / defecar em sítios inadequados, dificuldade em aprender comandos novos),

alteração dos níveis de atividade (diminuição da curiosidade, comportamentos repetitivos)

aumento do nível de ansiedade (aumento da ansiedade quando se separa do tutor, mais reativo /nervoso perante estímulos visuais / auditivos)

Apesar destes sintomas serem os mais comuns, não são os únicos que podem surgir, e, com a progressão da doença, podem mesmo surgir sintomas neurológicos.

Como se diagnostica?

O diagnóstico da disfunção cognitiva é por exclusão, ou seja, é necessário descartar problemas médicos que podem ser a causa direta das alterações comportamentais, para se chegar a este diagnóstico. É essencial a realização de uma conversa com o tutor para averiguar possíveis comportamentos que tenham passado despercebidos, associados à realização de uma exame físico e exame neurológico minuciosos, juntamente com um painel de análises sanguíneas e eventualmente, exames imagiológicos (raio-x, ecografia, TAC).

Uma vez descartadas as principais causas medicas, considera-se que as alterações comportamentais são consequências do Síndrome de Disfunção Cognitiva.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

7 Razões para ter um Cão

1.       Melhoria da Saúde

Já há vários estudos publicados que comprovam que o contacto com cães tem um impacto bastante positivo na saúde do Ser Humano, nomeadamente, pela melhoria do funcionamento do seu sistema imunitário e pelo aumento da esperança média de vida.

2.       Vida Activa

Ter um patudo é a motivação perfeita para adotar um estilo de vida mais ativo. Como quase todos os cães necessitam de passeios diários, tutores de cães são geralmente mais ativos, comparativamente ao resto da população. A verdade é que o exercício físico é benéfico tanto para si, como para o seu patudo, por isso, passeios e corridas são sempre uma boa ideia!

3.       Cãopanheirismo 

Não é à toa que lhe chamam o melhor amigo do Homem. Os cães são dotados de uma lealdade e sentido proteção incomparáveis, sendo, por isso, verdadeiros cãopanheiros para a vida toda! 🙂

4.       Todos os patudos merecem um lar

Infelizmente, nos dias que correm, a taxa de abandono continua elevada e os Centro de Recolha Animal e as associações de proteção animal de norte a sul do país estão sobrelotados. Qualquer patudo merece um lar e alguém que cuide dele. De que está à espera para proporcionar esta oportunidade?

5.       Crianças

Relativamente aos mais novos, para além da importância que é perceberem desde cedo que Os Animais são nossos Amigos, está comprovado cientificamente que crianças que crescem com cães têm uma probabilidade bastante menor de desenvolverem alergias ao longo da sua vida.

6.       Diminuição dos níveis de stress

O psicólogo Alan Beck e o psiquiatra Aaron Katcher estudaram as interações entre os humanos e os cães e descobriram que o contacto com estes patudos diminui a pressão arterial, o ritmo cardíaco, a respiração torna-se constante e os músculos relaxam, ou seja, todos os sinais do stress de um indivíduo diminuem. Aposto que já deve ter sentido o efeito calmante de um patudo.

7.       Motivo para sorrir

Por muito mal que corra o dia, vai chegar a casa e vai ter à sua espera um patudo, desejoso de o ver, com a caudinha a abanar e pronto para muitas festas. Quando der por si já vai estar a sorrir de orelha a orelha! 🙂

Espero que tenha ficado convencido de que ter um patudo é um privilégio. Para que esta decisão seja feita de forma consciente e responsável, peça ajuda ao seu médico veterinário para que juntos possam encontrar o patudo perfeito para si! 🙂

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

A partir de que mês começam a nascer os dentes dos cachorros?

Dentição de Leite

Os dentes de leite começam a surgir entre as 4 e as 5 semanas de vida, apresentando uma dentição completa até aos 2 meses de idade. Nesta fase de desenvolvimento, o cachorro começa a ser mais independente e a querer explorar o mundo.  Os dentes dos cachorros vão parecer agulhas e o comportamento de morder será mais frequente, devendo ser contrariado desde o início. O cachorro possui 28 dentes.

Dentição Definitiva

A mudança para a dentição definitiva começa por volta dos 4 meses, iniciando-se pelos incisivos e terminando nos caninos. Esta mudança termina por volta dos 7 meses, altura em que o cachorro deverá possuir 42 dentes. Geralmente, os tutores não se apercebem da queda dos dentes, uma vez que os patudos costumam engoli-los. Durante este período, é normal que o seu patudo apresente halitose (mau hálito), gengivite (inflamação das gengivas) e que se intensifique o comportamento de morder.

Algumas raças, como os Yorkshires e os Poodles, tem tendência para manter alguns dos dentes de leite, juntamente com a presença dos dentes definitivos, principalmente os dentes caninos. Estes dentes devem ser removidos cirurgicamente, uma vez que, promovem uma maior acumulação de detritos nessa zona, predispondo o cachorro a infeções.

Cuidados a ter:

  • Alimentação: invista numa dieta de qualidade, adequada às necessidades do seu cachorro
  • Brinquedos: devido à tendência que o cachorro terá para morder, deve ter brinquedos que sejam resistentes para que este consiga aliviar o desconforto que sente com a erupção dos seus dentes, enquanto brinca
  • Higiene oral: o cachorro deve ser habituado desde pequeno a escovar os dentes, para evitar problemas dentários em adulto.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Com que frequência devo desparasitar o meu cão?

Desparasitação interna Vs Desparasitação externa

A desparasitação interna diz respeito a um fármaco que atua sobre endoparasitas (vivem no interior do animal), como por exemplo, as lombrigas. Por outro lado, a desparasitação externa está relacionada com um fármaco que atua sobre ectoparasitas (vivem no exterior do animal), tais como pulgas, carraças e ácaros.

Esquema de desparasitação interna

Os cachorros devem ser desparasitados pela primeira vez aos 15 dias de vida. Inicialmente, a desparasitação interna deve ser repetida de 15 em 15 dias até aos 3 meses de idade. A partir daí, deve ser mensal até aos 6 meses de idade. Em adulto, o protocolo de desparasitação interna deve ser adequado ao estilo de vida do animal (indoor Vs outdoor), havendo protocolos de mais rigorosos (a cada 3 meses) e outros nos quais a desparasitação é feita de forma menos frequente (a cada 6 meses).

É importante realçar o facto de que a desparasitação interna não tem efeito residual, ou seja, se houver colonização de parasitas depois da desparasitação ter sido realizada, o animal ficará parasitado e será necessário repetir a desparasitação interna.

A desparasitação interna pode ser feita através de comprimidos ou spot on, tendo sempre que ser adequados ao peso e idade do animal.

Esquema de desparasitação externa

Relativamente à desparasitação externa, recomenda-se que a primeira seja feita a partir do primeiro mês de vida. Se for necessário realizar a desparasitação externa a animais mais jovens, devem ser utilizados sprays adequados para isso.

A frequência com que deve ser realizada, vai depender do produto que utilizar. Existem atualmente no mercado produtos que duram 4 semanas (spot on, comprimido), 12 semanas (comprimido), 16 semanas (coleira) e até 8 meses (coleira). Deve aconselhar-se junto do seu medico veterinário relativamente a qual o produto mais adequado para o seu patudo.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

 

O meu cão tem orelhas caídas: Será normal?

Um pouco de história

Sabendo que o cão descende do lobo, cujas orelhas são eretas, como é que alguns cães que conhecemos hoje em dia têm as orelhas caídas? Quem se debruçou pela primeira vez sobre este tema foi Charles Darwin. Este biólogo verificou que, efetivamente, todas as espécies de animais selvagens tinham as orelhas eretas, com a exceção do elefante. Com base em estudos exaustivos que realizou, Darwin verificou que as espécies domesticas, para além de mais afáveis, apresentavam, geralmente, orelhas mais curtas e caídas, manchas claras no pelo, focinhos mais curtos e dentes mais pequenos – teoria da domesticação.

O cão

O Homem, através da seleção artificial, modificou as orelhas tipicamente eretas herdadas dos lobos, numa variedade de formas e feitios de orelhas que hoje em dia reconhecemos nos nossos patudos.

Logicamente, nem todos os cães apresentam orelhas caídas. Por exemplo, raças nórdicas (Samoiedo, Husky Siberiano e Malamute) e alguns terriers (Cairn, West Highland White) são conhecidos pelas suas magnificas orelhas eretas. Este tipo de orelhas está associado a cães mais ativos uma vez que proporcionam uma audição mais ampla e influenciam na velocidade da corrida.

Por outro lado, orelhas caídas estão associadas a cães, que não necessitam de recorrer tanto ao uso da sua audição, como por exemplo os cães de caça (Setter Irlandês,Beagle) que têm o sentido do olfato muito mais apurado, ou a cães mais pachorrentos (São Bernardo, Basset Hound).

Otites

Regra geral, as orelhas devem ser simétricas. Ou seja, se verificar que o seu patudo apresenta uma orelha mais caída do que outra, pode ser sinal de alarme, nomeadamente, a presença de uma otite. Nestes casos, o pavilhão auricular pode ter um odor desagradável e/ou estar inflamado (cor vermelho). Também é frequente haver comichão nas orelhas, por isso podemos ver o nosso patudo coça-las com as suas patas ou a abanar a cabeça.  Em caso de suspeita de otite, deve sempre entrar em contacto o seu médico veterinário!

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia