5 Espécies selvagens que estão relacionadas com os cães

Antes de tudo, é importante perceber a taxonomia do cão doméstico. A taxonomia uma ciência que através de um sistema de classificação nos permite separar os animais por grupos e subgrupos. O Reino é o grupo mais abrangente, dentro do qual se subdividem subgrupos cada vez mais estritos até chegarmos ao grupo “espécie” e “subespécie”. Então, os nossos patudos classificam-se da seguinte forma:

Reino Animalia

Filo Chordata

Classe Mammalia

Ordem Carnivora

Família Canidae

Género Canis

Espécie Canis lupus

Subespécie Canis lupus familiaris

De seguida, apresento-lhe 5 espécies selvagem que se encontram relacionadas com os nossos cães, em grande parte por pertencerem aos mesmos grupos.

Lobo (lobo comum ou lobo cinzento)

A espécie do lobo que conhecemos atualmente é Canis lupus. Por aqui percebe-se que é a mesma espécie dos nossos patudos. Mas de uma subespécie diferente: Canis lupus lupus.

Coiote

Da espécie Canis latrans, é também membro da família Canidae e do género Canis.

Chacal

É um dos primeiros membros conhecidos do género Canis.

Dingo

Da subespécie Canis lupus dingo, há quem o considere um cão selvagem.

Raposa vermelha

Pertencente a outro género (Vulpes), é igualmente um canídeo, da família Canidae.

Cão selvagem africano

Lycaon pictus – é também da família Canidae, mas do género Lycaon.

Apesar de todos poderem estar relacionados com a origem do cão doméstico, existe ainda debate sobre este assunto. Há quem diga que o lobo é o único ancestral comum de todos os cães domésticos que conhecemos atualmente; e há quem diga que, por exemplo, quer o chacal quer o coiote podem também estar na sua origem.

Ana Alves 

Médica Veterinária

Tudo o que precisa de saber sobre os Corgis

Com origem na Grã-Bretanha, são originalmente cães de guarda. Guardavam não só os rebanhos, como as quintas. Devido ao seu pequeno tamanho, mordiam os talões dos animais que guardavam (vacas, cavalos) para os manter juntos.

Características:

Pelo: médio;

Peso: Fêmea – de 10 a 11 kg; Macho – de 10 a 12 kg; Máximo 30 cm de altura.

Esperança média de vida: 11-13 anos

Temperamento: muito simpáticos e amigáveis, adoram uma boa brincadeira. São muito inteligentes e o seu instinto ancestral de guarda encontra-se ainda presente. São corajosos e têm a tendência de querer ter os membros da sua família ao seu redor. Por este motivo, poderão ser menos recetivos a estranhos. Podem manter ainda o instinto de mordiscar os calcanhares das pessoas.

Educação: o seu treino deve começar desde cedo, para que a sua tendência à dominância seja controlada.

Saúde: a sua longa coluna predispõe os Corgis às hérnias discais. Assim, é preciso não abusar das escadas nem de grandes saltos. Muito importante também é evitar a obesidade, já que ganham peso facilmente! Os problemas oculares, epilepsia, displasia da anca e doença de Von Willebrand (problema de coagulação) são outras doenças às quais também se encontra predisposto.

Higiene: têm um pelo de fácil manutenção. Uma escovagem regular, três vezes por semana, será suficiente.

Estilo de vida: como cão pequeno que é, pode facilmente adaptar-se à vida em apartamento. No entanto, ele gosta de ter um espaço onde se possa manter ativo. Gosta muito de ladrar, comportamento que herdou dos seus antepassados de guarda.

É de referir que atualmente existem duas raças de Corgis reconhecidas: os Welsh Corgi Pembroke e os Welsh Corgis Cardigan. Ainda que semelhantes, as suas diferenças relacionam-se com a sua aparência e, em parte, pelo seu comportamento. Os Cardigan são mais longos e pesados, e o seu pelo necessita de mais escovagens. Quanto ao temperamento, os Cardigan são menos energéticos e mais reservados, ponderando mais a situação antes de avançarem.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

Todos os cães devem andar agasalhados no Inverno?

Apesar da chegada do frio, os passeios com o seu patudo têm de continuar. No entanto, alguns deles podem precisar de um casaquinho para se sentirem mais confortáveis.

A principal função do agasalho durante o Inverno é, claro, proteger do frio e ajudar o cão a estar confortável na rua. As diferenças de temperaturas são também prejudiciais para os animais. Contudo, é muito importante perceber que nem todos os patudos são candidatos a usar roupas.

 

Quais os cães que sentem mais frio e que pode agasalhar?

 

Bebés – frágeis e com o organismo ainda em desenvolvimento, precisam de uma ajuda para manter o seu corpo quente. Ainda não possuem um sistema termorregulador eficaz, pelo que não conseguem ajustar a sua temperatura às condições do meio. Os casacos podem ajudar, mas devemos evitar expô-los a grandes variações térmicas.

Idosos – têm tendência a estar mais parados e, por consequência, não se exercitam para aquecer. É muito importante continuar a estimulá-los com os passeios e brincadeiras, que ajudam também a regular a temperatura. Por outro lado, também tem mais predisposição para problemas de saúde, que podem comprometer o sistema termorregulador.

Cães de pelo curto ou menos denso – por terem um pelo mais curto e/ou menos denso sentem mais frio que os cães de pelo mais comprido e denso. De referir, o Yorkshire ou o Pinscher.

Cães magros – com menos percentagem de gordura, têm menos facilidade em regular a sua temperatura.

Todas as categorias de cães referidas anteriormente podem usar um agasalho no Inverno, ainda que não seja obrigatório. Contudo, deve garantir que eles estão à vontade e que não se sentem em pânico com a roupa vestida.

Quais os cães que não precisam ou não devem ser agasalhados?

 

Animais com pelo longo ou denso, como por exemplo o São Bernardo, Husky ou Pastor Alemão, sentem menos frio, pelo que uma manta em casa para se aconchegarem pode ser suficiente.

Doentes dermatológicos – cães com problemas de pele devem usar casacos apenas esporadicamente, para permitir a oxigenação da pele e evitar possíveis alergias.

Animal obeso – cães com excesso de peso sentem mais calor, pelo que não devemos favorecer o sobreaquecimento do seu organismo com roupas. Devemos usá-las apenas em ambientes muito frios ou quando vemos que o nosso patudo manifesta frio.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

Como limpar os olhos do seu cão

Tal como os humanos, os cães produzem lágrimas de forma regular. Estas podem secar e formar crostas/remelas. Por outro lado, eles estão sempre a farejar tudo e a meter o nariz em todo o lado, trazendo sujidade agarrada à face.

Em cães de pelo claro, junto aos olhos, o pelo pode ainda ficar oxidado com uma cor alaranjada, devido ao escorrimento da lágrima.

Como os nossos patudos não se conseguem limpar eficazmente, estes detritos acumulam-se à volta dos olhos e no pelo circundante. Assim, é importante que os donos tenham uma rotina de higiene ocular.

 

Como fazer a limpeza dos olhos:

  • Deve habituar o seu cão desde cedo à manipulação e limpeza dos olhos. Tal como para cortar as unhas ou limpar os ouvidos, tudo é uma questão de hábito.
  • A frequência da limpeza depende de cada animal e da quantidade de detritos que acumula. Pode optar por fazê-la 2 a 3 vezes por semana. Em raças particulares, com olhos bastantes expostos ou com grande produção de remela, poderá realizar a limpeza diariamente, mas com bastante mais cuidado.
  • Comece por passar uma compressa humedecida com soro fisiológico à temperatura ambiente (evitar temperaturas extremas) em torno dos olhos do seu cão e de forma suave. Lembre-se de realizar este procedimento de forma calma, para ele não se assustar.
  • Segurando com dois dedos nas pálpebras, pode ainda optar por deixar cair diretamente sobre os olhos, umas gotas de soro fisiológico. Isto poderá facilitar a eliminação de detritos que se encontrem no interior das pálpebras.
  • Pode ainda recorrer a produtos próprios que se encontram disponíveis no mercado. Existem também soluções de limpeza específicas para os casos do pelo tingido pela lágrima.
  • Nunca esfregue os olhos do seu cão. Faça pequenos movimentos suaves, unidirecionais, de dentro para fora.
  • Além de compressas, pode utilizar uma bolinha de algodão ou um pano macio.
  • Utilize sempre compressas diferentes entre os dois olhos, evitando assim a passagem de possíveis bactérias de um olho para o outro.
  • Evite o excesso de líquido na compressa, para impedir que o rosto do seu cão fique demasiado molhado.
  • Se verificar que as zonas que limpou apresentam excesso de humidade, tente secar o excedente com uma compressa seca ou um pano macio e seco.
  • Evite usar guardanapos ou tecidos que se possa rasgar.
  • Se preferir usar toalhitas, deve ter em atenção a sua composição. Estas devem ser próprias para cães, para que o seu pH e a sua composição sejam adaptados às características da pele do seu animal.
  • Evite os champôs junto aos olhos, já que estes podem causar alguma irritação.
  • Para facilitar a higiene, pode manter os pelos em torno dos olhos do seu cão aparados para diminuir a acumulação de detritos.

 

Se o seu cão apresenta diariamente uma acumulação excessiva de lágrima ou crostas, ou se começa a ficar com o pelo alaranjado tingido pela lágrima, é importante visitar o seu Médico Veterinário, já que isto pode ser secundário a uma causa patológica.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

Como saber se o meu cão se sente sozinho?

Se o seu patudo passa muito tempo sozinho em casa e não tem nada com que se entreter, ou se há um novo bebé em casa que lhe rouba a atenção dos donos, ou ainda se não costuma conviver com outros animais, certamente que ele arranjará maneira de lhe mostrar isso. Existem inúmeros sinais que os nossos cães nos podem dar para nos mostrarem que se sentem sozinhos e que precisam de mais atenção. Eles são seres sociais que precisam de conviver com pessoas e com outros animais.

Sinais de solidão:

  • Comportamentos destrutivos: roer os móveis ou espalhar o lixo pela casa.
  • Barulho: ladrar constantemente durante o dia, quando não está ninguém em casa.
  • Eliminação inapropriada: urinar e defecar dentro de casa ou fora dos locais habituais.
  • Orelhas caídas e cauda baixa.
  • Diminuição do apetite e de energia: come menos e brinca menos, está mais apático.
  • Agressividade: começa a ter comportamentos agressivos para com as visitas, para com outros animais, ou mesmo para com os donos.
  • Perda de pelo: o aumento da queda do pelo generalizada pode ser um indicador de resposta a fatores de stress.
  • Comichão excessiva: pode coçar-se de forma exagerada, principalmente nos dedos, podendo mesmo conduzir ao aparecimento de zonas de alopécia (falta de pelo).
  • No caso de perda de um animal coabitante ou do seu dono, o cão poderá passar mais tempo nos lugares mais frequentados por eles.

É importante distinguir estes sinais clínicos de outros problemas médicos.

Seria importante, desde cedo, que o seu patudo se habituasse à sua ausência, para se sentir capaz de ser independente.

Se não consegue passar mais tempo em casa com o seu patudo, tente contornar a situação seguindo os nossos conselhos dados no artigo Conselhos para quem deixa o cão em casa.

Em algumas situações, pode ser necessário marcar uma consulta de comportamento no seu Médico Veterinário para que ele o possa ajudar a amenizar a situação. Por vezes, o enriquecimento ambiental pode ser suficiente. Mas, em alguns casos, pode ser mesmo necessária medicação para ajudar a acalmar o seu animal quando este se encontra sozinho.

 

Ana Alves

 Médica Veterinária

 

O meu cão tem a barriga inchada: principais causas

Quais as principais causas?

Existem inúmeras causas para que o abdómen de um cão esteja inchado. O seu aumento de volume pode ser crónico ou agudo. Nos casos crónicos, este processo é mais lento e gradual. Verá, ao longo de várias semanas, a barriga a inchar. Pode não ter impacto imediato na saúde do seu animal. Ou seja, ele não manifestará nenhum tipo de sinal clínico imediato, pois o seu organismo consegue adaptar-se à alteração ao longo do tempo. No caso dos processos agudos, além do repentino inchaço da barriga do seu patudo, verá que clinicamente ele não se encontra bem. Poderá deixar de comer, estar muito mais parado, etc. Normalmente, tratam-se de situações que requerem intervenção médica imediata.

Causas “crónicas”

 

  • Se o seu patudo é uma fêmea não castrada e se há a possibilidade de ter estado junto a um patudo macho, a principal causa para a sua barriga inchada poderá ser uma gravidez! O seu abdómen tem tendência a aumentar gradualmente, devido ao aumento do útero que aloja os bebés. Isto nota-se, principalmente, no segundo mês de gestação.

 

  • A acumulação de gordura no corpo do seu patudo vai também fazer com que ele pareça mais inchado. Efetivamente, a obesidade é um problema bastante atual, o qual não devemos descurar. Adaptar a quantidade de ração diária que o animal pode comer e promover o exercício físico, são a melhor forma de prevenir esta situação.

 

  • Redução do tónus muscular do abdómen relacionado com uma patologia hormonal (hiperadrenocorticismo). A parede muscular fica mais fina e frágil, o que juntamente com o aumento de órgãos internos, leva à dilatação abdominal.

 

  • A infestação por parasitas intestinais, principalmente em cachorros que ainda não fizeram o protocolo de desparasitação, é uma causa a ser considerada.

Causas “agudas”

 

  • Se o seu cão não urina há algum tempo, porque ainda não o levou a passear, é normal que a região mais caudal do abdómen onde se encontra a bexiga, possa, transitoriamente, parecer mais inchada.  O mesmo acontece se ele acabou de comer. O seu abdómen mais cranial, principalmente à esquerda, poderá estar mais inchado devido ao aumento do estomago. Estas duas situações são normais em todos os animais. Apenas estão aqui incluídas devido ao seu surgimento agudo, em pouco tempo.

 

  • Podemos falar, no entanto, do aumento do volume abdominal devido ao aumento de órgãos que, neste caso, serão situações patológicas e que requerem ação imediata. De referir:

1- Dilatação e/ou torsão gástrica: acontece em cães de raça grande. O seu estomago dilata em excesso devido à acumulação de gás, podendo mesmo torcer sobre si mesmo.

2- Aumento do tamanho do fígado ou do baço, secundário a várias patologias.

3- Aumento do tamanho da bexiga, mas neste caso, devido a processos obstrutivos.

4- Acumulação de fluídos dentro da cavidade abdominal, por exemplo em caso de hemorragias agudas, rutura de órgãos como a bexiga ou a vesicula biliar, ou em caso de patologias cardíacas que, consequentemente, levam ao aparecimento de líquido no abdómen.

5- Neoplasias abdominais que causam um efeito massa e ocupam espaço da cavidade abdominal. Estas massas podem ainda ruturar, levando a hemorragias internas.

 

A maioria destas situações requer intervenção médico veterinária, por isso não hesite em contactar o seu Médico Veterinário para que ele possa intervir o mais rápido possível.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

Tipos de pelo – Quais os cuidados a ter com cada tipo?

Existe uma infinidade de diferenças entre os tipos de pelo. No entanto, vamos simplificar e classificar em grupos mais gerais. Cada um destes pelos requer também diferentes cuidados.

O pelo pode ser curto ou comprido. Pode ainda ser liso, ondulado ou encaracolado. Existe também o pelo duplo, com subpelo.

 

Pelo comprido

Fácil de identificar pelo seu longo comprimento ou pelo seu crescimento contínuo. Estes patudos requerem mais cuidados de higiene do que os de pelo curto. Idealmente devem ser escovados diariamente ou, pelo menos, três vezes por semana. Se fizer uma boa escovagem, os banhos poderão ser mais intervalados (intervalo mínimo entre banhos de 3 semanas). Algumas raças poderão também requerer tosquia. Para saber mais acerca do tipo de escovas que pode utilizar, consulte o artigo “Escovas próprias para cada tipo de pelo”. 

O pelo comprido pode apresentar diferentes texturas, nomeadamente:

Textura lisa

Este tipo de pelo é bastante fino e liso e facilmente fica emaranhado. Por isso, a escovagem deve ser feita com mais cuidado e diariamente. Isto ajudará também à remoção dos pelos mortos, que quase não caem. A tosquia poderá ser feita uma a duas vezes por ano. O Yorkshire Terrier, por exemplo, é um cão com pelo comprido e liso.

Textura ondulada

É um pelo comprido, mais grosso que o anterior e confere uma maior proteção contra o frio. É deste tipo, por exemplo, o Golden Retriever. Se quiser tosquiar este tipo de raça saiba que deve recorrer a um especialista em tosquia, uma vez que apenas se devem aparar os pelos de determinados locais.

Textura encaracolada

Como quase não perdem pelo, requerem uma escovagem regular para a remoção do pelo morto. A tosquia deverá ser feita uma a duas vezes por ano. O Bichon frisé e o Poodle são exemplos de raças com este tipo de pelagem.

 

Pelo curto

Com um comprimento que pode variar entre 1 a 4cm, não é adaptado a climas muito frios. Os pelos mortos caem e, em seguida, são substituídos por pelos novos. Necessita de menos cuidados do que a pelagem comprida, devendo ser escovados uma vez por semana. Não requer tosquia.

Os pelos curtos podem apresentar uma textura lisa ou dura.

Textura lisa

Como o próprio nome indica, são pelos curtos que não possuem nenhum tipo de ondulação. O Pitbull, Boxer ou Doberman são exemplos de raças com este tipo de pelagem.

Textura dura

Apresentam um comprimento maior do que a pelagem curta e lisa e uma espessura característica. O pelo já morto não cai e para ser removido necessita de um método de tosquia específica que utiliza apenas a mão, não recorrendo a lâmina ou tesoura, o Stripping. São exemplos o Schnauzer e o West Highland White Terrier.

Pelo duplo (subpelo)

Um animal com pelagem dupla apresenta na parte mais interna uma camada de subpelo mais denso e curto que o pelo mais comprido do exterior. Este tipo de pelo tem uma função protetora contra o frio e também não deve ser tosquiado. O Border Coli, Pastor Alemão ou São Bernardo são exemplos de raças com subpelo.

 

Em todos os casos a frequência do banho deve ser ajustada à necessidade de cada animal. No entanto, de uma maneira geral, quanto maior for o pelo, maior deverá ser a frequência dos banhos.

Se quiser fazer a tosquia ao seu patudo, não se esqueça de recorrer a um profissional. Ele terá formação sobre o tipo de pelo do seu cão e utilizará o melhor o tipo de tosquia.

 

Ana Alves

Médica Veterinária

Deve-se tosquiar o cão no Inverno? 5 Factos sobre a tosquia no inverno

De facto, um pelo longo, molhado e emaranhado faz com que, facilmente, o seu cão fique frio, húmido e suscetível a infeções. Assim, durante o inverno, os cuidados com o pelo do seu patudo tornam-se ainda mais importantes! Por isso, a resposta à pergunta “o meu cão pode ser tosquiado no inverno?”, a resposta é sim.

O que deve, então, saber sobre a tosquia no inverno:

  • Claro que os nossos amigos patudos também sentem frio, mas os malefícios de não tratar do pelo no inverno poderão ser muito maiores. Se não tosquiar o seu animal, nem tiver os devidos cuidados diários, o estado do pelo poderá chegar a um ponto em que a única solução é a tosquia completa e bem mais curta do que a elegida por si.

 

  • A tosquia deve ser adaptada à época do ano. O pelo não deverá ser cortado tão curto no inverno. Dessa forma, conseguirá manter uma quantidade de pelo suficiente para manter a temperatura corporal do seu cão, mas ao mesmo tempo consegue fazer muito mais facilmente a sua manutenção.

 

  • Um pelo mais curto no inverno pode ajudar a manter a pele mais saudável e livre de infeções. Se o seu cão passa mais tempo no exterior, estará mais suscetível a ficar molhado ou sujo. Um pelo comprido ou um pelo que não seja diariamente cuidado poderá acumular detritos e humidade, o que juntamente com o possível aparecimento de nós, pode conduzir a infeções dermatológicas.

 

  • O uso de casacos poderá ser uma ajuda para manter quente o seu cão no tempo mais frio. A tosquia ajudará a manter o pelo menos emaranhado.

 

  • Se preferir não tosquiar, saiba que poderá apenas optar pela tosquia higiénica. Este tipo de tosquia poderá ser feito ao longo de todo o ano. Caracteriza-se pelo corte do pelo apenas nas zonas genitais, ajudando a mantê-las mais limpas e, assim, menos suscetíveis a infeções.

 

Lembre-se que o pelo do seu cão precisa de um cuidado continuo ao longo de todo o ano!

 

Ana Alves – Médica Veterinária