O que é a coronavirose canina e como tratar?

O que é o coronavírus canino?

É um vírus que provoca uma infeccção aguda e que ataca principalmente o sistema digestivo dos cães, levando a diarreias agudas. Os cachorros são mais susceptíveis do que os adultos, já que o seu sistema imunitário é mais imaturo.

Quais são os sinais mais frequentes?

A sintomatologia deste vírus é sobretudo digestiva – diarreia com sangue e muco, vómitos e perda de apetite. Mas também podem ter picos de temperatura, tremores generalizados, desidratação e prostração.

E como se trata?

Dependendo da gravidade dos sinais clínicos, a maioria das Gastro-enterites víricas precisam de internamento hospitalar, já que a grande chave do sucesso é a reposição de fluídos através do soro. O resto é tratamento de suporte sintomático – ou seja, poderão ser necessários protectores gástricos, anti-eméticos, analgésicos, imunoestimuladores, etc.

Se o seu cão tiver estes sintomas tem de ser consultado com a maior brevidade possível para não piorar o prognóstico dele… O seu Médico Veterinário saberá o melhor protocolo a aplicar 😊

 

Ana Pinto

 Médica Veterinária de Animais de Companhia

¿Los perros tienen hemorroides?

¿Qué son las hemorroides?

Son venas que se inflaman y producen mucho dolor en la zona anal. En personas, debido a nuestra postura erguida (vamos caminando en posición vertical), la zona pélvica soporta gran parte de nuestro peso. Además, influyen otros factores, como los embarazos, la dificultad para defecar, etc.

En los perros, este factor de la postura, no existe, ya que ellos caminan sobre sus cuatro patas, por lo que su cadera no es la que soporta el peso, sino sus extremidades.

En la zona anal pueden darse determinados problemas, que pueden confundirse con hemorroides y vamos a detallar a continuación:

Glándulas perianales inflamadas o infectadas

En el perro existen 2 glándulas perianales que se encuentran a ambos lados del ano. Estas glándulas contienen una secreción bastante característica (suele ser de color marrón y huele muy fuerte), que se va liberando cuando el perro defeca, por presión de las heces sobre las glándulas.

Pero en ocasiones, ese contenido es muy espeso o los conductos por los que se libera el contenido son muy estrechos y no puede salir correctamente, lo que hace que se vaya quedando retenido y puede dar lugar a inflamación de las glándulas o incluso que se infecte ese contenido y se forme un absceso, que puede, además, llegar a romper la glándula (se forma una fístula) y se ve una herida al lado del ano.

Esto conviene que lo valore un veterinario y te recomiende un tratamiento, ya que es bastante doloroso y genera un gran malestar en el perro

Tumores

En ocasiones, pueden aparecer tumores en el ano. Los que vemos con más frecuencia suelen aparecer en machos que no están castrados, aunque como existen varios tipos de tumores, no se puede decir que sean los únicos.

Dependiendo del tipo de tumor, será necesario seguir un tratamiento u otro. Por ejemplo, en el caso de los que los padecen los machos sin castrar, conviene castrar al perro.

Prolapso de recto

En este caso, el recto (la última porción del intestino, que termina en el ano), sale de la cavidad abdominal y se ve por el ano.

Esto puede ocurrir en casos de diarreas muy severas o estreñimientos muy severos también.

Cuando existen gran cantidad de parásitos intestinales podemos observarlo.

Esta situación es una urgencia, que hay que resolver rápidamente en el veterinario, por lo que, si lo observas, te recomiendo que acudas rápidamente a tu veterinario.

Como ves, los perros no padecen hemorroides, pero sí otras patologías anales, que requieren de un tratamiento específico.

 

Faringitis en perros: causas, diagnóstico y tratamiento

¿Qué síntomas produce?

Principalmente aparece tos, que suele ser seca y muy característica, la famosa “tos de perro”.

Pero también pueden darse otros síntomas, como:

  • Hipersalivación
  • Sensación constante de tragar, por la inflamación
  • Dolor
  • Pueden aparecer úlceras en la faringe o incluso extenderse por el resto de la zona posterior de la boca.
  • Fiebre
  • Apatía e inapetencia
  • Vómitos tras un episodio de tos
  • Afonía

¿Qué produce faringitis?

La faringitis puede ser aguda o crónica.

Cuando se trata de faringitis aguda, lo habitual es que se produzca por 2 microorganismos: el virus de parainfluenza canina o la bacteria Bordetella bronchiseptica. Éstas producen la enfermedad Traqueítis infecciosa canina (o tos de las perreras, como se conoce comúnmente).

La faringitis crónica suele darse en perros de razas braquicéfalas, como Bulldog. Aunque también puede aparecer de forma secundaria a una tos persistente por diversas causas. Cuando el perro tose con frecuencia durante un tiempo prolongado, la faringe se va inflamando y se produce una faringitis crónica, que puede agravar el cuadro.

Tratamiento

Cuando estamos ante una “tos de las perreras” es importante valorar el estado general del animal. En ocasiones se cura de forma espontánea, ya que se comporta como un catarro común (si lo comparamos con una enfermedad humana). Pero en muchas ocasiones es necesario instaurar tratamiento, debido a la severidad de la tos o si el animal presenta fiebre, está muy decaído, etc. Esto lo debe valorar el veterinario, ya que existen fármacos que, por lo menos, alivian el dolor y la molestia de tener la garganta inflamada.

Si estamos ante un caso de faringitis crónica, es necesario saber cuál es la causa, si es secundaria o no, para poder tratar lo que provoca la tos y, a su vez, la faringitis.

Por lo general, las faringitis responden bien al tratamiento y suelen remitir en pocos días.

Algunas medidas que ayudan son:

  • Llevar al perro con arnés, en vez de con collar, para que no le presione el cuello, si tira mucho de la correa.
  • Intentar que esté en un sitio sin corrientes de aire ni cambios bruscos de temperatura.
  • Procurar que el ambiente no esté muy seco, sino que haya algo de humedad.

Y, como siempre recomendamos, si notas en tu perro alguno de los síntomas que has leído, acude al veterinario para valorar cuál es la mejor opción terapéutica.

 

O meu cão tem a cara inchada, o que pode ser?

São muitas as razões para que a cara do seu animal lhe possa parecer inchada. Essa alteração pode surgir repentinamente ou ir acontecendo ao longo do tempo e isso ajuda-nos a perceber a causa. Entre as mais comuns temos:

 

Reação alérgica

É a causa mais comum de inchaço na face do animal, sendo designada por angioedema. Nestas situações, o focinho aparece subitamente inchado e não doloroso. É normalmente causado por picadas de insectos ou ainda alergia a medicação, vacinas ou objetos, por exemplo. Apesar de normalmente ser auto-limitante, em algumas raças braquicefálicas (bulldog, pug, shitzu) pode tornar-se muito perigoso pois dificulta a sua respiração. Assim sendo, se tem um menino destes em casa e o vir com o focinho inchado não deve nunca facilitar!

 

Abcessos

Os abcessos são acumulações de pus, associados a uma infecção. Podem surgir devido a um objeto perfurante (por exemplo, plantas, arames ou mordida/unhada de outro animal) ou devido a problemas dentários. Geralmente é um inchaço mais restrito, duro e quente ao toque. Pode ruturar e começar a drenar uma secreção amarelada. Em casos mais graves o animal pode ter febre e perder o apetite. Caso o seu animal tenha um abcesso deverá contactar o seu médico veterinário pois provavelmente precisará de tomar antibiótico e pode até de precisar de limpeza cirúrgica.

 

Hematomas

Os hematomas são acumulações de sangue que podem surgir caso o animal sofra um trauma na zona da cara. Podem ser dolorosos ao toque e pode notar a pele mais escura. Apesar de não ser uma emergência médica o animal deve ser sempre avaliado para que o desconforto seja aliviado e os devidos cuidados sejam tomados.

 

Tumores

Esta é a causa mais grave de inchaço no focinho do seu animal e é sempre diagnosticada através de biópsia. Trata-se de um aumento focal de uma área da cara, geralmente, com um crescimento gradual. A localização é variável de acordo com o órgão na sua origem e geralmente não é doloroso. Em casos avançados, pelo contrário, pode sangrar e dar bastante desconforto ao animal. Quanto mais precocemente estas situações forem detetadas, maior a probabilidade de tratamento através da remoção cirúrgica ou quimioterapia.

Ana Cláudia Gonçalves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

10 curiosidades sobre o focinho do seu cão

  • Impressões digitais

O nariz do seu cão é único, não existe outro igual. Por isso, os narizes dos nossos melhores amigos são comparados às nossas impressões digitais.

  • Olfato

Não vale a pena competir com o olfato do seu patudo. Atualmente sabe-se que a capacidade olfativa do cão é 10 000 vezes mais potente do que a do ser humano.

  • Nariz húmido

É importante que o nariz do seu cão se mantenha húmido, porque permite uma maior captação das partículas do ar, o que melhora o seu olfato. Contudo, pode haver momentos em que o nariz esteja mais seco, o que não significa que o seu patudo está com febre. A avaliação da temperatura corporal deve ser avaliada por via rectal.

  • Orgão Vomeronasal

Os cães estão equipados com um órgão que se denomina órgão Vomeronasal ou órgão de Jacobson, que os ajuda a aprimorar o seu fantástico olfacto. Está localizado dentro da cavidade nasal, acima do palato e é composto por várias células sensitivas que detetam, não só, o cheiro, como também feromonas.

  • Braquicéfalos

Os nossos queridos braquicéfalos são ainda mais especiais, no que diz respeito ao seu focinho. Devido às suas particulares características anatómicas, estão mais predispostos a problemas respiratórios.

  • Mudança de cor

Alguns patudos apresentam mudanças fisiológicas da cor do nariz, como por exemplo, ficar mais claro na altura do inverno. Contudo, se notar a presença de crostas ou ulceras, deve contactar o médico veterinário habitual.

  • Detecção doenças

Atualmente existem alguns estudos que referem que alguns cães são capazes de detetar alguns cancros de forma precoce nos seus tutores, através do seu olfato. Isto é um verdadeiro super poder!

  • Espirro reverso

O espirro reverso acontece quando há uma irritação na garganta do patudo que o leva a “espirrar para dentro”. Pode ser um momento assustador para o tutor porque dá a sensação que o seu patudo está aflito, mas é algo fisiológico para o cão.

  • Passagem do tempo

Os cães conseguem avaliar a passagem do tempo, recorrendo ao seu olfato. Muitos conseguem prever quando é que o seu tutor vai voltar a casa, com base na concentração de odor do dono que vai diminuindo ao longo do dia. Há estudos que defendem que os cães são capazes de associar uma determinada concentração de odor do dono, ao momento a que este chega a casa.

  • Treinar o olfacto

Está comprovado que executar treinos com o seu cão que impliquem o uso do olfacto, o vão tornar mais feliz e optimista! 🙂

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

O meu cão pode comer peixe cru?

Existem peixes que sabemos que podem ser fornecidos aos nossos cães com propriedades interessantes:

  • Peixes gordos como a sardinha e salmão: são uma excelente fonte de ácidos gordos ómega 3 e ómega 6 para a saúde da pele e do pelo.
  • Peixes brancos como o bacalhau e a pescada: devido ao teor em gorduras ser inferior, tornam-se opções excelentes para cães mais velhos ou com excesso de peso.

Mas vamos à pergunta inicial: o meu cão pode ou não comer peixe cru?

A resposta é sim mas com um grande “mas”. Segundo normas internacionais de segurança e higiene na preparação de alimentos de origem animal, o peixe deve sempre ser congelado a uma temperatura de -20˚C durante 7 dias para poder depois ser comido cru. A principal razão para este procedimento é a eliminação de bactérias e parasitas que se tornam muito perigosos se ingeridos.

Ainda assim, ressalvamos que o método mais eficaz de eliminar todos os potenciais perigos presentes no peixe cru é a confeção do alimento, passando por temperaturas de 60˚C durante pelo menos 10 minutos ou de 70˚C durante pelo menos 7 minutos.

 

Não arrisque a saúde de o seu melhor amigo: todos os cuidados devem ser tomados no que toca a fornecer este tipo de alimentos fora da ração ou até como alimentação exclusiva. Em caso de surgir alguma dúvida deve falar com o seu médico veterinário habitual.

Joana Silva

Médica Veterinária

10 livros sobre cães

Livros sobre os nossos patudos:

 

  1. “Descãoplicar” – este livro ensina-nos a criar uma melhor relação com o nosso patudo, escrito por um conhecido treinador canino português. Inclui dicas sobre medicina veterinária, treino e comportamentos para que possa conhecer ainda melhor o seu cão, tudo isto de uma forma simples e clara.
  2. “Molly e Eu” – Baseado uma história real, é o retrato da vida de uma cadela e do seu dono que tem como missão ajudar os animais perdidos e desorientados. Molly, uma cocker spaniel, que apesar do seu passado difícil, encontra o amor do seu dono e o seu propósito de vida.
  3. “Abcão” – um livro sobre a alimentação dos nossos patudos e como esta pode ser um fator determinante na saúde do seu patudo. “Cão saudável, família feliz” (Barkyn). Escrito por uma médica veterinária (dra. Joana Carido) e por uma nutricionista clínica (dra. Ana Teresa Peres), onde tem o objetivo de o ajudar e esclarecer todas as suas dúvidas sobre a alimentação.
  4. “Onde Está o Momo?” – Momo é um border Collie, bastante feliz e alegre, que tem como hobbies esconder-se nas fotografias de viagens que faz com o seu dono. Um livro divertido e que o vai fazer encantar e viajar pelas paisagens encantadoras, enquanto tenta descobrir onde está o Momo.
  5. “Guia para um Cão Feliz” – escrito por Cesar Millan, o famoso encantador de cães, tem como objetivo ajudar os donos a perceberem melhor os seus cães, ajudando-o a criar uma ligação positiva com o seu cão. É um livro prático, que tenta ensinar a ser um dono calmo e equilibrado, ajudando a melhorar tanto a sua vida com a do seu melhor amigo.
  6. “A Vida com um Cão é Mais Feliz” – escrito por Emilio Ortiz, um famoso escritor de romances. Este livro dá a palavra aos cães onde contam as suas experiências e a sua forma de pensar em relação aos humanos. Fala sobre a relação cão-homem e ajuda-o a melhorar-lha.
  7. “A Linguagem Secreta dos Cachorros” – escrito por Andrews Banks. Este livro ajuda-o a descodificar e entender todos os enigmas da comunicação canina, dando-lhe ferramentas para ter uma ligação ainda maior e melhor com o seu patudo. Este livro é escrito como se o seu cachorro falasse consigo e lhe explicasse como deve interagir com ele.
  8. “Um Coração Feliz” – um livro escrito por Angelo Vaira e Valeria Raimondi, onde nos explica a importância da brincadeira para o nosso patudo mas também os benefícios que nos, donos, temos em brincar com os nossos cães. Além de nos ajudar a melhorar e aumentar a ligação que temos com o nosso cãopanheiro.
  9. “O Meu Cão e Eu” – Alexandra Santos, consultora de comportamento canino e treinadora de cães, escreve este livro com o objetivo de o ajudar a escolher a raça ideal para o seu estilo de vida. É um livro cheio de imagens, onde fala das diferentes raças, fases da vida que o seu cão vai passar e cuidados a ter com ele.
  10. “Ser um Cão” – escrito por Karen Wild, este livre ajuda-o a perceber o que se passa na cabeça do seu cão. Ajuda-o a percebe-lo e a melhorar a sua relação com ele, isto tudo na escrito como se fosse o seu cão a falar consigo.

Maria Mariano

Médica Veterinária

Ataxia en perros: ¿Qué es y cómo se trata?

¿Por qué se produce?

La ataxia tiene lugar cuando las vías que “informan” al cerebro de la posición del cuerpo y regulan el equilibrio sufren daños. Estos daños pueden darse por diferentes causas, como golpes, que producen inflamación en el sistema nervioso, virus que afectan a este sistema también, intoxicaciones o como efecto secundario de algunos fármacos.

Principales causas y su tratamiento

  • Traumatismos: cuando el perro sufre un golpe fuerte en la cabeza, como una caída, un atropello o una agresión. En este caso se produce inflamación o incluso sangrado en el cerebro, que puede dar lugar a que estas vías que transmiten la información en el cerebro, no funcionen correctamente y aparezcan los síntomas propios de la ataxia. En estos casos, se suele realizar pruebas diagnósticas de imagen, como el TAC, para valorar el daño e incluso intervenir quirúrgicamente si es necesario, para estabilizar cuanto antes al perro.
  • Intoxicación: existen algunos fármacos o productos que, cuando se ingieren en determinada cantidad, dan lugar a intoxicaciones con efectos neurológicos. En algunos casos, existen antídotos para algunas de estas sustancias y en otros casos, es necesaria la hospitalización para tratar los síntomas derivados de la intoxicación.
  • Virus: por ejemplo, el virus del moquillo puede producir síntomas neurológicos, entre ellos la ataxia, ya que el virus afecta al sistema nervioso. En este caso, el tratamiento es sintomático, es decir, que se administran fármacos que no son específicos para eliminar el virus, sino para minimizar sus efectos.
  • Síndrome vestibular: existen varios factores que pueden dar lugar a este síndrome, caracterizado por la ataxia, por el ladeo de la cabeza, nistagmo (movimiento continuado de los ojos hacia los lados o hacia arriba y abajo). Los perros que lo padecen, además, suelen vomitar por la sensación de mareo y tienen falta de apetito. En algunos casos la causa es desconocida, por otitis media o interna, o incluso puede parecer de manera espontánea en perros geriátricos. El tratamiento suele ser sintomático.

Si ves que tu perro tiene una forma diferente de caminar, notas que ladea la cabeza o que no mantiene el equilibrio, acude rápidamente a tu veterinario para poder valorar la situación y poder instaurar un tratamiento lo antes posible.

 

Como ensinar um cão a não puxar a trela?

1- Comece por habituar o seu patudo à presença da coleira/ peitoral no corpo. Inicialmente e sendo muito bebé é normal que estranho e que fique imóvel. Reforce-o a andar, afastando-se dele e chamando-o. Quando o fizer, reforce-o com biscoitos e mimos.

2- Introduza a trela: coloque a trela na coleira/ peitoral de forma a que sinta o seu peso. Deixe a trela frouxa e ande com ele aleatoriamente pela casa! Caso comece a recuar e a parar, reforce-o por andar na sua direção e, depois, por andar ao consigo, ao mesmo tempo.

3- Quando os passos anteriores estiverem mais ou menos aprendidos poderá dar o próximo passo: a rua. Comece por levá-lo a zonas com menos movimento para que a introdução aos passeios na rua seja algo progressivo. No entanto, repita todos os passos referidos anteriormente. É fundamental reforça-lo a andar sem medo e de forma a que se sinta seguro consigo.

 

Em cães adultos que puxam muito à trela, uma boa opção é a utilização de peitorais em vez de coleiras, pois ao fim de algum tempo o nosso cão habitua-se à resistência da coleira no pescoço de tal forma que continua a puxar sem o incomodar. No entanto para ter um cão calmo na rua é importante que:

1-Responda à chamada: sempre que é chamado, mesmo com trela olhe para si de forma a que ouça o que vai ser pedido. Isto deve ser treinado desde pequeno para que fique bem apreendido ao longo do tempo. Se tiver um cachorro, treine-o a vir à sua beira sempre que chama pelo nome dele utilizando um biscoito.

2-Responda aos comandos de “senta” e “fica”: promova a calma antes da saída. Fará com que não puxe tanto. Além disso, é importante que também se sente e fique quando é pedido, mesmo na rua. Assim terá mais segurança e será mais fácil controlá-lo em ambientes diferentes.

 

Não importa se o nosso companheiro anda à nossa frente, atrás ou ao nosso lado: o importante é que não puxe pois assim o passeio será muito mais agradável. Dê-lhe tempo e espaço para que possa cheirar e explorar os espaços por onde passam! Os cães precisam disso 😊 Aproveite e desfrute dos momentos com ele, mesmo as pequenas conquistas farão grandes diferenças no futuro!

Sofia Galiza

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Como introduzir um cachorro a um cão sénior?

Acima de tudo é muito importante a calma e a paciência de toda a família e persistência nos comportamentos a adotar.

Aqui ficam algumas dicas para que tudo corra pelo melhor:

  • Antes da chegada do novo elemento, pode ajudar bastante colocar em casa o difusor da gama Adaptil – acalma o cão sénior e prepara-o para a chegada do novo elemento;
  • Comprar coleira Adaptil para o cão sénior e a júnior para o cachorro – as feromonas maternais libertadas vão ajudá-los a estarem mais recetivos um ao outro;
  • Antes do contacto direto, dar a cheirar a manta do cachorro ao cão sénior e vice-versa;
  • A primeira interação deve ser feita num ambiente neutro territorialmente, ou seja, fora da casa se possível! E ambos os animais com coleira e trela para haver controlo por parte dos donos;
  • Ambos os animais devem ser recompensados (por exemplo oferecer um biscoito, carícias suaves ou palavras reconfortantes) sempre que demonstrarem uma interação calma e positiva entre eles;
  • É muito importante que a atenção seja repartida pelos dois animais e que o animal sénior mantenha as suas rotinas.

Caso a introdução esteja a ser muito difícil, mesmo com estas dicas, peça ajuda a um profissional (veterinário, especialista comportamento canino e/ou treinador).

Quanto mais cedo intervirmos para melhorar o comportamento entre os nossos patudos mais fácil será de alcançar o pretendido – uma boa e amigável relação entre eles!

 

Inês Santos

Médica Veterinária