Os cães podem comer sempre a mesma ração?

O que há a saber sobre a formulação da alimentação seca?

A alimentação seca é apresentada sobre a forma de “biscoitos”, que podem ter diferentes formas e tamanhos (adaptados ao tamanho de cada cão). Nos biscoitos estão incorporados todos os alimentos e nutrientes que vêm mencionados na composição.

A inclusão de determinados alimentos, em diferentes quantidades, tem um propósito e tem conta as necessidades nutricionais de cada cão, em cada fase de vida. Como tal, a “mistura” de alimentos incorporados na alimentação seca é pensada para que a ração possa ser dada numa base diária, durante bastante tempo.

Então pode ser dada sempre a mesma ração?

A resposta é sim. Apesar das rações terem diferentes composições e constituintes analíticos (percentagem de proteína, fibra, etc.), estão formuladas para aportarem a quantidade de nutrientes necessários para cada fase de vida. A quantidade de nutrientes e a sua fonte varia de ração para ração. É importante, portanto, escolher uma boa ração!

A quantidade de calorias, nutrientes, vitaminas e minerais são suportadas pela alimentação diária. Contudo, as necessidades de cada cão variam consoante o peso e atividade e portanto as quantidades diárias de ração diferem de cão para cão. A informação sobre as quantidades vem sempre presente na embalagem de cada ração. As características de cada cão, por serem únicas, requerem ainda uma escolha alimentar muito individual!

E com que frequência a ração deve ser alterada?

A alteração da ração deve ser ponderada sempre que:

  • Haja uma mudança na fase da vida do cão (de júnior para adulto, por exemplo);
  • O cão não se adapte à ração (não coma com apetite, tenha alterações nas fezes, etc.)
  • Haja uma alteração patológica que requeira uma nutrição específica

Contudo, a ração também pode ser variada de vez em quando para que seja possível variar a fonte de nutrientes, vitaminas e minerais. Esta mudança não é obrigatória especialmente se o cão estiver a comer uma ração de boa qualidade, com a quantidade ideal de nutrientes, provenientes de fontes alimentares saudáveis.

Por exemplo, a variação de sabor dentro da mesma marca permite a mudança de fonte proteica (que pode aportar diferentes quantidades e tipos de aminoácidos, os “constituintes” das proteínas).

Que considerações ter na transição de ração?

Sempre que é feita alguma mudança alimentar, ainda que dentro da mesma marca, é importante que seja feita uma transição gradual. Mudanças alimentares muito bruscas podem provocar alterações gastrointestinais, como vómitos e diarreias.

Contudo, se a transição for feita de forma gradual, não há problema em fazer a mudança alimentar.

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

7 consejos para quien deja a su perro solo en casa durante el día

Consejos para dejar al perro en casa:

Antes de dejarlo solo hay que asegurarnos de que no va a sufrir ningún accidente:

  • Entorno seguro: no olvides revisar la casa y evitar dejar cosas al alcance que puede suponer un peligro para tu peludo. Lo más importante que debemos tener en cuenta es guardar fármacos que pusieran ingerir, esconder alimentos y asegurarnos que el animal no pueda escaparse de casa.
  • Confortable: intenta que el perro se encuentre cómodo y disponga de buena ventilación durante la época veraniega o un lugar calentito en el invierno. Aunque disponga de su cama seguramente prefiera tumbarse en el sofá.
  • Paseo: antes de dejarlo solo durante varias horas es conveniente realizar un paseo donde puede hacer sus necesidades y se relaje.
  • Comida y agua: no olvides el agua limpia y fresca para que pueda beber. Si va a estar muchas horas solo puede ponerle alimento, aunque muchos perro prefieren no comer mientras estén solos.
  • Juguetes: puedes preparar diferentes juguetes interactivos para que esté entretenido un tiempo.
  • Ejercicio: si es un perro muy activo es importante que haga ejercicio o un largo paseo antes de quedarse solo en casa, así evitaremos frustraciones y destrozos.

¿Cómo entretenerlo?

Los perros no se van a entretener viendo la televisión o escuchando la radio, pero existen diferentes trucos para que estén entretenidos un buen rato:

Irene Martinez

Médica Veterinaria

Quantas vezes por dia devo passear o meu cão?

Todos os cães gostam de passear?

A resposta é quase todos. Regra geral cães de porte médio/grande gostam mais dos passeios do que os cães de porte pequeno. Alguns cães de porte pequeno não gostam de sair de casa. Alguns cães de raças como o Chihuahua, Pinscher ou Yorkshire Terrier não gostam de muitos passeios… depende da personalidade de cada cão, da socialização e dos hábitos que foi criando durante o crescimento.

Porque é que o passeio é importante?

A maioria dos tutores vê os passeios como a “hora de fazer as necessidades”. Para além dos passeios servirem como tal, devem ser vistos como a “hora do exercício”, “a hora de convívio”, a “hora de explorar”, etc. O passeio ajuda na socialização e na criação de hábitos, para além de contribuir para o desenvolvimento e bem-estar dos cães.

Os cachorros devem iniciar o regime de passeios após a primovacinação estar completa. Durante os primeiros meses de vida, e uma vez que não podem passear “à vontade”, os cachorros devem socializar com outras pessoas e cães (vacinados e saudáveis), e podem até vir à rua ao colo, por exemplo. É importante que estejam sujeitos a estímulos variados desde cedo.

Então quantas vezes devo passear o meu cão?

Depende. Cães grandes e/ou cães que moram em apartamento à partida devem passear mais vezes (ou durante mais tempo) comparativamente a cães pequenos e/ou cães que moram em casas com espaço exterior. Cães de raça grande normalmente têm uma necessidade de gastar energia maior.

Idealmente cães de raça grande devem passear cerca de duas a três vezes por dia, com passeios mais longos. Cães de raça pequena devem passear duas vezes por dia, caso não tenham local onde fazer as necessidades em casa.

Durante quanto tempo?

Varia de cão para cão e do número de vezes que vêm passear.

Cães adultos de porte pequeno: pelo menos 10/15 minutos, considerando pelo menos dois passeios diários.

Cães adultos de porte médio/grande: pelo menos 20/30 minutos, considerando pelo menos dois passeios diários.

E quanto a regras durante o passeio?

Idealmente os cães devem ser passeados do lado esquerdo, sempre ao lado do dono e nunca à frente. Contudo, o passeio deve ser um momento para o cão desfrutar. Como tal, é importante que o tutor:

  • Permita que o cão explore o que está à sua volta;
  • Interaja com outros cães e pessoas;
  • Fareje sempre que queira;
  • Tenha oportunidade de encontrar o melhor local para fazer as necessidades;
  • O tutor deve sempre remover as necessidades do cão.

E o que utilizar para passear? Trela, coleira ou peitoral?

Este é também um ponto importante no que toca aos passeios porque os cães são obrigados por lei a passear à trela, e existem várias opções. Para cães que puxam muito, o peitoral é o ideal. A trela extensível, por exemplo, está mais adequada para cães mais pequenos. Para além das funcionalidades, existem imensas opções de cores e formatos diferentes… para todos os gostos!

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Mi perro siempre está ladrando ¿por qué?

¿Por qué razones pueden ladrar?

El ladrido es el lenguaje habitual del perro y puede usarlo en muchas ocasiones:

  • Para comunicarse: es una forma habitual de comunicarse entre ellos.
  • Para jugar: como el gruñido, el ladrido puede ser indicativo de juego.
  • Por miedo: acompañados de otros signos corporales.
  • Como defensa y guarda: típico en perros de guarda, como aviso.
  • Por ansiedad por separación: en estos casos sí deberemos ponernos en manos de un especialista que nos ayude a solucionar el problema.
  • Territorialidad: en caso de perros muy territoriales este ladrido puede significar los mismo que en el caso de los perros de guarda.
  • Frustración: cuando no consiguen lo que quieren es habitual que ladren y lloriqueen.
  • Para demandar atención: en muchos casos es un comportamiento reforzado por nosotros.
  • Dolor: puede ir acompañado de aullidos y lloros.

¿Cómo evitar ese ladrido?

El primer paso para reducir y evitar estos ladridos es saber la causa y solucionar los problemas, tantos conductuales como físicos o emocionales que los provoquen.

Esta solución va a depender de la razón del ladrido, pero en los casos que la causa sea un problema de comportamiento como la ansiedad por separación, el estrés o las conductas repetitivas, deberemos ponernos en manos de un etólogo o adiestrador canino para un mayor éxito.

Lo más importante es evitar el castigo y las situaciones que desencadenen en estrés y frustración. En muchos casos, un aumento de la duración de los paseos o mayor nivel de ejercicio puede ser suficiente para que el animal esté más tranquilo y relajado.

Irene Martinez

Médica Veterinaria

¿Cuántas veces al día llevas a pasear a tu perro?

¿Cuántas veces pasear a un cachorro?

Una vez finalizado el plan vacunal los cachorros estarán listos para realizar sus primeros paseos. En esta etapa el momento del paseo es vital, tanto para que aprendan dónde hacer sus necesidades como para socializar con otros animales y entorno.

Es muy importante hacer paseos frecuentes, aunque sean de corta duración, para evitar que orine o defeque dentro de casa. Recordar siempre llevar chuches para premiar el comportamiento deseado.

Es habitual que quiera salir al poco de terminar de comer o cuando se despierta, es necesario estar atentos a cualquier comportamiento que indique que quiere hacer sus necesidades para aprovechar el momento y enseñarle dónde debe hacerlo.

Por tanto, de forma general, las veces que el cachorro deberá salir están entre 3 y 5 veces, aunque algunos pequeños pueden necesitar salir más a menudo.

¿Cuántas veces pasear a un perro adulto?

Una vez llegado a la etapa adulta, el perro necesitará el paseo sobre todo como forma de realizar una actividad o ejercitarse. Esta actividad debe mejorar el bienestar del animal y proporcionarle el ejercicio que necesita.

Este paseo será muy diferente según la raza y vitalidad del animal, ya que cada individuo tiene unas necesidades diferentes. Por tanto, dependiendo del nivel de energía del can será necesario sacarlo a pasear desde 2 veces hasta 4 e incluso 5.

Se recomienda realizar un paseo relajado a primera hora del día y varios de menor duración durante el resto del día, para finalizar la jornada con un paseo más largo en las horas de menos calor, sobre todo en verano.

Dependiendo del animal, este paseo deberá combinarse con algún ejercicio más intenso, por ejemplo practicando algún deporte como agility o canicross.

Y, por supuesto, no olvidar que el momento del paseo es una rutina muy importante de la que va a depender no solo el bienestar del perro, si no su salud y socialización.

Irene Martinez

Médica Veterinaria

Terapia assistida por cães. Em que consiste?

Quais as áreas onde são aplicadas as terapias com cães?

Estas terapias podem ser aplicadas em áreas relacionadas com o desenvolvimento psicomotor e sensorial, no tratamento de patologias físicas, emocionais e mentais, assim como em programas de autoestima e de melhoramento de capacidades de socialização.

As atividades podem ser dirigidas a pessoas de qualquer faixa etária, sendo realizadas em diferentes instituições como hospitais, lares, escolas, estabelecimento prisional, IPSS e clínicas de recuperação ou reabilitação.

Todo o processo é acompanhado e documentado por um profissional de saúde.

Qual a razão de incluir cães nas sessões de terapia?

A presença do cão ajuda a diminuir a solidão, a depressão e ansiedade e aumentar o foco e estímulos para a prática de exercícios.

Qualquer animal pode fazer parte de uma sessão de terapia?

Não, são animais previamente treinados. São cães com características especificas: animais calmos e equilibrados, socialmente aptos, obedientes e com um treino adequado.

 

Filipa Calejo

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Os cães da mesma raça devem ser alimentados de forma igual?

Porque é que a raça é importante na escolha alimentar?

Existem inúmeras raças de cães, cada uma com características muito apuradas ao longo do processo de evolução da raça. As características genéticas e fenotípicas (características físicas que são observáveis) presentes em cada raça predispõe o desenvolvimento de determinadas “doenças de raça”. A seleção genética em determinadas raças predispôs ao aparecimento de determinadas doenças em determinadas raças (como por exemplo a displasia da anca na raça Pastor Alemão). Por outro lado, também as características físicas de cada raça predispõem ao aparecimento de determinadas doenças (como por exemplo os cães de raça Teckel que apresentam uma predisposição para hérnias discais, graças à extensão da coluna comparativamente à restante conformação corporal).

Como tal, sabendo as doenças mais comuns dentro de cada raça, a alimentação pode ser adaptada tendo em conta a prevenção do aparecimento de determinadas patologias. Por exemplo, os cães de raça Bulldog têm uma predisposição elevada para problemas de pele (como a dermatite atópica) e, como tal, rações de salmão ou ricas em ácidos gordos ómega 3 e 6 são uma mais valia na prevenção do aparecimento ou controlo dos sinais clínicos. Os ácidos gordos ómega ajudam a reforçar a barreira cutânea e ajudam a diminuir a resposta da pele a alergénios ambientais, diminuindo o aparecimento de sinais clínicos (como prurido, eritema, descamação, etc).

Então todos os cães da mesma raça devem comer a mesma ração?

A resposta é não. Dentro da mesma raça existem variações individuais e, apesar das características genéticas e fenotípicas poderem ser semelhantes entre animais da mesma raça, cada ser é único e manifestará diferentes necessidades nutricionais. Para além de existir variedade genética, a interação com o meio ambiente influencia a expressão das características de cada animal.

A alimentação deve então ser selecionada tendo em conta as características comuns a cada raça e tendo em conta as “doenças de raça” a que estão predispostas, e as características únicas de cada cão.

Que outras características devem ser tidas em conta?

Fase da vida, porte, atividade diária, condição corporal, esterilização, características digestivas, predisposição para determinadas patologias (para além das doenças de raça) ou existência de determinada patologia diagnosticada. O conjunto destas características, a par da raça, tornam cada cão único e a alimentação deve ser adaptada a essa individualidade.

Então como adaptar a alimentação?

A primeira premissa é escolher o tipo de alimentação: natural, caseira ou seca. Para animais que comem ração natural ou caseira, a conjugação de alimentos é mais fácil e pode ser variável. Dentro das opções secas, que são pré-formuladas, o ideal é combinar as características de cada cão e procurar a melhor conjugação de características dentro de uma ração seca pré-formulada.

Por exemplo, para um cão de porte grande, sem raça definida, adulto, com atividade moderada, condição corporal ideal, não castrado, com historial de alergias de pele, que digere bem a maioria das fontes proteicas presentes nas rações secas, escolher uma alimentação completa para cães adultos com biscoito adaptado ao porte em questão e que seja de salmão (ou rica em ácidos gordos ómega), eventualmente suplementada com condroprotetores (por ser uma raça grande, a predisposição para alterações articulares é maior). Dentro destes pré-requisitos, existem várias opções, como por exemplo Essence Salmão ou Natura Diet Daily Food Maxi. A informação sobre as características da ração pode ser consultada nas informações indicadas na embalagem e na observação da composição. É importante que para além de ter determinadas características específicas, seja uma ração de boa qualidade.

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Terapia asistida con perros ¿ventajas?

¿Qué es la terapia asistida con perros?

La terapia asistida con perros es un tipo de terapia en la que los canes ayudan a diferentes colectivos de personas con problemas físicos, mentales o sociales. Este tipo de tarapias se basan en el beneficio que supone la ayuda animal como terapia.

Los colectivos que pueden beneficiarse de esta práctica son muy variados, desde mujeres víctimas de violencia de géneros hasta personas con diversidad funcional, pasando por personas con problemas de salud graves y niños con autismo.

Y, ¿por qué usar a un perro para ello? Se ha demostrado que al ver a un can los niveles de oxitocina aumentan, hormona relacionada con la felicidad, y disminuye el cortisol, relacionado con el estrés, causando un efecto positivo en estas personas.

¿Qué beneficios tiene?

Los beneficios que se pueden obtener en este tipo de terapia son evidentes a nivel físico, cognitivo, emocional y social:

  • Mejora de destrezas motoras como motricidad, coordinación y equilibrio.
  • Disminuye estrés.
  • Disminuye frecuencia cardíaca.
  • Mejora comunicación y lenguaje.
  • Aumenta el nivel de concentración.
  • Mejora la autoestima y confianza.
  • Evita la sensación de soledad.
  • Mejora la empatía y las relaciones sociales.
  • Integración en actividades de grupo.
  • Mejora el estado de ánimo.
  • Cubre la necesidad de afecto.

    Este tipo de terapias siguen evolucionando y a medida que se sigan desarrollando seguro que se pueden encontrar más beneficios del uso de estos peludos en ellas.

Irene Martinez

Médica Veterinaria

Top 5 juguetes interactivos para perros

Los mejores juguetes interactivos para perro:

Estos juguetes sirven para estimular el sentido del olfato del animal y es una forma perfecta de tener al perro entretenido, relajarlo y retarlo mentalmente. Los más usados son:

  • Kong: es la marca de juguetes interactivos por excelencia. Cuenta con multitud de formas y tamaños. Solo tienes que meter unas chuches dentro, el perro debe ingeniárselas para conseguirlas.
  • Alfombra olfativa: es un juguete muy sencillo de hacer de forma casera, solo es necesaria una rejilla y trapillo. Con estos materiales se puede construir un juguete olfativo muy divertido para nuestro perro que consiste en esconder premios entre el trapillo para que el animal olfateé y los consiga.
  • Juegos de inteligencia: en el mercado existen diferentes juegos de inteligencia de diferentes niveles. Los más básicos consisten en tapar la chuche para que el perro descubra dónde está, los niveles más altos tendrán al perro entretenido un buen rato tratando de descubrir cómo obtener su premio.
  • Pelota puzzle: es una pelota con dientes donde se enganchan los premios para que el perro trate de cogerlos.
  • Caja: si queremos algo más simple podemos ayudarnos de unas cajas o botellas y hacer un circuito casero de olfateo, al perro le encantará.

Irene Martinez

Médica Veterinaria

Estudo do comportamento canino: o que há a saber sobre o tema?

Porque é que é importante percebermos o comportamento normal do nosso cão?

A presença de animais de companhia, nomeadamente cães, nos lares portugueses tem vindo a aumentar nos últimos anos e estes animais são cada vez mais vistos como parte integrante do núcleo familiar. Assim sendo, é importante que haja um melhor conhecimento do comportamento normal do cão, de forma a que este e as suas necessidades típicas da espécie sejam respeitados, quebrando alguns mitos e preconceitos. Desta maneira, contribuímos para uma relação humano-cão mais saudável e evitamos problemas futuros de comportamento.

Que mitos existem sobre o comportamento do cão?

Algumas das ideias que temos sobre o comportamento do cão não correspondem à verdade. Deixo alguns exemplos:

  • “Os cães sabem sempre quando fizeram uma asneira, mesmo se não forem apanhados em flagrante”: Não. Os cães conseguem perceber, através das nossas expressões e micro-expressões faciais que não estamos contentes com alguma coisa, mas não sabem exatamente que coisa é essa.
  • “Os métodos de treino que utilizam a punição são os mais indicados”: Não. Estes métodos, que foram utilizados durante muitos anos, podem resultar a curto prazo, mas trazem consequências para o cão, que podem ser severas, a longo prazo.
  • “Temos de dominar o cão para que ele nos respeite”: Não. Durante muitos anos pensou-se que seria assim, devido a estudos que foram feitos em lobos nos anos 70 e extrapolados para o cão doméstico. No entanto, hoje em dia essa ideia está completamente ultrapassada.

Como posso perceber melhor o comportamento do meu cão?

O melhor será mesmo recorrer a profissionais especializados na área. Existem vários workshops e formações, nomeadamente organizados pelo Centro para o Conhecimento Animal, assim como existem vários profissionais, um pouco por todo o país, a realizarem consultas de comportamento.

O que é uma consulta de comportamento?

A consulta de comportamento pode ser realizada como prevenção (aqui pode ser mesmo realizada previamente à adopção/compra de um animal, podendo auxiliar na escolha do porte ou da raça, servir para tirar dúvidas e ajudar em todo o processo da chegada de um animal a casa e preparação da mesma) ou quando já existe um problema instalado no animal. Esta pode ser realizada num consultório ou ao domicílio e pode ser orientada por diferentes profissionais com formação específica na área de comportamento animal (exemplo: veterinários, treinadores, psicólogos.). É um consulta bastante demorada (1h30 a 2h, em média) e em que é feito um longo questionário sobre o animal, o ambiente onde este vive e os possíveis problemas já existentes e estabelecido um plano de tratamento ou dicas de prevenção de futuros problemas.

Inês Millet Barros

Médica Veterinária