O meu cão é sénior. Que ração devo escolher?

Barkyn - o meu cão é senior, que alimentação lhe posso dar

Quando considerar que um cão atingiu a idade sénior?

A idade em que um cão é considerado sénior/geriátrico é variável, dependendo da raça em questão. Um cão pode ser considerado sénior na altura em que já viveu aproximadamente 75% do tempo face à esperança média de vida para o tipo de cão em questão – cães de raças gigantes têm uma esperança média de vida menor em comparação com cães de raça pequena.
Em média, um cão é considerado sénior a partir dos 8 anos de idade.

 

Quais as patologias que aparecem com mais frequência na idade sénior?

Osteoartrite, disfunção cognitiva, doença renal crónica, neoplasia.

 

Pontos importantes na dieta de cães sénior

  • Cães com idade sénior têm necessidades nutricionais diferentes de cães jovens e adultos e, portanto, a alimentação deve ser ajustada a essas necessidades.
  • Os requerimentos energéticos diminuem com o avanço da idade, mas a quantidade de proteína incorporada deve aumentar. Para além disso, há maneios nutricionais que podem ser ajustados para conseguir retardar o aparecimento de patologias que previamente se sabe que aparecem frequentemente com o avanço da idade.
  • Cães em idade sénior não devem engordar e, ao mesmo tempo, não devem perder massa muscular magra. A obesidade em cães mais velhos promove o desgaste das articulações e coloca o organismo em stress oxidativo. Dietas com requerimento energético menor mas com uma percentagem proteica maior, baixas em gordura e com uma boa incorporação de fibra podem ajudar.

 

Qual a composição que um dono deve procurar para encontrar a dieta ideal?

Cães sénior necessitam de dietas com mais proteína (de qualidade nutricional elevada) comparativamente a cães adultos. A incorporação de ácidos gordos ómega-3 e de componentes antioxidantes (vitamina C e E, L-carnitina e inclusão de frutas e legumes), embora não esteja comprovado que diminua significativamente os processos degenerativos que aparecem com o aumentar da idade, podem ajudar a atrasar a sua progressão e a aumentar a capacidade cognitiva.

Também a incorporação de condroprotetores (glucosamina e condroitina) é importante na alimentação sénior, por trazerem benefícios na proteção articular. A atuação  destes dois suplementos é potenciada pela incorporação de ácidos gordos ómega-3 na dieta.

 

É necessário aconselhamento técnico veterinário?

É ideal ter sempre aconselhamento veterinário, principalmente em questões tão subjetivas quanto esta.

A idade sénior não é estática e varia de animal para animal, consoante o seu estado clínico e fisiológico e a esperança média de vida – perante isso, convém ser o veterinário a indicar a altura correta para a mudança da alimentação.

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

Que alimentos não devo dar ao meu cão?

Oferecer outro tipo de alimentos fora das refeições (como se fossem snacks) pode causar distúrbios gastrointestinais.

Para além dos distúrbios provocados por mudanças na dieta, existem reações alérgicas ou tóxicas que são provocadas por alguns alimentos que não são tolerados pelo organismo do cão e, como tal, não lhe devem ser fornecidos.

 

Alimentos tóxicos para o cão:

  • Abacate: Pode provocar intoxicação se ingerido em quantidade;
  • Bebidas alcoólicas: Pequenas quantidades de álcool ingeridas por cães podem causar alterações a nível do sistema nervoso central. Os sinais típicos são incoordenação motora, vómitos e aumento da frequência respiratória;
  • Café e chá: A cafeína e a teofilina não são bem toleradas pelo cão, induzindo aumentos da frequência cardíaca e alterações a nível do sistema nervoso central;
  • Chocolate: Contém teobromina, substância intolerada pelos cães. O consumo de chocolate pode provocar alterações a nível cardíaco e a nível do sistema nervoso central, podendo causar convulsões e paragens cardíacas. Vómitos e diarreias podem ocorrer;
  • Cogumelos: Causam intoxicação se ingeridas as espécies venenosas. Dor abdominal e danos hepáticos e renais são os sinais mais frequentes;
  • Cozinhados com alho e cebola: Quer no seu estado cru quer utilizados em cozinhados, o alho e a cebola não são bem tolerados pelos cães, causando anemias severas;
  • Frutos secos: Podem causar vómitos, diarreias e pancreatite; 
  • Cítricos: Pela acidez que contêm não são recomendados, podendo causar distúrbios sobretudo a nível gástrico;
  • Lacticínios: Os cães não digerem bem a lactose e, como tal, a ingestão de lacticínios pode provocar vómitos e diarreias;
  • Uvas: Não são bem toleradas pelo seu potencial nefrotóxico (causam insuficiência renal);
  • Xilitol: O xilitol, muito utilizado nos doces, provoca hipoglicemia e falha hepática. Vómitos e falta de força para caminhar podem ocorrer em cães intoxicados por este componente.

 

Tratamento de intoxicações:

A ocorrência de intoxicação pela ingestão de qualquer um dos alimentos mencionados depende sempre da quantidade ingerida e do peso do cão em questão. Contudo, quando um alimento que possui risco de causar intoxicação é ingerido em grande quantidade, o vómito deve ser induzido de imediato e o animal deve ser levado ao veterinário.
Caso não seja possível fazer o cão vomitar logo após a ingestão do tóxico, o internamento com fluidoterapia e tratamento de suporte pode ser necessário para ajudar o organismo a eliminar o composto, diminuindo as probabilidades de intoxicação e dano orgânico.

 

E o resto dos alimentos? São seguros?

A ingestão de grande quantidade de alimentos fora das refeições, ainda que não sejam alimentos potencialmente tóxicos, pode ser contraproducente e causar alterações orgânicas indesejáveis e diminuir a absorção intestinal de nutrientes essenciais.

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

Será que o meu cão tem alguma alergia?

O cão que se coça e morde: Será que tem alguma alergia?

As alergias normalmente causam prurido e eritema (pele vermelha) principalmente nas seguintes zonas do corpo: axilas, virilhas, abdomen (barriga), nas patas (especialmente entre as almofadas plantares), no pavilhão auricular, na face (principalmente na zona à volta dos olhos e dos lábios) e perto da cauda. Deve ser consultado o Médico Veterinário de forma a descartar a existência de infeções e inflamações dermatológicas de origem não alérgica.

É importante ter a desparasitação externa em dia. Uma simples desparasitação pode resolver o problema.

Tipos de alergias

O sistema imunológico dos cães alérgicos é reativo a alguns alergénios e tal facto leva a que as alergias sejam desencadeadas. Nem todos os cães são alérgicos aos mesmos componentes.
As alergias mais frequentes são face aos alergénios ambientais (dermatite atópica) e à picada da pulga (dermatite alérgica à picada da pulga), seguindo-se as alergias alimentares e as alergias de contacto. A dermatite atópica, em particular, é mais comum nas seguintes raças: Bull Terrier, Pastor Alemão, Golden Retriever, Labrador, Jack Russel Terrier, Bulldog Francês, Boxer e Shar Pei.

As alergias são transmissíveis?

Não. Convém consultar o Médico Veterinário para garantir que o problema dermatológico do cão é provocado por uma alergia e não por nenhum agente transmissível.

Diagnóstico das alergias

É essencialmente feito com base na história clínica e a observação do tipo de lesões e distribuição das mesmas, e a eficácia da resposta ao tratamento.

Tratamento aplicado em cada caso

Dermatite alérgica à picada da pulga:

Convém ter sempre em dia a desparasitação externa.

Alergia ambiental/Dermatite Atópica:

O Médico Veterinário medicará o animal para o alívio do prurido, tratamento de infeções secundárias existentes e suporte nutricional para reforçar a barreira da pele (ração dermatológica e cápsulas de ómegas-3 e ómega-6).

Alergia alimentar:

Mudança de alimentação para uma ração hipoalergénica, inicialmente. Posteriormente deve ser feito o descarte do nutriente a que o animal é alérgico, através de ensaios alimentares, de forma a poder selecionar uma série de rações a que o animal não faça reação.

 

Tratamento a longo prazo de um cão com problemas dermatológicos causados por alergias

Em todos os cães alérgicos a barreira da pele está afetada. Banhos terapêuticos com champôs de tratamento e de proteção podem ser recomendados. A ração e os suplementos alimentares desempenham neste tipo de problemas um papel fundamental.

O objetivo do tratamento das alergias não é a cura: é a diminuição da manifestação dos sinais clínicos.

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

A importância da socialização em cachorros

A importância da socialização em cachorros

Porque é tão importante a socialização na idade jovem?

A aprendizagem inicia-se desde cedo na vida de um cachorro.

Os primeiros comportamentos aprendidos decorrem da socialização com a mãe e com os irmãos. Esta é uma das razões pelas quais é tão importante que os cachorros só sejam retirados da mãe depois dos 2 meses.
A socialização e a aprendizagem que dela resulta vão ser as responsáveis pela formação da personalidade do cão.

As experiências vividas na idade jovem marcam o cão e levam a comportamentos errantes na idade adulta.

A socialização é fundamental para que o cão seja sociável, não tenha medos, e que não se torne agressivo perante pessoas ou situações diferentes.

 

Quais os comportamentos que são aprendidos primeiro?

  • Mamar;
  • Sensibilidade a estímulos tácteis e térmicos (2-3 semanas);
  • Vocalizar (4-5 semanas);
  • Interagir com elementos de várias espécies (3-8 semanas de vida. A interação com os humanos intensifica-se a partir das 6 semanas);
  • Explorar o meio envolvente (3-8 semanas de vida);
  • Regras básicas de obediência (a partir das 9 semanas);
  • Micção em locais apropriados (a partir das 9 semanas);
  • Aprendizagem com os erros (10-16 semanas).

 

A partir de quando devem os cães iniciar a  socialização?

Desde a nascença (com a progenitora e a restante ninhada). Posteriormente a socialização com seres de outras espécies é também importante.

 

A socialização pode/deve ser feita exclusivamente com seres humanos?

Não. A convivência com o ser humano é muito importante, mas a aprendizagem com seres da mesma espécie é essencial.

 

Proteção vacinal vs socialização precoce

Está recomendado que os donos evitem passear os cachorros antes da primovacinação estar completa (aos 4 meses),  principalmente em locais frequentados por muitos cães. Está claro que é importante prevenir o surgimento de patologias em idade pediátrica e é verdade que, antes da primovacinação estar concluída, a imunidade do cachorro é ainda débil. Contudo, o facto de os cachorros não poderem passear durante os primeiros meses, não significa que tenham que ficar fechados em casa a socializar apenas com os donos até aos 4 meses.

Aos 3 meses os cachorros devem ser introduzidos em ambientes diversos. Uma boa estratégia é, enquanto são cachorros, virem passear à rua ao colo dos donos, por exemplo, ou dentro do carro. Ouvir barulhos, ver outras pessoas e outros animais é muito importante nesta fase.

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

Cirurgia da Síndrome Respiratória

Sindrome respiratória bulldog francês

A fisionomia do Bulldog Francês

O Bulldog Francês é uma raça braquicéfala (comprimento curto do focinho). A maxila é retraída, o tamanho da cavidade nasal é pequeno e as narinas são estenóticas (muito fechadas) comparativamente a outras raças.

 

Predisposição para desenvolver problemas respiratórios?

Sim! As raças braquicéfalas, pela sua conformação da face e pelo conjunto de anomalias anatómicas que as caracterizam, estão predispostas à obstrução das vias aéreas superiores.

 

O que é a Síndrome Respiratória do Bulldog Francês?

A síndrome respiratória do Bulldog Francês ou síndrome de obstrução das vias aéreas dos braquicéfalos é composta por diferentes alterações na fisionomia do aparelho respiratório. As mais comuns incluem narinas estenóticas, palato mole alongado (continuação do “céu da boca”) e hiperplásico, sacos laríngeos evertidos e hipoplasia traqueal.

 

Sinais clínicos – No papel de dono, como desconfiar desta síndrome?

Intolerância ao exercício, estenose das narinas, dificuldade respiratória com “roncos”, aumento da frequência respiratória, ruído respiratório durante o sono (“ressonar”). Os sinais clínicos digestivos surgem associados à síndrome respiratória, e como tal podem ocorrer vómitos e regurgitações esporádicos.

 

Há resolução para o problema da Síndrome Respiratória?

A correção da síndrome é cirúrgica. A cirurgia pode ajudar na melhoria dos sinais clínicos e na qualidade de vida do animal. A cirurgia deve ser considerada depois dos 6 meses e preferencialmente nos primeiros anos.

 

Diagnóstico pré-cirúrgico: todos os Bulldog devem ser submetidos à correção cirúrgica?

Nem todos os animais desta raça necessitam de cirurgia e a avaliação deve ser feita por um médico veterinário. O diagnóstico da síndrome respiratória dos braquicéfalos é feito por etapas. As narinas estenóticas diagnosticam-se através da observação visual. Para observação do alongamento do palato mole, eversão dos sacos laríngeos, colapso laríngeo, e para descartar a existência de neoplasias e corpos estranhos é necessário anestesiar o animal e submete-lo a uma laringoscopia. Na avaliação com o animal sedado é realizado também raio-X cervical e torácico para avaliar a existência de hipoplasia traqueal.

 

Em que consiste a cirurgia?

Consiste na correção do tamanho do palato mole e da abertura das narinas. Caso os sacos laríngeos (situados na laringe) se encontrem evertidos são removidos. Existem diferentes técnicas cirúrgicas que podem ser executadas: com recurso a laser CO2, laser díodo, ou mediante corte e sutura.

 

Prognóstico

Depende da severidade dos sinais clínicos no momento do diagnóstico e correção cirúrgica e da idade do animal. O prognóstico é tanto melhor quanto mais jovem for o animal, isto porque o aumento da resistência à passagem do ar ao longo do tempo faz com que a cartilagem laríngea se vá degenerando – o que aumenta a dificuldade respiratória e piora bastante o prognóstico mesmo após resolução cirúrgica.

 

Há precauções a ter por parte do dono?

Tentar que o animal mantenha o peso ideal e promover a restrição de exercício e de situações de stress, para evitar ao máximo o stress respiratório.

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia

Pipetas e coleiras desparasitantes: Descubra as diferenças

Qual a diferença entre pipeta e coleira

O que são e como atuam as pipetas e coleiras desparasitantes?

 

 

Independente do formato do produto que escolher, deve saber que ambas as pipetas e coleiras desparasitantes, conferem proteção contra pulgas e carraças.

No entanto, dependendo do tipo de princípio ativo incluído em cada marca existente no mercado, podem inclusivamente ter um nível de proteção contra outro tipo de parasitas como ácaros, insetos, parasitas internos, etc.

Outra questão bastante frequente é a validade de cada um destes produtos.
Neste caso a duração, depende do tipo de desparasitante que estiver a administrar ao seu patudo.

 

Resumidamente:

  • Os comprimidos têm uma duração que vai de 1 a 3 meses;
  • A coleira pode ter uma duração que varia entre 4 a 8 meses;
  • A pipeta deve ser substituída mensalmente.

 

Qual o melhor desparasitante para o meu patudo?

 

A escolha da forma como vai fazer a desparasitação do seu amigo de 4 patas varia de acordo com uma série de fatores, como por exemplo o meio onde o seu patudo brinca, se vive no campo ou na cidade, etc.

Assim sendo, fiz uma lista dos produtos desparasitantes que pode encontrar no mercado e qual a sua finalidade.

 

Coleiras desparasitantes:

 

Scalibor® A principal proteção é contra mosquitos, incluindo o transmissor da leishmaniose, e carraças. Tem uma duração de 4 meses contra pulgas e de 6 meses contra os restantes parasitas;

 

Seresto® A principal proteção é contra pulgas e carraças (funcionando mesmo como repelente contra estas últimas) e atua durante um período que pode ir até 8 meses. Previne também a picada do mosquito transmissor da Leishmaniose.

 

Pipetas desparasitantes:

 

Advantix® Repele mosquitos, elimina pulgas e carraças;

 

Frontline Combo® – protege contra pulgas, carraças e piolhos. Elimina ovos e larvas de pulga do meio ambiente;

 

Advocate® – elimina pulgas e piolhos. Ajuda no tratamento de sarna sarcótica e sarna demodécica. Protege contra alguns parasitas internos, incluindo o parasita causador da dirofilariose;

 

Stronghold® – elimina pulgas, piolhos, ajuda no tratamento de sarna sarcótica e protege contra alguns parasitas intestinais;

 

Activyl Plus® – elimina pulgas e carraças, repele mosquitos.

 

Neste formato, a forma como deve ser feita a aplicação pode também levantar dúvidas e como tal eu explico o processo:

A pipeta deve ser colocado na zona do dorso do patudo, entre as escápulas, em vários pontos, devendo o pêlo ser afastado para que o produto entre em contacto direto com a pele, pois é esta o condutor para que se espalhe por todo o corpo.

Precisamente por ser a pele que espalha o produto por todo o patudo, aconselha-se que não seja dado banho alguns dias antes e alguns dias depois da aplicação da pipeta.

 

Comprimidos ectoparasiticidas:

 

Embora não me tenha focado muito nos comprimidos desparasitantes, estes têm vindo a ser reportados como tendo uma eficácia superior em relação a outros métodos, principalmente no combate às pulgas.

 

Bravecto® – Promove uma ação contra pulgas e carraças, com uma duração de três meses. Algumas pesquisas recentes indicam inclusivamente que constitui uma boa opção no tratamento da sarna demodécica.

 

Nexgard® – Promove uma ação contra pulgas e carraças, com uma duração de um mês.

 

 

Pipetas e coleiras desparasitantes – vantagens e desvantagens

 

Ao longo deste artigo fui falando de algumas características dos vários tipos de desparasitação e como tal será mais fácil perceber qual o produto que deve administrar ao seu patudo.

Em relação à durabilidade, sem dúvida que as coleiras se sobrepõem às pipetas, no entanto as pipetas possibilitam uma maior distribuição do produto pelo corpo e de forma mais uniforme e assim podem ser mais eficazes no combate aos parasitas externos.

Além de uma eficácia maior, também são mais seguras em comparação às coleiras, pois não estão expostas e assim não há o risco de entrarem em contacto com as pessoas.

 

Para garantir eficácia

 

Há outros comportamentos que podem ajudar na prevenção ou no descobrimento de parasitas indesejados rapidamente.

Escove o seu patudo regularmente e dê-lhe banhos ajustado à frequência com a raça dele os deve tomar.

Assim além de desparasitados e perfumado, estará ainda sempre cheio de estilo.

Daniela Leal

Médica Veterinária de Animais de Companhia