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História de Hachiko: o cão que esperou 10 anos pelo seu dono

A história de Hachiko, Akita que esperou pelo seu tutor durante dez anos, atravessa gerações! É um exemplo de lealdade e respeito. Conheça-a aqui.

3 min de leitura
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Hachiko, cão de raça Akita-Inu, nasceu em Odate, no Japão em Novembro de 1923 e foi enviado em 1924 para a sua nova família, na casa do Professor Eisaburo Ueno.

Ueno e Hachiko tornaram-se amigos inseparáveis!

Ueno era um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio, que vivia em Shibuya, perto da estação de comboio.

Diariamente, Ueno utilizava o comboio como meio de transporte até ao local de trabalho, sendo parte integrante da rotina de Hachiko acompanhá-lo todas as manhãs. Dirigiam-se juntos até à estação de Shibuya e Hachiko retornava sozinho à estação durante as tardes, esperando o Professor, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.

A 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um AVC, durante uma reunião do corpo docente, na faculdade e faleceu. Hachiko, no horário habitual, esperava pelo seu dono pacientemente na estação… Naquele dia a espera durou até a madrugada.

Conta a história que na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, partiu as portas de vidro da casa e dirigiu-se para a sala onde o corpo foi colocado, passando a noite deitado ao lado do seu mestre.

Outro relato, afirma que aquando a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachiko saltou para dentro do mesmo e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Após a morte do Professor, Hachiko foi oferecido a familiares que moravam em Asakusa, no leste de Tóquio. Contudo, fugiu variadas vezes até retornar à sua casa em Shibuya.

Posteriormente, foi dado ao ex-jardineiro da família, que o conhecia desde cachorro, mas Hachiko continuava a fugir. Acabava por aparecer sempre na sua antiga casa, até que percebeu que o professor Ueno não morava mais ali.

Hachiko continuava a dirigir-se, diariamente à estação de comboios de Shibuya, esperando que o seu dono regressasse. Procurava-o entre os passageiros, saindo somente quando a fome e sede o obrigavam. Anos passaram e os passageiros começaram a trazer-lhe comida para aliviar sua vigília.

A devoção de Hachiko à memória de seu mestre impressionou o povo japonês, tornando-o modelo de dedicação à memória da família. Esta história passou de geração em geração e, ainda hoje, é utilizada para educar crianças, por pais e professores.

Em 21 de Abril de 1934, uma estátua em bronze de Hachiko, esculpida por Teru Ando, foi erguida na estação de Shibuya. A cerimónia de inauguração foi um grande evento que contou com a participação de uma multidão de pessoas, incluindo o neto do professor Ueno. Durante a 2ª Guerra Mundial, a estátua foi destruída, sendo esculpida, mais tarde, uma réplica pelo filho de Teru Ando.

Devido aos anos passados nas ruas, Hachiko estava magro e com feridas das lutas com outros cães. O seu aspeto miserável fazia esquecer o cão forte que já que tinha sido. Envelheceu, tornando-se muito fraco e doente. Faleceu na estação de comboios, na madrugada de 8 de Março de 1935, com 11 anos e 4 meses de idade. A morte de Hachiko destacou-se nas primeiras páginas dos jornais japoneses! Um dia de luto foi declarado.

Hachiko esperou nove anos e dez meses pelo seu tutor.

Ana Matias

Médica Veterinária

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