Febre da carraça

Saúde

As carraças são um dos parasitas mais perigosos devido ao facto de passarem despercebidos e poderem transmitir diversas patologias. Neste artigo vamos explicar-lhe tudo o que precisa de saber sobre a febre da carraça.

O que é?

A febre da carraça, tal como o nome indica, é uma doença que pode ser transmitida aos cães e aos seres humanos após a picada da carraça. A doença é causada por uma série de agentes etiológicos que podem estar presentes na carraça, sendo as principais Ehrliquia spp, Babesia spp e a Rickettsia spp. Regra geral, infectam os glóbulos brancos ou vermelhos, causando a sua destruição.

Sintomas da febre da carraça

Os sintomas são normalmente muito inespecíficos e podem incluir febre, prostração, inapetência, falta de apetite, mucosas pálidas, gânglios linfáticos aumentados, dificuldades de locomoção, entre outros. Em casos mais graves pode mesmo desenvolver-se insuficiência renal e icterícia. Pelo facto de serem sinais comuns a muitas doenças, o seu diagnóstico torna-se por vezes mais complicado e demorado, o que permite a evolução da doença.

Tratamento da febre da carraça

O tratamento inclui sempre a administração de antibióticos adequados, de acordo com o agente etiológico e durante um longo período de tempo. No entanto, muitas vezes isto não é suficiente e é necessário internamento (para corrigir a desidratação e nutrir o animal) e, em casos mais graves, pode até ser necessária uma transfusão sanguínea.

Transmissão ao Homem

A febre da carraça é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode afetar tanto seres humanos como animais. Apesar de os cães não transmitirem diretamente a doença ao Homem, podem ser reservatórios das carraças que, ao picar o Homem, podem acabar por lhe transmitir a doença.

Prevenção e controlo

No que diz respeito à febre da carraça, a prevenção deverá ser a palavra chave. Trata-se de uma patologia bastante grave e cuja prevenção é relativamente simples. A desparasitação externa é o ponto fulcral na prevenção desta doença. A desparasitação deve ser particularmente rigorosa na primavera, verão e outono mas nunca deve ser descorada em nenhuma altura do ano. No que diz respeito à desparasitação externa, pode optar por pipetas, coleiras ou comprimidos, atendendo sempre à duração do mesmo e à recomendação do seu médico veterinário, uma vez que, dependendo da área geográfica, há produtos que funcionam melhor que outros.

É muito importante que caso veja alguma carraça no seu animal, a retire corretamente, esteja muito atento ao desenvolvimento de potenciais sinais clínicos e, caso tal aconteça, se dirija de imediato ao médico veterinário.

 

Ana Cláudia Gonçalves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

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