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Epilepsia canina: que cuidados devo ter?

Saúde

A epilepsia idiopática é uma doença que pode ter um carater genético e que aparece normalmente em cães entre idades compreendidas entre 1-5 anos.

A epilepsia é provocada por alterações na atividade normal das células do sistema nervoso central. Os cães têm ataques convulsivos (convulsões) cada vez mais frequentes em espaços de tempo cada vez mais curtos. Entre os episódios os cães estão encontram-se bem clinicamente e conseguem ter uma vida normal.

 

O que são ataques convulsivos?

Os ataques convulsivos generalizados caracterizam-se pela sua apresentação clínica: contrações musculares involuntárias e fasciculações, na maioria com movimentos tónico-clónicos, perda de consciência durante a convulsão e alterações de comportamento antes (prodomos) e depois do ataque (período pós-ictal). Por vezes os cães podem urinar, defecar, vomitar e salivar durante o ataque convulsivo. Os ataques, regra geral, não duram mais do que 2 minutos.

 

Como deve o dono reagir/atuar perante uma convulsão?

Manter a calma, dar medicação SOS via retal caso a tenha (ampolas de diazepam), filmar o ataque se possível (é sempre útil para a interpretação do clínico que vai abordar o caso) e manter o animal num local não agitado e sem zonas onde se possa magoar.

 

Cão com ataques – será que tem epilepsia?

Um cão que tenha sofrido um ataque deve ser visto por um médico veterinário assim que possível. É importante perceber se se trata de um ataque convulsivo ou de outro tipo de episódio (síncope, por exemplo). A causa dos ataques convulsivos pode ser idiopática, secundária ou estrutural.

 

Como diagnosticar epilepsia idiopática?

A epilepsia idiopática é um diagnóstico de exclusão. É necessário perceber se existem outras causas patológicas a causar convulsões (intoxicações, doença renal, doença hepática, tumores intracranianos, etc.).

É crucial estabilizar primeiro o animal (se estiver em estado convulsivo) e depois prosseguir para o plano diagnostico. Para descartar a existência de causas secundárias e estruturais de ataques convulsivos é necessária a realização de um painel diagnóstico que inclui análises de sangue, raio-X torácico, ecografia abdominal e por vezes TAC ou Ressonância Magnética, juntamente com avaliação do líquido cefalorraquidiano.

 

Que cuidados necessitam os cães com esta doença?

Cães com epilepsia idiopática diagnosticada devem iniciar medicação para as convulsões, assim que recomendado pelo Médico Veterinário – medicação oral diária, composta por um ou mais medicamentos.

Uma das medicações mais utilizadas no tratamento deste tipo de patologia é o fenobarbital.

 

Raças predispostas

Raças como o Boxer, Labrador e Border Collie são raças que, pelos estudos clínicos, evidenciam predisposição para o aparecimento da doença. Contudo, qualquer cão pode manifestar a doença.

 

Daniela Leal
Médica Veterinária de Animais de Companhia

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