Como alimentar um cachorro recém-nascido?

Alimentação

Criar cachorros a biberão não é ideal, mas por vezes, devido às circunstâncias, é a única opção. Vamos então ver como o fazer melhor!

Cuidados gerais

Depois de inicialmente avaliados por um Médico Veterinário, de modo a identificar eventuais problemas de saúde, os cachorros devem ser mantidos num local limpo, seco e quente, durante as suas primeiras semanas de vida.

Até às 4 semanas os cachorros não conseguem regular a sua temperatura corporal, por isso devem ser aquecidos. Nunca utilize fontes de calor (ex.: saco de água quente) diretamente em contacto com os cachorros pois pode provocar queimaduras!

Além disso, cachorros tão jovens não têm grandes reservas de energia pelo que, se não forem alimentados com frequência suficiente, podem sucumbir à hipoglicémia.

Até às 3-4 semanas de idade, devem ser estimulados a urinar e defecar. A mãe faria isto lambendo os cachorros após a refeição. Em sua substituição, deve massajar gentilmente o ânus e zona urogenital com uma compressa humedecida em água morna, até que haja emissão de urina/fezes.

Idealmente os cachorrinhos devem ser pesados diariamente e os seus pesos registados. Um aumento diário de 5-10% do peso, é considerado saudável!

Alimentar com o quê?

Os cachorros devem ser alimentados com leite adequado para a sua espécie, o mais aproximado, em composição, ao leite materno. Assim, o leite para cachorro, em pó, é a opção mais saudável, limitando a ocorrência de diarreias por intolerância ao leite e carências nutricionais (frequentes quando alimentados com leite de outras espécies).

Com que frequência e que quantidade?

Regra geral, se os cachorros estão acordados e barulhentos, é porque têm fome! Depois de beberem o leite e fazerem as suas necessidades voltam a acalmar e a dormir, até à próxima refeição.

Até às 2 semanas de idade devem ser alimentados de 2 em 2 horas. À medida que crescem, o espaço entre refeições pode ser alargado para 3-4 horas (2-3 semanas) e para 4-6 horas a partir das 4 semanas.

Cada marca de leite em pó tem as suas indicações em termos de preparação e quantidade, e estas devem ser seguidas. Geralmente, no rótulo, é indicada a quantidade de leite em pó por refeição, consoante o peso e idade do cachorro, juntamente com a quantidade de água morna que é necessário adicionar.

Como? A posição é importante?

O leite deve ser oferecido morno aos cachorros. Idealmente deve ser preparada apenas a quantidade necessária para cada refeição, lavando e esterilizando os biberões de seguida.

Alguns cachorros transitam para o biberão facilmente, outros têm mais dificuldade. Paciência e persistência são as palavras chave!

O posicionamento do cachorro é de extrema importância. Devem ser alimentados de barriga para baixo ou ligeiramente elevados e nunca de barriga para cima! Deve certificar-se que a abertura da tetina é suficiente para que consigam mamar, mas não exagerada.

Quando introduzir alimentos semissólidos e/ou sólidos

Por volta das 4 semanas de idade começa o processo de desmame. Deve ser oferecida água (numa taça rasa) e comida para cachorro, húmida ou seca, pelo menos 4 vezes ao dia.

Se optar pela alimentação seca, humedecê-la com água morna torna-a mais apetitosa e fácil de ingerir, numa fase inicial.

O leite deve continuar a ser oferecido, cada 6-8 horas, até às 6 semanas de idade, como complemento à ração/comida húmida. Assim, garantimos que os cachorros recebem todas as calorias e nutrientes necessários a um correto desenvolvimento!

Sinais de alarme

Uma das complicações mais frequentes da alimentação por biberão, é a pneumonia por aspiração, em que, por deficiente posicionamento, exagerada ingestão de ar ou abertura demasiado grande da tetina, o leite acaba por ir para os pulmões em vez de ir para o estômago. Se não for tratada a tempo, o seu desfecho é fatal.

Outros sinais que devem conduzir, rapidamente, a consulta médico-veterinária são:

  • Diarreia
  • Vómitos
  • Diminuição da capacidade de mamar
  • Diminuição da atividade
  • Choro constante
  • Dificuldade respiratória
  • Perda/não aumento de peso

Inês Carvalho
Médica Veterinária

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